Liturgia diária

Agenda litúrgica

2025-08-07

Quinta-feira da semana XVIII

Santos Sisto II, papa, e companheiros, mártires – MF
S. Caetano, presbítero – MF
Verde, verm. ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L 1 Nm 20, 1-13; Sl 94 (95), 1-2. 6-7. 8-9
Ev Mt 16, 13-23

* Na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços – S. Alberto de Trápani, presbítero – FESTA e MO
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – Bb. Agatângelo e Cassiano, presbíteros e mártires, da I Ordem – MF
* Na Ordem de São Domingos – I Vésp. de S. Domingos.

 

Missa

 

Antífona de entrada Sl 69, 2.6
Deus, vinde em meu auxílio, Senhor, socorrei-me e salvai-me.
Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.

Oração coleta
Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade
aos filhos que Vos imploram,
e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça
naqueles que se gloriam
de Vos ter por seu criador e sua providência.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos ímpares) Num 20, 1-13
«As águas brotaram em abundância»

No meio da marcha do povo através do deserto, o rochedo, que, batido pela vara de Moisés, deixa correr água, é mais um sinal da presença de Deus no meio do seu povo. Jesus um dia dirá: “Se alguém tem sede, venha a Mim e beba” (Jo 7, 37). Ele é o verdadeiro rochedo donde brota a água viva. No tempo de Moisés, como sobretudo depois que Ele veio ao mundo feito homem, o Filho de Deus vem do Pai até nós como torrente de água viva que pode matar a sede a todos os que d’Ele se aproximam.

Leitura do Livro dos Números
Naqueles dias, toda a comunidade dos filhos de Israel chegou ao deserto de Sin no primeiro mês. O povo acampou em Cades, onde Maria morreu e foi sepultada. Como não havia água para a comunidade, amotinaram-se contra Moisés e Aarão. O povo questionava com Moisés, dizendo: «Mais valia termos morrido, quando os nossos irmãos pereceram na presença do Senhor. Porque trouxestes a assembleia do Senhor a este deserto? Para aqui morrermos, nós e os nossos gados? Porque nos fizestes sair do Egito e nos trouxestes a este péssimo lugar, onde não se pode semear, onde não há figueiras, nem vinhas, nem romãzeiras, nem água para beber?». Moisés e Aarão afastaram-se da assembleia, dirigiram-se para a entrada da Tenda da Reunião e prostraram-se de rosto em terra. Apareceu-lhes então a glória do Senhor e o Senhor falou a Moisés, dizendo: «Toma a vara e reúne a comunidade, juntamente com teu irmão Aarão. Depois, à vista deles, ordenarás àquele rochedo e ele deixará correr as suas águas. Farás sair para eles água do rochedo e darás de beber à comunidade e aos seus gados». Moisés tomou a vara da presença do Senhor, como Ele lhe tinha ordenado. Depois Moisés e Aarão reuniram a assembleia em frente do rochedo e Moisés disse-lhes: «Escutai, rebeldes. Poderemos nós fazer brotar água deste rochedo?». Moisés ergueu a mão e bateu duas vezes com a vara no rochedo. Então as águas brotaram em abundância e bebeu toda a comunidade, bem como os seus gados. O Senhor disse a Moisés e a Aarão: «Porque não acreditastes em Mim para manifestardes a minha santidade diante dos filhos de Israel, não introduzireis este povo na terra que Eu lhe vou dar». Estas são as águas de Meriba, onde os filhos de Israel se opuseram ao Senhor e Ele lhes manifestou a sua santidade.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 94 (95), 1-2.6-7.8-9 (R. cf. 8ab)
Refrão: Se hoje ouvirdes a voz do Senhor,
não fecheis os vossos corações. Repete-se

Vinde, exultemos de alegria no Senhor,
aclamemos a Deus, nosso salvador.
Vamos à sua presença e dêmos graças,
ao som de cânticos aclamemos o Senhor. Refrão

Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
Pois Ele é o nosso Deus
e nós o seu povo, as ovelhas do seu rebanho. Refrão

Quem dera ouvísseis hoje a sua voz:
«Não endureçais os vossos corações,
como em Meriba, como no dia de Massa no deserto,
onde vossos pais Me tentaram e provocaram,
apesar de terem visto as minhas obras». Refrão


ALELUIA Mt 16, 18
Refrão: Aleluia Repete-se
Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja
e as portas do inferno não prevalecerão contra ela.
Refrão


EVANGELHO Mt 16, 13-23
«Tu és Pedro e dar-te-ei as chaves do reino dos Céus»

Antes de anunciar aos discípulos a sua morte, Jesus pede-lhes um ato de fé n’Ele. É Pedro quem o faz. A este ato de fé, em que Pedro declara: “Tu és o Messias...”, Jesus responde imediata e diretamente: “Tu és Pedro...”. A Igreja será edificada, como sobre uma rocha, sobre este ato de fé de Pedro.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus foi para os lados de Cesareia de Filipe e perguntou aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do homem?». Eles responderam: «Uns dizem que é João Batista, outros que é Elias, outros que é Jeremias ou algum dos profetas». Jesus perguntou: «E vós, quem dizeis que Eu sou?». Então, Simão Pedro tomou a palavra e disse: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo». Jesus respondeu-lhe: «Feliz de ti, Simão, filho de Jonas, porque não foram a carne e o sangue que to revelaram, mas sim meu Pai que está nos Céus. Também Eu te digo: Tu és Pedro; sobre esta pedra edificarei a minha Igreja e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. Dar-te-ei as chaves do reino dos Céus: tudo o que ligares na terra será ligado nos Céus, e tudo o que desligares na terra será desligado nos Céus». Então, Jesus ordenou aos discípulos que não dissessem a ninguém que Ele era o Messias. E começou a explicar aos seus discípulos que tinha de ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos príncipes dos sacerdotes e dos escribas; que tinha de ser morto e ressuscitar ao terceiro dia. Pedro, tomando-O à parte, começou a contestá-l’O, dizendo: «Deus Te livre de tal, Senhor! Isso não há de acontecer!» Jesus voltou-Se para Pedro e disse-lhe: «Vai-te daqui, Satanás. Tu és para mim uma ocasião de escândalo, pois não tens em vista as coisas de Deus, mas dos homens».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Santificai, Senhor, estes dons,
que Vos oferecemos como sacrifício espiritual,
e fazei de nós mesmos
uma oblação eterna para vossa glória.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sb 16, 20
Saciastes o vosso povo com o pão dos anjos,
destes-nos, Senhor, o pão do céu.

Ou: Cf. Jo 6, 35
Eu sou o pão da vida, diz o Senhor.
Quem vem a Mim nunca mais terá fome,
quem crê em Mim nunca mais terá sede.

Oração depois da comunhão
Senhor, que nos renovais com o pão do céu,
protegei-nos sempre com o vosso auxílio,
fortalecei-nos todos os dias da nossa vida
e tornai-nos dignos da redenção eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Santo

Santos Sisto II, papa, e companheiros, mártires

 

São Caetano, presbítero

 

 

Martirológio

Memória dos santos Sisto II, papa, e companheiros, mártires. O papa São Sisto, quando celebrava os santos mistérios e ensinava aos irmãos os mandamentos celestes, por força do edito do imperador Valeriano foi inesperadamente preso pelos soldados e degolado no dia seis de Agosto; com ele sofreram o martírio quatro diáconos, que foram sepultados com o pontífice em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia. No mesmo dia também os santos Agapito e Felicíssimo, seus diáconos, padeceram o martírio no cemitério de Pretextato, onde também foram sepultados. 

 

São Caetano de Thiene, presbítero, que em Nápoles, na Campânia, região da Itália, se dedicou piedosamente a obras de caridade, especialmente em favor dos enfermos incuráveis, promoveu associações para a formação religiosa dos leigos e instituiu os Clérigos Regrantes para a renovação da Igreja, recomendando aos seus discípulos a norma de imitar a primitiva vida apostólica.

 

3.   Em Augsburgo, na Récia, actualmente na Alemanha, Santa Afra, mártir, que, convertida de uma vida de pecado à fé cristã, segundo se narra, ainda não baptizada foi lançada ao fogo por dar testemunho de Cristo.

4.   Em Arezzo, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, São Donato, o segundo bispo desta sede, do qual o papa São Gregório Magno louva a virtude e a eficácia da oração.

5.   Em Chalons, na Gália Bélgica, hoje na França, São Donaciano, bispo.

6.   Em Ruão, também na Gália Bélgica, hoje na França, São Vitrício, bispo, que, ainda soldado, por ter deixado o exército no tempo do imperador Juliano para seguir a Cristo, foi submetido pelo tribuno a muitas torturas e condenado à morte; mas, alcançando a liberdade, depois de ter sido consagrado bispo, conduziu à fé cristã as fogosas populações dos Morinos e dos Nérvios, na Gália Setentrional.

7*.   Em Besançon, na Borgonha, também na actual França, São Donato, bispo, que compôs uma Regra para as Virgens segundo os ensinamentos dos santos Bento, Columbano e Cesário.

8*.   No território da Venécia, hoje na região do Véneto, na Itália, o Beato Jordão Forsaté, abade, que fundou mosteiros em Pádua e, não tendo podido, apesar de todos os esforços, evitar a ruína da sua pátria, foi para o exílio onde viveu de modo irrepreensível e, deixando admirável exemplo de virtude consumada e de sabedoria, adormeceu piedosamente no Senhor.

9*.   Em Messina, na Sicília, região da Itália, Santo Alberto dégli Abbáti, presbítero da Ordem dos Carmelitas, que pela sua pregação converteu muitos judeus a Cristo e, durante o cerco da cidade, foi intermediário providente.

10*.   Em Sassoferrato, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, o Beato Alberto, monge da Ordem dos Camaldulenses, insigne pela sua vida austera e pela fiel observância da Regra.

11*.   Em L’Áquila, no território dos Vestinos, também na hodierna Itália, o Beato Vicente, religioso da Ordem dos Menores, ilustre pela sua humildade e espírito de profecia.

12*.   Em Gondar, na Etiópia, os beatos Agatângelo de Vendôme (Francisco Nourry) e Cassiano de Nantes (Gonçalo Vaz Lopes-Neto de Nantes), presbíteros da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártires, que, na Síria, Egipto e Etiópia procuraram reconciliar os cristãos separados com a Igreja católica; mas, por ordem do rei da Etiópia, foram suspensos das árvores com os seus próprios cordões franciscanos e finalmente apedrejados até à morte.

13*.   Em Lencastre, na Inglaterra, os beatos Martinho de São Félix (João Woodcock), da Ordem dos Frades Menores, Eduardo Bamber e Tomás Whitaker, presbíteros e mártires, que, por serem sacerdotes e entrarem nos domínios do rei Carlos I, sofreram o suplício da forca.

14*.   Em York, também na Inglaterra, o Beato Nicolau Postgate, presbítero e mártir, que, no reinado de Carlos II, que por ser sacerdote e ter exercitado clandestinamente o seu ministério entre os pobres durante cerca de cinquenta anos, foi suspenso no patíbulo.

15*.   Em Gorka Duchowna, cidade próxima de Poznam, na Polónia, o Beato Edmundo Bojanowski, que se dedicou ardorosamente à instrução dos pobres e populações rurais segundo os preceitos do Evangelho e fundou a Congregação das Escravas do Imaculado Coração da Mãe de Deus.

16.   Em Colima, no México, São Miguel de la Mora, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, por ser sacerdote foi coroado com o martírio.

17♦.   Em Los Yébanes, próximo de Toledo, na Espanha, os beatos Teodósio Rafael (Diodoro López Hernando), Carlos Jorge (Dalmácio Bellota Pérez) e Eustáquio Luís (Luís Villanueva Montoya),  religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, durante a perseguição contra a Igreja, receberam dos homens a morte, mas de Deus a vida eterna.