Dicionário elementar de liturgia

José Aldazábal

 

saudação

 

Ao longo da celebração eucarística, há quatro momentos em que o presidente dirige uma saudação à comunidade e esta lhe responde: ¬
«– O Senhor esteja convosco; – Ele está no meio de nós» (latim: – Dominus vobiscum; – Et cum spiritu tuo).
O primeiro deles é a «saudação de entrada», no início da celebração, com a qual o sacerdote «manifesta à comu¬nidade reunida a presença do Senhor» (IGMR 50). O Missal oferece para isso várias fórmulas, tomadas da linguagem bíblica de saudação, sobretudo das cartas de S. Paulo; por exemplo: «A gra¬ça de nosso Senhor Jesus Cristo, o amor do Pai e a comunhão do Espírito Santo estejam convosco».
As outras vezes em que se dirige esta saudação à comunidade são: antes de proclamar o Evangelho; no início da Oração Eucarística; e antes de dar a bênção final. Desta maneira, aquele que saúda recorda à comunidade e a si mesmo que o Senhor Jesus, o Ressuscitado, está presente na comunidade, e que nesses momentos importantes o presidente actua em seu nome.
A saudação, ao mesmo tempo que serve para estabelecer uma comunicação, sublinha que o presidente actua em representação de Cristo, o verdadeiro Sacerdote, Mestre e Guia da comunidade cristã, que está realmente presente na comunidade ao longo de toda a celebração. A resposta da assembleia indica, por sua vez, que também deseja ao sacerdote que o Senhor esteja com ele, com o mais profundo dele, o seu espírito, ou o Espírito que recebeu na sua ordenação, precisamente para ser o representante de Cristo para a comunidade.
A saudação do bispo é a que já referia Santo Agostinho: «Pax vobis», «A paz esteja convosco».
Também é significativa a saudação noutras ocasiões:
• no sacramento da Penitência: «O sacerdote acolha o penitente com fraterna caridade e, se for necessário, saúde-o com palavras cheias de humanidade» (CP 16). Desde o primeiro momento o sacerdote personifica Cristo Bom Pastor que acolhe o penitente;
• na Iniciação Cristã de Adultos, «o sacerdote saúda os candidatos com afabilidade» (RICA 74 e 246);
• na visita aos doentes, «ao aproximar-se do doente, o sacerdote, revestido de modo adequado a este ministério, saúda-o, assim como às outras pessoas presentes, com amabilidade, usan¬do, se as circunstâncias o aconselharem, a seguinte saudação: ‘Paz a esta casa e a todos os que nela vivem’, ou então, ‘A paz do Senhor esteja convosco (contigo)’» (Ritual da Unção 101 e 118).

--> Acolhimento. Entrada.