Dicionário elementar de liturgia
José Aldazábal
solidéu
Das palavras latinas soli Deo (só a Deus), chama-se «solidéu» ao barrete de seda ou pano leve que alguns eclesiásticos usam tapando a cocuruto da cabeça.
Começou a generalizar-se o seu uso pelo século XIV. A princípio, cobria toda a cabeça. Foi na época barroca que se reduziu à sua actual forma redonda
e pequena. Distingue-se pela sua cor, numa conformidade hierárquica eclesial: o Papa usa solidéu branco. Os cardeais, vermelho. Os bispos, púrpura. Outros prelados e clérigos, negro.
O seu uso não está circunscrito ao registo celebrativo, pois deve usar-se sempre que o seu detentor use vestes talares. Durante a Eucaristia, tira-se ao come¬çar o Prefácio da Oração Eucarística, e volta a colocar-se depois da comu¬nhão. Faz honra, assim, ao seu nome de «soli Deo», «só diante de Deus» se tira. Também se retira para a adoração da cruz em Sexta-Feira Santa.