Liturgia diária

Agenda litúrgica

2022-07-31

DOMINGO XVIII DO TEMPO COMUM

Verde – Ofício do domingo (Semana II do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. dominical.

L1: Co (Ecle) 1, 2; 2, 21-23; Sal 89 (90), 3-4. 5-6. 12-13. 14 e 17ac
L2: Col 3, 1-5. 9-11
Ev: Lc 12, 13-21
* Proibidas as Missas de defuntos, exceto a exequial.
* Aniversário da Ordenação episcopal de D. João Miranda Teixeira, Bispo Emérito de Castello Jabar (1983).
* Na Companhia de Jesus – S. Inácio de Loiola, presbítero, Fundador da Companhia de Jesus – SOLENIDADE
* Na Congregação do Santíssimo Redentor – I Vésp. de S. Afonso Maria de Ligório.
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Ano C

Missa

 

Antífona de entrada Sl 69, 2.6
Deus, vinde em meu auxílio, Senhor, socorrei-me e salvai-me.
Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.

Oração coleta
Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade
aos filhos que Vos imploram,
e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça
naqueles que se gloriam
de Vos ter por seu criador e sua providência.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I Co (Ecle) 1, 2; 2, 21-23
«Que aproveita ao homem todo o seu trabalho?»

Um sábio do povo de Deus do Antigo Testamento fez, como toda a gente, a experiência da vida; e tem sobre ela uma reflexão, talvez um pouco parecida com a que Jesus faz no Evangelho. Simplesmente, a reflexão do sábio de Israel não conseguiu chegar a descobrir o verdadeiro sentido da vida humana que Jesus veio enfim revelar. Sem a luz da revelação trazida por Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem, os outros homens, por mais homens que sejam, ficam a meio do caminho, com as suas desilusões!

Leitura do Livro de Coelet
Vaidade das vaidades – diz Coelet – vaidade das vaidades: tudo é vaidade. Quem trabalhou com sabedoria, ciência e êxito, tem de deixar tudo a outro que nada fez. Também isto é vaidade e grande desgraça. Mas então, que aproveita ao homem todo o seu trabalho e a ânsia com que se afadigou debaixo do sol? Na verdade, todos os seus dias são cheios de dores e os seus trabalhos cheios de cuidados e preocupações; e nem de noite o seu coração descansa. Também isto é vaidade.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 89 (90), 3-6.12-14.17 (R. 1)
Refrão: Senhor, tendes sido o nosso refúgio
através das gerações. Repete-se

Vós reduzis o homem ao pó da terra
e dizeis: «Voltai, filhos de Adão».
Mil anos a vossos olhos
são como o dia de ontem que passou
e como uma vigília da noite. Refrão

Vós os arrebatais como um sonho,
como a erva que de manhã reverdece;
de manhã floresce e viceja,
de tarde ela murcha e seca. Refrão

Ensinai-nos a contar os nossos dias,
para chegarmos à sabedoria do coração.
Voltai, Senhor! Até quando...
Tende piedade dos vossos servos. Refrão

Saciai-nos desde a manhã com a vossa bondade,
para nos alegrarmos e exultarmos todos os dias.
Desça sobre nós a graça do Senhor nosso Deus.
Confirmai, Senhor, a obra das nossas mãos. Refrão


LEITURA II Col 3, 1-5.9-11
«Aspirai às coisas do alto, onde está Cristo»

O cristão é o homem pascal, aquele que, pela fé e pelo baptismo, sacramento da fé, passou com Cristo da morte à vida, deste mundo para o Pai. E como tal há-de viver, mesmo ainda na terra. Renovados por esta novidade pascal, fruto da Páscoa do Senhor, os baptizados são como uma nova criação, vivendo todos da mesma vida, a vida de Cristo que a todos torna participantes do mesmo Corpo de Cristo.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Colossenses
Irmãos: Se ressuscitastes com Cristo, aspirai às coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Afeiçoai-vos às coisas do alto e não às da terra. Porque vós morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, Se manifestar, também vós vos manifestareis com Ele na glória. Portanto, fazei morrer o que em vós é terreno: imoralidade, impureza, paixões, maus desejos e avareza, que é uma idolatria. Não mintais uns aos outros, vós que vos despojastes do homem velho com as suas acções e vos revestistes do homem novo, que, para alcançar a verdadeira ciência, se vai renovando à imagem do seu Criador. Aí não há grego ou judeu, circunciso ou incircunciso, bárbaro ou cita, escravo ou livre; o que há é Cristo, que é tudo e está em todos.
Palavra do Senhor.


ALELUIA Mt 5, 3
Refrão: Aleluia. Repete-se
Bem-aventurados os pobres em espírito,
porque deles é o reino dos Céus. Refrão


EVANGELHO Lc 12, 13-21
«O que preparaste, para quem será?»

Jesus não olha para o mundo e a vida com a amargura do sábio de Israel (primeira leitura). Mas, através de uma meditação austera, faz-nos compreender que não é no espírito de ganância, pelo qual todos, ricos e pobres, somos tantas vezes levados, que está o verdadeiro sentido da vida, mas em cada um “se tornar rico aos olhos de Deus.”

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, alguém, do meio da multidão, disse a Jesus: «Mestre, diz a meu irmão que reparta a herança comigo». Jesus respondeu-lhe: «Amigo, quem Me fez juiz ou árbitro das vossas partilhas?». Depois disse aos presentes: «Vede bem, guardai-vos de toda a avareza: a vida de uma pessoa não depende da abundância dos seus bens». E disse-lhes esta parábola: «O campo dum homem rico tinha produzido excelente colheita. Ele pensou consigo: ‘Que hei-de fazer, pois não tenho onde guardar a minha colheita? Vou fazer assim: Deitarei abaixo os meus celeiros para construir outros maiores, onde guardarei todo o meu trigo e os meus bens. Então poderei dizer a mim mesmo: Minha alma, tens muitos bens em depósito para longos anos. Descansa, come, bebe, regala-te’. Mas Deus respondeu-lhe: ‘Insensato! Esta noite terás de entregar a tua alma. O que preparaste, para quem será?’. Assim acontece a quem acumula para si, em vez de se tornar rico aos olhos de Deus».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Santificai, Senhor, estes dons,
que Vos oferecemos como sacrifício espiritual,
e fazei de nós mesmos
uma oblação eterna para vossa glória.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Sb 16, 20
Saciastes o vosso povo com o pão dos anjos,
destes-nos, Senhor, o pão do céu.

Ou: Cf. Jo 6, 35
Eu sou o pão da vida, diz o Senhor.
Quem vem a Mim nunca mais terá fome,
quem crê em Mim nunca mais terá sede.

Oração depois da comunhão
Senhor, que nos renovais com o pão do céu,
protegei-nos sempre com o vosso auxílio,
fortalecei-nos todos os dias da nossa vida
e tornai-nos dignos da redenção eterna.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

Santo

Santo Inácio de Loiola, presbítero

 

 

Martirológio

Memória de Santo Inácio de Loiola, presbítero, que, natural do País Basco, na Espanha, viveu na corte e no exército, até que, gravemente ferido, se converteu a Deus; fez os seus estudos teológicos em Paris e associou a si os primeiros companheiros, com os quais mais tarde constituiu a Companhia de Jesus em Roma, onde exerceu um frutuoso ministério, quer pelas obras que escreveu quer na formação dos discípulos, para maior glória de Deus.

 

2.   Em Milão, na Transpadânia, hoje na Lombardia, região da Itália, São Calímero, bispo.

3.   Em Sínada, na Frígia, hoje Çifitkasaba, na Turquia, os santos Demócrito, Segundo e Dionísio, mártires.

4.   Em Cesareia, na Mauritânia, hoje Cherchell, na Argélia, São Fábio, mártir, que foi encarcerado por ter recusado levar a insígnia do governador numa assembleia geral da província e, como perseverava na confissão da fé em Cristo, foi condenado à morte pelo juiz.

5.   Em Roma, junto à Via Latina, São Tertuliano, mártir.

6.   Em Ravena, na Flamínia, na hodierna Emília-Romanha, região da Itália, o passamento de São Germano, bispo de Auxerre, que libertou por duas vezes a Bretanha da heresia pelagiana e, tendo-se dirigido a Ravena para promover a paz na região da Armórica, foi recebido com honras solenes pelos imperadores Valeriano e Gala Placídia, subindo dali ao reino celeste.

7.   Em Ímola, também na Flamínia, o passamento de São Pedro Crisólogo, bispo de Ravena, cuja memória é celebrada na véspera deste dia.

8.   Em Skövde, na Suécia, Santa Helena, viúva, que, injustamente assassinada, é considerada mártir.

9*.   Em Acquapendente, na Toscana, hoje no Lácio, região da Itália, o passamento do Beato João Colombíni, rico comerciante de vestuário que se converteu à pobreza e reuniu os seus discípulos na Ordem dos Jesuatos, cujos membros quis transformar em pobres de Cristo e esposos da senhora Pobreza.

10*.   Em Londres, na Inglaterra, o Beato Everardo Hanse, presbítero e mártir, que, desde o dia em que professou a fé católica, a guardou sempre fielmente, a difundiu entre os seus concidadãos e, no reinado de Isabel I, a confirmou com o glorioso martírio em Tyburn.

11♦.   Em Nishizaka, no Japão, o Beato Nicolau Fukunaga Keian, religioso da Companhia de Jesus e mártir.

12*.   Num barco-prisão ancorado ao largo de Rochefort, na França, o Beato João Francisco Jarrige de la Morelie du Breuil, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja desencadeada na Revolução Francesa, encerrado na sórdida galera morreu de tuberculose.

13.   Em Cay Met, localidade próxima de Saigão, na Cochinchina, hoje no Vietnam, os santos Pedro Doan Cong Quy, presbítero, e Manuel Phung, mártires, que, depois de cerca de sete meses de cárcere, foram decapitados no tempo do imperador Tu Duc por serem cristãos.

14.   No vale de Alighede, na Etiópia, São Justino De Jacobis, bispo, da Congregação da Missão, que, com admirável mansidão e caridade, se dedicou ao ministério apostólico e à formação do clero indígena, sofrendo por isso a fome, a sede, as tribulações e o cárcere.

15*.   Em Granollers, cidade próxima de Barcelona, na Espanha, os beatos mártires Dionísio Vicente Ramos, presbítero, e Francisco Remon Játiva, religioso da Ordem dos Frades Menores Conventuais, que, durante a perseguição contra a fé, com o seu martírio seguiram os passos de Cristo.

16*.   Em Valência, também na Espanha, o Beato Jaime Buch Canals, religioso da Sociedade Salesiana, que na mesma perseguição morreu professando a sua fé em Cristo.

17♦.   Em La Arrabassada, perto de Barcelona, também na Espanha, as beatas Esperança da Cruz (Teresa Subirá Sanjaume) e Companheiras[1], virgens da Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias e mártires, que, durante a perseguição religiosa, foram assassinadas por causa da sua fidelidade a Cristo Esposo.

 


[1]  São estes os seus nomes: Daniela de São Barnabé (Vicenta Achurra Gogenola), Gabriela de São João da Cruz (Francisca Pons Sardá) e Maria do Refúgio de Santo Ângelo (Maria Roqueta Serra), virgens da Congregação das Irmãs Carmelitas Missionárias

 

18♦.   Em Toledo, também na Espanha, os beatos Nazário do Sagrado Coração (Nazário del Valle González), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e companheiros[2] mártires, que, na mesma perseguição, mereceram receber a sublime palma do martírio.

 


[2]  São estes os seus nomes: Pedro José dos Sagrados Corações (Pedro José Jiménez Vallejo), e Raimundo de Nossa Senhora do Carmo (José Grijaldo Medel), presbíteros; Melchior do Menino Jesus (Melchior Martin Monge), Félix de Nossa Senhora do Carmo (Luís Gómez de Pablo), Plácido do Menino Jesus (José Luís Collado Oliver), Daniel da Sagrada Paixão (Daniel Mora Nine), religiosos todos da Ordem dos Carmelitas Descalços.

 

19♦.   Em Andújar, localidade da província de Jaen, também na Espanha, os beatos Prudêncio da Cruz (Prudêncio Gueréquiz Guezuraga) e Segundo de Santa Teresa (Segundo Garcia Cabezas), presbíteros da Ordem da Santíssima Trindade e mártires, que, oprimido pela violência dos inimigos da Igreja, foi ao encontro do Senhor.

20♦.   Em Paracuellos del Jarama, localidade próxima de Madrid, também na Espanha, o Beato Vítório (Martinho Anglés Oliveras), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs e mártir, que pelo martírio se tornou participante na vitória de Cristo.

21*.   Em Dachau, próximo de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Miguel Ozieblowski, presbítero e mártir, que, deportado da Polónia, sua pátria, dominada por um regime hostil à religião, por causa da fé foi encarcerado num campo de concentração e, duramente torturado, consumou o seu martírio.

22*.   Em Kalisz, na Polónia, o Beato Francisco Stryjas, mártir, que, na mesma perseguição, esvaído por muitos suplícios, foi gloriosamente ao encontro do Senhor.

23*.   Em Trnava, na Eslováquia, a Beata Sidónia (Cecília Schelingova), virgem da Congregação das Irmãs da Caridade da Santa Cruz e mártir, que, em tempo de extrema hostilidade contra a Igreja na sua nação, por ter protegido um sacerdote sofreu muitas tribulações no corpo e no espírito e, finalmente consumida pela enfermidade, resplandeceu como inquebrantável e alegre testemunha de Cristo.