Liturgia diária

Agenda litúrgica

2026-07-08

Quarta-feira da semana XIV

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha.

L 1: Os 10, 1-3. 7-8. 12; Sl 104 (105), 2-3. 4-5. 6-7
Ev: Mt 10, 1-7

* Na Ordem de Cister e na Ordem Cisterciense da Estrita Observância – B. Eugénio III, papa – MO
* Na Ordem Franciscana – Bb. Gregório Grassi, bispo, e companheiros, mártires, da I e III Ordem – MF

 

Missa

 

Antífona de entrada Sl 47, 10-11
Recordamos, Senhor, a vossa misericórdia no meio do vosso templo.
Toda a terra proclama o louvor do vosso nome,
porque sois justo e santo, Senhor nosso Deus.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que, pela humilhação do vosso Filho,
levantastes o mundo decaído,
dai aos vossos fiéis uma santa alegria,
para que, livres da escravidão do pecado,
possam chegar à felicidade eterna.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos pares) Os 10, 1-3.7-8.12
«Já é tempo de procurar o Senhor»

A leitura de ontem apresentava, numa visão antecipada, a catástrofe que iria cair sobre o povo, que, embriagado com a prosperidade material de que gozava, esquecia o Senhor. Esta passagem de hoje é, de novo, um aviso e um convite à conversão, porque o Senhor acolherá quem O procurar. Se a sementeira de vento, de que ontem se falava, só poderia produzir tempestades, a sementeira “segundo a justiça” dará frutos “segundo o amor”.

Leitura da Profecia de Oseias
Israel era uma vinha exuberante, que produzia os seus frutos. Quanto mais abundantes eram os frutos, mais aumentavam os altares. Quanto mais rica se tornava a sua terra, mais belos eram os monumentos pagãos. O coração de Israel está dividido, mas agora eles têm de pagar: o próprio Senhor derrubará os seus altares, destruirá os seus monumentos pagãos. Então eles vão dizer: «Não temos rei, porque não tememos o Senhor; e ainda que o tivéssemos, que poderia o rei fazer por nós?». Samaria desaparece com o seu rei, como uma palha à tona da água. Serão destruídos os lugares altos da idolatria, que eram o pecado de Israel; espinheiros e cardos crescerão sobre os seus altares. E gritarão às montanhas: «Cobri-nos!» e às colinas: «Caí sobre nós!». – Semeai segundo a justiça e colhereis o fruto da misericórdia; arroteai novas terras, porque já é tempo de procurar o Senhor, até que Ele venha derramar sobre vós a chuva da justiça –.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 104 (105), 2-3.4-5.6-7 (R. cf. 4b)
Refrão: Procurai sempre a face do Senhor. Repete-se

Cantai salmos e hinos ao Senhor,
proclamai todas as suas maravilhas.
Gloriai-vos no seu santo nome,
exulte o coração dos que procuram o Senhor. Refrão

Considerai o Senhor e o seu poder,
procurai sempre a sua face.
Recordai as maravilhas que Ele operou,
os prodígios e os oráculos da sua boca. Refrão

Descendentes de Abraão, seu servo,
filhos de Jacob, seu eleito,
Ele é o Senhor, o nosso Deus,
e as suas sentenças são lei em toda a terra. Refrão


ALELUIA Mc 1, 15
Refrão: Aleluia. Repete-se

Está próximo o reino de Deus:
arrependei-vos e acreditai no Evangelho. Refrão


EVANGELHO Mt 10, 1-7
«Ide às ovelhas perdidas da casa de Israel»

Aparece, pela primeira vez, a lista dos que são aqui chamados os “doze Apóstolos”. Noutros lugares chamam-se apenas os «Doze». Este número corresponde no Novo Testamento aos doze patriarcas das doze tribos de Israel do Antigo Testamento. O povo de Deus na Igreja é o ponto de chegada do povo eleito que vinha já do Antigo Testamento. Os Doze são “enviados”; é o que significa o nome de “apóstolos”, e levam em si a própria missão de Jesus, que é também, o Enviado do Pai.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, Jesus chamou a Si os seus Doze discípulos e deu-lhes poder de expulsar os espíritos impuros e de curar todas as doenças e enfermidades. São estes os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão; Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o publicano; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; Simão, o Cananeu, e Judas Iscariotes, que foi quem O entregou. Jesus enviou estes Doze, dando-lhes as seguintes instruções: «Não sigais o caminho dos gentios, nem entreis em cidade de samaritanos. Ide primeiramente às ovelhas perdidas da casa de Israel. Pelo caminho, proclamai que está perto o reino dos Céus».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Fazei, Senhor,
que a oblação consagrada ao vosso nome nos purifique
e nos conduza, dia após dia,
a viver mais intensamente a vida da graça.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 33, 9
Saboreai e vede como o Senhor é bom:
feliz o homem que n’Ele se refugia.

Ou: Cf. Mt 11, 28
Vinde a Mim, todos vós que andais cansados e oprimidos,
e Eu vos aliviarei, diz o Senhor.

Oração depois da comunhão
Senhor, que nos saciastes com estes dons tão excelentes,
fazei que alcancemos os benefícios da salvação
e nunca cessemos de cantar os vossos louvores.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Martirológio

1.   Comemoração dos santos Áquila e Prisca ou Priscila, esposos, colaboradores de São Paulo, em cuja casa recebiam a assembleia dos cristãos e por isso arriscaram a sua vida.

2.   Em Heracleia, na Trácia, hoje Mármara, na Turquia, Santa Glicéria, mártir.

3.   Em Cesareia da Palestina, São Procópio, bispo e mártir, que, no tempo do imperador Diocleciano, conduzido da cidade de Scitópolis a Cesareia, à primeira resposta da sua audácia, foi decapitado pelo juiz Fabiano.

4.   Em Taormina, na Sicília, região da Itália, São Pancrácio, bispo e mártir, que é considerado o primeiro bispo desta Igreja.

5.   Em Toul, na Gália Bélgica, hoje na França, Santo Auspício, bispo.

6*.   Na Renânia, região da hodierna Alemanha, São Disibodo, eremita, que, reunido com alguns companheiros, fundou um mosteiro junto ao rio Nahe.

7*.   Em Bilsen, no Brabante, na actual Bélgica, Santa Landrada, abadessa.

8.   Em Würzburg, na Austrásia, hoje na Alemanha, São Quiliano, bispo e mártir, natural da Irlanda, que chegou a esta região para pregar o Evangelho e, por observar diligentemente os costumes cristãos, foi cruelmente assassinado, assim alcançando a coroa do martírio.

9.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, a paixão dos santos monges Abramitas, que, no tempo do imperador Teófilo, consumaram o martírio por causa do culto das sagradas imagens.

10*.   Em Spina Lambérti, na Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de Santo Adriano III, papa, que procurou com grande diligência a reconciliação da Igreja Constantinopolitana com a Igreja Romana e, atingido por grave enfermidade, morreu santamente quando se dirigia para a Gália.

11*.   Em Tívoli, no Lácio, região da Itália, o passamento do Beato Eugénio III, papa, que foi dilecto discípulo de São Bernardo e, depois de ter governado o mosteiro dos santos Vicente e Anastásio em Acque Sálvie, foi eleito para a sede de Roma e empenhou-se intensamente para defender das insídias dos infiéis o povo romano e renovar a disciplina eclesiástica.

12*.   Em Shimabara, no Japão, o Beato Mâncio Araki, mártir, que, por ter recebido em sua casa o Beato Francisco Pacheco, presbítero, foi metido no cárcere, onde morreu consumido pela tuberculose.

13♦.   Em Rencurel, localidade do Ródano-Alpes, região da França, o Beato Pedro Vigne, presbítero, que se dedicou incansavelmente ao ministério pastoral, na pregação, no ministério de ouvir confissões, em propagar a devoção à Paixão do Senhor e à Santíssima Eucaristia, e fundou a Congregação das Irmãs do Santíssimo Sacramento.