Dicionário elementar de liturgia
José Aldazábal
Sequência
Vem do latim, sequencia (as coisas que seguem, a continuação). E designa o canto que, em algumas ocasiões, se segue à aclamação do «Aleluia», antes do Evangelho.
Na Idade Média, sobretudo a par-
tir do século XII, começaram a compor--se, na continuação do aleluia, cantos poéticos com melodia popular e vá-
rias estrofes. Apesar do seu carácter poético, chamavam-se também «pro¬sa», porque a cada sílaba lhe correspondia uma nota, e não eram, portanto, cantos melismáticos e complicados como o gradual.
Na reforma actual, conservaram-se algumas sequências: para o dia de Páscoa, Victimæ paschali; para o Pen¬tecostes, Veni, sancte Spiritus; para o Corpo de Deus, Lauda, Sion; e para a Virgem Dolorosa, o Stabat Mater. Suprimiu-se, na Missa de Defuntos, o Dies iræ, por orientação eclesial de uma linguagem mais pascal para as ¬exéquias. Só são obrigatórias as sequências da Páscoa e Pentecostes.
Antes, a Sequência cantava-se depois do Aleluia. Agora, antes do mesmo.