Liturgia diária
Agenda litúrgica
2025-11-26
Quarta-feira da semana XXXIV
Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).
L 1 Dn 5, 1-6. 13-14. 16-17. 23-28; Sl Dn 3,62.63.64.65.66.67
Ev Lc 21, 12-19
* Na Diocese de Santarém – Aniversário da entrada solene de D. José Augusto Traquina Maria.
* Na Ordem Beneditina – S. Silvestre, abade – MF
* Na Ordem Franciscana – S. Leonardo de Porto Maurício, presbítero, da I Ordem – MO
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – S. Leonardo de Porto Maurício, presbítero, da I Ordem – MF
* Na Companhia de Jesus – S. João Berchmans, religioso – MO
* Nas Congregações e Institutos da Família Paulista – B. Tiago Alberione, presbítero, Fundador – FESTA
Missa
Antífona de entrada Cf. Sl 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.
Oração coleta
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à ação da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
LEITURA I (anos ímpares) Dan 5, 1-6.13-14.16-17.23-28
«Apareceram dedos de mão humana e escreveram»
A estranha aparição, que Daniel vai interpretar para o rei, revela a justiça de Deus, que não deixa impune a ação sacrílega da profanação do templo, anuncia o fim do império caldeu e manifesta Deus como o Senhor da história dos homens.
Leitura da Profecia de Daniel
Naqueles dias, o rei Baltasar ofereceu um grande banquete a um milhar dos seus dignitários, na presença dos quais bebeu vinho. Sob a ação do vinho, Baltasar mandou buscar os vasos de ouro e de prata que seu pai, Nabucodonosor, tinha tirado do templo de Jerusalém, para beberem por eles o rei, os seus dignitários, as suas mulheres e as suas concubinas. Trouxeram então os vasos de ouro que tinham sido tirados do templo de Deus, em Jerusalém, e beberam por eles o rei, os seus dignitários, as suas mulheres e as suas concubinas. Beberam vinho e entoavam louvores aos seus deuses de ouro e de prata, de bronze e de ferro, de madeira e de pedra. De repente, apareceram dedos de mão humana, que escreveram em frente do candelabro, na cal da parede do palácio real. Ao ver essa mão que escrevia, o rei mudou de cor e os seus pensamentos perturbaram-no; cederam as articulações dos seus quadris e os joelhos batiam um contra o outro. Daniel foi introduzido à presença do rei e o rei dirigiu-lhe estas palavras: «És tu Daniel, um dos exilados de Judá, que o rei meu pai trouxe de Judá para aqui? Ouvi dizer que está em ti o espírito divino e que tens uma luz, uma inteligência e uma sabedoria superiores. Ouvi dizer também que podes interpretar e decifrar os enigmas. Se conseguires ler esta escrita e dar-me a sua interpretação, vestir-te-ás de púrpura, trarás ao pescoço o colar de ouro e serás o terceiro no governo do reino». Então Daniel tomou a palavra e disse ao rei: «Podes ficar com os teus dons e dar a outros os teus presentes. Contudo, vou ler ao rei essa escrita e dar a sua interpretação. Foi contra o Senhor do Céu que te ergueste, ao mandares buscar os vasos do seu templo, pelos quais bebeste vinho, com os teus dignitários, as tuas mulheres e as tuas concubinas. E entoaste louvores aos deuses de ouro e de prata, de bronze e de ferro, de madeira e de pedra, que não ouvem, não veem nem entendem, mas não glorificaste o Deus que domina a tua respiração e dirige os teus caminhos. Por isso Ele enviou aquela mão que escreveu essas palavras. Eis a escrita que foi traçada: ‘Mené, Téquel, Parsin’: e esta é a sua interpretação: ‘Mené’, quer dizer, ‘Contado’: Deus contou o tempo do teu reinado e pôs-lhe termo; ‘Téquel’, quer dizer, ‘Pesado’: foste pesado na balança e achado sem peso; ‘Parsin’, quer dizer, ‘Dividido’: o teu reino foi dividido e dado aos medos e aos persas».
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Dan 3, 62.63.64.65.66.67 (R. 59b)
Refrão: Louvai o Senhor, exaltai-O para sempre. Repete-se
Sol e lua, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Estrelas do céu, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Chuvas e orvalhos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Todos os ventos, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Fogo e calor, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
Frio e geada, bendizei o Senhor,
louvai-O e exaltai-O para sempre. Refrão
ALELUIA Ap 2, 10c
Refrão: Aleluia. Repete-se
Sê fiel até à morte, diz o Senhor,
e dar-te-ei a coroa da vida. Refrão
EVANGELHO Lc 21, 12-19
« Todos vos odiarão por causa do meu nome;
mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá»
A destruição do templo e da cidade será acompanhada da perseguição. O que aconteceu aos habitantes de Jerusalém, como é descrito nesta leitura, repetiu-se, algum tempo depois, em todo o império romano. Nesta passagem anuncia-se um fim, fim que o foi para os perseguidores, não para os perseguidos, que, a esses, o Nome do Senhor por quem sofriam os salvou. Deste modo, o fim deste tempo litúrgico, que nos recorda o fim dos tempos, anuncia-nos a vitória pascal do Senhor, que, depois de crucificado, ressuscitou e vive para sempre.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Deitar-vos-ão as mãos e hão de perseguir-vos, entregando-vos às sinagogas e às prisões, conduzindo-vos à presença de reis e governadores, por causa do meu nome. Assim tereis ocasião de dar testemunho. Tende presente em vossos corações que não deveis preparar a vossa defesa. Eu vos darei língua e sabedoria a que nenhum dos vossos adversários poderá resistir ou contradizer. Sereis entregues até pelos vossos pais, irmãos, parentes e amigos. Causarão a morte a alguns de vós e todos vos odiarão por causa do meu nome; mas nenhum cabelo da vossa cabeça se perderá. Pela vossa perseverança salvareis as vossas almas».
Palavra da salvação.
Oração sobre as oblatas
Recebei, Senhor, estes dons sagrados,
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome,
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos, também nós,
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Cristo nosso Senhor.
Antífona da comunhão Sl 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.
Ou: Cf. Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.
Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Cristo nosso Senhor.
Martirológio
1. Em Roma, no cemitério de Priscila, junto à Via Salária Nova, São Sirício, papa, que Santo Ambrósio louva como verdadeiro mestre, porque, tomando sobre si a responsabilidade de todos os bispos, os instruiu com os ensinamentos dos santos Padres e os confirmou com a sua autoridade apostólica. |
2. Em Adrianópolis, na Paflagónia, na hodierna Turquia, Santo Alípio, diácono e estilita, que morreu quase centenário. |
3. Em Konstanz, na Suábia, em território da actual Alemanha, São Conrado, bispo, óptimo pastor da sua grei, que distribuiu generosamente os seus bens em favor da Igreja e dos pobres. |
4. Em Lacedemónia, no Peloponeso, território da Grécia, São Nicão, monge, que, depois de uma vida cenobítica e eremítica na província da Ásia, trabalhou com zelo evangélico para restaurar a vida cristã na ilha de Creta, recém-liberta do jugo dos Sarracenos; depois partiu para a Grécia a pregar a penitência, até que faleceu no mosteiro de Esparta, por ele fundado. |
5. Na floresta próxima de Fratta, no território de Rovigo, hoje no Véneto, região da Itália, a paixão de São Belino, bispo de Pádua e mártir, insigne defensor da Igreja, que, cruelmente espancado por sicários, morreu em consequência das lesões recebidas. |
6*. No mosteiro dos Cónegos Regrantes de Sixt, na Savóia, território da França, o Beato Pôncio de Faucigny, que foi abade de Abondance e, renunciando ao cargo, quis morrer como simples religioso. |
7. Perto de Fabriano, nas Marcas, região da Itália, São Silvestre Gozzolíni, abade, que, profundamente convencido da vaidade de todas as coisas do mundo diante da sepultura aberta de um amigo pouco antes falecido, se retirou para o ermo, mudando várias vezes de sítio para permanecer mais oculto aos homens, e, por fim, num lugar deserto, próximo de Montefano, lançou as bases da Congregação dos Silvestrinos, sob a regra de São Bento. |
8*. Em Apt, na Provença, região da França, a Beata Delfina, esposa de Santo Eleázar de Sabran, com o qual fez voto de guardar castidade e, depois da morte do seu esposo, viveu em pobreza e dedicada à oração. |
9*. Em York, na Inglaterra, os beatos mártires Hugo Taylor, presbítero, e Marmaduco Bowes: o primeiro, ainda jovem, por ser sacerdote, e o segundo, já ancião, por tê-lo ajudado, foram ambos condenados ao suplício do patíbulo no reinado de Isabel I. |
10. Em Bisignano, na Calábria, região da Itália, Santo Humilde (Lucas António) Pirozzo, religioso da Ordem dos Frades Menores, célebre pelo seu dom de profecia e frequentes êxtases. |
11. Em Roma, no convento de São Boaventura, no Palatino, São Leonardo de Porto Maurício, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que, cheio de zelo pelas almas, passou quase toda a sua vida na pregação, na publicação de livros de piedade e em mais de trezentas missões pregadas em Roma, na ilha da Córsega e por toda a Itália setentrional. |
12. Em Nam Dinh, cidade do Tonquim, hoje no Vietnam, os santos Tomás Dinh Viet Du e Domingos Hguyen Van (Doan) Xuyên, presbíteros da Ordem dos Pregadores e mártires, que foram degolados ao mesmo tempo, por ordem do imperador Minh Mang. |
13*. Em Bassano, próximo de Vicenza, na Itália, a Beata Caetana Stérni, religiosa, que, tendo ficado viúva ainda jovem, se dedicou totalmente ao serviço dos pobres e fundou a Congregação das Irmãs da Vontade Divina, destinada à assistência dos pobres e dos enfermos. |
14*. Em Roma, o Beato Tiago Alberione, presbítero, que, intensamente solícito pela evangelização, se dedicou com toda a sua energia a pôr ao serviço da sociedade humana os instrumentos da comunicação social e para isso fundou a Congregação da Pia Sociedade de São Paulo Apóstolo. |