Liturgia diária

Agenda litúrgica

2026-07-30

Quinta-feira da semana XVII

S. Pedro Crisólogo, bispo e doutor da Igreja – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha.

L 1: Jr 18, 1-6; Sl 145 (146), 2abc. 2d-4. 5-6
Ev: Mt 13, 47-53

* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – B. Francisco Solano Casey, presbítero da I Ordem – MF
* Na Congregação da Missão e na Companhia das Filhas da Caridade – S. Justino de Jacobis, bispo – MO
* Na Companhia de Jesus – I Vésp. de S. Inácio de Loiola.

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Sl 67, 6-7.36
Deus vive na sua morada santa,
Ele prepara uma casa para o pobre.
É a força e o vigor do seu povo.

Oração coleta
Senhor nosso Deus, protetor dos que em Vós esperam,
sem Vós nada tem valor, nada é santo.
Multiplicai sobre nós a vossa misericórdia,
para que, conduzidos por Vós,
usemos de tal modo os bens temporais
que possamos aderir, desde já, aos bens eternos.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos pares) Jr 18, 1-6
«Como o barro nas mãos do oleiro,
assim estais vós na minha mão»

Por meio de um exemplo tirado da observação do trabalho de um oleiro, Deus faz compreender como o destino do povo está nas suas mãos. É aí que ele se encontra em segurança apesar da sua fragilidade, e todas as provações, por que Deus o vai fazendo passar, são tentativas para que ele se deixe moldar e assim encontre a forma cada vez mais perfeita.

Leitura do Livro de Jeremias
Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias: «Levanta-te e desce à casa do oleiro; ali te farei ouvir as minhas palavras». Eu desci à casa do oleiro e encontrei-o a trabalhar na roda. Quando o vaso que ele estava a moldar não saía bem, como acontece com o barro nas mãos do oleiro, ele começava de novo e fazia outro vaso, como lhe parecia melhor. Então o Senhor dirigiu-me a palavra, dizendo: «Não poderei Eu tratar-vos como este oleiro, ó casa de Israel? – diz o Senhor –. Como o barro nas mãos do oleiro, assim estais vós na minha mão, ó casa de Israel».
Palavra do Senhor.


«SALMO RESPONSORIAL Salmo 145 (146), 2abc.2d-4.5-6 (R.5a)
Refrão:Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Louva, minha alma, o Senhor.
Louvarei o Senhor toda a minha vida,
cantarei hinos ao meu Deus,
enquanto viver. Refrão

Não ponhais a confiança nos poderosos,
no homem que nem a si se pode salvar.
Vai-se-lhe o espírito e volta ao pó da terra
e assim ficam desfeitos os seus planos. Refrão

Feliz o que tem por auxílio o Deus de Jacob,
o que põe a sua confiança no Senhor, seu Deus,
que fez o céu e a terra,
o mar e quanto neles existe. Refrão


ALELUIA cf. Atos 16, 14b
Refrão: Aleluia Repete-se
Abri, Senhor, o nosso coração,
para recebermos a palavra do vosso Filho. Refrão


EVANGELHO Mt 13, 47-53
«Escolhem os bons para os cestos
e o que não presta deitam-no fora»

Uma nova parábola pretende fazer compreender o que é o reino dos Céus. Se o entenderam, os discípulos estão agora capazes de o anunciar aos outros. Esta nova parábola refere-se à presença simultânea de bons e maus no seio da comunidade cristã até ao fim dos tempos. Mas nesta parábola insiste-se particularmente no perigo que ameaça aquilo “que não presta”, como diz o texto. Isso não poderá ser recebido no reino dos Céus, quando chegar a hora de se fazer a recolha da rede.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «O reino dos Céus é semelhante a uma rede que, lançada ao mar, apanha toda a espécie de peixes. Logo que se enche, puxam-na para a praia e, sentando-se, escolhem os bons para os cestos e o que não presta deitam-no fora. Assim será no fim do mundo: os Anjos sairão a separar os maus do meio dos justos e a lançá-los na fornalha ardente. Aí haverá choro e ranger de dentes. Entendestes tudo isto?». Eles responderam-Lhe: «Entendemos». Disse-lhes então Jesus: «Por isso, todo o escriba instruído sobre o reino dos Céus é semelhante a um pai de família que tira do seu tesouro coisas novas e coisas velhas». Quando acabou de proferir estas parábolas, Jesus continuou o seu caminho.
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor,
os dons que recebemos da vossa generosidade
e trazemos ao vosso altar,
e fazei que estes sagrados mistérios, por obra da vossa graça,
nos santifiquem na vida presente
e nos conduzam às alegrias eternas.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 102, 2
Bendiz, ó minha alma, o Senhor, e não esqueças os seus benefícios.

Ou: Mt 5, 7-8
Felizes os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia.
Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.

Oração depois da comunhão
Senhor, que nos destes a graça de participar neste divino sacramento,
memorial perene da paixão do vosso Filho,
fazei que este dom do seu amor infinito
sirva para a nossa salvação.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

 

Santo

São Pedro Crisólogo, bispo e doutor da Igreja

 

 

Martirológio

São Pedro Crisólogo, bispo de Ravena e doutor da Igreja, que, tendo recebido o nome do santo Apóstolo, o imitou tão perfeitamente no seu ministério, que conseguiu atrair as populações à fé com a rede da sua doutrina celeste e as saciou com a suavidade da sua divina eloquência. A sua morte sucedeu no dia trinta e um deste mês, em Ímola, na Flamínia, actual Emília Romanha, região da Itália.

 

2.   Em Roma, no cemitério de Ponciano, junto à Via Portuense, os santos Abdon e Sénen, mártires.

3.   Em Cesareia da Capadócia, hoje Kayseri, na Turquia, Santa Julieta, mártir, que, por ter recusado inquebrantavelmente oferecer incenso aos ídolos, como lhe ordenava o juiz, foi lançada ao fogo.

4.   Em Tuburbo, na África Proconsular, na actual Tunísia, as santas Máxima, Donatila e Segunda, virgens e mártires. As primeiras duas, durante a perseguição do imperador Diocleciano, recusaram sem temor a ordem imperial de sacrificar aos ídolos e, por sentença do procônsul, juntamente com a jovem Secunda, foram lançadas às feras e finalmente degoladas.

5.   Em Auxerre, na Gália Lionense, na actual França, Santo Urso, bispo.

6*.   Em Gistel, na Flandres, hoje na Bélgica, Santa Godeleva, mártir, que, casada com o senhor local, foi muito maltratada pelo esposo e sua sogra e finalmente estrangulada por dois servos.

7*.   Em Caleruega, localidade de Castela, região da Espanha, a comemoração do Beato Manés de Guzman, presbítero, irmão de São Domingos, seu colaborador na expansão da Ordem dos Pregadores e prudente conselheiro das monjas.

8*.   Em Londres, na Inglaterra, os beatos Eduardo Powell, Ricardo Featherstone e Tomás Abel, presbíteros e mártires, que, na qualidade de doutores em sagrada teologia, se opuseram ao divórcio requerido pelo rei Henrique VIII e perseveraram tenazmente na sua fidelidade ao Romano Pontífice; por isso, depois de estarem detidos na Torre de Londres, foram enforcados em Smithfield.

9.   Em Daying, próximo de Zaoqiang, cidade do Hebei, na China, São José Yuan Gengyin, mártir, um negociante no mercado local, que, durante a perseguição desencadeada pelos “Yihetuan”, morreu pelo nome de Cristo.

10*.   Em Calafell, localidade próxima de Tarragona, no litoral da Espanha, os beatos mártires Bráulio Maria Corres Díaz de Cério (Paulo), presbítero, e catorze companheiros[1], todos da Ordem de São João de Deus, que, capturados durante a perseguição contra os religiosos, perdoando aos inimigos, mereceram a felicíssima coroa do martírio.

 


[1]  São estes os seus nomes: Julião Carrasquer Fós (Miguel), Eusébio Forcades Ferraté (António), Constante Roca Huguet (Saturnino), Bento José Labre Mañoso González (Arsénio), Vicente de Paulo Canelles Vives, religiosos; Tomás Urdañoz Aldaz, Rafael Flamarique Salinas, António Llauradó Parísi, Manuel Lopez Orbara, Inácio Tejero Molina, Henrique Beltran Llorca, Domingos Pitarch Gurrea, António Sanchis Silvestre e Manuel Jiménez Salado, noviços.

 

11*.   Em Castelserás, localidade próxima de Teruel, também na Espanha, os beatos mártires José Maria Muro Sanmiguel, presbítero, Joaquim Prats Baltueña, religioso, ambos da Ordem dos Pregadores, e Zósimo Izquierdo Gil, presbítero, que, durante a mesma perseguição contra a fé, morrendo por Cristo alcançaram a coroa de glória.

12*.   Em Barcelona, também na Espanha, o Beato Sérgio Cid Pazo, presbítero da Sociedade Salesiana, que, durante a mesma perseguição, morreu por causa do seu corajoso testemunho da fé.

13♦.   Também em Barcelona, o Beato Caetano José (Raimundo Palos Gascón), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que padeceu o martírio durante a mesma perseguição contra a fé cristã.

14♦.   Em Cabañas de la Sagra, próximo de Toledo, também na Espanha, os beatos José Maria de Nossa Senhora das Dores (Vicente José Álamo Jiménez) e Constâncio de São José (José Mata Luís), religiosos da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártires, que, durante a mesma perseguição religiosa, com o seu martírio seguiram os passos de Cristo.

15♦.   Em Toledo, também na Espanha, o Beato Ricardo Plá Espli, presbítero da diocese de Toledo e mártir, que morreu como vítima por Cristo na mesma perseguição contra a fé cristã.

16.   Em Pádua, na Itália, São Leopoldo (Bogdan) de Castronovo Mandic, presbítero da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que viveu ardentemente o ideal da unidade dos cristãos e dedicou toda a vida ao ministério da reconciliação.

17*.   Em Guadalajara, no México, a Beata Maria Vicenta de Santa Doroteia (Doroteia Chávez Orozco), virgem, fundadora do Instituto das Servas dos Pobres e, cheia de confiança só em Deus e no auxílio da Providência, deu admirável testemunho da bondade e dedicação para com os aflitos e os pobres.

18.   Também no México, a Beata Maria de Jesus Sacramentado (Maria da Natividade Venegas de la Torre), virgem, que durante cinquenta e quatro anos se dedicou ao cuidado dos enfermos num pequeno hospital para pobres, onde fundou a Congregação das Filhas do Sagrado Coração de Jesus.