Liturgia diária

Agenda litúrgica

SEXTA-FEIRA da semana XXXIV

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Ap 20, 1-4. 11 – 21, 2; Sal 83 (84), 3. 4. 5-6a e 8
Ev Lc 21, 29-33

* Na Diocese de Beja – Aniversário da tomada de posse de D. José João dos Santos Marcos.
* Na Congregação da Missão e na Companhia das Filhas da Caridade – Manifestação de Nossa Senhora da Medalha Milagrosa – FESTA

 

 

Missa

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 84, 9
O Senhor fala de paz ao seu povo e aos seus fiéis
e a todos os que a Ele se convertem de coração sincero.


ORAÇÃO COLECTA
Despertai, Senhor, a vontade dos vossos fiéis,
para que, correspondendo mais generosamente
à acção da graça divina,
recebamos maiores auxílios da vossa bondade.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos pares) Ap 20, 1-4.11 – 21, 2
«Cada um foi julgado segundo as suas obras.
Vi a nova Jerusalém, que descia do Céu»

Depois da vitória de Deus sobre o espírito do mal, vem o julgamento dos habitantes da terra. Os mártires, que venceram os ídolos, triunfam com Cristo. Passou este mundo; aparecem os novos céus e a nova terra e a Jerusalém nova, na alegria do mundo regenerado, vivendo para sempre na comunhão da aliança eterna com Deus.
Leitura do Livro do Apocalipse
Eu, João, vi descer do Céu um Anjo, que tinha na mão a chave do abismo e uma grande cadeia. Agarrou o Dragão, a antiga Serpente, que é o Diabo e Satanás, e acorrentou-o pelo espaço de mil anos. Precipitou-o no abismo, que fechou e selou, para que não seduzisse mais as nações, até se completarem os mil anos. Depois disto, tem de ser posto em liberdade por pouco tempo. Vi então uns tronos, sobre os quais estavam sentados aqueles a quem foi dado o poder de julgar. Vi também as almas dos que tinham sido decapitados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, assim como aqueles que não se tinham prostrado diante do Monstro e da sua imagem, nem tinham recebido o seu sinal na fronte ou na mão. Eles voltaram à vida e reinaram com Cristo durante mil anos. Vi depois um grande trono branco e Aquele que estava nele sentado. Da sua presença fugiram a terra e o céu, sem deixarem vestígios. Vi também os mortos, grandes e pequenos, de pé diante do trono. E abriram-se os livros. Abriu-se também um livro, que era o livro da vida. Os mortos foram julgados segundo as suas obras, conforme o que estava escrito nos livros. O mar restituiu os mortos que nele estavam, a morte e a sua morada devolveram os mortos que tinham; e cada um foi julgado segundo as suas obras. A morte e a sua morada foram lançadas no lago de fogo. Esta é a segunda morte: o lago de fogo. E quem não estava escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo. Vi então um novo céu e uma nova terra, porque o primeiro céu e a primeira terra tinham desaparecido e o mar já não existia. E vi a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do Céu, da presença de Deus, bela como noiva adornada para o seu esposo.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 83 (84), 3.4.5-6a e 8 (Ap 21, 3b)
Refrão: Eis a morada de Deus com os homens! Repete-se

A minha alma suspira ansiosamente
pelos átrios do Senhor.
O meu ser e a minha carne
exultam no Deus vivo. Refrão

Até as aves do céu encontram abrigo
e as andorinhas um ninho para os seus filhos,
junto dos vossos altares, Senhor dos Exércitos,
meu Rei e meu Deus. Refrão

Felizes os que moram em vossa casa:
podem louvar-Vos continuamente.
Felizes os que em Vós encontram a sua força,
os que caminham para ver a Deus em Sião. Refrão


ALELUIA Lc 21, 28
Refrão: Aleluia. Repete-se
Erguei-vos e levantai a cabeça,
porque a vossa libertação está próxima. Refrão


EVANGELHO Lc 21, 29-33
«Quando virdes acontecer estas coisas,
sabei que está próximo o reino de Deus»

A hora da ruína de Jerusalém será, ao mesmo tempo, a hora do começo do desenvolvimento do reino de Deus. Os sinais de destruição não podem, por isso, ser vistos só no seu aspecto de calamidade. Deus é Senhor da história, Ele humilha e exalta, Ele leva às portas da morte e de lá liberta. Este Céu e esta Terra de agora poderão passar e hão-de passar, mas o reino de Deus será o novo Céu e a nova Terra, que não passarão jamais.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos a seguinte parábola: «Olhai a figueira e as outras árvores: Quando vedes que já têm rebentos, sabeis que o Verão está próximo. Assim também, quando virdes acontecer estas coisas, sabei que está próximo o reino de Deus. Em verdade vos digo: Não passará esta geração sem que tudo aconteça. Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras não passarão».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Recebei, Senhor, estes dons sagrados
que nos mandastes oferecer em honra do vosso nome
e fazei que, obedecendo sempre aos vossos mandamentos,
nos tornemos também nós
uma oblação agradável aos vossos olhos.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 116, 1-2
Louvai o Senhor, povos de toda a terra,
porque é eterna a sua misericórdia.

Ou Mt 28, 20
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos, diz o Senhor.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus todo-poderoso e eterno,
não permitais que se separem de Vós
aqueles a quem destes a graça
de participar neste divino sacramento.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio Romano

1.   Junto ao rio Cea, na Galécia, hoje na Espanha, os santos Facundo e Primitivo, mártires.

(† s. IV)

2.   Em Grumento, na Lucânia, hoje na Basilicata, região da Itália, São Lavério, mártir.

(† s. IV)

3.   Em Aquileia, na Venécia, agora no Friúli, também região da Itália, São Valeriano, bispo, que defendeu a verdadeira fé no antigo Ilírico contra os arianos e reuniu clérigos e leigos para viverem em comunidade.

(† 388)

4.   Na antiga Pérsia, São Tiago, denominado Interciso, mártir, que, no tempo do imperador Teodósio o Jovem, renegou a Cristo para se conciliar com o rei Isdegardes, mas energicamente repreendido por sua mãe e sua esposa, arrependeu-se e declarou intrepidamente a sua fé cristã perante Varame, filho e sucessor de Isdegardes, que, irado, ditou contra ele a sentença de morte, mandando que fosse cortado membro a membro e decapitado.

(† c. 420)

5.   Em Riez, na Provença, actualmente na França, São Máximo, que foi abade do mosteiro de Lérins, sucedendo a Santo Honorato, o fundador deste cenóbio, e depois foi bispo de Riez.

(† d. 455)

6*.   No território de Blois, na Gália, também na actual França, Santo Eusício, solitário, que construiu uma pequena cela no sopé do monte Cher.

(† 542)

7*.   Em Carpentras, na Provença, também na actual França, São Sifrido, bispo.

(† s. VI)

8*.   Em Noyon, cidade da Gália, igualmente na hodierna França, Santo Acário, bispo, que, sendo monge em Luxeuil e eleito para a Igreja de Noyon e de Tournai, se dedicou ardorosamente à evangelização das regiões setentrionais.

(† 640)

9*.   Em Mogúncia, na Renânia da Austrásia, na actual Alemanha, Santa Bililde, virgem, que fundou um cenóbio no qual morreu santamente.

(† s. VIII in.)

10*.   Na Escócia, São Fergusto, bispo, que, segundo a tradição, exerceu o ministério entre os Pictos.

(† a. 721)

11.   Em Salzburgo, na Baviera, na hodierna Áustria, São Virgílio, bispo, homem de grande cultura, nascido na Irlanda, que, apoiado pelo rei Pepino, foi nomeado para dirigir a Igreja de Salzburgo, onde construiu a igreja catedral em honra de São Ruperto e se dedicou com sucesso à propagação da fé entre os habitantes da Caríntia.

(† 784)

12*.   Em Beauvoir-sur-Mer, localidade do litoral da França, no território de Nantes, na Bretanha Menor, São Gulstano, monge, que, ainda jovem, tendo-se evadido das mãos dos piratas, foi acolhido por São Félix, então eremita; tornou-se célebre no mosteiro de Rhuys, porque, embora analfabeto, recitava de cor o saltério e prestava assistência aos navegantes.

(† c. 1040)

13*.   Em L’Áquila, na região dos Vestinos, hoje nos Abruzos, região da Itália, o Beato Bernardino de Fossa (João Amíci), presbítero da Ordem dos Menores, que propagou a fé católica em muitas regiões da Itália.

(† 1503)

14*.   Em Nagasáki, no Japão, os beatos Tomás Koteda Kiuni e dez companheiros[1], mártires, que, por ordem do governador Gonzuku, foram degolados em ódio à fé cristã.

 


[1]  São estes os seus nomes: Bartolomeu Seki, António Kimura, João Iwanaga, Aleixo Nakamura, Leão Nakanishi, Miguel Takeshita, Matias Kozasa, Romão Matsuoka Miota, Matias Nakano Miota e João Motoyama.

 

(† 1619)

15*.   No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Bronislau Kostowski, mártir, que, deportado durante a ocupação militar da Polónia na segunda Grande Guerra, cruelmente torturado no cárcere alcançou a palma do martírio.

(† 1942)