Liturgia diária

Agenda litúrgica

2021-01-27

Quarta-feira da semana III

S. Ângela Merici, virgem – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L 1 Hebr 10, 11-18; Sal 109 (110), 1. 2. 3. 4
Ev Mc 4, 1-20

* Na Arquidiocese de Braga (Basílica do Santuário de São Torcato) – Aniversário da Basílica do Santuário de São Torcato – SOLENIDADE
* Na Ordem Beneditina – SS. Timóteo e Tito, bispos – MF; S. Ângela Merici – MF
* Na Ordem de Cister e na Ordem Cisterciense da Estrita Observância – SS. Timóteo e Tito, bispos – MF
* Na Ordem dos Carmelitas Descalços – S. Henrique de Ossó e Cervelhó, presbítero – MF
* Na Companhia de Santa Teresa de Jesus – S. Henrique de Ossó e Cervelhó, presbítero, Fundador da Companhia – SOLENIDADE
* Na Congregação dos Padres Marianos da Imaculada Conceição – B. Jorge Matulaitis-Matulewicz, Renovador da Congregação – FESTA
* Na Diocese do Algarve (Faro) – I Vésp. de S. Tomás de Aquino.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 95, 1.6
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.
Glória e poder na sua presença,
esplendor e majestade no seu templo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus todo-poderoso e eterno,
dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade,
para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras,
em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Hebr 10, 11-18
«Tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica»

Antes de Cristo, repetiam-se os sacrifícios, porque nenhum deles tinha alcance universal e eterno. Jesus, porém, ofereceu-Se a Si mesmo, e este seu sacrifício tem valor infinito, porque é o sacrifício do Filho de Deus. Por isso, Ele santifica, de uma vez para sempre, os homens que a Ele se queiram submeter, obtém-lhes o perdão dos seus pecados e garante-lhes participação na glória celeste. Esta é a Aliança nova e eterna, mais eficaz do que qualquer das alianças anteriores, que sempre se encaminhavam para este momento definitivo.

Leitura da Epístola aos Hebreus
Todo o sacerdote da antiga aliança se apresenta cada dia para exercer o seu ministério e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca poderão perdoar os pecados. Cristo, ao contrário, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se para sempre à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés. Porque, com uma única oblação, Ele tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica. O Espírito Santo também no-lo confirma, porque, depois de ter declarado: «Esta é a aliança que estabelecerei com eles, depois daqueles dias», o Senhor acrescenta: «Hei-de imprimir as minhas leis no seu coração e gravá-las no seu espírito e não Me recordarei mais dos seus pecados e iniquidades». Ora, onde há remissão dos pecados, já não há necessidade de oblação pelo pecado.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 109 (110), 1.2.3.4 (R. 4bc)
Refrão: O Senhor é sacerdote para sempre. Repete-se
Ou: Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec. Repete-se

Disse o Senhor ao meu Senhor:
«Senta-te à minha direita,
até que Eu faça de teus inimigos escabelo de teus pés. Refrão

O Senhor estenderá de Sião
o ceptro do teu poder
e tu dominarás no meio dos teus inimigos. Refrão

A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste
nos esplendores da santidade,
antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei». Refrão

O Senhor jurou e não Se arrependerá:
«Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec». Refrão


ALELUIA
Refrão: Aleluia Repete-se
A semente é a palavra de Deus e o semeador é Cristo:
quem O encontra permanece para sempre. Refrão


EVANGELHO Mc 4, 1-20
«O semeador saiu a semear»

A parábola do semeador abre a secção das parábolas evangélicas. Longa, cheia de pormenores, primeiro dita, depois explicada, esta parábola procura sublinhar a importância que tem o tornar-se discípulo na escola de Jesus para poder compreender-se o que é o Reino de Deus e nele entrar. A parábola sublinha, ao mesmo tempo, a exigência de uma boa terra para se receber a sementeira da palavra de Deus, e a força e vitalidade dessa mesma palavra, que, desde que a terra onde é semeada a saiba receber, sempre dá fruto abundante.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus começou a ensinar de novo à beira mar. Veio reunir-se junto d’Ele tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava em terra, junto ao mar. Ensinou-lhes então muitas coisas em parábolas. E dizia-lhes no Seu ensino: «Escutai: Saiu o semeador a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram as aves e comeram-na. Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; logo brotou, porque a terra não era funda. Mas, quando o sol nasceu, queimou-se e, como não tinha raiz, secou. Outra parte caiu entre espinhos; os espinhos cresceram e sufocaram-na e não deu fruto. Outras sementes caíram em boa terra e começaram a dar fruto, que vingou e cresceu, produzindo trinta, sessenta e cem por um». E Jesus acrescentava: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça». Quando ficou só, os que O seguiam e os Doze começaram a interrogá-l’O acerca das parábolas. Jesus respondeu-lhes: «A vós foi dado a conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes propõe em parábolas, para que, ao olhar, olhem e não vejam, ao ouvir, oiçam e não compreendam; senão, convertiam-se e seriam perdoados». Disse-lhes ainda: «Se não compreendeis esta parábola, como haveis de compreender as outras parábolas? O semeador semeia a palavra. Os que estão à beira do caminho, onde a palavra foi semeada, são aqueles que a ouvem, mas logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles. Os que recebem a semente em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem a palavra, logo a recebem com alegria; mas não têm raiz em si próprios, são inconstantes, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbem imediatamente. Outros há que recebem a semente entre espinhos. Esses ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e todas as outras ambições entram neles e sufocam a palavra, que fica sem dar fruto. E os que receberam a palavra em boa terra são aqueles que ouvem a palavra, a aceitam e frutificam, dando trinta, sessenta ou cem por um».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor,
e santificai os nossos dons,
a fim de que se tornem para nós fonte de salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 33, 6
Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados,
o vosso rosto não será confundido.

Ou Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
Quem Me segue não anda nas trevas,
mas terá a luz da vida.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus omnipotente, nós Vos pedimos
que, tendo sido vivificados pela vossa graça,
nos alegremos sempre nestes dons sagrados.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

S. ÂNGELA MERICI, virgem

 

 

Martirológio

Santa Ângela Mérici, virgem, que tomou o hábito da Ordem Terceira de São Francisco e reuniu várias jovens para as orientar nas obras de caridade. Depois fundou uma Ordem feminina sob a invocação de Santa Úrsula, destinada a cultivar a vida perfeita no mundo e educar as adolescentes nos caminhos do Senhor. Finalmente em Bréscia, na Lombardia, na actual Itália, entregou a alma a Deus.

2.   Em Sora, no Lácio, região da Itália, a comemoração de São Julião, mártir, que, segundo a tradição, sofreu o martírio no tempo do imperador Antonino.

3.   Em Le Mans, na Gália Lionense, hoje na França, São Julião, considerado o primeiro bispo desta cidade.

4*.   Em Mariana, na ilha da Córsega, região da França, a comemoração de Santa Devota, virgem e mártir.

5.   No mosteiro de Bodon, na região de Sisteron, actualmente na França, São Mário, abade.

6.   Em Roma, junto de São Pedro, o sepultamento de São Vitaliano, papa, que se empenhou com especial zelo na salvação dos Anglos.

7*.   Em Tonerre, na Borgonha, actualmente na França, o passamento de São Teodorico, bispo de Orleães, que morreu quando se dirigia em peregrinação às basílicas dos Apóstolos.

8*.   Em Chartres, também na França, o passamento de São Gilduíno, diácono de Dol, na Bretanha Menor, que, eleito bispo ainda jovem, alcançou do papa Gregório VII dispensa desta função por se julgar indigno de tal honra, e no regresso de Roma, acometido de altas febres, terminou nesta região de Chartres a sua peregrinação terrena.

9*.   Em Thérouanne, na região de Nord-Pas-de-Calais, também na França, o beato João, bispo, que, sendo cónego regular, ocupou a sede episcopal de Maurienne, na qual, durante mais de trinta anos, se opôs aos simoníacos e fundou oito mosteiros de cónegos e de monges.

10*.   Em Riva San Vitale, perto de Como, na Lombardia, região da Itália, o beato Manfredo Séttala, presbítero e eremita.

11*.   Em Angers, na França, a beata Rosália du Verdier de la Sorinière, virgem no mosteiro do Calvário da mesma cidade e mártir, que, durante a Revolução Francesa, foi decapitada em ódio à religião cristã.

12♦.   Em Pirmasens, na Renânia, região da Alemanha, o Beato Paulo José Nardíni, presbítero da diocese de Speyer, fundador da Congregação das Irmãs Fransciscanas da Sagrada Família.

13*.   Perto de Mengo, no Uganda, a paixão de São João Maria, chamado Muzei ou Ancião por causa da sua maturidade espiritual, que, sendo fâmulo do rei, quando professou a fé cristã não quis fugir à perseguição, mas espontaneamente declarou a sua fé em Cristo diante de Mwenga, primeiro ministro do rei, e por isso morreu degolado, como última vítima desta perseguição.

14.   Em Gilet, localidade da província de Valência, na Espanha, Santo Henrique de Ossó y Cervelló, presbítero, que, para promover a educação das jovens, fundou a Companhia de Santa Teresa; mas obrigado a deixar esta instituição, passou os restantes anos da sua vida num convento dos Frades Menores.

15*.   Em Kaunas, na Lituânia, o beato Jorge Matulaitis, bispo de Vilna e depois Visitador Apostólico na Lituânia, que fundou a Congregação dos Clérigos Marianos e a Congregação das Irmãs Pobres da Imaculada Virgem Maria.