Liturgia diária

Agenda litúrgica

2018-06-10

DOMINGO X DO TEMPO COMUM

Verde – Ofício do domingo (Semana II do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. dominical.

L 1 Gen 3, 9-15; Sal 129 (130), 1-2. 3-4ab. 4c-6. 7-8
L 2 2 Cor 4, 13 – 5, 1
Ev Mc 3, 20-35

* Proibidas as Missas de defuntos, excepto a exequial.
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 26, 1-2
O Senhor é minha luz e salvação:
a quem temerei?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo?


ORAÇÃO COLECTA
Deus, fonte de todo o bem,
ensinai-nos com a vossa inspiração a pensar o que é recto
e ajudai-nos com a vossa providência a pô-lo em prática.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos pares) 1 Reis 18, 20-39
«Este povo reconheça que Vós, Senhor, sois o verdadeiro Deus
e que converteis os seus corações»

O rei de Israel, levado pela rainha, estrangeira e pagã, tinha favorecido o culto do falso deus e dos seus profetas. Elias, por ocasião da oferta de um sacrifício solene, propôs a esses profetas e a quem os seguia uma experiência, da qual resultou claramente a manifestação do Deus verdadeiro. Aqui, uma vez mais, se revela o zelo de Elias por Deus, o Deus de Israel, o único que é Deus e Senhor.

Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias, o rei Acab convocou todos os filhos de Israel e reuniu os profetas no monte Carmelo. Então Elias dirigiu-se a todo o povo e disse: «Até quando oscilareis para os dois lados? Se o Senhor é o Deus verdadeiro, segui o Senhor; se é Baal, segui Baal». O povo nada lhe respondeu. Elias continuou: «Eu sou o único que fiquei dos profetas do Senhor e os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta. Dêem-nos dois bezerros. Eles escolham um, partam-no em pedaços e coloquem-no sobre a lenha, sem acenderem o fogo. Eu prepararei o outro bezerro e colocá-lo-ei sobre a lenha, sem acender o fogo. Depois invocareis o nome do vosso deus e eu invocarei o nome do Senhor. Aquele que responder com o fogo, esse é o verdadeiro Deus». Todo o povo respondeu: «Está bem». Disse então Elias aos profetas de Baal: «Escolhei um dos bezerros e preparai-o primeiro, porque sois mais numerosos. Invocai o nome do vosso deus, mas não acendais fogo». Eles tomaram o bezerro e prepararam-no; depois invocaram o nome de Baal, desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: «Baal, responde-nos». Mas nenhuma voz, nenhuma resposta se ouvia. Entretanto, eles dançavam dobrando o joelho diante do altar que tinham feito. Ao meio-dia, Elias começou a troçar deles, dizendo: «Gritai mais alto, porque, sendo um deus, pode estar ocupado, em negócios ou em viagem; talvez esteja a dormir, mas acordará». Eles gritavam com mais força e feriam-se com espadas e lanças, segundo o seu costume, até escorrer sangue. Passado o meio-dia, continuaram a profetizar furiosamente até à hora do sacrifício da tarde. Mas nenhuma voz se ouvia, nenhuma resposta, nenhum sinal. Disse então Elias a todo o povo: «Aproximai-vos de mim». E todo o povo se aproximou dele. Elias reparou o altar do Senhor, que tinham demolido. Tomou doze pedras, segundo o número das tribos dos filhos de Jacob, a quem o Senhor dissera: «O teu nome será Israel». Construiu com essas pedras outro altar ao nome do Senhor e fez em volta do altar uma vala que podia levar duas medidas de semente. Depois preparou a lenha, partiu o bezerro em pedaços, colocou-o em cima da lenha e disse: «Enchei quatro bilhas de água e deitai-a sobre a vítima e sobre a lenha». Feito isto, ordenou: «Uma vez mais». E eles assim fizeram pela segunda vez. Depois disse: «Outra vez ainda». E eles assim fizeram pela terceira vez. A água correu em volta do altar e até a vala ficou cheia de água. À hora do sacrifício da tarde, o profeta Elias aproximou-se e disse: «Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, mostrai hoje que Vós sois o Deus de Israel, que eu sou o vosso servo e que por vossa ordem realizei tudo isto. Respondei-me, Senhor, respondei-me, para que este povo reconheça que Vós, Senhor, sois o verdadeiro Deus e que converteis os seus corações». Desceu então o fogo do Senhor e devorou a vítima, a lenha, as pedras, a terra, e secou até a água que estava na vala. Ao ver isto, todo o povo se prostrou com a face em terra e, cheia de temor, exclamou: «O Senhor é o verdadeiro Deus! O Senhor é o verdadeiro Deus!».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 15 (16), 1-2a.4.5 e 8.11(R. 1)
Refrão: Defendei-me, Senhor: Vós sois o meu refúgio.
Repete-se
Ou: Guardai-me, Senhor: esperei em Vós. Repete-se

Defendei-me, Senhor;
Vós sois o meu refúgio.
Digo ao Senhor:
Vós sois o meu Deus. Refrão

Os que seguem deuses estranhos
redobram as suas penas.
Não serei eu a fazer-lhes libações de sangue,
nem a invocar seus nomes com os meus lábios. Refrão

Senhor, porção da minha herança,
está nas vossas mãos o meu destino.
O Senhor está sempre na minha presença,
com Ele a meu lado não vacilarei. Refrão

Dar-me-eis a conhecer os caminhos da vida,
alegria plena em vossa presença,
delícias eternas à vossa direita. Refrão


ALELUIA Salmo 24 (25) 4b.5a
Refrão: Aleluia Repete-se

Ensinai-me, Senhor, os vossos caminhos,
guiai-me na vossa verdade. Refrão


EVANGELHO Mt 5, 17-19
«Não vim revogar, mas completar»

Em nossa limitação humana, temos dificuldade em abarcar, num simples olhar, o sentido da história, e, por isso, definimos quase tudo por meio de oposições. É-nos mais natural dividir do que juntar. Por isso, contrapomos frequentemente o Antigo e o Novo Testamento, como se se tratasse de coisas e tempos opostos. Mas, a verdade é que toda a história é uma grande unidade, cujo mistério Deus tem em sua mão. Foi assim que Jesus não veio revogar o Antigo Testamento; veio, ao contrário, realizar o que o Testamento Antigo anunciava. De um ao outro, é a mesma aliança que continua, para encontrar a plenitude na Morte e Ressurreição do Senhor.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não penseis que vim revogar a Lei ou os Profetas; não vim revogar, mas completar. Em verdade vos digo: Antes que passem o céu e a terra, não passará da Lei a mais pequena letra ou o mais pequeno sinal, sem que tudo se cumpra. Portanto, se alguém transgredir um só destes mandamentos, por mais pequenos que sejam, e ensinar assim aos homens, será o menor no reino dos Céus. Mas aquele que os praticar e ensinar será grande no reino dos Céus».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Olhai com bondade, Senhor,
para os dons que apresentamos ao vosso altar
e fazei que esta oblação Vos seja agradável
e aumente em nós a caridade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 17, 3
Sois o meu protector e o meu refúgio, Senhor;
sois o meu libertador; meu Deus, em Vós confio.

Ou 1 Jo 4, 16
Deus é amor.
Quem permanece no amor permanece em Deus
e Deus permanece nele.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Nós Vos pedimos, Senhor,
que a acção santificadora deste sacramento
nos liberte das más inclinações
e nos conduza a uma vida santa.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

Santo Anjo da Guarda de Portugal

 

 

Martirológio

Memória do santo Anjo da Guarda de Portugal, cujo culto era tradicional desde tempos remotos; foi oficializada pelo papa Leão X em 1504, passando a ser celebrada com a maior solenidade em todas as cidades e vilas portuguesas; mas ganhou novo incremento quando se divulgou a tríplice aparição do Anjo de Portugal aos três pastorinhos de Fátima e Pio XII aprovou a inclusão desta memória no calendário litúrgico português.

 

2.   Em Auxerre, na Gália Lionense, actualmente na França, São Censúrio, bispo.

3*.   Em Paris, na Nêustria, actualmente também na França, São Landerico, bispo, que, segundo consta, vendeu as alfaias sagradas para socorrer os pobres em tempo de fome e edificou um hospital junto da igreja catedral.

4*.   Em Rochester, na Inglaterra, Santo Itamar, bispo, que foi o primeiro natural da região de Cantuária a ser chamado para a ordem episcopal e resplandeceu pela sua erudição e santidade de vida.

5*.   Em Dobrow, na Polónia, São Bogumilo, bispo de Gniezno, que, renunciando à sede episcopal, ali seguiu a vida eremítica em suprema austeridade.

6*.   Em Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Diana de Andaló, virgem, que, superando todas as oposições da família, na presença do próprio São Domingos fez o voto de vida claustral e ingressou no mosteiro de Santa Inês por ela fundado.

7*.   Em Treviso, cidade do Véneto, região da Itália, o Beato Henrique de Bolzano, que, sendo carpinteiro e inculto, dava tudo aos pobres e, apesar da sua deficiência física, partilhava com os outros mendigos a precária esmola que ele mendigava.

8*.   Em Budapest, na Hungria, o passamento do Beato João Domínici, bispo de Dubrovnik, que, depois da peste negra, restaurou a observância regular nos conventos da Ordem dos Pregadores na Itália e, enviado para a Boémia e Hungria a fim de impugnar a pregação de João Hus, morreu nesta cidade.

9*.   Em Londres, na Inglaterra, os beatos mártires Tomás Green, presbítero, e Gualter Pierson, monge da Cartuxa desta cidade, que, por se oporem ao rei Henrique VIII na sua pretensão de assumir a suprema jurisdição sobre os direitos eclesiásticos, foram metidos num sórdido cárcere, onde, consumidos pela fome e a doença, encontraram a morte gloriosa.

10*.   Em Moerzeke-lez-Termonde, perto de Gand, na Bélgica, o Beato Eduardo Poppe, presbítero, que, apesar das adversidades do seu tempo, com os seus escritos e a sua pregação promoveu na Flandres a formação cristã e o culto da Eucaristia.

11♦.   Em Ratisbona, na Alemanha, o Beato Eustáquio Kugler, religioso da Ordem Hospitaleira de São João de Deus.