Liturgia diária

Agenda litúrgica

2021-01-22

Sexta-feira da semana II

S. Vicente, diácono e mártir – MF
Verde ou verm. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 19, n. 18).

L 1 Hebr 8, 6-13; Sal 84 (85), 8 e 10. 11-12. 13-14
Ev Mc 3, 13-19

* Na Diocese do Algarve – S. Vicente, Padroeiro principal – SOLENIDADE
* No Patriarcado de Lisboa – S. Vicente, Padroeiro principal do Patriarcado – SOLENIDADE; aniversário da Ordenação episcopal de D. Manuel José Macário do Nascimento Clemente, Cardeal Patriarca (2000).
* Na Congregação Salesiana – B. Laura Vicunha – MF
* No Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora – B. Laura Vicunha, virgem, aluna das Filhas de Maria Auxiliadora – MO
* Na Sociedade do Apostolado Católico (Padres Pallotinos) – S. Vicente Pallotti, presbítero, Fundador da Sociedade – SOLENIDADE
* 5º dia do Oitavário de Orações pela Unidade dos Cristãos.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 65, 4
Toda a terra Vos adore, Senhor,
e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que governais o céu e a terra,
escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo
e concedei a paz aos nossos dias.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Hebr 8, 6-13
«Mediador de uma aliança mais perfeita»

Cristo é Sacerdote perfeito; por isso, também a Aliança que Ele estabeleceu com o seu sacrifício é perfeita, mais perfeita do que a Aliança antiga. Esta Nova Aliança não é feita de ritos puramente exteriores, mas está gravada no coração dos crentes pelo Espírito de Deus. Desta Aliança é Jesus o Medianeiro, o Sacerdote. É uma Aliança que se traduz na comunhão com o Pai, no Espírito Santo. E toda a vida cristã será manifestação desta Aliança.

Leitura da Epístola aos Hebreus
Irmãos: Jesus obteve um ministério tanto mais elevado, quanto mais perfeita é a aliança de que Ele é mediador, a qual foi estabelecida sobre melhores promessas. De facto, se a primeira aliança fosse irrepreensível, não haveria lugar para uma segunda. É em tom de censura que Deus lhes declara: «Dias virão – diz o Senhor – em que Eu estabelecerei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá. Não será como a aliança que fiz com os seus pais, no dia em que os tomei pela mão para os tirar da terra do Egipto. Como eles não permaneceram na minha aliança, também Eu Me desinteressei deles – diz o Senhor –. Esta é a aliança que estabelecerei com a casa de Israel depois daqueles dias – diz o Senhor –: Hei-de imprimir as minhas leis no seu espírito e gravá-las no seu coração; Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. Ninguém terá de instruir o seu próximo nem o seu irmão, dizendo: ‘Conhece o Senhor’. Porque todos Me conhecerão, desde o maior ao mais pequeno. Serei indulgente para com as suas faltas e não mais recordarei os seus pecados». Assim, ao falar de nova aliança, Deus declara antiquada a primeira. Ora aquilo que se torna antigo e envelhece está prestes a desaparecer.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 84 (85), 8 e 10.11-12.13-14 (R. 11a)
Refrão: Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade. Repete-se

Mostrai-nos, Senhor, a vossa misericórdia
e dai-nos a vossa salvação.
A sua salvação está perto dos que O temem
e a sua glória habitará na nossa terra. Refrão

Encontraram-se a misericórdia e a fidelidade,
abraçaram-se a paz e a justiça.
A fidelidade vai germinar da terra
e a justiça descerá do Céu. Refrão

O Senhor dará ainda o que é bom
e a nossa terra produzirá os seus frutos.
A justiça caminhará à sua frente
e a paz seguirá os seus passos. Refrão


ALELUIA 2 Cor 5, 19
Refrão: Aleluia. Repete-se
Em Cristo, Deus reconcilia o mundo consigo
e confiou-nos a palavra da reconciliação. Refrão


EVANGELHO Mc 3, 13-19
«Chamou à sua presença aqueles que entendeu»

Jesus rodeia-Se de Doze Apóstolos, os futuros pastores do povo de Deus, como, no antigo Israel, as tribos desse povo eram também em número de doze. É Jesus quem os escolhe, porque é Ele quem está na origem do povo da nova Aliança. Aos Doze Jesus comunica o seu poder sobre o reino demoníaco do mal, para que o seu triunfo pascal esteja sempre presente entre os homens, na Igreja, por meio deles, que hoje se continuam no Colégio ou Ordem dos Bispos.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus subiu a um monte. Chamou à sua presença aqueles que entendeu e eles aproximaram-se. Escolheu doze, para andarem com Ele e para os enviar a pregar, com poder de expulsar demónios. Escolheu estes doze: Simão, a quem pôs o nome de Pedro; Tiago, filho de Zebedeu, e João, irmão de Tiago, aos quais pôs o nome de Boanerges, isto é, «Filhos do trovão»; André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago de Alfeu, Tadeu, Simão o Cananeu e Judas Iscariotes, que depois O traiu.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei-nos, Senhor,
a graça de participar dignamente nestes mistérios,
pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício
realiza-se a obra da nossa redenção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 22, 5
Para mim preparais a mesa
e o meu cálice transborda.

Ou 1 Jo 4, 16
Nós conhecemos e acreditámos
no amor de Deus para connosco.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade,
para que vivam unidos num só coração e numa só alma
aqueles que saciastes com o mesmo pão do Céu.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

S. VICENTE, diácono e mártir

 

 

Martirológio

São Vicente, diácono de Saragoça e mártir, que na perseguição do imperador Diocleciano, depois de padecer cárceres, fome, o cavalete e ferros incandescentes, terminou invicto o glorioso combate em Valência da Espanha Cartaginense e subiu ao Céu para gozar o prémio do seu martírio.

 

2.   Comemoração de São Valério, bispo de Saragoça, na Hispânia Tarraconense, que participou no Primeiro Concílio de Elvira e, conduzido para Valência juntamente com São Vicente, foi enviado para o exílio.

3.   Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, São Gaudêncio, considerado o primeiro bispo desta sede episcopal.

4.   Em Sergiópolis, na Pérsia, actualmente no Iraque, a paixão de Santo Anastásio, monge e mártir, que, depois dos numerosos tormentos que tinha padecido em Cesareia da Palestina, foi torturado com muitos suplícios por Cósroas, rei dos Persas e, finalmente, depois de presenciar a morte de setenta companheiros, foi estrangulado junto ao rio Eufrates e decapitado.

5*.   No mosteiro de Romans, junto ao rio Isère, nos Alpes, actualmente na França, o sepultamento de São Bernardo, bispo de Vienne, que, tendo passado da milícia de Carlos Magno para a milícia de Cristo, distribuiu pelos pobres a fortuna herdada do seu pai e construiu dois cenóbios, o de Ambournay e o de Romans, onde terminou a sua vida.

6*.   Em Sora, no Lácio, região da Itália, São Domingos, abade, que fundou mosteiros em várias regiões da Itália e reconduziu outros à observância regular com o seu espírito de reformador.

7*.   Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Maria Mancíni, que, depois de enviuvar duas vezes e ter perdido todos os filhos, por conselho de Santa Catarina de Sena seguiu a vida comunitária no mosteiro de São Domingos, ao qual presidiu durante dez anos.

8*.   Em Como, na Lombardia, também na Itália, o Beato António della Chiesa, presbítero da Ordem dos Pregadores, que reformou a vida regular em alguns conventos, acompanhando a fragilidade humana com indulgência e corrigindo-a com firmeza.

9*.   Em Londres, na Inglaterra, o Beato Guilherme Patenson, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, foi condenado à morte por causa do seu sacerdócio; no cárcere ainda reconciliou com a Igreja seis dos seus companheiros de prisão; finalmente, decapitado na praça de Tyburn, consumou o glorioso martírio.

10.   Em Tonquim, no actual Vietnam, os santos Francisco Gil de Frederich e Mateus Afonso de Leziniana, presbíteros da Ordem dos Pregadores e mártires, que no reinado de Trinh Doanh, depois de persistente pregação do Evangelho, continuada no cárcere, morreram gloriosamente por Cristo ao fio da espada.

11.   Em Roma, São Vicente Pallótti, presbítero, fundador da Sociedade do Apostolado Católico, que com as suas obras e escritos incitou a vocação de todos os baptizados em Cristo para trabalhar generosamente pela Igreja.

12*.   Em Bordéus, na França, o Beato Guilherme José Chaminade, presbítero, que exerceu com audácia o seu zelo pastoral clandestinamente durante muito tempo e, procurando congregar os fiéis leigos para promover o culto da Virgem Santa Maria e as missões exteriores, fundou o Instituto das Filhas de Maria Imaculada e a Sociedade de Maria.

13*.   Em Junin de los Andes, na Argentina, a Beata Laura Vicunha, virgem, natural da cidade de Santiago do Chile e aluna do Instituto de Maria Auxiliadora, que aos treze anos ofereceu a Deus a sua vida pela conversão da sua mãe.

14*.   Em Castelletto del Garda, localidade do Véneto, região da Itália, o Beato José Nascimbéni, presbítero, fundador do Instituto das Pequenas Irmãs da Sagrada Família.

15*.   Em Viena, na Áustria, o Beato Ladislau Batthyány-Strattmann, pai de família, que, dando testemunho do Evangelho, tanto na vida familiar como na sociedade civil, pela santidade da sua vida e das suas obras, honrou como cristão o nome e dignidade de médico e com grande caridade se dedicou à assistência dos enfermos, para os quais fundou hospitais, onde recebia, sem atitude alguma de vanglória, apenas pobres e indigentes.