Dicionário elementar de liturgia
José Aldazábal
Salmista
O ministério de cantar como salmista é um dos mais importantes que os leigos podem realizar na celebração.
Na última reforma, recuperou-se o Salmo Responsorial, depois de, durante séculos, ter sido substituído pelo «gradual» ou pelo «tracto», que requeriam can¬tores muito especializados e se realizavam sem a participação da comunidade.
A origem do Salmo Responsorial e do ofício de salmista remonta à sinagoga e às suas celebrações litúrgicas. Nos textos dos Padres do século IV, como Ambrósio, Agostinho ou João Crisóstomo, inteiramo-nos da importância que lhe concediam nas comunidades cristãs de então.
O ministério do salmista está cheio de técnica musical e de fé. Sabe música e realiza o seu ministério pensando em ajudar a comunidade: «para desempenhar bem a sua função, é necessário que o salmista seja competente na arte de salmodiar e dotado de pronúncia correcta e dicção perfeita» (IGMR 102; cf. OLM 56; in EDREL 858). Entoa as estrofes do Salmo para que a comunidade o possa ir meditando serenamente e responder com o seu estribilho ou antífona cantada. O papa S. Dâmaso fala do «placidum modulamen» do salmista, uma «modulação plácida» que ajuda a ir aprofundando o sentimento do salmo.
Mas, ao mesmo tempo, canta a partir de dentro, «escutando», ele próprio, o que disse a leitura e, agora, o Salmo, saboreando a salmodia, alegrando-se, meditando, suplicando, aclamando ou pedindo perdão, segundo o salmo que está a cantar para si e para os outros.
Realiza o seu ministério, a partir do ambão, porque o Salmo é também Palavra de Deus. E, em princípio, fá--lo um ministro distinto do que proclamou a primeira leitura.
--> Cantor. Salmo responsorial.