Liturgia diária

Agenda litúrgica

2021-02-12

Sexta-feira da semana V

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L 1 Gen 3, 1-8; Sal 31 (32), 1-2. 5. 6. 7
Ev Mc 7, 31-37

* Aniversário da Ordenação episcopal de D. Gilberto Délio Gonçalves Canavarro dos Reis, Bispo Emérito de Setúbal (1989).
* Na Congregação da Paixão de Jesus Cristo – Comemoração da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, Titular da Congregação – FESTA a celebrar como SOLENIDADE
* Na Ordem de Cister e na Ordem Cisterciense da Estrita Observância – B. Umbelina, irmã de S. Bernardo, monja – MF
* Na Ordem Hospitaleira de S. João de Deus – B. José Olallo Valdês, religioso – MO
* Na Ordem de São Domingos – B. Reginaldo de Orléans, presbítero MF

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 94, 6-7
Vinde, prostremo-nos em terra,
adoremos o Senhor que nos criou.
O Senhor é o nosso Deus.


ORAÇÃO COLECTA
Guardai, Senhor, com paternal bondade a vossa família;
e, porque só em Vós põe a sua confiança,
defendei-a sempre com a vossa protecção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Gen 3, 1-8
«Sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal»

O primeiro acto de orgulho do homem é também o seu primeiro pecado, um atentado à soberania de Deus, uma afirmação de independência em relação ao Senhor, quando o homem é a mais bela criatura deste mundo, mas criatura. O homem tanto mais se terá realizado, quanto mais se mantiver no caminho que leva a Deus.

Leitura do Livro do Génesis
A serpente era o mais astuto de todos os animais dos campos que o Senhor tinha feito. Ela disse à mulher: «É verdade que Deus vos disse: ‘Não podeis comer fruto de nenhuma árvore do jardim’?». A mulher respondeu à serpente: «Nós podemos comer do fruto das árvores do jardim. Mas sobre o fruto da árvore que está no meio do jardim, Deus disse: ‘Não podeis comer dele nem tocar-lhe, senão morrereis’». A serpente disse então à mulher: «Não, não morrereis. Mas Deus sabe que, no dia em que dele comerdes, os vossos olhos se abrirão e sereis como deuses, conhecedores do bem e do mal». A mulher reparou então que a árvore era boa para comer, agradável à vista e desejável para adquirir conhecimento. Colheu do seu fruto, comeu-o e deu-o a seu marido que estava junto dela e ele também comeu. Então abriram-se os olhos aos dois e perceberam que estavam nus. Por isso entrelaçaram folhas de figueira e cingiram-se com elas. Mas ao ouvirem os passos do Senhor Deus, que passeava no jardim pela brisa da tarde, o homem e a mulher esconderam-se do Senhor Deus entre as árvores do jardim.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 31 (32), 1-2.5.6.7 (R. cf. 1a)
Refrão: Feliz o que foi absolvido do seu pecado. Repete-se

Feliz daquele a quem foi perdoada a culpa
e absolvido o pecado.
Feliz o homem a quem o Senhor
não acusa de iniquidade
e em cujo espírito não há engano. Refrão

Confessei-vos o meu pecado
e não escondi a minha culpa.
Disse: Vou confessar ao Senhor a minha falta
e logo me perdoastes a culpa do pecado. Refrão

Por isso a Vós se dirige todo o fiel
no tempo da tribulação.
Quando se transbordarem as águas caudalosas,
só a ele não hão-de atingir. Refrão

Vós sois o meu refúgio, defendei-me dos perigos,
fazei que à minha volta só haja hinos de vitória. R.


ALELUIA cf. Actos 16, 14b
Refrão: Aleluia Repete-se
Abri, Senhor, o nosso coração,
para recebermos a palavra do vosso Filho. Refrão


EVANGELHO Mc 7, 31-37
«Faz que os surdos oiçam e que os mudos falem»

Jesus, ao dar vista aos cegos, ouvido aos surdos e voz aos mudos, está a dar cumprimento ao que os profetas tinham anunciado. Deste modo, ao mostrar compaixão para com os doentes e infelizes, Jesus revela-Se, ao mesmo tempo e por esse mesmo processo, o Messias, o Enviado, o Ungido de Deus. E o que se passa na ordem corporal, passa-se, ainda mais, na ordem espiritual. Quando o homem se aproxima de Jesus Cristo, Ele faz com que se possa ouvir a palavra de Deus e professar a fé que por ela nos vem. É assim que o Ritual do Baptismo o entende, quando logo depois do banho da regeneração, põe quase estas mesmas palavras na boca do ministro que baptiza.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus deixou de novo a região de Tiro e, passando por Sidónia, veio para o mar da Galileia, atravessando o território da Decápole. Trouxeram-Lhe então um surdo que mal podia falar e suplicaram-Lhe que impusesse as mãos sobre ele. Jesus, afastando-Se com ele da multidão, meteu-lhe os dedos nos ouvidos e com saliva tocou-lhe a língua. Depois, erguendo os olhos ao Céu, suspirou e disse-lhe: «Effathá», que quer dizer «Abre-te». Imediatamente se abriram os ouvidos do homem, soltou-se-lhe a prisão da língua e começou a falar correctamente. Jesus recomendou que não contassem nada a ninguém. Mas, quanto mais lho recomendava, tanto mais intensamente eles o apregoavam. Cheios de assombro, diziam: «Tudo o que faz é admirável: faz que os surdos oiçam e que os mudos falem».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Senhor nosso Deus,
que criastes o pão e o vinho
para auxílio da nossa fraqueza
concedei que eles se tornem para nós
sacramento de vida eterna.
Por Nosso Senhor.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 106, 8-9
Dêmos graças ao Senhor pela sua misericórdia,
pelos seus prodígios em favor dos homens,
porque Ele deu de beber aos que tinham sede
e saciou os que tinham fome.

Ou Mt 5, 5-6
Bem-aventurados os que choram, porque serão consolados.
Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça,
porque serão saciados.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus de bondade,
que nos fizestes participantes do mesmo pão e do mesmo cálice,
concedei que, unidos na alegria e no amor de Cristo,
dêmos fruto abundante para a salvação do mundo.
Por Nosso Senhor.

 

Martirológio

1.   Em Cartago, na actual Tunísia, a comemoração dos santos mártires de Abitínia[1], que, na perseguição do imperador Diocleciano, tendo-se reunido como habitualmente para celebrar a assembleia dominical, contra o interdito imperial, foram presos pelos magistrados da colónia e pelo presídio militar; conduzidos para Cartago e interrogados pelo procônsul Anulino, apesar dos tormentos, todos confessaram ser cristãos, declarando que não podiam deixar de celebrar o sacrifício do Senhor; por isso, em diversos lugares e tempos derramaram o seu bem-aventurado sangue.


[1]    São estes os seus nomes: Saturnino, presbítero, com quatro filhos, a saber, Saturnino jovem e Félix, leitores, Maria e Hilarião, criança; Dativo ou Sanador, que era senador, Félix; outro Félix, Emérito e Ampélio, leitores; Rogaciano, Quinto, Maximiano ou Máximo, Télica ou Tazélita, outro Rogaciano, Rogato, Januário, Cassiano, Vitoriano, Vicente, Ceciliano, Restituta, Prima, Eva, ainda outro Rogaciano, Giválio, Rogato, Pompónia, Secunda, Januária, Saturnina, Martinho, Clauto, Félix jovem, Margarida, Maior, Honorata, Regíola, Vitorino, Pelúsio, Fausto, Daciano, Matrona, Cecília, Vitória, virgem de Cartago, Beretina, Secunda, Matrona, Januária.

2.   Comemoração de São Melécio, bispo de Antioquia, hoje na Turquia, que foi exilado várias vezes por defender a fé nicena; e depois, quando presidia ao Concílio Ecuménico de Constantinopla I, partiu deste mundo ao encontro Senhor. São Gregório de Nissa e São João Crisóstomo celebraram-no com grandes louvores.

3.   Em Kornelimünster, na Germânia, actualmente na Alemanha, o passamento de São Bento, abade de Aniane, que propagou a Regra de São Bento, compôs um Consuetudinário para uso dos monges e se dedicou com grande empenho à renovação da liturgia romana.

4.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo António Cauleias, bispo, que no tempo do imperador Leão VI trabalhou arduamente para fortalecer a unidade na Igreja.

5*.   No mosteiro de Jully, na região de Troyes, na França, a Beata Umbelina, prioresa deste cenóbio, que, convertida dos prazeres do mundo pelo seu irmão São Bernardo de Claraval, com o assentimento de seu esposo se entregou à vida monástica.

6*.   Em Northeim, na Alsácia, na margem do rio Ili, actualmente em território da Alemanha, São Ludão, que, sendo natural da Escócia, morreu quando ia em peregrinação às basílicas dos Apóstolos.

7*.   Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Tomás Hemmerford, Jaime Fenn, João Nutter, João Munden e Jorge Haydock, presbíteros, que, no reinado de Isabel I, a quem negavam autoridade nas realidades espirituais, foram condenados à morte pela sua perseverante fidelidade à Igreja Romana, sendo dilacerados ainda vivos no suplício da praça de Tyburn.