Liturgia diária

Agenda litúrgica

2020-07-29

QUARTA-FEIRA da semana XVII

S. Marta – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 1 Jo 4, 7-16 (apropriada)
Ev Jo 11, 19-27 (própria)

* Na Ordem Beneditina – SS. Marta e Maria e S. Lázaro, hospedeiros do Senhor – MO
* Na Ordem de Cister e na Ordem Cisterciense da Estrita Observância – SS. Marta, Maria e Lázaro, hospedeiros do Senhor – MO
* Na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus – SS. Marta e Maria e S. Lázaro, hospedeiros do Senhor – FESTA
* Nas Irmãzinhas dos Anciãos Desamparados – S. Marta, Padroeira – SOLENIDADE

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 67, 6-7.36
Deus vive na sua morada santa,
Ele prepara uma casa para o pobre.
É a força e o vigor do seu povo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus, protector dos que em Vós esperam:
sem Vós nada tem valor, nada é santo.
Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia,
para que, conduzidos por Vós,
usemos de tal modo os bens temporais
que possamos aderir desde já aos bens eternos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos pares) Jer 15, 10.16-21
«Porque não tem fim a minha dor?
Se quiseres voltar, estarás na minha presença»

A dúvida e o sofrimento interior do profeta é a dor de todos os que não encontram alegria no seu trabalho pelo reino de Deus, porque se sentem desacompanhados e incompreendidos. Deus pode, por vezes, parecer ausente ou mudo. Ao profeta Ele responde, para lhe dizer que só a confiança total n’Ele nos pode colocar no verdadeiro caminho da alegria e da paz.

Leitura do Livro de Jeremias
Como sou infeliz, minha mãe! Porque me trouxestes ao mundo? Sou um homem contestado e perseguido em toda a terra! Ninguém me deve e eu não devo nada a ninguém; e no entanto sou amaldiçoado por todos. Quando apareciam as vossas palavras, Senhor, eu tomava-as como alimento. A vossa palavra era o encanto e a alegria do meu coração, porque sobre mim foi invocado o vosso nome, Senhor, Deus do Universo. Nunca me sentei com os folgazões para me divertir; sob o peso da vossa mão sentei-me solitário, porque a vossa indignação enchia a minha alma. Porque não tem fim a minha dor, porque não tem cura a minha ferida? Vós sois para mim como o ribeiro enganador, em cujas águas não se pode confiar. Então o Senhor falou-me, dizendo: «Se quiseres voltar, Eu farei que voltes, para estares na minha presença. Se separares o metal das impurezas, tu serás como a minha boca. São eles que virão ter contigo e não tu a ir ao seu encontro. Farei de ti para este povo uma forte muralha de bronze: lutarão contra ti, mas não poderão vencer-te, porque Eu estou contigo para te proteger e salvar. Eu te livrarei das mãos dos malvados, Eu te salvarei do poder dos violentos».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 58 (59), 2-3.4-5a.10-11.17 (R. 17d)
Refrão: Sois o meu refúgio, Senhor,
no dia da minha tribulação. Repete-se

Meu Deus, livrai-me dos inimigos,
protegei-me contra os meus agressores.
Defendei-me dos que praticam a iniquidade,
salvai-me dos homens sanguinários. Refrão

Armam ciladas para me tirar a vida,
conspiram contra mim homens poderosos.
Senhor, em mim não há crime nem pecado,
sem culpa minha correm a atacar-me. Refrão

Senhor, minha força, é para Vós que eu me volto,
sois Vós, ó Deus, o meu refúgio.
A bondade do meu Deus venha em meu auxílio
e me faça ver a derrota dos meus inimigos. Refrão

Eu cantarei, Senhor, a força do vosso poder,
de manhã louvarei a vossa bondade,
porque sois a minha fortaleza,
o meu refúgio no dia da tribulação. Refrão


ALELUIA Jo 15, 15b
Refrão: Aleluia Repete-se
Eu chamo-vos amigos, diz o Senhor,
porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.
Refrão


EVANGELHO Mt 13, 44-46
«Vendeu tudo quanto possuía para comprar aquele campo»
Jesus compara o reino de Deus a um tesouro escondido no campo e a uma pérola preciosa. O reino é o “único necessário”; só ele responde ao desejo mais profundo de realização do homem: imagem de Deus, o homem só n’Ele encontra o sentido da sua vida e a sua felicidade. Por isso, a novidade da descoberta do reino torna tudo o mais de interesse relativo. O reino merece todas as renúncias.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino dos Céus é semelhante a um tesouro escondido num campo. O homem que o encontrou tornou a escondê-lo e ficou tão contente que foi vender tudo quanto possuía e comprou aquele campo. O reino dos Céus é semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Ao encontrar uma de grande valor, foi vender tudo quanto possuía e comprou essa pérola».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor,
os dons que recebemos da vossa generosidade
e trazemos ao vosso altar,
e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça,
nos santifiquem na vida presente
e nos conduzam às alegrias eternas.
Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 102, 2
Bendiz, ó minha alma, o Senhor
e não esqueças os seus benefícios.

Ou Mt 5, 7-8
Bem-aventurados os misericordiosos,
porque alcançarão misericórdia.
Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento, memorial perene da paixão do vosso Filho,
fazei que este dom do seu amor infinito
sirva para a nossa salvação.
Por Nosso Senhor.

 

Santo

S. Marta

 

 

Martirológio

Memória de Santa Marta, que em Betânia, próximo de Jerusalém, recebeu na sua casa o Senhor Jesus e, quando morreu o seu irmão, confessou: “Tu és Cristo, o Filho de Deus, que veio ao mundo”.

 

2.   Comemoração de São Lázaro, irmão de Santa Marta, por quem o Senhor chorou ao saber que estava morto e a quem ressuscitou, e de Santa Maria, sua irmã, que, enquanto Marta se atarefava no serviço de hospedagem, ela estava sentada aos pés do Senhor e escutava a sua palavra.

3.   Em Gangra, na Paflagónia, hoje Çankiri, na Turquia, São Calínico, mártir.

4.   Na Via Portuense, a três milhas de Roma, no cemitério dedicado ao seu nome, São Félix, mártir.

5.   Também em Roma, no cemitério de Generosa, os santos Simplício, Faustino, Viadora e Rufo, mártires.

6.   Em Troyes, na Gália Lionense, na hodierna França, São Lopo, bispo, que foi para a Bretanha juntamente com São Germano de Auxerre para combater a heresia pelagiana, defendeu com a oração a sua cidade do furor de Átila e, depois de exercer de modo admirável o sacerdócio durante cinquenta e dois anos, descansou em paz.

7.   Em Orleães, também na Gália Lionense, São Próspero, bispo.

8.   Em Tromdheim, na Noruega, Santo Olavo, mártir, que, sendo rei deste povo, difundiu no seu reino a fé cristã que conhecera na Inglaterra, debelando com ardor a idolatria, e finalmente morreu apunhalado pelos inimigos.

9*.   Em Roma, o Beato Urbano II, papa, que defendeu a liberdade da Igreja contra as ingerências dos poderes seculares, combateu a simonia e a corrupção do clero e, no Concílio de Clermont, exortou os soldados cristãos a libertar, com o sinal da cruz, os irmãos oprimidos pelos infiéis e o sepulcro do Senhor.

10.   Em Saint-Brieuc, cidade da Bretanha Menor, região da actual França, São Guilherme Pinchon, bispo, que se dedicou à construção da igreja catedral, resplandeceu pela sua bondade e simplicidade e, por defender intrepidamente o seu rebanho e os direitos da Igreja, suportou duros vexames e o exílio.

11*.   Em Omura, no Japão, os beatos mártires Luís Bertran, presbítero da Ordem dos Pregadores, Mâncio da Santa Cruz e Pedro de Santa Maria, religiosos da mesma Ordem, que foram queimados vivos por Cristo.

12*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato Carlos Nicolau António Ancel, presbítero da Congregação de Jesus e Maria e mártir, que, durante a Revolução Francesa, encerrado na sórdida galera em ódio ao sacerdócio, consumou o martírio, morrendo contagiado por uma grave enfermidade.

13.   Em Qingyan, cidade do Guizhou, província da China, os santos mártires José Zhang Wenlan, Paulo Chen Changpin, alunos do seminário, João Baptista Lou Tingyin, administrador do seminário, e Marta Wang Louzhi, viúva, que, pela sua fé em Cristo, foram encerrados numa cavidade quente e húmida, sofreram atrozes tormentos e finalmente morreram decapitados.

14♦.   Em La Musse, na Bretanha, região da França, São Luís Martin, pai de Santa Teresa do Menino Jesus.

15*.   Em Esplugues, cidade próxima de Barcelona, na Espanha, o Beato João Baptista Egozcuezábal Aldaz, da Ordem de São João de Deus e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, foi morto em ódio à Igreja.

16*.   Em Calanda, próximo de Teruel, também na Espanha, os beatos Lúcio Martínez Mancebo, presbítero da Ordem dos Pregadores, e companheiros[1], mártires, que, animados pela fortaleza de Cristo, deram a vida na mesma perseguição.

 


[1]  São estes os seus nomes: António López Couceiro, Felicíssimo Díez González, Satúrio Rey Robles, Tirso Manrique Melero, presbíteros; Gumersindo Soto Barros e Lamberto de Navacués y de Juan, religiosos, da Ordem dos Pregadores; e Manuel Albert Ginés, presbítero.

 

17*.   Em Valência, também na Espanha, o Beato José de Calasanz Marqués, presbítero da Sociedade Salesiana e mártir, que na mesma perseguição derramou o sangue por Cristo.

18♦.   Em Clot dels Aubins, perto de Lérida, também na Espanha, os beatos Ângelo Maria Prat Hostench, presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e companheiros,[2] mártires, que, durante a mesma perseguição, confirmaram com o seu sangue a plena fidelidade a Cristo.

 


[2]  São estes os seus nomes. Eliseu Maria (Eliseu Maneus Besalduch), Anastásio Maria (Pedro Dorca Coromina), Eduardo Maria (Manuel Serrano Buj), presbíteros; André Corsino Maria (José Solé Rovira), Eliseu Maria (Luís Fontdecava Quiroga), João Maria (João Maria Puigmitjá Rubió), José Maria (Gabriel Escoto Ruiz), Miguel Maria (Miguel Soler Sala), Pedro Maria (Pedro Ferrer Marin), Pedro Tomás Maria (João Prat Colldecarrera), Elias Maria (Genésio Garre Egea), religiosos, todos da Ordem dos Carmelitas Descalços.