Liturgia diária

Agenda litúrgica

2026-03-05

Quinta-feira da semana II

Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. da Quaresma.

L 1: Jr 17, 5-10; Sl 1, 1-2. 3. 4 e 6
Ev: Lc 16, 19-31

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Sl 138, 23-24
Sondai-me, Senhor, e conhecei os meus pensamentos.
Vede que não ande por maus caminhos.
Conduzi-me pelo caminho da eternidade.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que amais a inocência e a restituís aos que a perderam,
dirigi para Vós os corações dos vossos servos
pelo fervor do Espírito Santo,
para que sejam firmes na fé e eficientes nas boas obras.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I Jr 17, 5-10
«Maldito quem confia no homem.
Bendito quem confia no Senhor»

Temos hoje uma liturgia de tipo sapiencial: procura ela ajudar-nos a descobrir a verdadeira sabedoria, a que nos ensina a encontrar o caminho da vida e da salvação. Quem nos salvará? E cada um responde com aquilo em que põe a sua confiança. Jeremias ensina que é a força de Deus e não o poder humano quem pode salvar, embora o coração humano, “o que há de mais astucioso e incorrigível”, tente encontrar nos seus sentimentos mais íntimos a resposta para as suas interrogações. Em vão o tenterá, se o não fez à luz de Deus.

Leitura do Livro de Jeremias
Assim fala o Senhor: «Maldito o homem que confia no homem e põe na carne a sua esperança, afastando o seu coração do Senhor. Será como o cardo na estepe, que nem percebe quando chega a felicidade; habitará na aridez do deserto, terra salobre e inóspita. Bendito o homem que confia no Senhor e põe no Senhor a sua esperança. É como a árvore plantada à beira da água, que estende as raízes para a corrente: nada tem a temer quando vem o calor e a sua folhagem mantém-se sempre verde; em ano de estiagem não se inquieta e não deixa de produzir os seus frutos. O coração é o que há de mais astucioso e incorrigível. Quem o pode entender? Posso Eu, que sou o Senhor: penetro os co¬rações, sondo os mais íntimos sentimentos, para retribuir a cada um segundo o seu caminho, conforme o fruto das suas obras».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 1, 1-2.3.4.6 (R. Salmo 39, 5a)
Refrão: Feliz o homem que pôs a sua esperança no Senhor. Repete-se

Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
nem se detém no caminho dos pecadores,
mas antes se compraz na lei do Senhor,
e nela medita dia e noite. Refrão

É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo e sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido. Refrão

Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como palha que o vento leva.
O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição. Refrão


ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO cf. Lc 8, 15
Refrão: Grandes e admiráveis são as vossas obras, Senhor. Repete-se
Bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus
com coração nobre e generoso
e produzem fruto pela perseverança. Refrão


EVANGELHO Lc 16, 19-31
«Recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males.
Agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado»

Agora, no Novo Testamento, o Evangelho dá-nos o exemplo de um homem que não soube deixar-se conduzir pela sabedoria, antes pôs a sua esperança nas riquezas! Mas Deus, a quem está patente o coração de todos os homens, com a sua palavra, fonte de graça, vai-nos dando a sabedoria da vida. É essa sabedoria que conduz os catecúmenos às fontes baptismais e que aos já batizados vai guiando na fidelidade ao Batismo já recebido, de sorte que, de uns e outros, se poderá dizer na semana da Páscoa: “Deu-lhes a beber a água da sabedoria”. (Ant. de entrada da 3ª feira).

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: «Havia um homem rico, que se vestia de linho fino e se banqueteava esplendidamente todos os dias. Um pobre chamado Lázaro jazia junto do seu portão, coberto de chagas. Bem desejava ele saciar-se com os restos caídos da mesa do rico; mas até os cães vinham lamber-lhe as chagas. Ora sucedeu que o pobre morreu e foi colocado pelos Anjos ao lado de Abraão. Morreu também o rico e foi sepultado. Na mansão dos mortos, estando em tormentos, levantou os olhos e viu Abraão com Lázaro a seu lado. Então ergueu a voz e disse: ‘Pai Abraão, tem compaixão de mim. Envia Lázaro, para que molhe em água a ponta do dedo e me refresque a língua, porque estou atormentado nestas chamas’. Abraão respondeu-lhe: ‘Filho, lembra-te que recebeste os teus bens em vida e Lázaro apenas os males. Por isso, agora ele encontra-se aqui consolado, enquanto tu és atormentado. Além disso, há entre nós e vós um grande abismo, de modo que, se alguém quisesse passar daqui para junto de vós, não poderia fazê-lo’. O rico exclamou: ‘Então peço-te, ó pai, que mandes Lázaro à minha casa paterna – pois tenho cinco irmãos – para que os previna, a fim de que não venham também para este lugar de tormento’. Disse-lhe Abraão: ‘Eles têm Moisés e os Profetas: que os oiçam’. Mas ele insistiu: ‘Não, pai Abraão. Se algum dos mortos for ter com eles, arrepender-se-ão’. Abraão respondeu-lhe: ‘Se não dão ouvidos a Moisés e aos Profetas, também não se deixarão convencer, se alguém ressuscitar dos mortos’».
Palavra da salvação.



Oração sobre as oblatas
Santificai, Senhor, por este sacrifício,
a nossa observância quaresmal,
de modo que a prática exterior da penitência
nos leve à conversão interior do espírito.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I-VI da Quaresma.

Antífona da comunhão Sl 118, 1
Felizes os que seguem o caminho perfeito
e andam na lei do Senhor.

Oração depois da comunhão
Este santo sacrifício, Senhor,
permaneça em todas as nossas ações
e se confirme no fruto das boas obras.
Por Cristo nosso Senhor.

Oração sobre o povo (facultativa)
Sede propício, Senhor, aos vossos servos
que imploram o auxílio da graça celeste,
para que sejam sempre guiados e defendidos
pela vossa benigna proteção.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

Martirológio

1.   Comemoração de São Teófilo, bispo de Cesareia, na Palestina, que, no tempo do imperador Septímio Severo, resplandeceu pela sua sabedoria e integridade de vida.

2.   Na Panfília, na actual Turquia, São Cónon, mártir, um jardineiro que, no tempo do imperador Décio, foi obrigado a correr diante dum carro, com cravos espetados nos pés e, caindo de joelhos, em oração entregou o espírito a Deus.

3.   Em Roma, no cemitério de Calisto, junto à Via Ápia, o sepultamento de São Lúcio, papa, sucessor de São Cornélio, o qual, tendo padecido o exílio pela fé de Cristo, foi um exímio confessor da fé, enfrentando as dificuldades do seu tempo com admirável moderação e prudência.

4.   Em Sinope, no Ponto, na actual Turquia, São Focas, mártir, um jardineiro que passou muitos tormentos pelo nome do Redentor.

5.   Em Cesareia da Palestina, Santo Adrião, mártir, que, durante a perseguição do imperador Diocleciano, por mandado do prefeito Firmiliano, num dia em que os habitantes da cidade costumavam celebrar a festa “Fortuna dos Cesarenses”, por causa da sua fé em Cristo foi primeiramente lançado a um leão e depois degolado à espada.

6.   Na Palestina, junto ao rio Jordão, São Gerásimo, anacoreta, que, no tempo do imperador Zenão, reconduzido à verdadeira fé por Santo Eutímio, praticou grandes obras de penitência, oferecendo a todos os que sob a sua direcção se exercitavam na vida monástica a ciência da rigorosa observância e admirável frugalidade.

7*.   Em Sahighir, na região de Ossory, na Hibérnia, hoje Irlanda, São Kierano ou Cirano, bispo e abade.

8*.   Em Arles, na Provença, região da actual França, São Virgílio, bispo, que deu hospedagem a Santo Agostinho e aos monges que iam a caminho da Inglaterra, enviados pelo papa São Gregório Magno.

9*.   Em Vigébano, na Lombardia, região da Itália, o Beato Cristóvão Macassóli, presbítero da Ordem dos Menores, insigne pela sua pregação e pela caridade para com os pobres.

10*.   Em Nápoles, na Campânia, também região da Itália, o Beato Jeremias de Valáchia (João Kostistik), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, que durante quarenta anos assistiu ininterruptamente aos enfermos com grande caridade e alegria.

11.   Também em Nápoles, São João José da Cruz (Carlos Gaetano Calosirto), presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, seguindo o exemplo de São Pedro de Alcântara, restaurou a disciplina da Regra em muitos conventos da Província Napolitana.