Liturgia diária

Agenda litúrgica

2020-10-09

SEXTA-FEIRA da semana XXVII

SS. Dionísio, bispo, e Companheiros, mártires – MF
S. João Leonardo, presbítero – MF
B. João Newman, bispo – MF
Verde, verm. ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Gal 3, 7-14; Sal 110 (111), 1-2. 3-4. 5-6
Ev Lc 11, 15-26

* Na Diocese do Funchal – Nossa Senhora do Monte, Padroeira principal da cidade do Funchal e secundária da Diocese. No Funchal – SOLENIDADE; nas outras igrejas da Diocese – MO
* Na Ordem Agostiniana – B. António Patrizi, presbítero – MF
* Na Ordem de São Domingos – S. Luís Beltrão, presbítero – MO
* Na Ordem de Cister – B. Vicente de Kadlubeck, bispo – MF
* Nos Irmãos das Escolas Cristãs – SS. Jaime Hilário, Cirilo Bertrão e Companheiros, religiosos, mártires – MF
* Na Congregação da Paixão de Jesus Cristo – S. Inocêncio Canoura Arnau, presbítero e mártir – MF
* Nos Missionários Combonianos do Coração de Jesus, nas Irmãs Missionárias Combonianas, nas Missionárias Seculares Combonianas e nos Leigos Missionários Combonianos – I Vésp. de S. Daniel Comboni, bispo, missionário e Fundador.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Est 13, 9.10-11
Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder
e ninguém pode resistir à vossa vontade.
Vós criastes o céu e a terra e todas as maravilhas
que estão sob o firmamento.
Vós sois o Senhor do universo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente, que, no vosso amor infinito,
cumulais de bens os que Vos imploram
muito além dos seus méritos e desejos, pela vossa misericórdia,
libertai a nossa consciência de toda a inquietação
e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos pares) Gal 3, 7-14
«Os que vivem segundo a fé
são abençoados com Abraão, que acreditou»

É pela fé que os homens se tornam verdadeiros filhos de Abraão, e não apenas pelo sangue nem pela simples prática da lei de Moisés. S. Paulo quer fazê-lo compreender, e, para isso, cita uma série de passagens do Antigo Testamento.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Gálatas
Irmãos: Procurai compreender: Os verdadeiros filhos de Abraão são os que vivem segundo a fé. Tendo a Escritura previsto que Deus havia de justificar os gentios pela fé, anunciou previamente a Abraão esta boa nova: «Em ti serão abençoadas todas as nações». Assim, os que vivem segundo a fé são abençoados com Abraão, que acreditou. Na verdade, os que dependem das obras da Lei de Moisés estão sob a maldição, porque está escrito: «Maldito aquele que não cumpre tudo o que está escrito no Livro da Lei». Além disso, é evidente que diante de Deus, ninguém é justificado pela Lei, porque a Escritura diz: «O justo viverá pela fé». A Lei, porém, não se baseia na fé, porque diz: «Quem cumprir aqueles preceitos viverá por eles». Mas Cristo resgatou-nos da maldição da Lei de Moisés, tornando-Se maldição por amor de nós, como está escrito: «Maldito aquele que é suspenso do madeiro». Assim, por meio de Jesus Cristo, a bênção de Abraão se estendeu-se aos gentios e nós recebemos, pela fé, o Espírito prometido.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 110 (111), 1-2.3-4.5-6 (R. 5b)
Refrão: O Senhor recorda a sua aliança para sempre. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Louvarei o Senhor de todo o coração
no conselho dos justos e na assembleia.
São grandes as obras do Senhor,
admiráveis para os que nelas meditam. Refrão

A sua obra é esplendor e majestade
e a sua justiça permanece eternamente.
Instituiu um memorial das suas maravilhas:
o Senhor é misericordioso e compassivo. Refrão

Deu sustento àqueles que O temem
e jamais se esquecerá da sua aliança.
Fez ver ao seu povo a força das suas obras,
para lhe dar a herança das nações. Refrão


ALELUIA Jo 12, 31b-32
Refrão: Aleluia. Repete-se
Chegou a hora em que vai ser expulso
o príncipe deste mundo, diz o Senhor;
e quando Eu for levantado da terra,
atrairei todos a Mim. Refrão


EVANGELHO Lc 11, 15-26
«Se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus,
então o reino de Deus chegou até vós»

Jesus é o Filho de Deus, enviado pelo Pai. As suas obras manifestam que Ele trouxe ao mundo o reino de Deus; as suas obras não são obras do demónio, como queriam os seus inimigos. Quem assim as interpretasse, contradiria a verdade. Uma pequena parábola quer fazer-nos compreender a importância da vigilância na luta contra os espíritos do mal.
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Naquele tempo, Jesus expulsou um demónio, mas alguns dos presentes disseram: «É por Belzebu, príncipe dos demónios, que Ele expulsa os demónios». Outros, para O experimentarem, pediam-Lhe um sinal do céu. Mas Jesus, que conhecia os seus pensamentos, disse: «Todo o reino dividido contra si mesmo, acaba em ruínas e cairá casa sobre casa. Se Satanás está dividido contra si mesmo, como subsistirá o seu reino? Vós dizeis que é por Belzebu que Eu expulso os demónios. Ora, se Eu expulso os demónios por Belzebu, por quem os expulsam os vossos discípulos? Por isso eles mesmos serão os vossos juízes. Mas se Eu expulso os demónios pelo dedo de Deus, então quer dizer que o reino de Deus chegou até vós. Quando um homem forte e bem armado guarda o seu palácio, os seus bens estão em segurança. Mas se aparece um mais forte do que ele e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos. Quem não está comigo está contra Mim e quem não junta comigo dispersa. Quando o espírito impuro sai do homem, anda a vaguear por lugares desertos à procura de repouso. Como não o encontra, diz consigo: ‘Voltarei para a casa de onde saí’. Quando lá chega, encontra-a varrida e arrumada. Então vai e toma consigo sete espíritos piores do que ele, que entram e se instalam nela. E o último estado daquele homem torna-se pior do que o primeiro».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor, o sacrifício
que Vós mesmo nos mandastes oferecer
e, por estes sagrados mistérios que celebramos,
confirmai em nós a obra da redenção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Lam 3, 25
O Senhor é bom para quem n’Ele confia,
para a alma que O procura.

Ou cf. 1 Cor 10, 17
Porque há um só pão, todos somos um só corpo,
nós que participamos do mesmo cálice e do mesmo pão.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso,
que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede,
fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
nos transformemos n’Aquele que recebemos.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

S. DIONÍSIO, bispo, e COMPANHEIROS, mártires

 

S. JOÃO LEONARDO, presbítero

 

 

Martirológio

São Dinis, bispo, e companheiros, mártires. Segundo a tradição, São Dinis, enviado pelo Pontífice Romano à Gália, foi o primeiro bispo de Paris e, juntamente com o presbítero Rústico e o diácono Eleutério, sofreu o martírio nos arredores desta cidade.

 

São João Leonardo, presbítero, que, em Luca, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, deixou a profissão de farmacêutico para se tornar sacerdote e, com a finalidade de promover o ensino da doutrina cristã às crianças, restaurar a vida apostólica do clero e propagar em toda a parte a fé cristã, fundou a Ordem dos Clérigos Regrantes, mais tarde designada da Mãe de Deus, tendo sofrido por isso muitas tribulações. Também deu início ao Colégio de Propaganda Fídei em Roma, onde, esgotado pelo peso de tantos trabalhos, descansou piedosamente no Senhor.

 

3.   Comemoração de Santo Abraão, patriarca e pai de todos os crentes, que, chamado por Deus, saiu da sua pátria, a cidade de Ur dos Caldeus, e se pôs a caminho da terra prometida por Deus a ele e à sua descendência. Manifestou toda a sua fé em Deus, esperando contra toda a esperança, quando não recusou oferecer em sacrifício o seu único filho Isaac, que o Senhor lhe tinha dado, quando ele já era velho e estéril a sua esposa Sara.

4.   Em Laodiceia, hoje Litaquia, na Síria, a paixão dos santos Diodoro, Diomedes e Dídimo.

5.   Em Fidenza, na província de Parma, junto à Via Cláudia, na Itália, São Donino, mártir.

6.   Em Antioquia, na Síria, hoje Antakya, na Turquia, a comemoração de Santa Públia, que, depois da morte do esposo, entrou num mosteiro e, à passagem do imperador Juliano o Apóstata, cantando com as suas companheiras virgens as palavras do salmo «Os ídolos dos gentios são ouro e prata» e «Sejam como eles os que os fazem», por ordem do imperador foi esbofeteada e asperamente repreendida.

7*.   No território de Bigorre, nas encostas dos montes Pireneus, na hodierna França, São Sabino, eremita, que ilustrou a vida monástica na Aquitânia.

8*.   Em Città di Castello, na Úmbria, região da Itália, São Donino, eremita.

9.   No território do Hainaut, na Austrásia, na actual França, São Gisleno, que viveu como monge numa cela por ele mesmo construída.

10.   No mosteiro de Montecassino, no Lácio, região da Itália, São Deusdédit ou Deusdado, abade, que foi recluído no cárcere pelo tirano Sicardo, onde, consumido pela fome e pelos tormentos, entregou o seu espírito a Deus.

11*.   No mosteiro de Brevnov, na Boémia, na Chéquia, o sepultamento de São Guntero, eremita, que, abandonando os bens da terra, abraçou a vida monástica e depois se retirou para a solidão dos bosques situados entre a Baviera e a Boémia, onde viveu e morreu separado dos homens e intensamente unido a Deus.

12*.   No mosteiro de Montsalvy, na França, São Bernardo de Rodez, abade dos Cónegos Regrantes deste cenóbio.

13.     Em Valência, na Espanha, São Luís Beltrão, presbítero da Ordem dos Pregadores, que na América do Sul pregou o Evangelho de Cristo a vários povos indígenas e os defendeu dos opressores.

14.   Em Birmigham, na Inglaterra, São João Henrique Newman, presbítero anglicano, que pelos seus estudos da história da fé reconheceu que as raízes do cristianismo estão na Igreja Católica, à qual, depois da sua conversão, serviu como presbítero e posteriormente como Cardeal.

15*.   Em Turon, localidade das Astúrias, região da Espanha, os santos mártires Inocêncio da Imaculada (Manuel Canoura Arnau), presbítero da Congregação da Paixão, e oito companheiros[1], da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, durante a revolução, em ódio à fé foram assassinados sem prévio julgamento e assim alcançaram a vitória suprema.

 


[1]  São estes os seus nomes: Cirilo Beltrão (José Sanz Tejidor), Marciano José (Filomeno López López), Vitoriano Pio (Cláudio Barnabé Cano), Julião Alfredo (Vilfrido Fernández Zapico), Benjamim Julião (Vicente Alonso Andrés), Augusto André (Romão Martín Fernández), Bento de Jesus (Heitor Valdivieso Sáez) e Aniceto Adolfo (Manuel Seco Gutiérrez).