Dicionário elementar de liturgia

José Aldazábal

 

custódia

 

Como indica o seu nome, a custódia é algo que serve de guarda, protecção e defesa do que se considera de valor. Na Liturgia, designa um vaso sagrado, o ostensório, em que se expõe o San¬tíssimo à adoração dos fiéis, quer se faça na igreja, quer se leve em procissão.
As custódias surgiram, sobretudo, a partir do século XIII, quando se desenvolveu o culto da Eucaristia, à volta da fes¬ta do Corpus Christi (Corpo de Deus). Apresentavam, por vezes, a forma de pequeno templo, onde, nas procissões, se levava o Senhor Eucarístico. Conservam-se algumas custódias deste género, e de grande valor, verdadeiros prodígios da ourivesaria religiosa 4. Depois, fizeram-
-se outras mais simples, de forma circular, dentro das quais se expõe o Santíssi¬mo em outro recipiente mais pequeno, que se chama «viril», com um vidro que protege e, ao mesmo tempo, permite ver.
A exposição pode fazer-se na custódia ou também numa píxide ou no vaso sagrado que se utiliza para a Missa. Sempre com materiais dignos, que signifiquem expressivamente o apreço e a veneração que o Senhor presente na Eucaristia merece por parte da comunidade.
A custódia deve ser benzida: no Cerimonial das Bênçãos oferecem-se os textos adequados (1070.1077.1078 ou 1080-1083).
Costuma dar-se o nome de «custódio» ao eclesiástico que tem a seu cargo a guarda de um lugar sagrado ou as relíquias de um santo. No Santo Se¬pul¬cro, os custódios, representantes da Igreja católica romana, são os Franciscanos.

--> Culto à Eucaristia. Exposição. Ostensório.