Santos

S. DOMINGOS, presbítero

 

Nota Histórica

Nasceu em Caleruega (Espanha) cerca do ano 1170. Estudou Teologia em Palência e foi nomeado cónego da Igreja de Osma. Por meio da sua pregação e do exemplo da sua vida combateu com grande êxito a heresia dos Albigenses. Com os companheiros que aderiram a esta empresa fundou a Ordem dos Pregadores. Morreu em Bolonha no dia 6 de Agosto de 1221.

 

Missa

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Salmo 23, 5-6
Estes são os Santos que receberam a bênção do Senhor
e a misericórdia de Deus, seu Salvador.
Esta é a geração dos que procuram o Senhor.


ORAÇÃO COLECTA
Venha, Senhor, em auxílio da vossa Igreja São Domingos, ilustre pregador da verdade, para que sejamos sempre iluminados pela sua doutrina e protegidos pela sua intercessão. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURAS Da féria (ou do Comum)


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Atendei, Senhor, as preces que Vos apresentamos, por intercessão de São Domingos, e, pelo poder deste sacrifício, fortalecei os defensores da fé com os auxílios da vossa graça. Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO cf. Lc 10, 1.9
O Senhor enviou os seus discípulos,
para anunciar aos povos da terra:
Está próximo o reino de Deus.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos alimentastes com o pão do Céu, fazei que a Igreja, dedicada ao vosso serviço, receba a força deste sacramento e seja ajudada pela intercessão de São Domingos, que a fez florescer com a sua pregação. Por Nosso Senhor.

 

Liturgia das Horas

De escritos diversos da História da Ordem dos Pregadores

(Libellus de principiis O.P.: Acta Canonizationis S. Dominici: Monum. O. P. Mist. 16, Romae, 1935; pp. 30 ss., 146-147)

(Sec. XIII)

Falava com Deus ou de Deus

Era tão admirável na vida de Domingos a santidade de costumes e o fervor do espírito que todos viam nele um instrumento escolhido da graça divina. A sua tranquilidade e firmeza de ânimo apenas se alterava pelos sentimentos de compaixão e de misericórdia. A alegria de coração transparecia na jovialidade do seu rosto, revelando a paz e harmonia da sua vida interior.
Em toda a parte se mostrava, nas palavras e nas obras, como um homem do Evangelho. Durante o dia, no trato com os irmãos e companheiros, ninguém era mais simples e agradável. Durante as horas da noite, ninguém era mais assíduo em vigílias e orações. Raramente falava, a não ser de Deus, ou com Deus na oração, e exortava os seus irmãos a fazerem o mesmo.
Uma coisa pedia a Deus com especial insistência: que Se dignasse conceder lhe uma verdadeira caridade, que o levasse a trabalhar eficazmente para a salvação dos homens, consciente de que só seria verdadeiramente membro de Cristo, quando se dedicasse com todas as suas forças à salvação das almas, como o Salvador de todos nós, o Senhor Jesus, que totalmente Se ofereceu para nossa salvação. Com esta finalidade, fundou a Ordem dos Pregadores, que era um projecto em que meditava profundamente já há muito tempo.
Com frequência exortava de palavra e por cartas os irmãos desta Ordem para que sempre se aplicassem ao estudo do Novo e do Antigo Testamento. Trazia sempre consigo o Evangelho de São Mateus e as Epístolas de São Paulo, e tanto as estudava que quase as sabia de cor.
Por duas ou três vezes foi eleito bispo, mas sempre recusou, preferindo viver em pobreza com os seus irmãos, a governar uma diocese. Conservou intacta até ao fim a glória da sua pureza. Desejava ser flagelado e despedaçado e martirizado pela fé de Cristo. A seu respeito afirmou Gregório IX: «Conheci um homem tão fiel cumpridor das regras apostólicas que não duvido estar agora no Céu, associado à glória dos mesmos Apóstolos».