Liturgia diária

Agenda litúrgica

2022-10-12

Quarta-feira da semana XXVIII

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L1: Gal 5, 18-25; Sal 1, 1-2. 3. 4 e 6
Ev: Lc 11, 42-46

* Na Diocese de Portalegre-Castelo Branco – Aniversário da entrada solene de D. Antonino Eugénio Fernandes Dias.
* Na Ordem Agostiniana – B. Maria Teresa Fasce, virgem – MF
* Na Ordem dos Franciscanos Capuchinhos – S. Serafim do Montegranaro, religioso, da I Ordem – MO
* Na Companhia de Jesus – B. João Beyzym, presbítero, apóstolo dos leprosos em Madagáscar – MF
* Na Diocese de Leiria-Fátima (Santuário de Fátima) – I Vésp. do aniversário da Dedicação da Basílica de Nossa Senhora do Rosário.

 

Missa

 

Antífona de entrada Sl 129, 3-4
Se tiverdes em conta as nossas faltas, Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.

Oração coleta
Nós Vos pedimos, Senhor,
que a vossa graça preceda e acompanhe sempre as nossas ações
e nos torne cada vez mais atentos
à prática das boas obras.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus
e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I (anos pares) Gal 5, 18-25
«Os que pertencem a Cristo
crucificaram a carne com as suas paixões e apetites»

A lei de Moisés passou; era o guia até Cristo. No entanto, agora os discípulos de Cristo não vivem sem lei; a sua lei é ditada pelo Espírito de Deus, que o Senhor ressuscitado lhes deu. São Paulo apresenta, de forma concreta, essa lei, que há-de manifestar-se nas obras que se praticam. Uma é a lei da natureza decaída, outra a lei ditada pelo Espírito. São dois caminhos opostos, como se canta no salmo.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Gálatas
Irmãos: Se vos deixais conduzir pelo Espírito, não estais sujeitos à Lei de Moisés. As obras da carne são bem conhecidas: luxúria, imoralidade, libertinagem, idolatria, feitiçaria, inimizades, ciúmes, discórdias, ira, rivalidades, dissenções, facciosismos, invejas, embriaguez, orgias e coisas semelhantes a estas, sobre as quais vos previno, como já vos disse: os que praticam estas acções não herdarão o reino de Deus. Pelo contrário, os frutos do Espírito são: caridade, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, mansidão, temperança. Contra coisas como estas não há lei. Os que pertencem a Cristo Jesus crucificaram a carne com as suas paixões e apetites. Se vivemos pelo Espírito, caminhemos também segundo o Espírito.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 1, 1-2.3.4 e 6 (R. cf. Jo 8, 12)
Refrão: Quem Vos segue, Senhor, terá a luz da vida. Repete-se

Feliz o homem que não segue o conselho dos ímpios,
não se detém no caminho dos pecadores
nem toma parte na reunião dos maldizentes;
mas antes se compraz na lei do Senhor
e nela medita dia e noite. Refrão

É como árvore plantada à beira das águas:
dá fruto a seu tempo
e a sua folhagem não murcha.
Tudo quanto fizer será bem sucedido. Refrão

Bem diferente é a sorte dos ímpios:
são como a palha que o vento leva.
O Senhor vela pelo caminho dos justos,
mas o caminho dos pecadores leva à perdição. Refrão


ALELUIA Jo 10, 27
Refrão: Aleluia. Repete-se
As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor;
Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me.
Refrão


EVANGELHO Lc 11, 42-46
«Ai de vós, fariseus! Ai de vós, doutores da lei!»

Esta passagem, na continuação da leitura de ontem, apresenta uma série de maldições, dirigidas contra os fariseus, por meio das quais o Senhor quer fazer compreender o espírito da sua nova doutrina. Jesus não condena as formas de vida anteriores à sua pregação, mas pretende levar os seus ouvintes a descobrir que, por detrás do cumprimento material da lei, está a justiça e o amor, a pobreza de espírito e a humildade de coração, coisas que os seus ouvintes ainda não tinham chegado a descobrir.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse o Senhor: «Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças, mas desprezais a justiça e o amor de Deus! Devíeis praticar estas coisas, sem omitir aquelas. Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e das saudações na praça pública! Ai de vós, porque sois como sepulcros disfarçados, sobre os quais passamos sem o saber!». Então um dos doutores da lei tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, ao dizeres essas palavras também nos insultas a nós». Jesus respondeu: «Ai de vós também, doutores da lei, porque impondes aos homens fardos insuportáveis e vós próprios nem com um só dedo tocais nesses fardos!».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Aceitai, Senhor,
as orações e as ofertas dos vossos fiéis
e fazei que esta celebração sagrada
nos encaminhe para a glória do céu.
Por Cristo nosso Senhor.

Antífona da comunhão Cf. Sl 33, 11
Os ricos empobrecem e passam fome;
mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou: Cf. 1Jo 3, 2
Quando o Senhor Se manifestar,
seremos semelhantes a Ele,
porque O veremos na sua glória.

Oração depois da comunhão
Deus de infinita bondade,
que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
tornai-nos também participantes da sua natureza divina.
Ele que vive e reina pelos séculos dos séculos.

 

Martirológio

1.   Em Roma, junto à Via Laurentina, Santo Hedisto, mártir.

2.       Em Anazarbo, na Cilícia, na hodierna Turquia, Santa Senhorinha, mártir, que, segundo a tradição, no tempo do imperador Diocleciano e do governador Lícias, depois de sofrer muitos tormentos, no cárcere entregou o seu espírito a Deus.

3.   Comemoração dos quatro mil novecentos e sessenta e seis mártires e confessores da fé, que durante a perseguição desencadeada pelos Vândalos na África Setentrional, foram mortos por ordem do rei ariano Hunerico, em ódio à fé católica: bispos, presbíteros e diáconos da Igreja de Deus, juntamente com uma grande multidão de fiéis, foram confinados num horrível ermo, onde, depois de submetidos a vários géneros de torturas, celebraram o seu martírio; entre eles estavam os bispos Cipriano e Félix, insignes sacerdotes do Senhor.

4*.     Em Piacenza, na Emília-Romanha, região da Itália, Santo Opílio, diácono.

5.   Em Roma, São Félix IV, papa, que transformou dois templos do Foro Romano na igreja dedicada aos santos Cosme e Damião e trabalhou com grande zelo pela fé católica.

6.   Na província do Nórico Ripense, actualmente na Áustria, São Maximiliano, que é venerado como bispo de Lorch.

7*.     Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, São Rotobaldo, bispo, homem de exemplar espírito de penitência, muito dedicado ao culto divino e à investigação das relíquias dos santos.

8.   Em Áscoli, cidade do Piceno, actualmente nas Marcas, região da Itália, São Serafim de Monte Granaro (Félix de Nicola), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, memorável pela sua humildade, pobreza e piedade.

9*.     Em Londres, na Inglaterra, o Beato Tomás Bullaker, presbítero da Ordem dos Frades Menores e mártir, que, aprisionado no reinado de Carlos I no momento em que celebrava a Missa, morreu na forca de Tyburn por causa do seu sacerdócio e esquartejado quando ainda estava vivo.

10♦.   Em Oviedo, na Espanha, o Beato Eufrásio do Menino Jesus (Eufrásio Barredo Fernández), presbítero da Ordem dos Carmelitas Descalços e mártir, que, assassinado em ódio à fé,  se tornou participante na vitória de Cristo.

11*.   Em Ribarroja de Túria, localidade da província de Valência, também na Espanha, o Beato José González Huguet, presbítero e mártir, que, durante a perseguição contra a fé, combateu por Cristo um glorioso combate.

12*.   Em Massamagrel, também na província de Valência, o Beato Pacífico de Valência (Pedro Salcedo Puchades), religioso da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos e mártir, que na mesma perseguição foi configurado à Paixão de Cristo.

13*.   No campo de concentração de Auschwitz, perto de Cracóvia, na Polónia, o Beato Romão Sitko, presbítero e mártir, que, durante a ocupação militar da Polónia, depois de ter sido atrozmente atormentado pelos perseguidores hostis à dignidade dos homens e da religião, partiu para a visão da eterna bem-aventurança.