Liturgia diária

Agenda litúrgica

2026-01-22

Quinta-feira da semana II

S. Vicente, diácono e mártir – MF
Verde ou verm. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha.

L 1: 1Sm 18, 6-9: 19, 1-7; Sl 55 (56), 2-3. 9-10ab. 10c-11. 12-13
Ev: Mc 3, 7-12

* Na Diocese do Algarve – S. Vicente, Padroeiro principal – SOLENIDADE
* No Patriarcado de Lisboa – S. Vicente, Padroeiro principal do Patriarcado – SOLENIDADE; aniversário da Ordenação episcopal de D. Manuel José Macário do Nascimento Clemente, Cardeal, Emérito do Patriarcado de Lisboa (2000).
* Na Congregação Salesiana – B. Laura Vicunha – MF
* No Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora – B. Laura Vicunha, virgem, aluna das Filhas de Maria Auxiliadora – MO
* Na Sociedade do Apostolado Católico (Padres Pallotinos) – S. Vicente Pallotti, presbítero, Fundador da Sociedade – SOLENIDADE
* 5.º dia do Oitavário de Orações pela Unidade dos Cristãos.

 

Missa

 

Antífona de entrada Sl 65, 4
Toda a terra Vos adore, Senhor,
e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.

Oração coleta
Deus todo-poderoso e eterno,
que governais o céu e a terra,
escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo
e concedei a paz aos nossos dias.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos pares) 1 Sm 18, 6-9; 19, 1-7
«Saul, meu pai, quer matar-te»

A inveja leva Saul a procurar dar a morte a David. Salva-o a amizade de Jónatas. As limitações dos homens não impedem a realização dos desígnios de Deus, mas podem, muitas vezes, impedir que esses desígnios se cumpram da maneira mais conforme ao modo como Deus quereria que eles se cumprissem. A inveja é, de facto, forma de egoísmo de consequências muito tristes.

Leitura do Primeiro Livro de Samuel
Naqueles dias, quando David regressava, depois de ter matado o filisteu, saíram as mulheres de todas as cidades de Israel ao encontro do rei Saul, a cantar e a dançar alegremente, ao som de sistros e tamborins. Iam dançando e cantando em coro: «Saul matou mil, David matou dez mil». Saul ficou muito irritado. Levou a mal estas palavras e exclamou: «Dão dez mil a David, e a mim apenas mil. Só lhe falta ser rei». E a partir desse dia, Saul começou a ver David com maus olhos. Falou então a seu filho Jónatas e a todos os seus oficiais em dar a morte a David. Mas Jónatas, filho de Saul, era muito amigo de David e foi preveni-lo, dizendo-lhe: «Saul, meu pai, quer matar-te. Toma cuidado; amanhã cedo procura fugir e esconde-te em lugar seguro. Eu sairei e estarei junto de meu pai, no campo onde estiveres, e então lhe falarei em teu favor. Verei o que se passa e depois te avisarei». Jónatas falou em favor de David a seu pai, dizendo-lhe: «Não queira o rei fazer mal ao seu servo David. Ele não te fez nenhum mal; pelo contrário, tudo o que ele fez foi muito vantajoso para ti. Arriscou a vida e matou o filisteu e o Senhor deu assim uma grande vitória a Israel. Tu próprio o viste e ficaste contente. Porque irias pecar, derramando sangue inocente, ao dares a morte a David sem razão?». Saul atendeu às palavras de Jónatas e fez este juramento: «Tão certo como o Senhor estar vivo, David não morrerá». Então Jónatas falou a David, referindo-lhe as palavras do rei. Depois trouxe David para junto de Saul e David continuou ao serviço do rei como antes.
Palavra do Senhor.
SALMO RESPONSORIAL Salmo 55 (56), 2-3.9-10ab.10c-11.12-13 (R. 5b)
Refrão: Em Deus confio e nada temo. Repete-se

Compadecei-Vos de mim, Senhor,
porque os homens me calcam aos pés
e lutam sem descanso para me oprimir.
Os meus inimigos esmagam-me sem tréguas
são tantos, ó Altíssimo, os que me fazem guerra. Refrão

Vós contastes os passos da minha vida errante
e recolhestes as minhas lágrimas.
Recuarão os meus inimigos,
no dia em que eu Vos invocar. Refrão

Bem sei que Deus está por mim;
e eu enalteço a palavra de Deus,
enalteço a promessa do Senhor. Refrão

Em Deus confio e nada temo:
que poderão fazer-me os homens?
Meu Deus, hei de cumprir as minhas promessas,
oferecer-Vos-ei sacrifícios de ação de graças. Refrão

ALELUIA cf. 2 Tim 1, 10
Refrão: Aleluia Repete-se
Jesus Cristo, nosso Salvador, destruiu a morte
e fez brilhar a vida por meio do Evangelho. Refrão

EVANGELHO Mc 3, 7-12
«Os espíritos impuros gritavam: ‘Tu és o Filho de Deus’.
Jesus proibia-os severamente que o dessem a conhecer»

Jesus é procurado sobretudo pelos que mais precisam. É natural. E Ele mostra-Se-lhes como a fonte da vida; por isso, cura os doentes, como sinal de que tinham chegado finalmente os tempos preditos pelos profetas. Mas quer acima de tudo que as pessoas O encontrem na fé, e não vejam n’Ele apenas um simples benfeitor ou uma pessoa que arrasta multidões. A fé há de nascer no coração e não na exaltação momentânea, fruto de emoção.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus retirou-Se com os seus discípulos a caminho do mar e acompanhou-O uma numerosa multidão que tinha vindo da Galileia. Também da Judeia e de Jerusalém, da Idumeia e da Transjordânia e dos arredores de Tiro e de Sidónia, veio ter com Jesus uma grande multidão, por ouvir contar tudo o que Ele fazia. Disse então aos seus discípulos que Lhe preparassem uma barca, para que a multidão não O apertasse. Como tinha curado muita gente, todos os que sofriam de algum padecimento corriam para Ele, a fim de Lhe tocarem. Os espíritos impuros, quando viam Jesus, caíam a seus pés e gritavam: «Tu és o Filho de Deus». Ele, porém, proibia-lhes severamente que o dessem a conhecer.
Palavra da salvação.

Oração sobre as oblatas
Concedei-nos, Senhor, a graça
de participar dignamente nestes mistérios,
pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício
realiza-se a obra da nossa redenção.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Cf. Sl 22, 5
Para mim preparais a mesa
e o meu cálice transborda.

Ou: 1Jo 4, 16
Nós conhecemos e acreditámos
no amor de Deus para connosco.

Oração depois da comunhão
Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade,
para que vivam unidos num só coração e numa só alma
aqueles que saciastes com o mesmo pão do céu.
Por Cristo nosso Senhor.

 

Santo

São Vicente, diácono e mártir

 

 

Martirológio

São Vicente, diácono de Saragoça e mártir, que na perseguição do imperador Diocleciano, depois de padecer cárceres, fome, o cavalete e ferros incandescentes, terminou invicto o glorioso combate em Valência da Espanha Cartaginense e subiu ao Céu para gozar o prémio do seu martírio.

 

2.   Comemoração de São Valério, bispo de Saragoça, na Hispânia Tarraconense, que participou no Primeiro Concílio de Elvira e, conduzido para Valência juntamente com São Vicente, foi enviado para o exílio.

3.   Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, São Gaudêncio, considerado o primeiro bispo desta sede episcopal.

4.   Em Sergiópolis, na Pérsia, actualmente no Iraque, a paixão de Santo Anastásio, monge e mártir, que, depois dos numerosos tormentos que tinha padecido em Cesareia da Palestina, foi torturado com muitos suplícios por Cósroas, rei dos Persas e, finalmente, depois de presenciar a morte de setenta companheiros, foi estrangulado junto ao rio Eufrates e decapitado.

5*.   No mosteiro de Romans, junto ao rio Isère, nos Alpes, actualmente na França, o sepultamento de São Bernardo, bispo de Vienne, que, tendo passado da milícia de Carlos Magno para a milícia de Cristo, distribuiu pelos pobres a fortuna herdada do seu pai e construiu dois cenóbios, o de Ambournay e o de Romans, onde terminou a sua vida.

6*.   Em Sora, no Lácio, região da Itália, São Domingos, abade, que fundou mosteiros em várias regiões da Itália e reconduziu outros à observância regular com o seu espírito de reformador.

7*.   Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Maria Mancíni, que, depois de enviuvar duas vezes e ter perdido todos os filhos, por conselho de Santa Catarina de Sena seguiu a vida comunitária no mosteiro de São Domingos, ao qual presidiu durante dez anos.

8*.   Em Como, na Lombardia, também na Itália, o Beato António della Chiesa, presbítero da Ordem dos Pregadores, que reformou a vida regular em alguns conventos, acompanhando a fragilidade humana com indulgência e corrigindo-a com firmeza.

9*.   Em Londres, na Inglaterra, o Beato Guilherme Patenson, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, foi condenado à morte por causa do seu sacerdócio; no cárcere ainda reconciliou com a Igreja seis dos seus companheiros de prisão; finalmente, decapitado na praça de Tyburn, consumou o glorioso martírio.

10.   Em Tonquim, no actual Vietnam, os santos Francisco Gil de Frederich e Mateus Afonso de Leziniana, presbíteros da Ordem dos Pregadores e mártires, que no reinado de Trinh Doanh, depois de persistente pregação do Evangelho, continuada no cárcere, morreram gloriosamente por Cristo ao fio da espada.

11.   Em Roma, São Vicente Pallótti, presbítero, fundador da Sociedade do Apostolado Católico, que com as suas obras e escritos incitou a vocação de todos os baptizados em Cristo para trabalhar generosamente pela Igreja.

12*.   Em Bordéus, na França, o Beato Guilherme José Chaminade, presbítero, que exerceu com audácia o seu zelo pastoral clandestinamente durante muito tempo e, procurando congregar os fiéis leigos para promover o culto da Virgem Santa Maria e as missões exteriores, fundou o Instituto das Filhas de Maria Imaculada e a Sociedade de Maria.

13*.   Em Junin de los Andes, na Argentina, a Beata Laura Vicunha, virgem, natural da cidade de Santiago do Chile e aluna do Instituto de Maria Auxiliadora, que aos treze anos ofereceu a Deus a sua vida pela conversão da sua mãe.

14*.   Em Castelletto del Garda, localidade do Véneto, região da Itália, o Beato José Nascimbéni, presbítero, fundador do Instituto das Pequenas Irmãs da Sagrada Família.

15*.   Em Viena, na Áustria, o Beato Ladislau Batthyány-Strattmann, pai de família, que, dando testemunho do Evangelho, tanto na vida familiar como na sociedade civil, pela santidade da sua vida e das suas obras, honrou como cristão o nome e dignidade de médico e com grande caridade se dedicou à assistência dos enfermos, para os quais fundou hospitais, onde recebia, sem atitude alguma de vanglória, apenas pobres e indigentes.