Liturgia diária

Agenda litúrgica

2026-12-02

Quarta-feira da semana I

Roxo – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. I do Advento.

L 1: Is 25, 6-10a; Sl 22 (23), 1-3a. 3b-4. 5. 6
Ev: Mt 15, 29-37

* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – B. Maria Ângela Astorch, virgem, da II Ordem – MF
* Na Ordem de Malta – Bem-Aventurada Virgem Maria Causa da Nossa Alegria – MO

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Hab 2, 3; 1Cor 4, 5
O Senhor virá sem demora:
iluminará os que vivem nas trevas
e manifestar-se-á a todos os povos.

Oração coleta
Preparai, Senhor, os nossos corações
com o poder da vossa graça,
para que, no dia da vinda de Cristo, vosso Filho,
mereçamos entrar no banquete da vida eterna
e receber d’Ele mesmo o alimento do céu.
Ele que é Deus e convosco vive e reina,
na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I Is 25, 6-10a
O Senhor convida para o seu banquete
e enxuga as lágrimas de todas as faces

O reino de Deus é frequentemente comparado na Sagrada Escritura a um banquete. O banquete supõe o convite, a reunião dos convidados, a abundância do que é servido, a intimidade com aquele que convida e entre todos os convivas. Assim é o reino de Deus, onde o banquete é ainda de festa nupcial, de aliança entre Deus e os homens, de vitória da vida sobre tudo o que pudesse ser sinal de morte. O Advento é já celebração do Mistério Pascal: o Senhor vem para salvar.

Leitura do Livro de Isaías
Sobre este monte, o Senhor do Universo há de preparar para todos os povos um banquete de manjares suculentos, um banquete de vinhos deliciosos: comida de boa gordura, vinhos puríssimos. Sobre este monte, há de tirar o véu que cobria todos os povos, o pano que envolvia todas as nações; Ele destruirá a morte para sempre. O Senhor Deus enxugará as lágrimas de todas as faces e fará desaparecer da terra inteira o opróbrio que pesa sobre o seu povo. Porque o Senhor falou. Dir-se-á naquele dia: «Eis o nosso Deus, de quem esperávamos a salvação; é o Senhor, em quem pusemos a nossa confiança. Alegremo-nos e rejubilemos, porque nos salvou. A mão do Senhor pousará sobre este monte».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 22 (23), 1-3a.3b-4.5.6 (R. 6cd )
Refrão: Habitarei para sempre na casa do Senhor.
Repete-se
O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados,
conduz-me às águas refrescantes
e reconforta a minha alma. Refrão

Ele me guia por sendas direitas por amor do seu nome.
Ainda que tenha de andar por vales tenebrosos,
não temerei nenhum mal, porque Vós estais comigo:
o vosso cajado e o vosso báculo me enchem de confiança. Refrão

Para mim preparais a mesa
à vista dos meus adversários;
com óleo me perfumais a cabeça
e o meu cálice transborda. Refrão

A bondade e a graça hão de acompanhar-me
todos os dias da minha vida,
e habitarei na casa do Senhor
para todo o sempre. Refrão


ALELUIA
Refrão: Aleluia. Repete-se

O Senhor vem salvar o seu povo:
felizes os que estão preparados para ir ao seu encontro.
Refrão


EVANGELHO Mt 15, 29-37
Jesus cura muitos enfermos e multiplica os pães

Foi também no monte que Jesus multiplicou os pães e os peixes para matar a fome à multidão, depois de ter curado os doentes. Com estes sinais, o Senhor manifestava que Ele ia já pondo aos homens a mesa do reino dos Céus, que n’Ele o reino dos Céus estava já presente no meio dos homens, como continua hoje a estar, e que n’Ele os homens poderão continuar a encontrar a salvação, que, na sua última vinda, será total e definitiva, e onde todos os que forem chamados a sentar-se à sua mesa comerão “até ficarem saciados”.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, foi Jesus para junto do mar da Galileia e, subindo ao monte, sentou-Se. Veio ter com Ele uma grande multidão, trazendo coxos, aleijados, cegos, mudos e muitos outros, que lançavam a seus pés. Ele curou-os, de modo que a multidão ficou admirada, ao ver os mudos a falar, os aleijados a ficar sãos, os coxos a andar e os cegos a ver; e todos davam glória ao Deus de Israel. Então Jesus, chamando a Si os discípulos, disse-lhes: «Tenho pena desta multidão, porque há três dias que estão comigo e não têm que comer. Mas não quero despedi-los em jejum, pois receio que desfaleçam no caminho». Disseram-Lhe os discípulos: «Onde iremos buscar, num deserto, pães suficientes para saciar tão grande multidão?» Jesus perguntou-lhes: «Quantos pães tendes?» Eles responderam-Lhe: «Sete, e alguns peixes pequenos». Jesus ordenou então às pessoas que se sentassem no chão. Depois tomou os sete pães e os peixes e, dando graças, partiu-os e foi-os entregando aos discípulos e os discípulos distribuíram-nos pela multidão. Todos comeram até ficarem saciados. E com os pedaços que sobraram encheram sete cestos.
Palavra da salvação.



Oração sobre as oblatas
Fazei, Senhor, que a oblação deste sacrifício
se renove sempre na vossa Igreja,
de modo que a celebração do mistério por Vós instituído
realize em nós plenamente a obra da salvação.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio I ou I-A do Advento.

Antífona da comunhão Cf. Is 40, 10; 35, 5
O Senhor virá com poder e majestade
e iluminará os olhos dos seus fiéis.

Oração depois da comunhão
Concedei, Senhor, pela vossa bondade,
que este divino sacramento nos livre do pecado
e nos prepare para as festas que se aproximam.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

Martirológio

1.   Comemoração de Santo Habacuc, profeta, que, perante a iniquidade e violência dos homens, anunciou o juízo de Deus, mas também a sua misericórdia, dizendo: «O justo viverá pela sua fé».

2.   Em Roma, Santa Bibiana, mártir, a quem o papa São Simplício dedicou uma igreja no Esquilino.

3.   Também em Roma, no cemitério de Ponciano, junto à Via Portuense, São Piménio, presbítero e mártir.

4.   Em Aquileia, no Friúli, actual região da Itália, São Cromácio, bispo, verdadeiro artífice da paz, que deu remédio às condições dos claustros da Itália destruídos por Alarico e aos sofrimentos dos povos e, explicando sabiamente os mistérios da palavra divina, elevou as almas às realidades celestes.

5.   Na ilha de Palmarola, na Ligúria, também região da Itália, o passamento de São Silvério, papa e mártir, que, não querendo reabilitar Antimo, bispo herético de Constantinopla deposto pelo seu antecessor Santo Agapito, por ordem da imperatriz Teodora foi privado da sua sede e enviado para o exílio, onde morreu consumido por muitas tribulações.

6*.   No mosteiro de Groenendaal, na região de Bruxellas, na actual Bélgica, o Beato João Ruysbroeck, presbítero e cónego regrante, que expôs ensinamentos admiráveis dos vários graus da vida espiritual.

7*.   Em Múrcia, na Espanha, a Beata Maria Ângela Astorch, abadessa da Ordem das Clarissas, a qual, muito humilde e dedicada à prática de penitências, dava conforto e bons conselhos, tanto às monjas como aos leigos.

8*.   Em Logiewniki, localidade da Polónia, o Beato Rafael (Melchior Chylinski), presbítero da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que durante a peste visitava os enfermos de Cracóvia, para os assistir piedosamente e proporcionar-lhes uma digna e cristã morte.

9♦.   Em Manresa, cidade da província de Barcelona, na Espanha, os beatos Jaime Bertino (António Jaime Secases) e Leão Justino (Francisco del Valle Villar), religiosos da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártires, que, durante a violenta perseguição contra a Igreja, em ódio à religião foi conduzido  ao glorioso martírio.

10*.   Em Stanislaviv, hoje Ivano-Frankivsk, na Ucrânia, o Beato João Slezyuk, bispo e mártir, que, sob um regime hostil a Deus, exercendo infatigavelmente o seu ministério clandestino entre os fiéis do Rito Bizantino e permanecendo impavidamente fiel a Cristo perante os seus perseguidores, recebeu do Senhor a coroa eterna.