Dicionário elementar de liturgia
José Aldazábal
véu de ombros (ou umeral)
O adjectivo «umeral» refere-se ao osso do braço, do ombro ao cotovelo, chamado humerus (úmero).
O nome atribuído ao véu advém-lhe do seu uso, precisamente sobre os ombros do sacerdote que dá a bênção com o Santíssimo, ou o transporta em procissão. Costuma ser um véu de uns dois metros de comprimento e mais de meio metro de largura, apertado à frente por um alfinete, que cobre os ombros, e com cujas pontas o sacerdote, com o clássico gesto de não tocar com as mãos algo que se considera muito digno de revência, como a Eucaristia, toma a custódia ou a píxide.
O Ritual do culto eucarístico prescreve-o para dar a bênção com o Santíssimo: «quando a exposição é feita com a custódia, o sacerdote e o diácono devem pôr também a capa de asperges e o véu de ombros de cor branca; e se for com a píxide, ponham o véu de ombros» (RCCE 92).
Impõe-se, normalmente, o seu uso quando a Eucaristia é levada em procissão, em Quinta-Feira Santa, ou, na Sexta-Feira Santa, quando é trazida de volta ao altar, também na procissão do Corpo de Deus, e em dia de Dedicação de igreja e de altar.