Liturgia diária

Agenda litúrgica

2025-11-15

Sábado da semana XXXII

Santa Maria no Sábado – MF
S. Alberto Magno, bispo e doutor da Igreja – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L 1 Sb 18, 14-16 – 19, 6-9; Sl 104 (105), 2-3. 36-37. 42-43
Ev Lc 18, 1-8

* Na Diocese da Guarda – Sufrágio pelos Bispos e Presbíteros falecidos.
* Na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços – Comemoração de Todos os Defuntos da Ordem.
* Na Ordem de São Domingos – S. Alberto Magno, bispo e doutor da Igreja – MO
* Na Ordem Hospitaleira de S. João de Deus – Virgem santa Maria, Padroeira da Ordem Hospitaleira – SOLENIDADE
* Na Congregação Salesiana e no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora – B. Madalena Morano, virgem – MF e MO
* No Instituto das Franciscanas Missionárias de Maria – B. Maria da Paixão, virgem, Fundadora do Instituto – FESTA
* No Instituto Missionário da Consolata – Sufrágio pelos membros do Instituto, familiares e amigos.
* Na Diocese de Bragança-Miranda (Concatedral) – I Vésp. do aniversário da dedicação da Concatedral em Miranda do Douro.
* Na Diocese de Coimbra (Sé) – I Vésp. do aniversário da Dedicação da Igreja Catedral.
* I Vésp. do domingo – Compl. dep. I Vésp. dom.

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Sl 87, 3
Chegue até Vós, Senhor, a minha oração,
inclinai o ouvido ao meu clamor.

Oração coleta
Deus omnipotente e misericordioso,
afastai de nós toda a adversidade,
para que, sem obstáculos do corpo ou do espírito,
possamos livremente cumprir a vossa vontade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos ímpares) Sab 18, 14-16; 19, 6-9
«O Mar Vermelho tornou-se um caminho livre
e eles saltavam como cordeiros»

A leitura refere-se, em linguagem poética, à noite da Páscoa antiga, quando, no Egito, o Senhor libertou o seu povo e o fez atravessar a pé enxuto o Mar Vermelho. A Páscoa de Jesus Cristo, que é a Palavra de Deus encarnada, realizou a libertação definitiva na Páscoa da nova e eterna Aliança. E é nesta nova Páscoa, a de Cristo, que a Páscoa antiga encontra a sua plena significação.

Leitura do Livro da Sabedoria
Quando um silêncio profundo envolvia todas as coisas e a noite estava no meio do seu curso, a vossa palavra omnipotente, Senhor, veio do alto dos Céus, do seu trono real. Como implacável guerreiro, para o meio duma terra de ruína, trazia, como espada afiada, o vosso decreto irrevogável. Parou e encheu de morte o universo; tocava o céu e caminhava sobre a terra. Toda a criação, obedecendo às vossas ordens, tomava novas formas segundo a sua natureza, para guardar sãos e salvos os vossos filhos. Viu-se a nuvem cobrir de sombra o acampamento, a terra enxuta surgir do que antes era água, o Mar Vermelho tornar-se um caminho livre e as ondas impetuosas uma planície verdejante. Por ali passou um povo inteiro, protegido pela vossa mão, contemplando prodígios admiráveis. Expandiram-se como cavalos na pradaria e saltavam como cordeiros, cantando a vossa glória, Senhor, seu libertador.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 104 (105), 2-3.36-37.42-43 (R. 5a)
Refrão: Recordai as maravilhas do Senhor. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Cantai salmos e hinos ao Senhor,
proclamai todas as suas maravilhas.
Gloriai-vos no seu nome santo,
exulte o coração dos que procuram o Senhor. Refrão

Feriu de morte todos os primogénitos do Egito,
as primícias da sua raça
e fez sair o seu povo carregado de prata e ouro
e não havia enfermo nas suas tribos. Refrão

Não Se esqueceu da palavra sagrada
que dera a Abraão, seu servo;
e fez sair o povo com alegria,
os seus eleitos com gritos de júbilo. Refrão


ALELUIA cf. 2 Tes 2, 14
Refrão: Aleluia. Repete-se
Deus chamou-nos por meio do Evangelho,
para alcançarmos a glória de Nosso Senhor Jesus Cristo. Refrão


EVANGELHO Lc 18, 1-8
«Deus fará justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam»

O Senhor não tem receio de pôr Deus ao lado do juiz iníquo, para nos inculcar bem a fé e a confiança que havemos de pôr n’Ele. Se o juiz egoísta acabou por atender a súplica da viúva impertinente, quanto mais Deus há de escutar os seus filhos! O que pode acontecer é que a nossa fé não saiba esperar a hora de Deus. Mas aquele que souber estar vigilante na fé à hora em que o Senhor voltar, esse será salvo.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, Jesus disse aos seus discípulos uma parábola sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar: «Em certa cidade vivia um juiz que não temia a Deus nem respeitava os homens. Havia naquela cidade uma viúva que vinha ter com ele e lhe dizia: ‘Faz-me justiça contra o meu adversário’. Durante muito tempo ele não quis atendê-la. Mas depois disse consigo: ‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens; mas, porque esta viúva me importuna, vou fazer-lhe justiça, para que não venha incomodar-me indefinidamente’». E o Senhor acrescentou: «Escutai o que diz o juiz iníquo!... E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos, que por Ele clamam dia e noite, e iria fazê-los esperar muito tempo? Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa. Mas quando voltar o Filho do homem, encontrará fé sobre a terra?»
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Olhai, Senhor, com benevolência
para o sacrifício que Vos apresentamos,
a fim de participarmos com sincera piedade
no memorial da paixão do vosso Filho.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

Antífona da comunhão Cf. Sl 22, 1-2
O Senhor é meu pastor: nada me falta.
Leva-me a descansar em verdes prados.
Conduz-me às águas refrescantes e reconforta a minha alma.

Ou: Cf. Lc 24, 35
Os discípulos reconheceram o Senhor Jesus ao partir o pão.

Oração depois da comunhão
Nós Vos damos graças, Senhor,
pelo alimento celeste que recebemos
e imploramos da vossa misericórdia
que, pela ação do Espírito Santo,
perseverem na vossa graça
os que receberam a força do alto.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Santo

Santo Alberto Magno, bispo e doutor da Igreja

 

 

Martirológio

Santo Alberto, apelidado Magno, bispo e doutor da Igreja, que, tendo ingressado na Ordem dos Pregadores em Paris, ensinou com a sua palavra e escritos as disciplinas filosóficas e teológicas; foi mestre de São Tomás de Aquino, conciliando admiravelmente a sabedoria dos santos com as ciências humanas e naturais. Aceitou constrangido a sede episcopal de Ratisbona, onde pôs todo o seu empenho em estabelecer a paz entre os povos; mas, passado um ano, preferiu a pobreza da Ordem a todo o género de honra e morreu santamente em Colónia, na Lotaríngia, actualmente na Alemanha.

 

2.   Em Hipona, na Numídia, hoje Annaba, na Argélia, os santos vinte mártires, cuja fé e vitória foi exaltada por Santo Agostinho; deles apenas se recordam os nomes de Fidenciano, bispo, Valeriana e Vitória.

3.   Em Edessa, na região do Osroene, na actual Turquia, os santos mártires Gúria, asceta, e Samonas, que, no tempo do imperador Diocleciano, depois de longos e cruéis tormentos, foram condenados à morte pelo prefeito Misiano e degolados.

4*.   Em Nola, na Campânia, região da Itália, São Félix, de cujo ministério pastoral e culto se honra a cidade.

5.   Na Bretanha Menor, território da actual França, São Maclóvio ou Macuto, bispo de Aleth, que, segundo a tradição, nasceu no País de Gales e morreu em Saintes.

6*.   Em Cahors, na Aquitânia, também na hodierna França, São Desidério, bispo, que construiu muitas igrejas e mosteiros, bem como edifícios de utilidade pública, sem nunca descurar a preparação das almas para o celeste Esposo, como verdadeiros templos de Cristo.

7*.   No monte Irschenberg, na Baviera, território da actual Alemanha, os santos Marinho, bispo, e Aniano, mártires.

8*.   Em Ruão, na Nêustria, actualmente na França, São Sidónio, abade, que, oriundo da Irlanda, seguiu a vida monástica, primeiro em Jumièges e depois em Noirmoutier, sob a direcção de São Filiberto, e finalmente no mosteiro de Saint-Saens por ele fundado.

9*.   Em Rheinau, entre os Helvécios, na actual Suíça, São Fintano, que, procedente também da Irlanda, viveu muito tempo num mosteiro e mais tempo ainda numa pequena cela junto da igreja, como recluso por amor de Deus.

10.   No cenóbio de Klosterneuburg, na Áustria, o sepultamento de São Leopoldo, margrave desta nação, venerado, ainda em vida, com o sobrenome «Piedoso», que foi promotor da paz e amigo dos pobres e do clero.

11*.   Em Reading, na Inglaterra, os beatos mártires Hugo Faringdon (Hugo Cook), abade da Ordem de São Bento, João Eynon e João Rugg, presbíteros, que, por se oporem tenazmente ao rei Henrique VIII na sua reivindicação de ter a autoridade sobre a Igreja, foram acusados de traição e, em frente do mosteiro, enforcados e esquartejados.

12*.   Em Glastonbury, também na Inglaterra, os beatos mártires Ricardo Whiting, abade, Rogério James e João Thorne, presbíteros da Ordem de São Bento, que, falsamente acusados de traição e sacrilégio, durante o mesmo reinado sofreram os mesmos suplícios.

13*.   Em Ferrara, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Lúcia Broccadélli, religiosa, que, tanto na vida matrimonial como no mosteiro da Ordem Terceira de São Domingos, suportou com paciência muitas dores e humilhações.

14*.   Em Nagazáki, no Japão, o Beato Caio Coreano, mártir, que, sendo catequista, pela confissão da sua fé em Cristo foi condenado à fogueira.

15.   Em Caaró, localidade do Paraguai, os santos Roque González e Afonso Rodríguez, presbíteros da Companhia de Jesus e mártires, que aproximaram de Cristo os povos indígenas abandonados, fundando as chamadas «reduções», onde associaram livremente as artes e a vida social com a vida cristã; por isso foram assassinados à traição por um sicário adicto a artes mágicas.

16.   Em Roma, São José Pignatélli, presbítero da Companhia de Jesus, que trabalhou muito para a restauração da Ordem quase extinta e se distinguiu pela sua caridade, humildade e integridade de vida, procurando sempre a maior glória de Deus.

17.   Em Mengo, localidade do Uganda, São José Mkasa Balikuddembé, mártir, que, sendo mordomo do palácio real, depois de receber o Baptismo, ganhou para Cristo muitos jovens e defendeu as crianças palacianas das paixões viciosas do rei Mwenga; por isso, com vinte e cinco anos de idade, foi degolado por ordem do rei enfurecido, que fez dele a primeira vítima da sua perseguição.

18*.   Em Sanremo, na Ligúria, região da Itália, a Beata Maria da Paixão (Helena de Chappotin de Neuville), virgem, que, profundamente entusiasmada com a humildade e simplicidade de São Francisco, fundou as Irmãs Franciscanas Missionárias de Maria e teve sempre a preocupação de defender a condição das mulheres nas terras de missão.

19.   Em Wadowice, na Polónia, São Rafael de São José (José Kalinowski), presbítero, que, na insurreição do povo contra o opressor durante a guerra, foi capturado pelos inimigos e deportado para a Sibéria, onde sofreu muitas tribulações e, recuperada a liberdade, ingressou na Ordem dos Carmelitas Descalços, que muito promoveu.

20♦.   Em Álora, localidade da província de Málaga, na Espanha, o Beato João Duarte Martin, diácono da diocese de Málaga e mártir, que, derramando o seu sangue por Cristo alcançou a recompensa prometida aos que perseveram na fé.

21♦.   Em Almansa, localidade da província de Albacete, também na Espanha, o Beato Miguel Abdão Sénen Díaz Sánchez, presbítero diocesano de Orihuela e mártir, que, durante a mesma perseguição religiosa, imitando a paixão de Cristo, mereceu alcançar o prémio eterno.