Liturgia diária

Agenda litúrgica

2026-04-13

Segunda-feira da semana II

S. Martinho I, papa e mártir – MF
Branco ou verm. – Ofício da féria ou da memória (Semana II do Saltério).
Missa da féria ou da memória, pf. pascal.

L 1: At 4, 23-31; Sl 2, 1-3. 4-6. 7-9
Ev: Jo 3, 1-8

* Na Diocese de Aveiro – Aniversário da Dedicação da igreja catedral. Na Sé – SOLENIDADE (transferida).

 

Missa

 

Antífona de entrada Rm 6, 9
Cristo, ressuscitado de entre os mortos, já não pode morrer.
A morte não tem domínio sobre Ele. Aleluia.

Oração coleta
Deus todo-poderoso,
que, tendo-nos renovado pela celebração dos mistérios pascais,
nos libertastes da condição do homem terreno,
fazei que nos transformemos à imagem do homem celeste,
nosso Senhor Jesus Cristo.
Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I At 4, 23-31
«Depois de terem rezado, ficaram cheios do Espírito Santo
e começaram a anunciar com firmeza a palavra de Deus»

A proclamação da palavra de Deus e a aceitação que os homens lhe dão é fruto do Espírito Santo. Por isso, a pregação do Evangelho não é propaganda, mas anúncio; não é apenas demonstração, mas iluminação; não convence apenas, mas converte. Foi à luz do Espírito Santo que aos primeiros cristãos foi revelado que o sentido último das palavras do Antigo Testamento se referia ao mistério de Jesus Cristo.

Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Pedro e João, tendo sido postos em liberdade, voltaram para junto dos seus e contaram-lhes tudo o que os príncipes dos sacerdotes e os anciãos lhes tinham dito. Depois de os ouvirem, invocaram a Deus numa só alma, dizendo: «Senhor, Vós fizestes o céu, a terra, o mar e tudo o que neles se encontra; Vós dissestes, mediante o Espírito Santo, pela boca do nosso pai David, vosso servo: ‘Porque se agitaram em tumulto as nações e os povos intentaram vãos projectos? Revoltaram-se os reis da terra e os príncipes conspiraram juntos contra o Senhor e contra o seu Ungido’. Na verdade, Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se nesta cidade com as nações pagãs e os povos de Israel contra o vosso santo servo Jesus, a quem ungistes. Assim cumpriram tudo o que o vosso poder e sabedoria tinham de antemão determinado. E agora, Senhor, vede como nos ameaçam e concedei aos vossos servos que possam anunciar com toda a confiança a vossa palavra. Estendei a vossa mão, para que se realizem curas, milagres e prodígios, em nome do vosso santo servo Jesus». Depois de terem rezado, tremeu o lugar onde estavam reunidos: todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a anunciar com firmeza a palavra de Deus.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 2, 1-3.4-6.7-9 (R. cf. 12d ou Aleluia)
Refrão: Felizes aqueles que confiam no Senhor. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Porque se agitam em tumulto as nações
e os povos intentam vãos projectos?
Revoltam-se os reis da terra
e os príncipes conspiram juntos
contra o Senhor e contra o seu Ungido:
«Quebremos as suas algemas
e atiremos para longe o seu jugo». Refrão

Aquele que mora nos céus sorri,
o Senhor escarnece deles.
Então lhes fala com ira
e com sua cólera os atemoriza:
«Fui Eu quem ungiu o meu Rei
sobre Sião, minha montanha sagrada». Refrão

Vou proclamar o decreto do Senhor.
Ele disse-me: «Tu és meu filho, Eu hoje te gerei.
Pede-me e te darei as nações como herança
e os confins da terra para teu domínio.
Hás-de governá-los com ceptro de ferro,
quebrá-los como vasos de barro». Refrão

ALELUIA Col 3, 1
Refrão: Aleluia Repete-se

Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto,
onde Cristo está sentado à direita de Deus. Refrão


EVANGELHO Jo 3, 1-8
«Quem não nascer da água e do Espírito
não pode entrar no reino de Deus»

O Tempo Pascal é o tempo da mistagogia, isto é, da catequese dos sacramentos da Igreja, particularmente dos sacramentos da iniciação cristã, que seria normal terem sido celebrados na Vigília pascal. Não era antes de termos sido iniciados por meio deles que os poderíamos ter entendido, mas agora que, por eles, estamos introduzidos na comunidade da Igreja (S. Ambrósio). A conversa de Jesus com Nicodemos é verdadeira catequese sobre o Batismo. Sacramento celebrado com a água sob a ação do Espírito; o Batismo é verdadeiro nascimento do cristão como filho de Deus em Cristo.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Havia um fariseu chamado Nicodemos, que era um dos principais entre os judeus. Foi ter com Jesus de noite e disse-Lhe: «Rabi, nós sabemos que vens da parte de Deus como mestre, pois ninguém pode realizar os milagres que Tu fazes se Deus não está com ele». Jesus respondeu-lhe: «Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer de novo não pode ver o reino de Deus». Disse-Lhe Nicodemos: «Como pode um homem nascer, sendo já velho? Pode entrar segunda vez no seio materno e voltar a nascer?» Jesus respondeu: «Em verdade, em verdade te digo: Quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. O que nasceu da carne é carne e o que nasceu do Espírito é espírito. Não te admires por Eu te haver dito que todos devem nascer de novo. O vento sopra onde quer: ouves a sua voz, mas não sabes donde vem nem para onde vai. Assim acontece com todo aquele que nasceu do Espírito».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor, os dons da vossa Igreja em festa;
Vós que lhe destes tão grande alegria,
fazei-a tomar parte na felicidade eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio Pascal I-V

Antífona da comunhão Jo 20, 19
Jesus apareceu aos seus discípulos e disse-lhes:
A paz esteja convosco. Aleluia.

Oração depois da comunhão
Olhai com bondade, Senhor, para o vosso povo
e fazei chegar à gloriosa ressurreição da carne
aqueles que renovastes com os sacramentos de vida eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

Santo

São Martinho I, papa e mártir

 

 

Martirológio

São Martinho I, papa e mártir, que condenou a heresia dos monotelistas no Sínodo de Latrão; e quando o exarca Calíopa, por ordem do imperador Contante II, invadiu violentamente a Basílica Lateranense, foi arrancado da sua sede e conduzido a Constantinopla, onde ficou prisioneiro sob fortíssima vigilância; finalmente, relegado para Quersoneso, passados cerca de dois anos alcançou o fim das tribulações e a coroa eterna.

 

2.   Em Pérgamo, na província da Ásia, na hodierna Turquia, os santos mártires Carpo, bispo de Tiatira, Pápilo, diácono, Agatónica, irmã de Pápilo, e muitos outros, que pela confissão da fé receberam a coroa do martírio.

3.   Em Ravena, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, região da Itália, Santo Urso, bispo, que transferiu a sede episcopal de Classe para esta cidade, dedicou a igreja catedral no dia da Páscoa com o título de Santa Anastásia e no mesmo dia, alguns anos depois, também ele partiu para a glória da ressurreição.

4.   Em Tarragona, na Hispânia, Santo Hermenegildo, mártir, que, sendo filho do rei ariano Leovigildo, se converteu à fé católica por obra do bispo São Leandro; metido no cárcere por se ter rebelado contra a vontade do pai e recusar-se a receber a comunhão das mãos de um bispo ariano no dia da solenidade da Páscoa, por ordem do próprio pai, morreu ao fio da espada.

5*.   No mosteiro de Santa Maria da Capela, junto de Wast, no terrritório de Boulogne, na França, a Beata Ida, que, ficando viúva de Eustáquio, conde de Boulogne, se notabilizou pela liberalidade para com os pobres e pelo zelo pelo decoro da casa de Deus.

6*.   Em Saint David, no País de Gales, São Carádoco, presbítero e eremita, que deixou o palácio real, onde tocava harpa, ao ver como ali se amavam mais os cães do que os homens, e procurou a orientação do abade Teliavo para se colocar ao serviço de Deus.

7*.   No mosteiro cisterciense de Roosendaal, no Brabante, na actual Holanda, a Beata Ida, virgem, que sofreu muitos maus tratos do pai antes de entrar na vida religiosa e pela austeridade da sua vida imitou em seu corpo a paixão de Cristo.

8*.   No mosteiro de Fonte Avellana, na Úmbria, região da Itália, o Beato Albertino, eremita e prior de uma comunidade de eremitas, que preferiu a solidão às honras e colaborou na conciliação de cidades em conflito.

9*.   Em Città di Castello, também na Úmbria, Santa Margarida, virgem das Irmãs da Penitência de São Domingos, que, tendo nascido cega, disforme e rejeitada pelos seus pais, confiou sempre de todo o coração no nome de Jesus.

10*.   Em Rochester, na Inglaterra, os beatos Francisco Dickenson e Milo Gerard, presbíteros e mártires, que, regressando do Colégio dos Ingleses de Reims à sua pátria, para exercer clandestinamente o ministério sacerdotal, no reinado de Isabel I foram suspensos da forca e submetidos a outros cruéis suplícios.

11*.   Em York, na Inglaterra, os beatos João Lockwood e Eduardo Catherick, presbíteros e mártires no reinado de Carlos I, o primeiro dos quais, com oitenta e quatro anos de idade e já por duas vezes condenado à morte por causa do sacerdócio, quis subir ao patíbulo à frente do jovem e atemorizado companheiro, para o incitar ao glorioso martírio.

12*.   Na ilha da Reunião, no Oceano Índico, o Beato Escubílio (João Bernardo Rousseau), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que ensinou incansavelmente as crianças e deu ajuda aos pobres e esperança aos escravos.

13*.   Em Totoclan, povoação do território de Guadalajara, no México, São Sabas Reyes, presbítero e mártir, que durante a perseguição mexicana morreu por Cristo Sacerdote e Rei universal.

14♦. Em Lecco, cidade da Lombardia, na Itália, o Beato Serafim Morazzone, presbítero da diocese de Como.