Liturgia diária
Agenda litúrgica
2025-11-29
Sábado da semana XXXIV
Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).
L 1 Dn 7, 15-27; Sl Dn 3, 82. 83. 84. 85. 86. 87
Ev Lc 21, 34-36
* Na Diocese de Viana do Castelo – B. Redento da Cruz, religioso e mártir – MF
* Na Ordem Agostiniana – B. Avelino Rodríguez, presbítero, e 97 companheiros, mártires – MO; B. Frederico de Ratisbona, religioso – MF
* Na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços – Bb. Dionísio da Natividade e Redento da Cruz, religiosos e mártires – MF e MO
* Na Ordem Franciscana – Todos os Santos da Ordem Franciscana – FESTA
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – Todos os Santos da Família Franciscana – FESTA
* Na Companhia das Filhas da Caridade – Aniversário da fundação da Companhia das Filhas da Caridade de S. Vicente de Paulo.
* Na Companhia de Jesus – Beato Bernardo Francisco de Hoyos, presbítero – MF
Termina o Ano Litúrgico de 2024-2025
A N O L I T Ú R G I C O
2025 – 2026
T E M P O D O A D V E N T O
Para o Ofício Divino toma-se o I volume da Liturgia das Horas.
Para a Missa tomam-se os Lecionários: dominical (Advento – Ano A); ferial (Advento – IV).
Sábado à tarde
Roxo.
* I Vésp. do Domingo I do Advento (Semana I do Saltério) – Compl. dep. I Vésp. dom.
Começa o I volume da Liturgia das Horas.
Missa
Antífona de entrada Cf. Sl 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.
Oração coleta
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à ação da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I (anos ímpares) Dn 7, 15-27
«A realeza e o poder serão entregues
ao povo dos santos do Altíssimo»
Esta passagem refere-se diretamente à perseguição que o povo de Deus teve de sofrer em determinada época da sua história. Mas a última palavra será a da vitória de Deus, que Ele dará ao seu povo. Lida neste último dia do ciclo litúrgico e dentro da semana que se iniciou com a festa de Jesus Cristo, Rei do Universo, esta passagem proclama o sentido último da história do povo de Deus, que é a comunhão com Ele na glória do reino eterno, em que Jesus entrou pela sua Morte e Ressurreição.
Leitura da Profecia de Daniel
Eu, Daniel, fiquei com o espírito perturbado por causa do que acontecera, e as visões que me passaram pela mente encheram-me de pavor. Aproximei-me de um dos presentes e pedi-lhe que me dissesse o que significava tudo aquilo. Ele dirigiu-me a palavra para me explicar: «Aqueles grandes animais, em número de quatro, são quatro reis que se levantarão da terra. Os que irão receber o reino são os santos do Altíssimo; possuirão o reino para sempre e por toda a eternidade». Depois também quis saber o que significava o quarto animal, que era diferente de todos os outros, extremamente terrível, com dentes de ferro e garras de bronze, que comia e triturava tudo e calcava aos pés o que sobrava. Quis ainda saber o que significavam os dez chifres da sua cabeça e o outro chifre que surgiu e fez cair três dos primeiros, que tinha olhos e uma boca que dizia palavras arrogantes e parecia mais importante que os outros. – Enquanto olhava, vi esse chifre a fazer guerra aos santos e a levá-los de vencida, até que veio o Ancião e fez justiça aos santos do Altíssimo, porque chegou a hora de os santos tomarem posse do reino –. Ele então explicou-me: «O quarto animal significa um quarto reino que surgirá sobre a terra, diferente de todos os outros, que virá devorar, calcar aos pés e triturar a terra inteira. Os dez chifres significam dez reis que surgirão desse reino. Outro chifre se levantará depois deles: será diferente dos anteriores e abaterá três reis. Blasfemará contra o Altíssimo e perseguirá os seus santos. Tentará mudar as datas das festas e a Lei e os santos serão entregues nas suas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo. Depois o tribunal divino abrirá a sessão e retirará o poder a esse rei, para lho destruir e arruinar definitivamente. A realeza e o poder e a grandeza dos reinos que existem debaixo dos céus serão entregues ao povo dos santos do Altíssimo. O seu reino é um reino eterno e todos os potentados O servirão Lhe prestarão obediência».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 82.83.84.85.86.87 (R. 59b)
Refrão: Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre. Repete-se
Homens, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Bendiga Israel o Senhor,
louve-O e exalte-O para sempre. Refrão
Sacerdotes do Senhor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Servos do Senhor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Espíritos e almas dos justos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Santos e humildes de coração, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
ALELUIA Lc 21, 36
Refrão: Aleluia. Repete-se
Vigiai e orai em todo o tempo,
para vos apresentardes sem temor
diante do Filho do homem. Refrão
EVANGELHO Lc 21, 34-36
«Vigiai, para que possais livrar-vos
de tudo isto que está para acontecer»
Aquele dia sem ocaso, que sucederá aos dias que andamos vivendo sobre a terra, há de ser esperado na vigilância e na oração, como numa longa Vigília Pascal, até que o sol nasça e a luz eterna brilhe para sempre em nossos corações. Aqui nos conduziu, a esta expectativa jubilosa, a longa caminhada do Tempo Comum, para nos fazer entrar, com desejos ainda mais fortes da vinda do Dia do Senhor, no Advento, em que a tarde deste dia, o último do Tempo Comum, nos irá introduzir. À tarde, com a Hora de Vésperas, começa esse Tempo do Advento, em que toda a oração se resume na mesma palavra com que terminou o Tempo litúrgico anterior: «Veni! Vinde!»
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tende cuidado convosco, não suceda que os vossos corações se tornem pesados com a intemperança, a embriaguês e as preocupações da vida e esse dia não vos surpreenda subitamente como uma armadilha; porque ele atingirá todos os que habitam sobre a face da terra. Portanto, vigiai e orai em todo o tempo, para que possais livrar-vos de tudo isto que está para acontecer e comparecer sem temor diante do Filho do homem».
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Recebei, Senhor, estes dons sagrados,
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome,
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos, também nós,
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Sl 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.
Ou: Cf. Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.
Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Cristo nosso Senhor.
Martirológio
1. Em Roma, no cemitério de Trasão, junto à Via Salária Nova, São Saturnino de Cartago, mártir, que, segundo refere o papa São Dâmaso, no tempo do imperador Décio, pela confissão da sua fé em Cristo, na sua pátria foi submetido ao suplício do cavalete e desterrado para Roma, onde, depois de superar atrozes tormentos, converteu à fé o algoz Graciano; finalmente decapitado, alcançou a coroa do martírio. |
2. Em Toulouse, na Gália Narbonense, na actual França, a comemoração de São Saturnino, bispo e mártir, que, segundo a tradição, no tempo do mesmo imperador Décio, foi detido pelos pagãos no Capitólio desta cidade e arremessado do alto do edifício pelas escadas, de modo que, fracturada a cabeça e dilacerado todo o corpo, entregou a sua alma a Cristo. |
3. Em Ancira, na Galácia, hoje Ancara, na Turquia, São Filomeno, mártir, que, segundo a tradição, durante a perseguição do imperador Aureliano, sendo prefeito Félix, atormentado primeiramente no fogo e depois trespassadas as mãos, os pés e a cabeça com cravos, consumou o seu martírio. |
4. Em Tódi, na Úmbria, região da hodierna Itália, Santa Iluminada, virgem. |
5. Em Batnan, no Osroene, na hodierna Turquia, São Tiago, bispo de Sarug, que ilustrou com puríssima fé esta Igreja por meio de sermões, homilias e traduções, e é venerado pelos Sírios como doutor e coluna da Igreja, juntamente com Santo Efrém. |
6*. Em Deventer, na Frísia, na actual Holanda, a trasladação de São Ratbodo, bispo de Utrecht, pastor sábio e prudente, que morreu quando visitava as populações rurais. |
7*. Em York, na Inglaterra, o Beato Eduardo Burden, presbítero e mártir, que, tendo estudado no Colégio dos Ingleses em Reims, quando regressou aos domínios da rainha Isabel I já ordenado sacerdote, foi condenado ao patíbulo perante uma multidão enfurecida. |
8*. Na mesma cidade de York, oito anos depois, os beatos Jorge Errington, Guilherme Gibson e Guilherme Knight, mártires, que, proscritos pelo mero facto de serem considerados sacerdotes, foram martirizados cruelmente. |
9*. Em Aceh, ilha de Sumatra, na actual Indonésia, os beatos mártires Dionísio da Natividade (Pedro Berthelot), presbítero, e Redento da Cruz (Tomás Rodrigues), religiosos da Ordem dos Carmelitas Descalços, que foram submetidos à escravidão pelos maometamos e depois levados para a beira-mar, onde foram mortos a golpes de lança e de setas. |
10♦. Em Valladolid, na Espanha, o Beato Bernardo Francisco de Hoyos, presbítero da Companhia de Jesus, primeiro e principal da devoção ao Sagrado Coração de Jesus nesta nação. |
11. Em Lucera, na Apúlia, região da Itália, São Francisco António Fasáni, presbítero da Ordem dos Frades Menores, homem de grande sabedoria, solidamente fundamentado na prática da pregação e da penitência, o qual se dedicou de tal modo aos pobres e indigentes, que nunca duvidou em desprender-se até das suas vestes para cobrir um mendigo, oferecendo a todos a sua ajuda cristã. |
12♦. Em Roma, a Beata Maria Madalena da Encarnação (Catarina Sordíni), virgem, fundadora do Instituto das Irmãs da Adoração Perpétua do Santíssimo Sacramento. |
13*. Em El Saler, localidade próxima de Valência, na Espanha, o Beato Alfredo Simão Colomina, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que, na perseguição contra a Igreja, confirmou com o seu sangue a sua fidelidade ao Senhor. |