Liturgia diária
Agenda litúrgica
2026-04-20
Segunda-feira da semana III
Branco – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. pascal.
L 1: At 6, 8-15; Sl 118 (119), 23-24. 26-27. 29-30
Ev: Jo 6, 22-29
* Na Diocese de Vila Real – Aniversário da criação da Diocese (1922).
* Na Ordem de São Domingos – S. Inês de Montepulciano, virgem – MF
Missa
Antífona de entrada
Ressuscitou o Bom Pastor, que deu a vida pelas suas ovelhas
e Se entregou à morte pelo seu rebanho. Aleluia.
Oração coleta
Concedei, Deus todo-poderoso,
que, abandonando a velha condição do pecado,
sigamos os caminhos da vida nova,
que nos abristes na celebração das festas pascais.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I At 6, 8-15
«Não eram capazes de resistir à sabedoria
e ao Espírito Santo com que ele falava»
Estamos em presença das primeiras manifestações do Espírito na Igreja. É agora que o mistério de Jesus se começa a revelar aos homens para além do grupo que O tinha acompanhado em sua vida mortal. E é o Espírito Santo quem o revela. Então em Estêvão, o primeiro mártir, como depois em todos os outros mártires, a Páscoa de Jesus vai arrastando em si os que se deixam ensinar pela sabedoria do Espírito Santo. O processo de S. Estêvão segue os mesmos passos que o de Jesus: as mesmas falsas testemunhas, o mesmo ódio da parte dos acusadores; e, da parte de Estêvão, o mesmo olhar fixo em Deus e as mesmas palavras de perdão para os seus algozes, como Jesus para aqueles que O crucificavam.
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Estêvão, cheio de graça e fortaleza, fazia grandes prodígios e milagres entre o povo. Entretanto, alguns membros da sinagoga chamada dos Libertos, oriundos de Cirene, de Alexandria, da Cilícia e da Ásia, vieram discutir com Estêvão, mas não eram capazes de resistir à sabedoria e ao Espírito Santo com que ele falava. Subornaram então uns homens para afirmarem: «Ouvimos Estêvão proferir blasfémias contra Moisés e contra Deus». Provocaram assim a ira do povo, dos anciãos e dos escribas. Depois surgiram inesperadamente à sua frente, apoderaram-se dele e levaram-no ao Sinédrio, apresentando falsas testemunhas, que disseram: «Este homem não cessa de proferir palavras contra este Lugar Santo e contra a Lei, pois ouvimo-l’O dizer que Jesus, o Nazareno, destruirá este lugar e mudará os costumes que recebemos de Moisés». Todos os membros do Sinédrio tinham os olhos fixos nele e viram que o seu rosto parecia o rosto de um Anjo.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 118 (119), 23-24.26-27.29-30 (R. 1b)
Refrão: Ditosos os que seguem a lei do Senhor. Repete-se
Ainda que os príncipes conspirem contra mim,
o vosso servo meditará os vossos decretos.
As vossas ordens são as minhas delícias
e os vossos decretos meus conselheiros. Refrão
Expus meus caminhos e destes-me ouvidos:
ensinai-me os vossos decretos.
Fazei-me compreender o caminho dos vossos preceitos
para meditar nas vossas maravilhas. Refrão
Afastai-me do caminho da mentira
e dai-me a graça da vossa lei.
Escolhi o caminho da verdade
e decidi-me pelos vossos juízos. Refrão
ALELUIA Mt 4, 4b
Refrão: Aleluia Repete-se
Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus. Refrão
EVANGELHO Jo 6, 22-29
«Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna»
A partir da multiplicação dos pães, proclamada na semana anterior, Jesus vai fazer uma longa catequese sobre o Pão da Vida. E começa, hoje, por criar nos seus ouvintes a fome de Deus, pela fé, pois que os sacramentos são sinais da fé. A multiplicação dos pães e dos peixes era também um sinal. Jesus tinha matado a fome àquela gente com o alimento que lhe multiplicara no monte. Mas, o alimento de que eles precisam e que devem esforçar-se por encontrar é Ele próprio, o Senhor, a quem alcançarão pela fé. Acreditar em Jesus e viver dessa fé é alimentar-se com o alimento que leva à vida eterna.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Depois de Jesus ter saciado os cinco mil homens, os seus discípulos viram-n’O a caminhar sobre as águas. No dia seguinte, a multidão que permanecera no outro lado do mar notou que ali só estivera um barco e que Jesus não tinha embarcado com os discípulos; estes tinham partido sozinhos. Entretanto, chegaram outros barcos de Tiberíades, perto do lugar onde eles tinham comido o pão, depois de o Senhor ter dado graças. Quando a multidão viu que nem Jesus nem os seus discípulos estavam ali, subiram todos para os barcos e foram para Cafarnaum, à procura de Jesus. Ao encontrá-l’O no outro lado do mar, disseram-Lhe: «Mestre, quando chegaste aqui?» Jesus respondeu-lhes: «Em verdade, em verdade vos digo: vós procurais-Me, não porque vistes milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes saciados. Trabalhai, não tanto pela comida que se perde, mas pelo alimento que dura até à vida eterna e que o Filho do homem vos dará. A Ele é que o Pai, o próprio Deus, marcou com o seu selo». Disseram-Lhe então: «Que devemos nós fazer para praticar as obras de Deus?» Respondeu-lhes Jesus: «A obra de Deus consiste em acreditar n’Aquele que Ele enviou».
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Subam à vossa presença, Senhor,
as nossas orações e as nossas ofertas,
de modo que, purificados pela vossa graça,
possamos participar dignamente
nos sacramentos da vossa misericórdia.
Por Cristo nosso Senhor.
Prefácio Pascal I-V.
Antífona da comunhão Cf. Jo 14, 27
Deixo-vos a paz, dou-vos a minha paz.
Não vo-la dou como a dá o mundo, diz o Senhor. Aleluia.
Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso e eterno,
que, em Cristo ressuscitado, nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal
e infundi em nossos corações a força do alimento que nos salva.
Por Cristo nosso Senhor.
Martirológio
1. Em Roma, Santo Aniceto, papa, que recebeu fraternalmente o hóspede insigne São Policarpo, para dialogar com ele sobre o dia da Páscoa. |
2. Também em Roma, a comemoração dos santos Sulpício e Serviciano, mártires, cujos corpos foram sepultados na Via Latina a três milhas da cidade. |
3. Em Córdova, na Hispânia Bética, São Secundino, mártir. |
4. Em Embrun, na Gália, hoje na França, São Marcelino, primeiro bispo desta cidade, que, tendo vindo da África, converteu à fé de Cristo a maior parte desta região dos Alpes Marítimos e foi ordenado para esta sede episcopal por Santo Eusébio de Vercelas. |
5. Em Auxerre, na Gália Lionense, também na actual França, São Marciano, monge. |
6. Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Teodoro, que, chamado Triquinas por causa do áspero cilício de crinas que usava sempre, levou uma vida de grande virtude na solidão. |
7. Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, Santo Anastásio, bispo e mártir, que, no tempo do imperador Focas, foi cruelmente assasinado por sicários. |
8*. No território de Laurino, perto de Paéstum, na Campânia, região da Itália, Santa Heliena, virgem, que, firmemente animada pelas obras de Cristo, retirando-se para um lugar deserto, se consagrou total e incansavelmente a Deus no serviço dos religiosos e dos enfermos. |
9*. Em Osnabrück, na Saxónia, na actual Alemanha, São Vião, bispo, natural da Frísia, que foi enviado como abade pelo imperador Carlos Magno para evangelizar os Saxões e depois, eleito bispo da Igreja de Osnabruck, suportou por Cristo muitas tribulações. |
10*. No mosteiro de Châteliers, no território de Poitiers, região da França, o Beato Geraldo de Sales, que, vivendo pobre como cónego regrante e mais pobre ainda como eremita e entregue a árduas penitências, a muitos inflamou no amor de Deus, atraindo-os à vida eremítica, e fundou numerosas casas de cónegos regrantes. |
11*. Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Domingos Vernagálli, presbítero da Ordem Camaldulense, que construiu um hospício para órfãos. |
12. Em Montepulciano, também na Etrúria e hoje na Toscana, Santa Inês, virgem, que aos nove anos tomou as vestes das virgens sagradas e ainda com quinze anos foi eleita, contra a sua vontade, superiora das monjas de Proceno; depois fundou um mosteiro em Montepulciano segundo a observância de São Domingos, onde deu exemplo admirável de verdadeira humildade. |
13*. Em Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, o Beato Simão de Tódi Rinaldúcci, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, que instruiu os jovens estudantes e o povo de Deus com a palavra da sua pregação e o exemplo da sua vida. |
14*. Em Lencastre, na Inglaterra, os beatos Jaime Bell e João Finch, mártires: o primeiro, presbítero, depois de ter passado vinte anos noutra confissão, orientado pela exortação de uma piedosa mulher reconciliou-se com a Igreja católica; o segundo, pai de família, agricultor e catequista, pela sua fé suportou durante muitos anos o cárcere, a fome e outros tormentos; no reinado de Isabel I, ambos alcançaram ao mesmo tempo a felicidade eterna. |
15*. Em Londres, também na Inglaterra, os beatos Ricardo Sargeant e Guilherme Thomson, presbíteros e mártires, que, condenados à morte por terem entrado como sacerdotes na Inglaterra e aí permanecerem, padeceram no patíbulo de Tyburn o extremo suplício. |
16*. Em Clonmel, na Irlanda, o Beato Maurício MacKenraghty, presbítero e mártir, que, depois de dois anos de cativeiro, recusando sempre a autoridade da rainha Isabel I nos assuntos espirituais, foi condenado ao suplício do patíbulo. |
17*. Em York, na Inglaterra, o Beato António Page, presbítero e mártir, homem pacífico e honrado, que foi condenado a cruéis torturas em ódio ao sacerdócio. |
18*. Em Londres, também na Inglaterra, os beatos Francisco Page, da Companhia de Jesus, e Roberto Watkinson, presbíteros e mártires, que, no reinado de Isabel I, em ódio ao sacerdócio – o segundo ordenado presbítero apenas um mês antes – foram ambos obrigados a subir simultaneamente ao patíbulo de Tyburn. |
19*. Em Pianello, junto ao lago Como, na Itália, a Beata Clara Bossatta (Dina Bossatta), virgem, que, com o auxílio de São Luís Guanella, fundou o Instituto das Filhas de Santa Maria da Providência. |
20*. No percurso do campo de concentração de Dachau para Hutheim, localidade próxima de Linz, na Áustria, o Beato Anastásio Pankiewicz, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, contra um regime opressor da dignidade cristã, deu testemunho da sua fé até à morte. |