Liturgia diária
Agenda litúrgica
2026-06-01
Segunda-feira da semana IX
S. Justino, mártir – MO
Vermelho – Ofício da memória (Semana I do Saltério).
Missa da memória.
L 1: 2Pd 1, 2-7; Sl 90 (91), 1-2. 14-15ab. 15c-16
Ev: Mc 12, 1-12
* Na Diocese de Beja – Aniversário da Dedicação da Igreja Catedral. Na Sé – SOLENIDADE (transferida); nas outras igrejas da Diocese – Ofício e Missa da memória.
* Na Diocese de Santarém – Aniversário da Ordenação episcopal de D. José Augusto Traquina Maria (2014).
* Na Ordem da Visitação de Santa Maria – Visitação da Virgem santa Maria – SOLENIDADE (transferida).
* Na Congregação das Irmãs Hospitaleiras do Sagrado Coração de Jesus – Virgem santa Maria do Sagrado Coração de Jesus, Padroeira da Congregação – SOLENIDADE (transferida).
* Na Congregação dos Rogacionistas do Coração de Jesus – S. Aníbal Maria de França, presbítero e Fundador da Congregação – SOLENIDADE
* Na Congregação dos Missionários e Missionárias de S. Carlos (Scalabrinianos/as) – S. João Batista Scalabrini – SOLENIDADE
* Nas Irmãs Oblatas do Santíssimo Redentor – Aniversário da fundação da Congregação.
* Na Diocese de Santiago (Cabo Verde) – Inicia-se em junho um novo ano agrícola. Recomenda-se a celebração das “Rogações” num domingo à escolha, segundo as conveniências pastorais.
Missa
Antífona de entrada Cf. Sl 24, 16.18
Olhai para mim, Senhor, e tende compaixão,
porque estou só e desamparado.
Vede a minha miséria e o meu tormento
e perdoai todos os meus pecados.
Oração coleta
Senhor nosso Deus,
cuja providência não se engana em seus decretos,
humildemente Vos suplicamos:
afastai de nós todos os males
e concedei-nos todos os bens.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I (anos pares) 2PD 1, 2-7
«Entramos na posse das mais preciosas promessas,
para nos tornarmos participantes da natureza divina»
Deus chamou-nos em Jesus Cristo e, por Ele, concede-nos todos os dons necessários para entrarmos em comunhão consigo, com a própria natureza divina, comunhão, que neste mundo se vive na fé, na esperança e na caridade, e que só a visão de Deus na glória celeste tornará perfeita. Esta comunhão com a vida de Deus é o fruto da participação que o Filho de Deus tem com a natureza humana, pelo mistério da Encarnação, como o diz uma oração da Missa: “Sejamos participantes da divindade de Cristo, que Se dignou assumir a nossa humanidade”.
Leitura da Segunda Epístola de São Pedro
Caríssimos: A graça e a paz vos sejam dadas em abundância, pelo conhecimento de Deus e de Jesus, nosso Senhor. Jesus, com o seu divino poder, concedeu-nos tudo o que é necessário à vida e à piedade, fazendo-nos conhecer Aquele que nos chamou pela sua glória e virtude. Assim, entramos na posse das maiores e mais preciosas promessas, para nos tornarmos participantes da natureza divina, livres da corrupção que a concupiscência gera no mundo. Por este motivo, esforçai-vos quanto possível por juntar à vossa fé a virtude, à virtude a ciência, à ciência a temperança, à temperança a constância, à constância a piedade, à piedade o amor fraterno, ao amor fraterno a caridade.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 90 (91), 1-2.14-15ab. 15c-16 (R. cf. 2b)
Refrão: Senhor, meu Deus, em Vós confio. Repete-se
Tu que habitas sob a protecção do Altíssimo
e moras à sombra do Omnipotente,
diz ao Senhor: «Sois o meu refúgio e a minha cidadela;
meu Deus, em Vós confio». Refrão
«Porque em Mim confiou, hei de salvá-lo,
hei de protegê-lo, pois conheceu o meu nome.
Quando Me invocar, hei de atendê-lo,
estarei com ele na tribulação. Refrão
Hei de libertá-lo e dar-lhe glória,
favorecê-lo-ei com longa vida
e lhe mostrarei a minha salvação». Refrão
ALELUIA cf. Ap 1, 5ab
Refrão: Aleluia Repete-se
Jesus Cristo, a Testemunha fiel,
o Primogénito dos mortos,
amou-nos e purificou-nos dos nossos pecados,
pelo seu sangue. Refrão
EVANGELHO Mc 12, 1-12
«Apoderaram-se do seu filho querido,
mataram-no e lançaram-no fora da vinha»
Por meio de uma parábola, Jesus denuncia aos chefes judaicos as maquinações com que eles procuravam dar-Lhe a morte. E mostra-lhes que assim eles estavam a realizar, por suas próprias mãos, a rejeição d’Aquele que lhes era enviado como seu Salvador, como já o salmo o anunciava, salmo que eles tantas vezes cantavam, mas sem lhe apanhar o sentido profundo. O salmo anunciava a sua ressurreição e o aparecimento de novo edifício espiritual, a sua Igreja, de que Ele, pedra por eles rejeitada, será finalmente a pedra angular.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus começou a falar em parábolas aos príncipes dos sacerdotes, aos escribas e aos anciãos: «Um homem plantou uma vinha. Cercou-a com uma sebe, construiu um lagar e ergueu uma torre. Depois arrendou-a a uns vinhateiros e partiu para longe. Quando chegou o tempo, enviou um servo aos vinhateiros para receber deles uma parte dos frutos da vinha. Os vinhateiros apoderaram-se do servo, espancaram-no e mandaram-no sem nada. Enviou-lhes de novo outro servo. Também lhe bateram na cabeça e insultaram-no. Enviou-lhes ainda outro, que eles mataram. Enviou-lhes muitos mais e eles espancaram uns e mataram outros. O homem tinha ainda alguém para enviar: o seu querido filho; e enviou-o por último, dizendo consigo: «Respeitarão o meu filho». Mas aqueles vinhateiros disseram entre si: «Este é o herdeiro. Vamos matá-lo e a herança será nossa». Apoderaram-se dele, mataram-no e lançaram-no fora da vinha. Que fará então o dono da vinha? Virá ele próprio para exterminar os vinhateiros e entregará a outros a sua vinha. Não lestes esta passagem da Escritura: ‘A pedra rejeitada pelos construtores tornou-se pedra angular. Isto veio do Senhor e é admirável aos nossos olhos’?». Procuraram então prender Jesus, pois compreenderam que tinha dito para eles a parábola. Mas tiveram receio da multidão e por isso deixaram-n’O e foram-se embora.
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Confiando na vossa bondade, Senhor,
trazemos ao altar os nossos dons,
para que estes mistérios que celebramos
nos purifiquem de todo o pecado.
Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Cf. Sl 16, 6
Escutai, Senhor, as minhas palavras,
respondei-me quando Vos invoco.
Ou: Cf. Mc 11, 23.24
Tudo o que pedirdes na oração vos será concedido, diz o Senhor.
Oração depois da comunhão
Guiai, Senhor, com o vosso Espírito
aqueles que alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
de modo que, dando testemunho de Vós,
não só com palavras mas em obras e verdade,
mereçamos entrar no reino dos céus.
Por Cristo nosso Senhor.
Santo
São Justino, mártir
Martirológio
Memória de São Justino, mártir, um filósofo que seguiu rectamente a verdadeira sabedoria reconhecida na verdade de Cristo, manifestou-a na sua vida, ensinou-a na sua pregação, defendeu-a nos seus escritos e confirmou-a com a sua morte em Roma no tempo do imperador Marco Aurélio Antonino. De facto, depois de ter apresentado ao imperador a sua “Apologia” em defesa da religião cristã, foi entregue ao prefeito Rústico e, confessando perante ele que era cristão, foi condenado à morte.
|
2. Também em Roma, os santos Caritão e Carito, Evelpisto e Jeraces, Peão e Liberiano, mártires, que foram discípulos de São Justino e, juntamente com ele, receberam a coroa de glória. |
3. Em Alexandria, no Egipto, os santos mártires Amon, Zenão, Ptolomeu, Ingenes, soldados, e o ancião Teófilo, que, presentes no tribunal, com o rosto, os olhos e os gestos procuravam encorajar um cristão intimidado pelos suplícios a que era submetido e estava prestes a renegar da fé; tendo-se levantado contra eles um clamor de todo o povo, irromperam para o meio do tribunal e afirmaram que eram cristãos; assim, pela sua vitória triunfou gloriosamente Cristo, que dera aos seus fiéis tão firme constância de ânimo. |
4. Em Licópolis, também no Egipto, os santos mártires Isquirião, comandante do exército, e outros cinco soldados, que, por ordem do prefeito Arriano, no tempo do imperador Décio, deram a vida pela fé em Cristo com diversos géneros de martírio. |
5. Em Bolonha, na actual Emília-Romanha, região da Itália, São Próculo, mártir, que pela verdade cristã foi trespassado com grossos cravos de traves. |
6. Em Montefalco, na Úmbria, também região da Itália, São Fortunato, presbítero, que, segundo a tradição, sendo ele mesmo pobre, com assíduo trabalho acudiu às necessidades dos pobres e deu a vida pelos irmãos. |
7. Na ilha de Lérins, na Provença, actualmente na França, São Caprásio, eremita, que juntamente com Santo Honorato se retirou neste lugar e aí deu início à vida monástica. |
8*. Em Arvena, na Aquitânia, hoje Clermont-Ferrand, na França, São Floro, cujo nome foi dado ao mosteiro construído sobre o seu túmulo, bem como à cidade e à sede episcopal. |
9*. Na Bretanha Menor, também na hodierna França, São Ronano, bispo, que chegou por mar da Irlanda e nas florestas levou vida eremítica. |
10*. No território de Leicester, na Inglaterra, São Vistano, mártir, que, sendo membro da família real da Mésia, porque se opôs ao matrimónio incestuoso de sua mãe regente, foi morto com a espada do tirano. |
11. Em Tréveris, na Lorena, hoje na Alemanha, São Simeão, filho de um grego de Siracusa, que levou vida eremítica junto a Belém e no Monte Sinai e, depois de longas peregrinações, viveu até à morte recluso na torre da Porta Negra desta cidade. |
12. No mosteiro de Oña, no território de Burgos, em Castela, região da Espanha, Santo Ínhigo, abade, homem pacífico, cuja morte choraram os próprios Judeus e Mouros. |
13*. Em Alba, no Piemonte, região da Itália, o Beato Teobaldo, que, movido pelo amor da pobreza, deu toda a sua fortuna a uma viúva e por humildade tomou o ofício de carregador, para levar sobre si o fardo dos outros. |
14*. Em Urbino, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o beato João Pellingotto, da Ordem Terceira de São Francisco, que, sendo comerciante, procurava enriquecer mais os outros do que a si mesmo e, retirando-se numa cela, só de lá saía para ajudar os pobres e os enfermos. |
15*. Em Londres, na Inglaterra, o Beato João Storey, mártir, jurista, que permaneceu fidelíssimo ao Romano Pontífice. Depois de passar pelos cárceres e pelo exílio, foi condenado à morte e, sofrendo o suplício da forca no patíbulo de Tyburn, emigrou para a felicidade eterna. |
16*. Em Omura, no Japão, os beatos mártires Afonso Navarrete, da Ordem dos Pregadores, Fernando de São José de Ayala, da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, presbíteros, e Leão Tanaka, religioso da Companhia de Jesus, que, por edito do comandante supremo Hidetada, foram degolados ao mesmo tempo em ódio à fé cristã. |
17*. Num barco-prisão, ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Baptista Vernoy de Montjournal, presbítero e mártir, que, sendo cónego de Moulins, durante a Revolução Francesa, por causa da sua condição de sacerdote foi condenado ao cárcere na galera e aí morreu consumido pela enfermidade. |
18. Em Hung Yen, no Tonquim, no actual Vietnam, São José Tuc, mártir, jovem agricultor, que, no tempo do imperador Tu Duc, por ter recusado calcar a cruz, foi várias vezes detido no cárcere e torturado e finalmente degolado. |
19*. Em Piacenza, na Itália, são João Batista Scalabrini, bispo, que teve uma atividade multiforme nesta Igreja e se distinguiu pela solicitude para com os sacerdotes, os agricultores e os operários, mas prestou especial atenção aos emigrantes nas cidades da América, para os quais fundou as Pias Sociedades do Sagrado Coração. |
20. Em Messina, na Sicília, também na Itália, Santo Aníbal Maria Di Frância, presbítero, que fundou as Congregações dos Rogacionistas do Coração de Jesus e das Filhas do Zelo Divino, com a finalidade de pedir ao Senhor para que enriquecesse a sua Igreja com santos sacerdotes, e se dedicou com grande zelo aos órfãos, abrindo aos pobres as mãos da misericórdia de Deus. |