Dicionário elementar de liturgia

José Aldazábal

 

Tropário

 

Esta palavra de origem grega designa uma maneira de canto com semelhanças a hino, a Salmo Responsorial e a ladainha, e que se emprega, sobretudo, nos ritos orientais, acompanhando as procissões. Muitos deles são marianos.
O tropário é como que uma antífona mais prolongada. Costuma ser formado por uma estrofe cantada pelo coro, um estribilho respondido pela comunidade, um versículo cantado por um solista, de novo o estribilho da comunidade (isto pode repetir-se várias vezes), e, no final, de novo a estrofe, às vezes cantada também em parte pela comunidade. Esta estrofe é mais longa que uma antífona, mais de tipo hímnico e lírico, enquanto que os versículos estão pensados à maneira de «tropos», cantados por um solista, com resposta mais breve da comunidade. É um género de canto, portanto, que conjuga bem os três protagonistas: a assembleia, o coro e o solista.
Às vezes, os tropários têm formas parecidas aos nossos responsórios do ofício de Leitura ou aos responsórios breves das outras Horas.
Servem, sobretudo, como cânticos de entrada na celebração, como também seria muito útil depois das leituras e da homilia, à maneira de resumo e assimilação do escutado. São como comentários e desenvolvimentos poéticos das ideias da festa.