Liturgia diária

Agenda litúrgica

2026-01-15

Quinta-feira da semana I

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha.

L 1: 1 Sam 4, 1-11; Sal 43 (44), 10-11. 14-15. 24-25
Ev: Mc 1, 40-45

* Na Diocese de Angra – Aniversário da tomada de posse e entrada solene de D. Armando Esteves Domingues; S. Amaro, abade – MO
* Na Arquidiocese de Braga – S. Amaro, abade – MO
* Na Diocese de Viana do Castelo – S. Amaro, abade – MO
* Na Ordem Beneditina – Santos Amaro e Plácido, discípulos de S. Bento – MO
* Na Ordem de Cister e na Ordem Cisterciense da Estrita Observância – Santos Amaro e Plácido, discípulos de S. Bento, monges – MO
* Na Congregação dos Missionários do Verbo Divino – S. Arnaldo Janssen, presbítero, fundador das Congregações do Verbo Divino, das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo e das Irmãs Servas do Espírito Santo da Adoração Perpétua – SOLENIDADE
* Na Congregação Salesiana – B. Luís Variara, presbítero – MO; no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e no Instituto Secular Voluntários de D. Bosco – MF
* Na Ordem Franciscana (Convento de Coimbra) – I Vésp. dos Santos Berardo e companheiros.

 

Missa

 

Antífona de entrada
Sobre um trono elevado vi sentado um homem,
que uma multidão de anjos adora, cantando em coro:
Eis Aquele que reina eternamente.

Oração coleta
Atendei, Senhor, as orações do vosso povo;
dai-lhe luz para conhecer a vossa vontade
e coragem para a cumprir fielmente.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos pares)
1 Sam 4, 1-11
«Israel foi derrotado e a arca de Deus capturada»

O desastre sofrido pelo povo de Deus foi interpretado como castigo pelos seus pecados. Até a Arca de Aliança foi capturada. De facto, não podemos julgarmo-nos defendidos dos perigos só por termos junto de nós coisas santas; é o coração do homem que tem de estar junto de Deus; as coisas podem ajudar-nos nesta união ao Senhor, mas não a substituem.

Leitura do Primeiro Livro de Samuel
Naqueles dias, os filisteus reuniram-se para fazer guerra a Israel e os israelitas saíram ao seu encontro para o combate. Acamparam perto de Eben-Ezer, enquanto os filisteus tinham acampado em Afec. Os filisteus colocaram-se em ordem de batalha contra Israel e, no terrível combate, Israel foi derrotado pelos filisteus, que, em campo aberto, lhe mataram cerca de quatro mil homens. O povo voltou para o acampamento e os anciãos de Israel disseram: «Porque é que o Senhor deixou que fôssemos hoje vencidos pelos filisteus? Vamos buscar a Silo a arca da aliança do Senhor: que ela esteja no meio de nós e nos salve das mãos dos nossos inimigos». Então o povo mandou buscar a Silo a arca da aliança do Senhor do Universo, que tem o seu trono sobre os querubins. Os dois filhos de Heli, Hofni e Fineias, acompanhavam a arca da aliança de Deus. Quando a arca do Senhor entrou no acampamento, todos os israelitas soltaram um grande clamor, que ressoou por toda a terra. Os filisteus ouviram o eco daquele alarido e disseram: «Que significa este grande clamor no campo dos hebreus?». Então souberam que a arca do Senhor tinha chegado ao acampamento e diziam atemorizados: «Deus veio para o acampamento. Ai de nós! Nunca tal coisa tinha sucedido até agora! Ai de nós! Quem nos livrará das mãos desse Deus tão poderoso? Foi Ele que feriu o Egito com toda a espécie de pragas no deserto. Tende coragem, filisteus, e sede valorosos, para não ficardes escravos dos hebreus, como eles têm sido vossos escravos. Sede valorosos e combatei». Os filisteus começaram o combate: os israelitas foram vencidos e fugiu cada um para a sua tenda. A derrota foi grande e da infantaria de Israel caíram trinta mil homens. A arca de Deus foi capturada e morreram os dois filhos de Heli, Hofni e Fineias.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL
Salmo 43 (44), 10-11.14-15.24-25 (R. 26d)
Refrão:
Pela vossa misericórdia, salvai-nos, Senhor. Repete-se

Agora, Senhor, nos rejeitais e confundis
e já não saís à frente dos nossos exércitos.
Obrigais-nos a fugir diante dos nossos adversários
e os nossos inimigos podem saquear à vontade. Refrão

Fazeis de nós o opróbrio dos nossos vizinhos,
a irrisão e o desprezo dos povos que nos cercam.
Fazeis de nós ocasião de escárnio para os pagãos
e motivo para os povos zombarem de nós. Refrão

Despertai, Senhor. Porque dormis?
Levantai-Vos. Não nos rejeiteis para sempre.
Porque escondeis a vossa face?
Esqueceis Vós a nossa miséria e tribulação? Refrão


ALELUIA
cf. Mt 4, 23
Refrão:
Aleluia Repete-se
Jesus pregava o Evangelho do reino
e curava todas as enfermidades entre o povo. Refrão


EVANGELHO
Mc 1, 40-45
«A lepra deixou-o e ele ficou limpo»

Jesus é a fonte da vida. Ele, “por quem todas as coisas foram feitas”, é também Aquele que restaura todas as destruições, fruto dos males de que o homem sofre e de que a lepra é sinal bem significativo. Jesus, no entanto, não quer que as suas obras sejam espectáculo, mas sinais da presença do reino de Deus e ocasiões de fé: por isso, não dispensa os que foram curados de se apresentarem aos sacerdotes, conforme a lei ordenava.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, veio ter com Jesus um leproso. Prostrou-se de joelhos e suplicou-Lhe: «Se quiseres, podes curar-me». Jesus, compadecido, estendeu a mão, tocou-lhe e disse: «Quero: fica limpo». No mesmo instante o deixou a lepra e ele ficou limpo. Advertindo-o severamente, despediu-o com esta ordem: «Não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela tua cura o que Moisés ordenou, para lhes servir de testemunho». Ele, porém, logo que partiu, começou a apregoar e a divulgar o que acontecera, e assim, Jesus já não podia entrar abertamente em nenhuma cidade. Ficava fora, em lugares desertos, e vinham ter com Ele de toda a parte.
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Aceitai benignamente, Senhor, a oblação do vosso povo,
fazei que ela santifique a nossa vida
e torne eficaz a nossa oração.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 35, 10
Em Vós, Senhor, está a fonte da vida:
na vossa luz veremos a luz.

Ou: Cf. Jo 10, 10
Eu vim para que tenham vida
e a tenham em abundância, diz o Senhor.

Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso,
que nos alimentais com os vossos sacramentos,
dai-nos a graça de Vos servir com uma vida santa.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Martirológio

1.   Em Anágni, no Lácio, região da Itália, Santa Secundina, virgem e mártir.

2.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São João Calibita, que, segundo a tradição, durante algum tempo viveu num lugar afastado da sua casa paterna, depois numa «kalyba», isto é, numa cabana, totalmente entregue à contemplação e oculto aos seus próprios pais, que depois da sua morte só o reconheceram pelo códice dourado do Evangelho que tinham dado ao filho.

3*.   No mosteiro de Cluain Credal, na Irlanda, Santa Ida, virgem, fundadora deste mosteiro.

4.   Em Riéti, na Sabina, região da Itália, a comemoração de São Probo, bispo, de quem fez um elogio o papa São Gregório Magno.

5.   Em Glanfeuil, junto ao Loire, no território de Angers, na Gália, hoje na França, Santo Amaro, abade.

6*.   No território de Rodez, também na Gália, hoje na França, Santa Tarsícia, virgem e mártir.

7*.   Em Ham, no Brabante, na actual Holanda, Santo Ableberto ou Emeberto, bispo de Cambrai.

8*.   Em Chartres, na Nêustria, actualmente na França, São Malardo, bispo.

9*.   Em Val di Non, no Trentino, região da Itália, São Romeu, anacoreta, que, doando os seus bens à Igreja, levou vida de penitência num ermo que ainda hoje tem o seu nome.

10.   Em Lião, na Gália, hoje na França, o passamento de São Bonito, bispo de Auvergne, que, sendo governador de Marselha, foi chamado ao episcopado para ocupar o lugar de seu irmão Santo Avito; dez anos depois renunciou a essa função, retirou-se no cenóbio de Manlieu e, ao regressar de uma peregrinação a Roma, morreu em Lião.

11*.   Em Armo, próximo de Réggio Calábria, na Calábria, região da Itália, Santo Arsénio, eremita, eminente pela sua oração e austeridade.

12*.   Em Saint-Gilles-les-Boucheries, na Provença, região da França, o Beato Pedro de Castelnau, presbítero e mártir, que, tendo entrado no mosteiro cisterciense de Frontfroide, foi enviado pelo papa Inocêncio III como missionário apostólico para restabelecer a paz e fortalecer a fé na Provença; morreu à mão dos hereges trespassado por uma lança.

13*.   Em Città della Pieve, na Úmbria, região da Itália, o Beato Tiago, chamado o Caritativo, que, sendo jurisconsulto, se tornou advogado dos pobres e dos oprimidos.

14*.   No território de Gualdo Tadino, também na Úmbria, o Beato Ângelo, eremita.

15.   Em Fu’an, cidade da província Fujian, na China, São Francisco Fernández de Capillas, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, depois de levar o nome de Cristo às Ilhas Filipinas e a Fujian, durante a perseguição dos Tártaros foi encarcerado durante muito tempo e por fim decapitado.

16*.   Em Steyl, localidade da Holanda, Santo Arnaldo Janssen, presbítero, que fundou a Sociedade do Verbo Divino para a propagação da fé nas missões.

17*.   Em Berlim, na Alemanha, o Beato Nicolau Gross, pai de família e mártir, que, intensamente dedicado à questão social, se opôs por todos os meios ao regime opressor da dignidade humana e hostil à religião e, por não querer actuar contra os mandamentos de Deus, foi encarcerado e enforcado, tornando-se participante da vitória de Cristo.