Liturgia diária

Agenda litúrgica

2022-10-05

Quarta-feira da semana XXVII

Santa Faustina Kowalska, virgem – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L1: Gal 2, 1-2. 7-14; Sal 116 (117), 1. 2
Ev: Lc 11, 1-4

* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – Comemoração de todos os Irmãos da Ordem, pais e benfeitores falecidos – MO
* Na Ordem de São Domingos – B. Raimundo de Cápua, presbítero – MF
* Na Ordem de Malta – B. Pedro Pattarini de Ímola, religioso – MO
* Na Congregação Salesiana – B. Alberto Marvelli – MF
* Na Congregação do Santíssimo Redentor – B. Francisco Xavier Seelos, presbítero – MO

 

Missa

 

Antífona de entrada Cf. Est 4, 17
Senhor, Deus omnipotente, tudo está sujeito ao vosso poder
e ninguém pode resistir à vossa vontade.
Vós criastes o céu e a terra
e todas as maravilhas que estão sob o firmamento.
Vós sois o Senhor do universo.

Oração coleta
Deus todo-poderoso e eterno,
que, na abundância do vosso amor,
cumulais de bens os que Vos imploram,
muito além dos seus méritos e desejos,
pela vossa misericórdia,
libertai a nossa consciência de toda a inquietação
e dai-nos o que nem sequer ousamos pedir.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos pares) Gal 2, 1-2.7-14
«Reconheceram a graça que me foi concedida»

S. Paulo continua a justificar a sua missão apostólica. Depois da sua primeira viagem missionária, apresentou-se aos outros Apóstolos, em Jerusalém, e submeteu-se diante deles ao exame sobre a doutrina que pregava. Obteve deles a aprovação, garantia de que o Evangelho que anunciava era autêntico. Apesar disso, vê-se obrigado a defender certas posições, que ele considera fundamentais, perante o próprio S. Pedro, o qual ainda se mostrava um pouco mais ligado ás tradições da lei judaica.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Gálatas
Irmãos: Passados catorze anos, subi novamente a Jerusalém com Barnabé e fiz-me acompanhar também de Tito. Eu subi para lá, de acordo com uma revelação, e expus o Evangelho que prego entre os gentios, numa reunião particular com os principais dirigentes, para me assegurar de não correr ou não ter corrido em vão. Viram então que me estava confiada a evangelização dos que não eram judeus, como a Pedro a dos que eram judeus. – De facto, Aquele que exercera em Pedro a sua acção em ordem ao apostolado entre os judeus, tinha-a exercido em mim em ordem aos gentios –. Por isso, Tiago, Pedro e João, que eram considerados como as colunas, ao reconhecerem a graça que me fora concedida, estenderam-nos as mãos, a mim e a Barnabé, em sinal de acordo: Nós seríamos para os gentios e eles para os judeus. Só nos pediram que nos lembrássemos dos seus pobres, o que eu procurei pôr em prática com grande diligência. Mas quando Pedro veio a Antioquia, opus-me a ele abertamente, porque era digno de censura. De facto, antes de terem vindo alguns homens da parte de Tiago, ele comia com os gentios. Mas depois de eles chegarem, retirava-se e mantinha-se à parte, com receio dos partidários da circuncisão. Com ele começaram a dissimular também os outros judeus, de tal modo que até Barnabé se deixou arrastar pela sua dissimulação. Quando eu vi que eles não procediam correctamente segundo a verdade do Evangelho, disse a Pedro diante de todos: «Se tu, que és judeu, vives à maneira dos gentios e não dos judeus, como podes obrigar os gentios a proceder como os judeus?».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 116 (117), 1.2 (R. Mc 16, 15)
Refrão: Ide por todo o mundo e anunciai a boa nova. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Louvai o Senhor, todas as nações,
aclamai-O, todos os povos. Refrão

É firme a sua misericórdia para connosco,
a fidelidade do Senhor permanece para sempre. Refrão


ALELUIA Rom 8, 15bc
Refrão: Aleluia. Repete-se
Recebestes o espírito de adopção filial;
nele clamamos: «Abba, ó Pai». Refrão


EVANGELHO Lc 11, 1-4
«Senhor, ensina-nos a orar»

Ao verem Jesus rezar, os discípulos querem imitar o Mestre, e pedem-Lhe que os ensine também a rezar. A oração é o diálogo com Deus. A oração nasce no fundo do coração do homem. Mas a oração do cristão é iluminada pela revelação que Jesus nos trouxe, e que, acima de tudo, nos revela Deus como Pai. Por isso, a oração cristã nasce sempre da fé. Com razão os Antigos não permitiam que esta oração chegasse aos ouvidos dos pagãos antes de eles terem sido catequizados; seria certamente escandaloso para eles tratar a Deus como Pai! Mas ela contém a grande revelação: Deus é nosso Pai e tem-nos a nós como seus filhos.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, estava Jesus em oração em certo lugar. Ao terminar, disse-Lhe um dos discípulos: «Senhor, ensina-nos a orar, como João Baptista ensinou também os seus discípulos». Disse-lhes Jesus: «Quando orardes, dizei: ‘Pai, santificado seja o vosso nome; venha o vosso reino; dai-nos em cada dia o pão da nossa subsistência; perdoai-nos os nossos pecados, porque também nós perdoamos a todo aquele que nos ofende; e não nos deixeis cair em tentação’».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor, o sacrifício
que Vós mesmo nos mandastes oferecer
e, por estes sagrados mistérios que celebramos,
confirmai em nós a obra da redenção.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Lm 3, 25
O Senhor é bom para quem n’Ele confia, para a alma que O procura.

Ou: Cf. 1Cor 10, 17
Porque há um só pão, todos somos um só corpo,
nós que participamos do mesmo pão e do mesmo cálice.

Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso,
que neste sacramento saciais a nossa fome e a nossa sede,
fazei que, ao comungarmos o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
nos transformemos n’Aquele que recebemos.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

 

Santo

Santa Faustina Kowalska, virgem

 

 

Martirológio

1.   Em Cracóvia, na Polónia, Santa Maria Faustina Kowalska (Helena Kowalska), virgem das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, ardentemente solícita em anunciar o mistério da divina misericórdia.

2.   Em Tréveris, na Gália Bélgica, em território da actual Alemanha, a comemoração dos santos mártires, que receberam a palma do martírio, segundo a tradição, durante a perseguição no tempo do imperador Diocleciano.

3.   Em Córico, na Cilícia, hoje Gorgos, na Turquia, Santa Caritina, mártir.

4.   Comemoração de Santa Mamlaca, virgem e mártir, que, sendo natural da região de Bet Garmay, se trasladou para a Pérsia, onde foi condenada à morte pelo rei Sapor II.

5.   Em Valence, no território da Gália Vienense, na hodierna França, Santo Apolinário, bispo, irmão de Santo Avito e homem cheio de fervor pela justiça e honestidade, que reconstituiu a fortaleza e o esplendor da religião cristã nesta sede episcopal de Valence, durante longo tempo desprovida de pastor.

6.   Comemoração de São Plácido, monge, que desde a adolescência foi discípulo caríssimo de São Bento.

7*.   Em Nevers, na Nêustria, hoje na França, São Jerónimo, bispo, que engrandeceu a sua Igreja com a sua munificência e solicitude pastoral.

8*.   Em Paderborn, na Saxónia, território da actual Alemanha, São Meinulfo, diácono, que construiu e engrandeceu o mosteiro de Böddeken, onde estabeleceu uma comunidade de virgens consagradas.

9.   Em Leão, na Espanha, a comemoração de São Froilão, bispo, que, chamado da vida eremítica ao ministério episcopal, evangelizou as regiões da Espanha libertas do domínio dos Mouros e se dedicou diligentemente à propagação da vida monástica e à beneficência para com os pobres.

10.   Em Zamora, também na Espanha, a comemoração de Santo Atilano, bispo, procedente da vida monástica, que foi o principal companheiro de São Froilão na obra de reconduzir a Cristo as regiões devastadas pelos Mouros.

11*.   Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o Beato Pedro de Ímola, cavaleiro da Ordem de São João de Jerusalém, que se distinguiu pela sua caridade na assistência aos enfermos.

12*.   Em Beaulieu, no território de Cahors, na França, a comemoração de Santa Flora, virgem da Ordem de São João de Jerusalém, que se dedicou à assistência dos enfermos pobres num hospital e teve dons místicos de participação na Paixão de Cristo.

13*.   Em Córi, no Lácio, região da Itália, o Beato Santo, presbítero da Ordem dos Eremitas de Santo Agostinho, a quem seguiam multidões quando pregava a palavra de Deus.

14*.   Em Nuremberga, na Baviera, região da Alemanha, o Beato Raimundo de Cápua, presbítero da Ordem dos Pregadores, que foi prudente conselheiro espiritual de Santa Catarina de Sena, da qual compôs uma memória biográfica.

15*.   Em Vigévano, na Lombardia, região da Itália, o Beato Mateus Carréri (João Francisco Carréri), presbítero da Ordem dos Pregadores, que teve no seu tempo enorme êxito como incisivo e eloquente pregador da palavra de Deus.

16*.   Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Guilherme Hartley e João Hewett, presbíteros, e Roberto Sutton, que, pela sua constância na fidelidade à Igreja católica, no reinado de Isabel I foram enforcados em diversos lugares perto da cidade.

17.   Em Mindelstetten, povoação do território de Ratisbona, na Alemanha, Santa Ana Schaffer, virgem, que, aos dezanove anos, quando prestava serviço como doméstica, se queimou com água a ferver e, apesar do agravamento do seu estado de saúde, viveu depois com ânimo sereno em espírito de pobreza e oração, oferecendo a cruz da sua dor pela salvação das almas.

18*.   Em Pompeia, perto de Nápoles, na Itália, o Beato Bartolomeu Longo, advogado, que, solícito pelo culto mariano e pela formação cristã dos camponeses e das crianças, fundou o Santuário do Rosário de Pompeia e também a Congregação das Irmãs do Santo Rosário, com a fervorosa ajuda da sua piedosa esposa.

19.   Em Tepatitlan, localidade do México, São Tranquilino Ubiarco, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a Igreja, continuou ininterruptamente o seu ministério pastoral; por isso, suspenso de uma árvore, consumou o seu glorioso martírio.

20*.   Em Plonkowo, povoação também da Polónia, o Beato Mariano Skrzypczak, presbítero e mártir, que, durante a ocupação da Polónia por um regime hostil a Deus, fuzilado diante da igreja do lugar, recebeu pela sua fé inquebrantável a palma do martírio.

21♦.   Em Rímini, nas Marcas, região da Itália, o Beato Alberto Marvelli.