Liturgia diária
Agenda litúrgica
2025-11-27
Quinta-feira da semana XXXIV
Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).
L 1 Dn 6, 12-28; Sl Dn 3, 68.69. 70. 71. 72. 73. 74
Ev Lc 21, 20-28
* Na Diocese da Viana do Castelo – Aniversário da tomada de posse de D. João Evangelista Pimentel Lavrador.
* Na Congregação da Missão e na Companhia das Filhas da Caridade – Manifestação da Virgem santa Maria da Medalha Milagrosa – FESTA
Missa
Antífona de entrada Cf. Sl 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.
Oração coleta
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à ação da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I (anos ímpares) Dn 6, 12-28
«Deus enviou o seu Anjo para fechar a boca dos leões»
Por meio de uma história simbólica, a história de Daniel na cova dos leões, sublinha-se, por um lado, o testemunho da fidelidade do profeta a Deus e da resistência às tentações de idolatria e, por outro, a figura do povo de Deus perseguido, mas sempre defendido e salvo pelo poder e pela misericórdia do Senhor. E a leitura termina com uma proclamação de louvor e ação de graças a Deus, posta estranhamente na boca do rei estrangeiro e pagão, mas que tinha testemunhado a ação de Deus em favor de Daniel.
Leitura da Profecia de Daniel
Naqueles dias, certos homens acorreram alvoroçados e encontraram Daniel a orar e a invocar o seu Deus. Foram então à presença do rei e falaram-lhe assim a propósito da interdição real: «Não assinaste, ó rei, um interdito, segundo o qual todo aquele que, no prazo de trinta dias, fizesse oração a qualquer deus ou homem, exceto a ti, seria lançado na cova dos leões?». O rei tomou a palavra e respondeu: «Isso está decidido, segundo a lei dos medos e dos persas, que é irrevogável». Então eles, tomando a palavra, disseram ao rei: «Daniel, um dos exilados de Judá, não te respeitou, ó rei, nem ao interdito que assinaste: ele faz três vezes por dia a sua oração». Ao ouvir estas palavras, o rei ficou muito pesaroso. Decidiu em seu coração salvar Daniel e até ao pôr do sol esforçou-se por livrá-lo. Mas aqueles homens reuniram-se em tumulto junto do rei e disseram-lhe: «Bem sabes, ó rei, que, segundo a lei dos medos e dos persas, nenhum interdito ou decreto promulgado pelo rei pode ser revogado». Então o rei ordenou que trouxessem Daniel e o lançassem na cova dos leões. O rei dirigiu-se a Daniel e disse-lhe: «O teu Deus, a quem serves com tanta firmeza, te salvará». Trouxeram uma pedra e colocaram-na à entrada da cova. O rei selou-a com o seu anel e com o anel dos seus dignitários, para que não se revogasse a sentença dada contra Daniel. A seguir, voltou para o seu palácio e passou a noite em jejum; não admitiu as mulheres à sua presença e não pôde conciliar o sono. Então o rei levantou-se de madrugada, ao romper do dia, e dirigiu-se ansiosamente à cova dos leões. Aproximando-se da cova, gritou por Daniel com voz angustiada, falando-lhe desta maneira: «Daniel, servo do Deus vivo, o teu Deus, a quem serves com tanta firmeza, pôde livrar-te dos leões?». Daniel respondeu ao rei: «Viva o rei para sempre! O meu Deus enviou o seu Anjo para fechar a boca dos leões e eles não me fizeram mal. Porque diante d’Ele fui considerado inocente e diante de ti, ó rei, também não fiz nenhum mal». Então o rei ficou muito contente e ordenou que tirassem Daniel da cova. Quando o retiraram da cova, não lhe encontraram qualquer beliscadura, porque ele tinha confiado no seu Deus. O rei ordenou que trouxessem os homens que tinham denunciado Daniel e que os lançassem na cova dos leões, com seus filhos e mulheres. Ainda não tinham chegado ao fundo da cova, quando os leões se apoderaram deles e lhes trituraram todos os ossos. Então o rei Dario enviou esta carta a todos os povos, nações e línguas que habitavam sobre a terra: «Paz e prosperidade! Este é o decreto que promulgo: Em toda a extensão do meu reino, deve ser respeitado e temido o Deus de Daniel. Ele é o Deus vivo, que permanece para sempre; o seu reino jamais será destruído e o seu domínio não terá fim. Ele salva e liberta, faz sinais e prodígios nos céus e na terra. Ele salvou Daniel da garra dos leões».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 68.69.70.71.72.73.74 (R. 59b)
Refrão: Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre. Repete-se
Orvalhos e gelos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Frios e aragens, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Gelos e neves, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Noites e dias, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Luz e trevas, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Relâmpagos e nuvens, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Bendiga a terra o Senhor,
louve-O e exalte-O para sempre. Refrão
ALELUIA Lc 21, 28
Refrão: Aleluia. Repete-se
Erguei-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima. Refrão
EVANGELHO Lc 21, 20-28
«Jerusalém será calcada pelos pagãos,
até que aos pagãos chegue a sua hora»
Toda esta passagem está cheia de alusões a outras passagens bíblicas. Anunciam-se aqui as provações por que há de passar o povo de Deus, umas vindas da parte dos pagãos, outras das próprias circunstâncias naturais. São todas elas formas de purificação; mas nunca são nem um fim em si mesmas, nem acontecimentos sem sentido. Deus é Senhor dos acontecimentos, e faz que tudo concorra para o bem dos seus eleitos. Por isso, no meio de toda esta desolação, “levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima”. É o anúncio do mundo novo que há de vir.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Quando virdes Jerusalém cercada por exércitos, sabei que está próxima a sua devastação. Então, os que estiverem na Judeia fujam para os montes, os que estiverem dentro da cidade saiam para fora e os que estiverem nos campos não entrem na cidade. Porque serão dias de castigo, nos quais deverá cumprir-se tudo o que está escrito. Ai daquelas que estiverem para ser mães e das que andarem a amamentar nesses dias, porque haverá grande angústia na terra e indignação contra este povo. Cairão ao fio da espada, irão cativos para todas as nações, e Jerusalém será calcada pelos pagãos, até que aos pagãos chegue a sua hora. Haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas e, na terra, angústia entre as nações, aterradas com o rugido e a agitação do mar. Os homens morrerão de pavor, na expectativa do que vai suceder ao universo, pois as forças celestes serão abaladas. Então hão de ver o Filho do homem vir numa nuvem, com grande poder e glória. Quando estas coisas começarem a acontecer, erguei-vos e levantai a cabeça, porque a vossa libertação está próxima».
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Recebei, Senhor, estes dons sagrados,
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome,
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos, também nós,
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Sl 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.
Ou: Cf. Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.
Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Cristo nosso Senhor.
Martirológio
1. Junto ao rio Cea, na Galécia, hoje na Espanha, os santos Facundo e Primitivo, mártires. |
2. Em Grumento, na Lucânia, hoje na Basilicata, região da Itália, São Lavério, mártir. |
3. Em Aquileia, na Venécia, agora no Friúli, também região da Itália, São Valeriano, bispo, que defendeu a verdadeira fé no antigo Ilírico contra os arianos e reuniu clérigos e leigos para viverem em comunidade. |
4. Na antiga Pérsia, São Tiago, denominado Interciso, mártir, que, no tempo do imperador Teodósio o Jovem, renegou a Cristo para se conciliar com o rei Isdegardes, mas energicamente repreendido por sua mãe e sua esposa, arrependeu-se e declarou intrepidamente a sua fé cristã perante Varame, filho e sucessor de Isdegardes, que, irado, ditou contra ele a sentença de morte, mandando que fosse cortado membro a membro e decapitado. |
5. Em Riez, na Provença, actualmente na França, São Máximo, que foi abade do mosteiro de Lérins, sucedendo a Santo Honorato, o fundador deste cenóbio, e depois foi bispo de Riez. |
6*. No território de Blois, na Gália, também na actual França, Santo Eusício, solitário, que construiu uma pequena cela no sopé do monte Cher. |
7*. Em Carpentras, na Provença, também na actual França, São Sifrido, bispo. |
8*. Em Noyon, cidade da Gália, igualmente na hodierna França, Santo Acário, bispo, que, sendo monge em Luxeuil e eleito para a Igreja de Noyon e de Tournai, se dedicou ardorosamente à evangelização das regiões setentrionais. |
9*. Em Mogúncia, na Renânia da Austrásia, na actual Alemanha, Santa Bililde, virgem, que fundou um cenóbio no qual morreu santamente. |
10*. Na Escócia, São Fergusto, bispo, que, segundo a tradição, exerceu o ministério entre os Pictos. |
11. Em Salzburgo, na Baviera, na hodierna Áustria, São Virgílio, bispo, homem de grande cultura, nascido na Irlanda, que, apoiado pelo rei Pepino, foi nomeado para dirigir a Igreja de Salzburgo, onde construiu a igreja catedral em honra de São Ruperto e se dedicou com sucesso à propagação da fé entre os habitantes da Caríntia. |
12*. Em Beauvoir-sur-Mer, localidade do litoral da França, no território de Nantes, na Bretanha Menor, São Gulstano, monge, que, ainda jovem, tendo-se evadido das mãos dos piratas, foi acolhido por São Félix, então eremita; tornou-se célebre no mosteiro de Rhuys, porque, embora analfabeto, recitava de cor o saltério e prestava assistência aos navegantes. |
13*. Em L’Áquila, na região dos Vestinos, hoje nos Abruzos, região da Itália, o Beato Bernardino de Fossa (João Amíci), presbítero da Ordem dos Menores, que propagou a fé católica em muitas regiões da Itália. |
14*. Em Nagasáki, no Japão, os beatos Tomás Koteda Kiuni e dez companheiros[1], mártires, que, por ordem do governador Gonzuku, foram degolados em ódio à fé cristã.
[1] São estes os seus nomes: Bartolomeu Seki, António Kimura, João Iwanaga, Aleixo Nakamura, Leão Nakanishi, Miguel Takeshita, Matias Kozasa, Romão Matsuoka Miota, Matias Nakano Miota e João Motoyama.
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15*. No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Bronislau Kostowski, mártir, que, deportado durante a ocupação militar da Polónia na segunda Grande Guerra, cruelmente torturado no cárcere alcançou a palma do martírio. |