Liturgia diária

Agenda litúrgica

2025-11-28

Sexta-feira da semana XXXIV

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L 1 Dn 7, 2-14; Sl Dn 3, 75. 76. 77. 78. 79. 80. 81
Ev Lc 21, 29-33

* Na Diocese da Viana do Castelo – Aniversário da entrada solene de D. João Evangelista Pimentel Lavrador.
* Na Ordem Franciscana – S. Tiago da Marca, presbítero, da I Ordem – MO
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – S. Tiago da Marca, presbítero, da I Ordem – MF
* Na Ordem Hospitaleira de S. João de Deus – S. João de Deus, na transladação das suas relíquias – MF
* Na Congregação das Irmãs Missionárias Servas do Espírito Santo – B. Maria Helena Stollenwerk, religiosa, Cofundadora da Congregação – Festa
* Na Congregação da Missão e na Companhia das Filhas da Caridade – S. Catarina Labouré, virgem – MO
* Na Congregação dos Missionários de S. Carlos (Scalabrinianos) – Aniversário da fundação da Congregação (1887).
* Na Congregação dos Missionários do Verbo Divino – B. Maria Helena Stollenwerk, religiosa – MO

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Sl 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.

Oração coleta
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à ação da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.



LEITURA I (anos ímpares) Dan 7, 2-14
«Sobre as nuvens do céu,
veio alguém semelhante a um Filho do homem»

Estamos em presença de outra visão profética. Os vários animais que vão aparecendo representam, como na visão da estátua feita de vários elementos, os diversos reinos que se foram sucedendo uns aos outros. Depois deles, aparece o Filho do homem, um ser celeste que vem de junto de Deus, mas com forma humana, a quem Deus entrega o reino eterno. Jesus aplicou a Si mesmo, com frequência, esta imagem do Filho do homem. No “Credo” nós professamos que “o seu reino não terá fim”.

Leitura da Profecia de Daniel
Contemplava eu as visões da noite, quando vi os quatro ventos do céu que agitavam o grande mar e do mar subiam quatro animais monstruosos, cada um diferente dos outros. O primeiro era semelhante a um leão com asas de águia. Eu estava a olhar, quando as asas lhe foram arrancadas; ele ergueu-se da terra e ficou de pé como um homem e foi-lhe dado um coração humano. Depois apareceu um segundo animal semelhante ao urso, erguido sobre um lado, com três costelas na boca, entre os dentes. E disseram-lhe: «Levanta-te e come carne com abundância». Eu estava a olhar, quando apareceu outro animal, semelhante ao leopardo, que tinha quatro asas de pássaro nas costas; tinha também quatro cabeças e foi-lhe dado um poder soberano. A seguir, contemplava eu as visões da noite, quando apareceu um quarto animal, terrível, pavoroso e extremamente forte; tinha enormes dentes de ferro, com os quais comia, triturava e calcava aos pés o que sobrava. Era diferente de todos os animais que o tinham precedido e tinha dez chifres. Enquanto eu observava esses chifres, surgiu no meio deles outro chifre mais pequeno e três dos primeiros foram arrancados para lhe dar lugar. Nesse chifre havia olhos semelhantes aos do homem e uma boca que dizia palavras arrogantes. Estava eu a olhar, quando foram colocados tronos e um Ancião sentou-se. Tinha vestes brancas como a neve e os cabelos eram como a lã pura. O seu trono eram chamas de fogo, com rodas de lume vivo. Um rio de fogo corria, irrompendo diante dele. Milhares de milhares o serviam e miríades de miríades o assistiam. O tribunal abriu a sessão e os livros foram abertos. Eu estava a olhar, por causa das palavras arrogantes que o chifre dizia, quando vi que o animal foi morto e o seu corpo destruído e lançado às chamas ardentes. Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o poder, mas a vida foi-lhes prolongada até certo tempo e determinada data. Contemplava eu as visões da noite, quando, sobre as nuvens do céu, veio alguém semelhante a um Filho do homem. Dirigiu-Se para o Ancião venerável e conduziram-no à sua presença. Foi-lhe entregue o poder, a honra e a realeza, e todos os povos, nações e línguas O serviram. O seu poder é eterno, não passará jamais, e o seu reino jamais será destruído.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 75.76.77.78.79.80.81 (R. 59b)
Refrão: Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre. Repete-se

Montes e colinas, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Plantas que germinam na terra, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Mares e rios, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Fontes, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Monstros e animais marinhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Aves do céu, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão

Animais e rebanhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão


ALELUIA Lc 21, 28
Refrão: Aleluia. Repete-se
Erguei-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima. Refrão


EVANGELHO Lc 21, 29-33
«Quando virdes acontecer estas coisas,
sabei que está próximo o reino de Deus»

A hora da ruína de Jerusalém será, ao mesmo tempo, a hora do começo do desenvolvimento do reino de Deus. Os sinais de destruição não podem, por isso, ser vistos só no seu aspecto de calamidade. Deus é Senhor da história, Ele humilha e exalta, Ele leva às portas da morte e de lá liberta. Este Céu e esta Terra de agora poderão passar e hão de passar, mas o reino de Deus será o novo Céu e a nova Terra, que não passarão jamais.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Olhai a figueira e as outras árvores: Quando vedes que já têm rebentos, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão».
Palavra da salvação.



Oração sobre as oblatas
Recebei, Senhor, estes dons sagrados,
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome,
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos, também nós,
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sl 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.

Ou: Cf. Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.

Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Martirológio

1.   Em Sebaste, na Arménia, hoje Sivas, na Turquia, Santo Irenarco, mártir, que, exercendo o ofício de verdugo, se converteu a Cristo impressionado pela firme perseverança das mulheres cristãs e, no tempo do imperador Diocleciano e do governador Máximo, morreu decapitado.

2.   Na África Proconsular, no território da actual Líbia e Tunísia, a comemoração dos santos mártires Papiniano, bispo de Vita, e Mansueto, bispo de Urúsi, que, durante a perseguição dos Vândalos, no tempo do rei ariano Genserico, por defender a fé católica foram queimados em todo o seu corpo com lâminas de ferro incandecentes e assim consumaram o seu glorioso combate. No mesmo tempo, também outros santos bispos – Urbano de Girba, Crescente de Bizácio, Habetdeus de Teudáli, Eustrácio de Sufes, Crescónio de Oea, Vicis de Sábatra e Félix de Hadrumeto; depois, no tempo de Hunerico, filho de Genserico, Hortulano de Benefa e Florenciano de Midila – foram exilados e terminaram o curso da sua vida como confessores da fé.

3.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Estêvão o Jovem, monge e mártir, que, no tempo do imperador Constantino Coprónimo, por defender o culto das sagradas imagens foi atormentado com vários suplícios, confirmando a verdade católica com o derramamento do seu sangue.

4*.   Perto de Rossano, na Calábria, região da Itália, Santa Teodora, abadessa, discípula de São Nilo o Jovem e mestra de vida monástica.

5.   Em Nápoles, na Campânia, também região da Itália, o sepultamento de São Tiago da Marca, presbítero da Ordem dos Menores, ilustre pela sua pregação e austeridade de vida.

6*.   Em York, na Inglaterra, o Beato Jaime Thomson, presbítero e mártir, que, condenado à morte no reinado de Isabel I por ter reconciliado muitas pessoas com a Igreja católica, sofreu o suplício do patíbulo.

7.   No território de Kham Duong, no Anam, hoje no Vietnam, Santo André Tran Van Trong, mártir, que, no tempo do imperador Minh Mang, por se recusar a calcar a cruz, depois de ser encarcerado e suportar cruéis torturas, finalmente foi degolado.

8*.   Em Paracuellos del Jarama, localidade próxima de Madrid, na Espanha, o Beato João Jesus (Mariano Adradas Gonzalo), presbítero, e catorze companheiros[1], mártires, religiosos da Ordem de São João de Deus, que, durante a perseguição religiosa, foram coroados com a gloriosa paixão.

 


[1]  São estes os seus nomes: Guilherme (Vicente Llop Gayá), Clemente Díez Sahagún, Lázaro (João Maria Múgica Goiburu), Martiniano (António Meléndez Sánchez), Pedro Maria Alcalde Negredo, Julião Plazaola Artola, Hilário (António Delgado Vílchez), religiosos professos; Pedro de Alcântara Bernalte Calzado, João Alcalde y Alcalde, Isidoro Martínez Izquierdo, Ângelo Sastre Corporales, noviços; José Mora Velasco, presbítero e postulante; José Ruiz Cuesta, postulante; e Eduardo Baptista Jiménez.

 

9♦.   Também em Paracuellos del Jarama, os beatos mártires Avelino Rodríguez Alonso, presbítero da Ordem de Santo Agostinho e dezanove companheiros[2] mártires, que, na mesma perseguição, venceram gloriosamente o seu combate por Cristo.

 


[2]  São estes os seus nomes: Bernardino Álvarez Melcón, Balbino Villaroel Villaroel, Bento Alcalde González, Bento Garnelo Álvarez, Bento Velasco Velasco, Manuel Álvarez Rego de Seves, Sabino Rodrigo Fierro, Samuel Pajares Garcia, Sénen Garcia González, presbíteros da Ordem de Santo Agostinho; João Baldajos Pérez, José Peque Iglésias, Lucínio Ruíz Valtierra, Marcos Pérez Andrés, Marcos Guerrero Prieto, religiosos da Ordem de Santo Agostinho; Anastásio Garzón González, presbítero da Sociedade Salesiana; Justo Juanes Santos e Valentim Gil Arribas, religiosos da Sociedade Salesiana; João Herrero Arroyo e José Prieto Fuentes, religiosos da Ordem dos Pregadores.

 

10♦.   Também em Paracuellos de Jarama, os beatos Francisco Estevão Lacal e Vicente Blanco Guadilla, presbíteros da Congregação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada, e onze companheiros[3], mártires.

 


[3]  São estes os seus nomes: Ângelo Francisco Bocos Hernández, Clemente Rodríguez Tejerían, Daniel Gómez Lucas, Eleutério Prado Villarroel, Gregório Escobar García, José Guerra Andrés, João José Caballero Rodríguez, Justo Gil Pardo, Justo Fernández González, Marcelino Sánchez Fernández e Públio Rodríguez Moslares, religiosos da Congregação dos Missionários Oblatos de Maria Imaculada.

 

11*.   Em Picadero de Paterna, no território de Valência, também na Espanha, o Beato Luís Campos Górriz, mártir, que, durante a mesma perseguição, coroou com o seu glorioso martírio uma vida fervorosamente dedicada ao apostolado e às obras de caridade.