Dicionário elementar de liturgia

José Aldazábal

 

Grupo (Missas de)

 

A Eucaristia celebra-se muitas vezes com toda a comunidade presente, e é o que melhor exprime a identidade da Igreja, sobretudo quando a ela preside o bispo. «A solicitude pastoral dirige-se também aos grupos particulares, não para alimentar qualquer separação, nem para constituir capelinhas e privilégios, mas para favorecer determinadas necessidades dos fiéis, ou para aprofundar a vida cristã de acordo com as necessidades e a formação das pessoas que compõem aqueles grupos, para benefício de todos, que derivam do mesmo ideal espiritual ou apostólico e do mesmo desejo de mútua edificação» (Instrução Actio pastoralis, de 1969, sobre as missas para grupos particulares: cf. EDREL 2672).
Na história, embora permanecendo a celebração comunitária geral, não faltam testemunhos de grupos que também têm as suas próprias missas: por exemplo, as comunidades religiosas. No Concílio, não se falou deste aspecto, que se desenvolveu posteriormente e suscitou a reflexão oficial na citada Instrução. Na Instrução sobre a formação dos seminaristas (1979) recomenda-se que também tenham alguns dias a experiência de Eucaristias em grupos mais pequenos (cf. EDREL 2210-2214).
Juntamente com as suas vantagens (que a Instrução de 1969 enumera oportunamente), estas celebrações em grupo mais homogéneo podem ter os seus perigos, a evitar, como o isolamento ou o elitismo, assim como a desfiguração das estruturas básicas da Eucaristia, se o grupo se separa indevidamente da ordenação eclesial da mesma. Trata-se de evitar estes defeitos, ao mesmo tempo que se aproveitam as vantagens destes grupos, sabendo-as, além disso, compaginar e complementar com as da comunidade geral.