Liturgia diária

Agenda litúrgica

2022-05-25

Quarta-feira da semana VI

S. Beda Venerável, presbítero e doutor da Igreja – MF
S. Gregório VII, papa – MF
S. Maria Madalena de Pazzi, virgem – MF
Branco – Ofício da féria ou da memória.
Missa da féria ou da memória, pf. pascal.

L1: At 17, 15. 22 – 18, 1; Sal 148, 1-2. 11-12ab. 12c-14a. 14bcd
Ev: Jo 16, 12-15

* Na Ordem Beneditina – S. Beda Venerável – MO
* Na Ordem Carmelita e na Ordem dos Carmelitas Descalços – S. Maria Madalena de Pazzi, virgem – FESTA e MO
* Na Ordem de Cister e na Ordem Cisterciense da Estrita Observância – S. Beda Venerável, presbítero e doutor da Igreja – MO
* Na Ordem de Malta – S. Madalena Sofia Barat – religiosa e fundadora – MF
* Na Congregação das Religiosas de Maria Imaculada – S. Vicenta Maria, Fundadora da Congregação – SOLENIDADE
* Na Congregação Salesiana (Mogofores) – Aniversário da Dedicação da igreja de Nossa Senhora Auxiliadora – SOLENIDADE

 

Missa

 

Nas regiões em que a solenidade da Ascensão se celebra no domingo seguinte, celebra-se esta Missa também à tarde.

Antífona de entrada Sl 17, 50 ; 21, 23
Eu Vos louvarei, Senhor, entre os povos
e anunciarei o vosso nome aos meus irmãos. Aleluia.

Oração coleta
Concedei-nos, Senhor,
que, celebrando agora o mistério da ressurreição do vosso Filho,
mereçamos alegrar-nos com todos os santos,
quando Ele vier na sua glória.
Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.


LEITURA I Actos 17, 15.22 — 18, 1
«Aquele que venerais sem O conhecer, é esse que eu vos anuncio»

Paulo chega a Atenas, a capital da Grécia, que foi a escola de todo o saber da antiguidade. À vista da multidão dos deuses adorados pelos pagãos, Paulo anuncia-lhes o Deus de Jesus Cristo. Pode observar-se como, a não-judeus, Paulo não parte da Escritura, mas da ordem natural. Partindo de Deus Criador, chega até Jesus Cristo ressuscitado. Mas, chegando aqui, aqueles homens não conseguiram ouvir mais; a ressurreição estava acima da sua filosofia.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, os que acompanhavam Paulo levaram-no a Atenas e voltaram em seguida, encarregados de transmitirem a Silas e a Timóteo a ordem de irem ter com Paulo o mais depressa possível. Um dia, Paulo, de pé no meio do Areópago, disse: «Atenienses, vejo que sois em tudo extremamente reli¬gio¬sos. Na verdade, quando eu andava percorrendo a vossa cidade e observando os vossos monumentos sagrados, encontrei até um altar com a inscrição: ‘Ao Deus desconhecido’. Pois bem: Aquele que venerais sem O conhecer, é esse que eu vos anuncio. O Deus que fez o mundo e tudo o que nele existe é o Senhor do céu e da terra. Não habita em templos feitos por mãos humanas, nem é servido pelas mãos dos homens, como se tivesse necessidade de alguma coisa. É Ele que a todos dá a vida, a respiração e tudo o mais. Criou de um só homem todo o género humano, para habitar sobre a superfície da terra, e fixou períodos determinados e os limites da sua habitação, para que os homens procurassem a Deus e se esforçassem realmente para O atingir e encontrar. Na verdade, Ele não está longe de cada um de nós. É n’Ele que vivemos, nos movemos e existimos, como disseram alguns dos vossos poetas: ‘Somos da raça de Deus’. Se nós somos da raça de Deus, não devemos pensar que a divindade é semelhante ao ouro, à prata ou à pedra, trabalhados pela arte e engenho do homem. Sem olhar a estes tempos de ignorância, Deus fez saber agora aos homens que todos e em toda a parte se devem arrepender; pois Ele fixou um dia em que há-de julgar o universo com justiça por meio de um homem que escolheu, e deu a todos motivo de crédito, ressuscitando-O de entre os mortos». Ao ouvirem falar da ressurreição dos mortos, alguns zombavam, mas outros disseram: «Havemos de te ouvir falar disto ainda outra vez». Foi assim que Paulo saiu do meio deles. No entanto, alguns homens juntaram-se a Paulo e abraçaram a fé: entre eles, Dionísio, o Areopagita, e também uma mulher chamada Dâmaris, e outros com eles. Depois disto, Paulo saiu de Atenas e foi para Corinto.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 148, 1-2.11-12ab.12bc-14a.14bcd
Refrão: O céu e a terra proclamam a vossa glória. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Louvai o Senhor do alto dos céus,
louvai-O nas alturas,
louvai-O, todos os seus Anjos. Refrão

Reis e povos do mundo,
príncipes e todos os juízes da terra,
jovens e donzelas, velhos e crianças; Refrão

Louvem todos o nome do Senhor,
porque o seu nome é sublime,
a sua majestade está acima do céu e da terra. Refrão

Exaltou a força do seu povo:
louvem-n’O todos os seus fiéis,
os filhos de Israel, seu povo eleito. Refrão


ALELUIA cf. Jo 14, 16
Refrão: Aleluia Repete-se

Eu pedirei ao Pai, que vos dará o Espírito Santo,
para estar convosco para sempre. Refrão


EVANGELHO Jo 16, 12-15
«Tudo o que o Pai tem é meu.
O Espírito receberá do que é meu, para vo-lo anunciar»

A ciência dos gregos, apesar de ser a mais alta do tempo, não conseguiu ultrapassar a limitada medida do homem. A própria palavra divina, mesmo anunciada por Jesus, mas escutada pelos ouvidos, ainda muito terrenos, dos discípulos, não conseguiu ser entendida logo que escutada. Será só depois o Espírito de Deus que conduzirá os mesmos discípulos até à compreensão profunda dessa mesma palavra.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade, Ele vos guiará para a verdade plena; porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido e vos anunciará o que há-de vir. Ele Me glorificará, porque receberá do que é meu e vos há-de anun¬ciá-lo. Tudo o que o Pai tem é meu. Por isso vos disse que Ele receberá do que é meu e vos há-de anunciá-lo».
Palavra da salvação.


Oração sobre as oblatas
Senhor nosso Deus,
que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício,
nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem,
concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade,
dêmos testemunho dela na prática das boas obras.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio Pascal I-V.

Antífona da comunhão Cf. Jo 15, 16.19
Eu vos escolhi do mundo e vos destinei, diz o Senhor,
para que deis fruto e o vosso fruto permaneça. Aleluia.

Oração depois da comunhão
Protegei, Senhor, o vosso povo,
que saciastes nestes divinos mistérios,
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Cristo nosso Senhor.

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Nas regiões em que a solenidade da Ascensão se celebra no Domingo VII da Páscoa.

Antífona de entrada Cf. Sl 67, 8-9
Quando saístes, Senhor, à frente do vosso povo,
abrindo-lhe o caminho e habitando no meio dele,
estremeceu a terra e abriram-se as fontes do céu. Aleluia.

Oração coleta
Senhor nosso Deus,
que nos fizestes tomar parte no mistério da redenção,
concedei que vivamos sempre
na alegria da ressurreição de Cristo, vosso Filho.
Ele que é Deus e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo,
por todos os séculos dos séculos.
Oração sobre as oblatas
Subam à vossa presença, Senhor,
as nossas orações e as nossas ofertas,
de modo que, purificados pela vossa graça,
possamos participar dignamente
nos sacramentos da vossa misericórdia.
Por Cristo nosso Senhor.

Prefácio Pascal I-V.

Antífona da comunhão Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Aleluia.

Oração depois da comunhão
Deus todo-poderoso e eterno,
que, em Cristo ressuscitado, nos renovais para a vida eterna,
multiplicai em nós os frutos do sacramento pascal
e infundi em nossos corações
a força do alimento que nos salva.
Por Cristo nosso Senhor.

 

 

Santo

São Beda Venerável, presbítero e doutor da Igreja

 

São Gregório VII, papa

 

Santa Maria Madalena de Pazzi, virgem

 

 

Martirológio

São Beda Venerável, presbítero e doutor da Igreja, que passou toda a sua vida como servo de Cristo, desde os oito anos de idade, no mosteiro de Jarrow, na Notúmbria, região da Inglaterra, fervorosamente dedicado à meditação e explicação da Sagrada Escritura. Além da observância da disciplina monástica e o exercício quotidiano do canto na igreja, as suas delícias foram sempre aprender, ensinar e escrever.

 

São Gregório VII, papa, que antes abraçara a vida monástica com o nome de Hildebrando e foi várias vezes legado dos papas do seu tempo para a obra da reforma da Igreja; elevado à cátedra de Pedro, reivindicou com grande autoridade e fortaleza de alma a liberdade da Igreja perante os poderes seculares e defendeu diligentemente a santidade do sacerdócio. Por tudo isso, foi obrigado a abandonar Roma e morreu exilado em Salerno, na Campânia, região da Itália.

Santa Maria Madalena de Pázzi, virgem da Ordem das Carmelitas, que, em Florença, também na Itália, levou uma vida oculta em Cristo, consagrada à oração e abnegação, rezando assiduamente pela reforma da Igreja; recebeu de Deus muitos dons extraordinários e dirigiu sabiamente as suas irmãs no caminho da perfeição.

4.   Em Atella, na Campânia, também região da Itália, São Canião, bispo e mártir.

5.   Em Milão, na Ligúria, hoje na Lombardia, região da Itália, a comemoração de São Dionísio, bispo, que, por causa da fé católica, foi expulso pelo imperador ariano Constâncio para a Arménia, onde morreu com o glorioso título de mártir.

6.   Em Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, também região da Itália, São Zenóbio, bispo.

7.   No cenóbio de Mentenay, junto a Troyes, na Gália, hoje na França, São Leão, abade.

8.   Na Inglaterra, Santo Aldelmo, bispo, homem célebre pela sua doutrina e seus escritos, que, depois de ter sido abade do mosteiro de Malmesbury, foi ordenado primeiro bispo de Sherborne, entre os Saxões ocidentais.

9*.   Em Peñalba de Santiago, no território de Astorga, na Espanha, São Genádio, que primeiro foi abade e depois bispo desta sede; era conselheiro real, mas, movido pela nostalgia do claustro, renunciou à dignidade episcopal e passou o resto da sua vida como monge e, por vezes, eremita.

10*.   Em Villamagna, junto de Florença, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a comemoração do Beato Gerardo Mecátti, que, seguindo com entusiasmo os passos de São Francisco, distribuiu os seus bens pelos pobres e, retirando-se para a solidão, por amor de Cristo se dedicou a acolher os peregrinos e socorrer os enfermos.

11*.   Em Montesanto, no Piceno, hoje nas Marcas, também região da Itália, o passamento de São Gério, que, depois de ter sido conde de Lunel, abraçou a vida de eremita e morreu durante uma santa peregrinação.

12*.   Em Faenza, na Flamínia, hoje na Emília-Romanha, também na Itália, o Beato Tiago Filipe Bertóni (André), presbítero da Ordem dos Servos de Maria, insigne pelo dom das lágrimas e profunda humildade.

13.   No Tonquim, actualmente no Vietnam, São Pedro Doan Van Van, mártir, que sendo catequista e administrador da paróquia de Bau Nó, já octogenário confirmou a constância da sua fé, derramando o seu sangue no tempo do imperador Tu Duc.

14.   Em Paris, na França, Santa Madalena Sofia Barat, virgem, que fundou a Sociedade do Sagrado Coração de Jesus e trabalhou muito para a formação cristã das jovens.

15.   Em Munyongo, localidade do Uganda, São Dionísio Ssebuggwawo, mártir, que, aos dezasseis anos de idade, afirmando ao rei Mwanga, durante um interrogatório, que ensinara a dois pagens da corte os rudimentos da religião cristã, foi degolado pelo próprio rei.

16.   Em Catatlan, no território de Guadalajara, no México, os santos Cristóvão Magallanes e Agostinho Caloca, presbíteros e mártires, que, durante a perseguição mexicana, confiando firmemente em Cristo Rei, alcançaram a coroa do martírio.

17*.   No campo prisional de Javas, povoação da Moldávia, o Beato Nicolau Cehelskyj, presbítero e mártir, que, sob um regime perseguidor da religião, venceu com a fortaleza da fé os tormentos do martírio.