Liturgia diária

Agenda litúrgica

2018-01-09

TERÇA-FEIRA da semana I

Verde – Ofício da féria (Semana I do Saltério).
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 1 Sam 1, 9-20; Sal 1 Sam 2, 1. 4-5ab. 5cd. 6-7. 8abcd
Ev Mc 1, 21-28

* Na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços – S. André Corsini, bispo – FESTA e MF

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA
Sobre um trono elevado vi sentado um homem,
que uma multidão de Anjos adora, cantando em coro:
Eis Aquele que reina eternamente.


ORAÇÃO COLECTA
Atendei, Senhor, as orações do vosso povo;
dai-lhe luz para conhecer a vossa vontade
e coragem para a cumprir fielmente.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I 1 Sam 1, 9-20
«O Senhor lembrou-Se de Ana e ela deu à luz um filho»

Se a sua rival a enxovalhava, Ana, pelo contrário, rezava a Deus, ou, como ela explica ao sacerdote que a julgava embriagada, “estava apenas a desabafar diante do Senhor”. E o Senhor escutou a sua oração. Vai ter um filho, Dom do Senhor como a mãe pretende sublinhar com o nome que lhe dá, Samuel. Tudo procura pôr em relevo a acção misericordiosa de Deus na história da salvação dos homens.

Leitura do Primeiro Livro de Samuel
Naqueles dias, depois de ter comido em Silo, Ana levantou-se e apresentou-se diante do Senhor. O sacerdote Heli estava sentado em sua cadeira, à entrada do templo do Senhor. Com a alma cheia de amargura, Ana orou ao Senhor, derramando muitas lágrimas, e fez o seguinte voto: «Senhor do Universo! Se Vos dignardes olhar para a humilhação da vossa serva, se Vos lembrardes de mim e não esquecerdes esta vossa serva, se lhe derdes um filho varão, eu o consagrarei ao Senhor por toda a vida e a navalha não passará pela sua cabeça». Enquanto ela continuava a rezar diante do Senhor, Heli observou os movimentos dos seus lábios: Ana falava em seu coração; só mexia os lábios, mas não se ouvia a sua voz. Por isso Heli pensou que estivesse embriagada e perguntou-lhe: «Até quando estarás embriagada? Livra-te desse vinho». Ana respondeu: «Não, meu senhor; sou apenas uma infeliz. Não bebi vinho nem outra bebida que embriague; estava apenas a desabafar diante do Senhor. Não tomes a tua serva por uma vadia, porque o excesso da minha dor e da minha aflição é que me fez falar até agora». Então Heli disse-lhe: «Vai em paz e o Deus de Israel te conceda o que Lhe pediste». Ana respondeu: «Queira Deus que a tua serva encontre sempre em ti acolhimento favorável». A mulher foi-se embora, comeu e já tinha outro semblante. No outro dia, levantaram-se de manhã cedo e, depois de se terem prostrado diante do Senhor, voltaram para sua casa, em Ramá. Elcana uniu-se a sua mulher, Ana, e o Senhor lembrou-Se dela. Ana concebeu e, decorrido o tempo, deu à luz um filho, a quem deu o nome de Samuel, dizendo: «Eu o pedi ao Senhor».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL 1 Sam 2, 1.4-5ab.5cd.6-7.8abcd (R. cf. 1a)
Refrão: O meu coração exulta no Senhor, meu Salvador. Repete-se

Exulta o meu coração no Senhor,
no meu Deus se eleva a minha fronte.
Abre-se a minha boca contra os inimigos,
porque me alegro com a vossa salvação. Refrão

A arma dos fortes foi destruída
e os fracos foram revestidos de força.
Os que viviam na abundância andam em busca de pão
e os que tinham fome foram saciados. Refrão

A mulher estéril deu à luz muitos filhos
e a mãe fecunda deixou de conceber.
É o Senhor quem dá a morte e dá a vida,
faz-nos descer ao túmulo e de novo nos levanta.
É o Senhor quem despoja e enriquece,
é o Senhor quem humilha e exalta. Refrão

Levanta do chão os que vivem prostrados,
retira da miséria os indigentes;
fá-los sentar entre os príncipes
e destina-lhes um lugar de honra. Refrão


ALELUIA cf. 1 Tes 2, 13
Refrão: Aleluia. Repete-se.
Escutai o que diz o Senhor,
não como palavra dos homens,
mas como palavra de Deus. Refrão


EVANGELHO Mc 1, 21-28
«Ensinava-os como quem tem autoridade»
Passou o “Tempo do Natal”, o tempo das epifanias ou manifestações do Senhor. A leitura de hoje situa-nos na continuação das manifestações que revelam o mistério de Jesus. A doutrina que Ele ensina e o modo como a apresenta e o seu poder sobre os espíritos do mal deixam maravilhados quantos O escutam e O observam. De nada teria valido saber a história do Messias que, há dias, contemplámos nascido em Belém, se, escutando as suas palavras e vendo as suas obras, não soubéssemos responder àquela pergunta da leitura: “Que vem a ser isto?”
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Jesus chegou a Cafarnaum e quando, no sábado seguinte, entrou na sinagoga e começou a ensinar, todos se maravilhavam com a sua doutrina, porque os ensinava com autoridade e não como os escribas. Encontrava-se na sinagoga um homem com um espírito impuro, que começou a gritar: «Que tens Tu a ver connosco, Jesus Nazareno? Vieste para nos perder? Sei quem Tu és: o Santo de Deus». Jesus repreendeu-o, dizendo: «Cala-te e sai desse homem». O espírito impuro, agitando-o violentamente, soltou um forte grito e saiu dele. Ficaram todos tão admirados, que perguntavam uns aos outros: «Que vem a ser isto? Uma nova doutrina, com tal autoridade, que até manda nos espíritos impuros e eles obedecem-Lhe!». E logo a fama de Jesus se divulgou por toda a parte, em toda a região da Galileia.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor, a oblação do vosso povo
e fazei que ela santifique a nossa vida
e torne eficaz a nossa oração.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 35, 10
Em Vós, Senhor, está a fonte da vida: na vossa luz veremos a luz.

Ou Jo 10, 10
Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso,
que nos alimentais com os vossos sacramentos,
dai-nos a graça de Vos servir com uma vida santa.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Martirológio

1.   Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, São Marcelino, bispo, que, como escreve o papa São Gregório Magno, com o poder divino salvou do incêndio esta cidade.

2*.   Em Cantuária, na Inglaterra, Santo Adrião, abade, natural da África, que, vindo de Nápoles, na Campânia, chegou à Inglaterra e, pela sua profunda formação em ciências sagradas e profanas, ensinou a um grande número de discípulos a ciência da salvação.

3*.   Na Escócia, São Felano, abade do mosteiro de Santo André, que, insigne pela vida de grande austeridade, viveu na solidão.

4*.   No monte Olimpo, na Bitínia, na actual Turquia, Santo Eustrácio o Taumaturgo, abade do mosteiro de Abgar.

5*.   Em Thénézay, no território de Poitiers, na Aquitânia, actualmente na França, Santo Honorato de Buzançais, mártir, que era negociante de gado e com o seu lucro socorria os pobres; e, ao repreender dois seus empregados pelos furtos que faziam, foi por eles barbaramente assassinado.

6*.   Em Certaldo, na Etrúria, na actual Toscana, região da Itália, a Beata Júlia della Rena, da Ordem Terceira de Santo Agostinho, que viveu reclusa só para Deus numa pequena cela junto da igreja.

7*.   Em Ancona, no Piceno, hoje nas Marcas, região da Itália, o Beato António Fatáti, bispo, que exerceu com grande prudência e serenidade todas as missões que lhe foram confiadas pelos Pontífices Romanos, e foi sempre austero para consigo, mas magnânimo para com os pobres.

8*.   Em Nancy, na França, a Beata Maria Teresa de Jesus (Alice Le Clerc), virgem, que, fundou com São Pedro Fourier a Congregação das Canonisas Regulares de Nossa Senhora, sob a Regra de Santo Agostinho, destinada à formação das jovens.

9.   Em Seul, Coreia, as santas mártires Agueda Yi, virgem, cujos pais receberam também a coroa do martírio, e Teresa Kim, viúva, que, depois de cruelmente flageladas no cárcere pela sua fé em Cristo, ambas morreram degoladas.

10*.   Perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, no campo de concentração de Dachau, os beatos José Pawlowski e Casimiro Grelewski, presbíteros e mártires, que, em tempo da guerra, deportados da Polónia invadida pelos perseguidores, terminaram o seu martírio com o suplício da forca.