Liturgia diária

Agenda litúrgica

2026-07-04

Sábado da semana XIII

S. Isabel de Portugal – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1: Am 9, 11-15; Sl 84 (85), 9. 11-12. 13-14
Ev: Mt 9, 14-17

* Na Diocese de Coimbra – S. Isabel de Portugal, Padroeira principal da cidade de Coimbra. Na cidade de Coimbra – SOLENIDADE; nas outras igrejas da Diocese – FESTA
* Na Arquidiocese de Évora – S. Isabel de Portugal, rainha – MO
* Na Diocese de Leiria-Fátima – S. Isabel de Portugal, Padroeira principal da cidade de Leiria. Na cidade de Leiria – SOLENIDADE; nas outras igrejas da Diocese – MO
* Na Ordem Carmelita – B. Maria Crucifixa Curcio, virgem – MF
* Na Ordem de São Domingos – B. Pedro Jorge Frassáti – MF
* Na Ordem Franciscana – S. Isabel de Portugal, rainha, da III Ordem – MO
* Na Diocese de Santiago (Cabo Verde) – S. Isabel de Portugal – MO
* Na Arquidiocese de Braga (Basílica do Bom Jesus) – I Vésp. do aniversário da Basílica do Bom Jesus.
* I Vésp. do domingo – Compl. dep. I Vésp. dom.

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Sl 46, 2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
aclamai a Deus com brados de alegria.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que, pela graça de adoção nos tornastes filhos da luz,
não permitais que sejamos envolvidos pelas trevas do erro,
mas permaneçamos sempre no esplendor da verdade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos pares) Am 9, 11-15
«Farei voltar os cativos do meu povo de Israel
e plantá-los-ei na sua terra»

Depois de advertências tão exigentes, como foram algumas que o profeta nos fez ouvir ao longo desta semana, vamos terminá-la com mais uma promessa de restauração; Deus só quer salvar-nos, mesmo, e sobretudo talvez, quando censura as nossas faltas. Neste caso, a promessa de Deus tem como objetivo o regresso do povo do cativeiro e a restauração do reino de David, descrita como um novo paraíso.

Leitura da Profecia de Amós
Eis o que diz o Senhor: «Naquele dia voltarei a erguer a tenda arruinada de David, repararei as suas brechas, restaurarei as suas ruínas e reconstruí-la-ei como nos tempos de outrora. Assim poderão conquistar o resto de Edom e de todas as nações em que o meu nome foi proclamado, – diz o Senhor, que cumprirá a sua palavra –. Dias virão – diz o Senhor – em que o homem que lavra seguirá de perto o que ceifa e o que pisa as uvas seguirá de perto aquele que planta. O vinho novo jorrará dos montes e escorrerá das colinas. Farei voltar os cativos do meu povo de Israel: eles reconstruirão as cidades devastadas e habitarão nelas, plantarão vinhas e beberão o seu vinho, cultivarão pomares e comerão os seus frutos. Plantá-los-ei na sua terra e não mais serão arrancados da terra que Eu lhes dei» – diz o Senhor, teu Deus –.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 84 (85), 9.11-12.13-14 (R. cf. 9a)
Refrão: O Senhor anuncia a paz ao seu povo. Repete-se

Escutemos o que diz o Senhor:
Deus fala de paz
ao seu povo e aos seus fiéis
e a quantos de coração a Ele se convertem. Refrão

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
A fidelidade vai germinar da terra
e a justiça descerá do Céu. Refrão

O Senhor dará ainda o que é bom
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
A justiça caminhará à sua frente
e a paz seguirá os seus passos. Refrão


ALELUIA Jo 10, 27
Refrão: Aleluia Repete-se

As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor;
Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.
Refrão


EVANGELHO Mt 9, 14-17
«Podem os companheiros do esposo ficar de luto,
enquanto o esposo estiver com eles?»

A ideia, que vem já do Antigo Testamento, de chamar a Deus Esposo, para fazer-nos compreender o amor que Ele tem aos homens e a Aliança que quis contrair com eles, reaparece agora em Jesus, que a Si mesmo Se compara ao Esposo. É preciso saber apreciar os tempos, que não são todos iguais. Os seus contemporâneos não compreenderam facilmente que os tempos de Jesus introduziam no mundo um estado de coisas novas. Para os seus discípulos, os dias de Jesus eram dias de alegria. Haviam de vir os dias de luto, na hora da paixão, como a Igreja sempre o entendeu, ao estabelecer o jejum pascal, nos dois primeiros dias do Tríduo Pascal. É então, quando o Esposo se ausentar, que eles hão de jejuar.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, os discípulos de João Batistaforam ter com Jesus e perguntaram-Lhe: «Por que motivo nós e os fariseus jejuamos e os teus discípulos não jejuam?». Jesus respondeu-lhes: «Podem os companheiros do esposo ficar de luto, enquanto o esposo estiver com eles? Dias virão em que o esposo lhes será tirado: nesses dias jejuarão. Ninguém põe remendo de pano novo em vestido velho, porque o remendo repuxa o vestido e o rasgão fica maior. Nem se deita vinho novo em odres velhos; aliás, os odres rebentam, derrama-se o vinho e perdem-se os odres. Mas deita-se o vinho novo em odres novos e assim ambas as coisas se conservam».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Senhor nosso Deus,
que assegurais a eficácia dos vossos sacramentos,
fazei que este serviço divino
seja digno dos mistérios que celebramos.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Cf. Sl 102, 1
A minha alma louva o Senhor,
todo o meu ser bendiz o seu nome santo.

Ou: Cf. Jo 17, 20-21
Pai santo, Eu rogo por aqueles que hão de acreditar em Mim,
para que sejam em Nós confirmados na unidade
e o mundo acredite que Tu Me enviaste.

Oração depois da comunhão
Concedei-nos, Senhor,
que o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
oferecidos em sacrifício e recebidos em comunhão,
nos deem a verdadeira vida,
para que, unidos convosco em amor eterno,
dêmos frutos que permaneçam para sempre.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Santo

Santa Isabel de Portugal

 

 

Martirológio

Santa Isabel, rainha de Portugal, que foi admirável pela sua intervenção conciliadora dos reis em conflito e pela sua caridade para com os pobres; depois da morte do rei Dom Dinis, seu esposo, abraçou a vida religiosa entre as monjas da Ordem Terceira de Santa Clara no mosteiro de Santa Clara-a-Velha em Coimbra, por ela fundado, e quando procurava conseguir a reconciliação entre o filho e o neto em Estremoz, dali partiu deste mundo para Deus.

 

2.   Na África Setentrional, São Jucundiano, mártir.

3.   Em Vatan, no território de Bourges, na Aquitânia, actualmente na França, São Laureano, mártir.

4*.   Em Cahors, também na Aquitânia, São Florêncio, bispo, que São Paulino de Nola louva como humilde de coração, forte na graça divina e suave na palavra.

5*.   Em Langres, também na Aquitânia, São Valentim, presbítero e eremita.

6*.   Em Blangy, no território de Arras, também na actual França, Santa Berta, abadessa, que, tendo ingressado com as filhas Gertrudes e Deotila no mosteiro por ela fundado, alguns anos depois viveu como reclusa numa pequena cela.

7.   Em Erissos, na ilha de Lesbos, na Grécia, o passamento de Santo André de Creta, bispo de Gortina, que, com orações, hinos e cânticos de excelente composição, cantou os louvores de Deus e exaltou a Virgem Mãe de Deus imaculada e elevada ao Céu.

8.   Em Augsburgo, cidade da Baviera, na actual Alemanha, Santo Uldarico ou Ulrico, bispo, ilustre pela sua admirável abstinência, liberalidade e assiduidade às vigílias, que, depois de cinquenta anos de episcopado, morreu nonagenário.

9*.   No mosteiro de Hautecombe, junto ao lago Burget, na Savóia, actualmente na França, o sepultamento do Beato Bonifácio, bispo, de linhagem régia, que, depois de ter ingressado na Cartuxa foi eleito para a sede de Belley e finalmente elevado à sede de Cantuária, manifestando sempre grande solicitude pelo seu rebanho.

10*.   Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato João de Vespigniano.

11*.   Em Dorchester, na Inglaterra, os beatos mártires João (Conor O’Malley), autoapelidado Cornélio, presbítero pouco tempo antes admitido na Companhia de Jesus, Tomás Bosgrave, João Carey e Patrício Salmon, leigos que ajudaram este sacerdote, todos eles ao mesmo tempo, no reinado de Isabel I, glorificaram a Cristo com o martírio.

12*.   Em York, também na Inglaterra, os beatos mártires Guilherme Andleby, presbítero, Henrique Abbot, Tomás Warcop e Eduardo Fulthorp, leigos, que, na mesma perseguição, condenados à morte por causa da sua fidelidade à Igreja, depois de terem suportado ao mesmo tempo o suplício do patíbulo, partiram deste mundo e alcançaram a recompensa eterna.

13♦.   No Japão, o Beato Pedro Kibe Kasui, presbítero da Companhia de Jesus, e cento e oitenta e sete companheiros[1], mártires.

 


[1]  São estes os seus nomes: Julião Nakaura e Diogo Yuki Ryosetsu, presbíteros da Companhia de Jesus, Nicolau Fukunaga Keian, religioso da mesma Companhia, Tomás de Santo Agostinho (Tomás Ochia Jihyoe “Kintsuba”), presbítero da Ordem de Santo Agostinho. João Hara Mondo, religioso da Ordem Terceira  de São Francisco; João Minami Gorozaemon, Simão Takeda Gohyoe, Joana Takeda, Inês Takeda, Madalena Minami e Luís Minami, Melchior Kumagai Motonao, Damião, catequista, Joaquim Watanabe Jirozaemon, Leão Saisho Shichiemon, João Hattori Jingoro e seu filho Pedro Hattori, Miguel Mitsuishi e seu filho Tomé Mitsuishi, Gaspar Nishi Genka, sua esposa Úrsula Nishi e seu filho João Nishi Mataishi; Adrião Takahashi Mondo e sua esposa Joana Takahashi; Leão Hayashida Sukeemon, sua esposa Marta Hayashida e seus filhos Madalena Hayashida e Diogo Hayashida; Leão Takedomi Han’emon e seu filho Paulo Takedomi Han’emon; Adão Arakawa, João Hashimoto Tahyoe, sua esposa Tecla Hashimoto e seus filhos: Catarina Hashimoto, Tomé Hashimoto, Francisco Hashimoto, Pedro Hashimoto e Luísa Hashimoto; Tomé Kian, Tomé Ikegami; Lino Rihyoe, sua esposa Maria; Cosme Shizaburo e seu filho Francisco Shizaburo; António Dómi, Joaquim Ogawa; João Kyusaku, sua esposa Madalena e sua filha Regina; Tomé Koshima Shinshiro, sua esposa Maria; Gabriel; outra Maria e sua filha Mónica; Marta e seu filho Bento; outra Maria e seu filho Sisto; outra Mónica, Tomé Toemon e sua esposa Luzia; Rufina e sua filha Marta; outra Mónica, Manuel Kosaburo, Ana Kajiya e seu filho Tomé Kajya Yoemon; Águeda, Maria Chujó, Jerónimo Soroku e sua esposa Luzia; João Sakurai e sua filha Úrsula Sakurai; Mâncio Kyujiró, Luís Matagoro; Leão Kyusuke e sua esposa Marta; Mência e sua filha Luzia; Madalena, Diogo Tsuzu, Francisco e Maria; Diogo Kagayama Haito; Baltasar Kagayama Hanzaemon e seu filho Tiago; João Hara Mondo, Francisco Toyama Jintaró; Matias Shobara Ichizaemon, Joaquim Kuroemon; Baltasar Uchibori, António Uchibori e Inácio Uchibori; Paulo Uchibori Sakuemon, Gaspar Kizaemon e sua esposa Maria Mine, Gaspar Nagai Sohan, Luís Shinzaburo, Dinis Saekieki Zenka e seu filho Luís Saeki Kizo, Damião Ichiyata, Leão Nakajima Sokan e seu filho Paulo Nakajima, João Kisaki Kyuhachi, João Heisaku, Tomé Uzumi Shingoro, Aleixo Sugi Shohachi, Tomé Kondo Hyoemon, João Araki Kanshichi; Joaquim Mine Sukedayu, Paulo Nishida Kyuhachi, Maria, João Matsutake Chozaburo, Bartolomeu Baba Han’emon, Luís Furue Sukeemon, Paulo Onizuka Magoemon, Luís Hayashida Soka, Madalena Hayashida, Paulo Hayashida Mohyoe; Luís Amagasu Iemon e seu filho Vicente Kurogane Ichibiyoe, Miguel Amagasu Iemon, sua esposa Domingas Amagasu e sua filha Justa Amagasu, Tecla Kurogane, Luzia Kurogane, Maria Ito, Marina Ito Chobo, Pedro Ito Yahyoe, Matias Ito Hikosuke, Timóteo Obasama Jirobyoe, Luzia Obasama, João Gorobyoe, Joaquim Saburobyoe, João Banzai Kasue, Áurea Banzai, António Banzai Orusu, Paulo Sanjuro, Rufina Banzai e seus filhos Paulo e Marta, Simão Takahashi Seizaemon, Tecla Takahashi, Paulo Nishihori Shikibu, Luís Jin’emon e sua filha Ana, Mâncio Yoshino Han’emon, Júlia Yoshino, António Anazawa Han’emon, Paulo Anazawa Juzaburo, André Yamamoto Shichiemon, Inácio Iida Soemon, João Arie Kiemon, Pedro Arie Jinzo, Aleixo Sato Seisuke, Luzia Sato, Isabel Sato, Paulo Sato Matagoro, (N) Shichizaemon, Madalena, duas filhas de Shichizaemon e Madalena; Luzia Iida, Crescência Anazawa, Romão Anazawa Matsujiro, Miguel Anazawa Osamu, Maria Yamamoto, Úrsula Yamamoto e Madalena Arie; Aleixo Choemon e seus filhos Cândido e Inácio; Miguel Kusuriya, Ogasawara Yosaburo Gen’ya, sua esposa Ogasawara Miya Luísa e seus filhos Ogasawara Genpachi, Ogasawara Mari, Ogasawara Kuri, Ogasawara Sasaemon, Ogasawara Sayuemon, Ogasawara Shiro, Ogasawara Goro, Ogasawara Tsuchi, e Ogosawara Gonnosuke; e quatro servos da família Ogasawara.

 

14.   Entre os Hurões, no território do Canadá, Santo António Daniel, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, depois de terminar a celebração da Missa, colocando-se à porta do oratório para proteger os neófitos do ataque dos inimigos indígenas, foi trepassado pelas flechas e lançado na fogueira. A sua memória celebra-se com a dos seus companheiros no dia 11 de Outubro.

15*.   Em Mauriac, junto ao monte Cantal, na França, a Beata Catarina Jarrige, virgem, da Ordem Terceira de São Domingos, que se tornou ilustre pelo auxílio aos pobres e aos enfermos e, durante a Revolução Francesa, defendeu de todos os modos os sacerdotes perseguidos e os visitava no cárcere.

16.   Em Heng-tchou-fu, cidade do Hunai, província da China, São Cesídio Giacomantónio, presbítero da ordem dos Menores e mártir, que, durante a perseguição movida pelos «Yihetuan», quando procurava proteger o Santíssimo Sacramento das investidas da multidão, foi apedrejado e, envolto num lençol imbuído em petróleo, morreu queimado. 

17*.   Em Turim, na Itália, são Pedro Jorge Frassáti, um jovem que, militando nas associações de leigos católicos, se dedicou com grande diligência e alegria em iniciativas de desenvolvimento social e no exercício da caridade para com os pobres e os enfermos, até que, afectado por uma paralisia fulminante, partiu deste mundo.

18*.   No campo de concentração de Auschwitz, perto de Cracóvia, na Polónia, o beato José Kowalski, mártir, que, durante a guerra, foi encarcerado por causa da sua fé em Cristo e, submetido a atrozes torturas, consumou o martírio.

19♦.   Em Santa Marinella, perto de Roma, a Beata Maria Crucificada (Rosa Cúrcio), virgem, fundadora da Congregação das Carmelitas Missionárias de Santa Teresa do Menino Jesus.