Dicionário elementar de liturgia

José Aldazábal

 

banho

 

O banho (de balneum), ao longo dos séculos, tem sido entendido pelas diversas culturas, não só como um acto apreciado pelas suas vantagens de limpeza, frescura e saúde, mas também num sentido simbólico, de pureza interior e regeneração vital. Tanto para as culturas americanas pré-cristãs, como para os povos que habitam as regiões dos grandes rios, Nilo, Eufrates ou Ganges, o banho reveste-se de um valor religioso, de purificação cultual.
Nesta sintonia, também Jesus Cris¬to e a Igreja primitiva, na linha do banho cúltico dos prosélitos judeus e, sobretudo, do banho baptismal preparatório do Messias que João Baptista realizava, submergindo os convertidos no rio Jordão, elegeram este gesto como sinal sacramental do Baptis¬mo cristão. O que se pretende alcançar, através deste sacramento, é a imersão total em Jesus Cristo, na sua Páscoa de morte e glorificação, numa incorporação invisível que faz renascer e transmite a sua vida nova. Por isso, desde o princípio, o gesto do banho na água foi entendido como expressão do mistério celebrado. S. Paulo, na Carta aos Romanos, oferece-nos esta catequese do Baptismo: «Todos nós que fo¬mos baptizados em Jesus Cristo fomos baptizados na sua morte» (6,3). E o RBC (n. 22) diz que o banho na água, a imersão, «é mais apto para significar a participação na morte e ressurreição de Cristo».

--> Baptismo. Imersão.