Santos

S. BARNABÉ, Apóstolo

 

Nota Histórica

Era natural da ilha de Chipre e foi um dos primeiros fiéis de Jerusalém. Pregou o Evangelho em Antioquia e acompanhou S. Paulo na sua primeira viagem apostólica. Interveio no Concílio de Jerusalém. Voltou à sua pátria, onde pregou o Evangelho; e aí morreu.

 

Missa

ANTÍFONA DE ENTRADA cf. Actos 11, 24
O bem-aventurado São Barnabé,
homem bom, cheio de fé e do Espírito Santo,
mereceu ser contado entre os Apóstolos.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que mandastes escolher São Barnabé,
homem cheio de fé e do Espírito Santo,
para levar aos pagãos a mensagem da salvação,
fazei que o Evangelho de Cristo,
de que ele foi apóstolo corajoso,
continue a ser anunciado fielmente em palavras e obras.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 11, 21b-26; 13, 1-3
«Era um homem bom
e cheio do Espírito Santo e de fé»

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias,
foi grande o número dos que abraçaram a fé
e se converteram ao Senhor.
A notícia chegou aos ouvidos da Igreja de Jerusalém
e mandaram Barnabé a Antioquia.
Quando este chegou e viu a acção da graça de Deus,
encheu-se de alegria e exortou a todos
a que se conservassem fiéis ao Senhor, de coração sincero;
era realmente um homem bom
e cheio do Espírito Santo e de fé.
Assim uma grande multidão aderiu ao Senhor.
Então Barnabé foi a Tarso procurar Saulo
e, tendo-o encontrado, trouxe-o para Antioquia.
Passaram juntos nesta Igreja um ano inteiro
e ensinaram muita gente.
Foi em Antioquia que, pela primeira vez,
se deu aos discípulos o nome de «cristãos».
Na Igreja de Antioquia havia profetas e doutores:
Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene,
Manaen, irmão colaço do tetrarca Herodes
e Saulo.

Estando eles a celebrar o culto e a jejuar,
disse-lhes o Espírito Santo:
«Separai Barnabé e Saulo
para o trabalho a que os chamei».
Então, depois de terem jejuado e orado,
impuseram-lhes as mãos e deixaram-nos partir.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 97 (98), 1.2-3ab.3c-4.5-6 (R. cf. 2b)
Refrão: O Senhor manifestou a salvação a todos os povos.

Cantai ao Senhor um cântico novo
pelas maravilhas que Ele operou.
A sua mão e o seu santo braço
Lhe deram a vitória.

O Senhor deu a conhecer a salvação,
revelou aos olhos das nações a sua justiça.
Recordou-Se da sua bondade e fidelidade
em favor da casa de Israel.

Os confins da terra puderam ver
a salvação do nosso Deus.
Aclamai o Senhor, terra inteira,
exultai de alegria e cantai.

Cantai ao Senhor ao som da cítara,
ao som da cítara e da lira;
ao som da tuba e da trombeta,
aclamai o Senhor, nosso Rei.

ALELUIA Mt 28, 19a.20b
Refrão: Aleluia. Repete-se
Ide e ensinai todos os povos, diz o Senhor:
Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos. Refrão


EVANGELHO Mt 10, 7-13
«Recebestes de graça; dai de graça»

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus Apóstolos:
«Ide e proclamai que está próximo o reino dos Céus.
Curai os enfermos, ressuscitai os mortos,
sarai os leprosos, expulsai os demónios.
Recebestes de graça; dai de graça.
Não adquirais ouro, prata ou cobre,
para guardardes nas vossas bolsas;
nem alforge para o caminho,
nem duas túnicas, nem sandálias, nem cajado;
porque o trabalhador merece o seu sustento.
Quando entrardes em alguma cidade ou aldeia,
procurai saber de alguém que seja digno
e ficai em sua casa até partirdes daquele lugar.
Ao entrardes na casa, saudai-a,
e se for digna, desça a vossa paz sobre ela;
mas se não for digna, volte para vós a vossa paz».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Santificai, Senhor, com a vossa bênção estes dons
e acendei em nós o fogo do vosso amor
que levou São Barnabé a anunciar aos pagãos
a luz do Evangelho.
Por Nosso Senhor.


Prefácio dos Apóstolos I ou II


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 15, 15
Já não vos chamo servos mas amigos, diz o Senhor,
porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi de meu Pai.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nesta memória gloriosa de São Barnabé,
nos destes o penhor da vida eterna,
concedei-nos a graça
de entrarmos um dia na plenitude do mistério
que hoje celebramos neste sacramento.
Por Nosso Senhor.

 

Liturgia das Horas

Dos Tratados de São Cromácio, bispo,
sobre o Evangelho de São Mateus

(Tract. 5, 1.3-4: CCL 9, 405-407) (Sec. IV)

Vós sois a luz do mundo

Vós sois a luz do mundo. Não se pode ocultar uma cidade situada sobre um monte; nem se acende uma lâmpada para a colocar debaixo do alqueire, mas sobre o candelabro, e assim brilhe para todos os que estão em casa. O Senhor chamou aos seus discípulos sal da terra, porque eles deviam condimentar, por meio da sabedoria celeste, os corações dos homens que o demónio tornara insensatos. E também lhes chama luz do mundo, porque, iluminados por Ele, que é a luz verdadeira e eterna, se tornaram também eles uma luz que brilha nas trevas.
O Senhor é o Sol de justiça; é com toda a razão, portanto, que chama aos seus discípulos luz do mundo, porque é por meio deles que irradia sobre o mundo inteiro a luz da sua própria ciência; com efeito, eles afugentaram do coração dos homens as trevas do erro, manifestando a luz da verdade.
Iluminados por eles, também nós passámos das trevas à luz, como diz o Apóstolo: Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; vivei como filhos da luz. E noutro passo: Não sois filhos da noite nem das trevas, mas sois filhos da luz e filhos do dia.
Com razão diz também São João numa sua Epístola: Deus é luz; e quem permanece em Deus está na luz, como também Ele próprio está na luz. Portanto, uma vez que temos a felicidade de estar libertos das trevas do erro, devemos andar sempre na luz, como filhos da luz que somos. Por isso diz o Apóstolo: Vós brilhais entre eles como estrelas no mundo, ostentando a palavra da vida.
Se assim não fizermos, ocultaremos e obscureceremos com o véu da nossa infidelidade, para prejuízo tanto nosso como dos outros, uma luz tão útil e necessária. Eis a razão porque incorreu em castigo aquele servo que, recebendo o talento para o fazer dar juros no Céu, preferiu escondê-lo a colocá-lo no banco.
Por conseguinte, aquela lâmpada resplandecente, que foi acesa para nossa salvação, deve brilhar sempre em nós. Temos a lâmpada dos mandamentos de Deus e da graça espiritual, da qual afirmou David: O vosso mandamento é farol para os meus passos e luz para os meus caminhos. E dela disse também Salomão: O preceito da lei é uma lâmpada.
Por isso é nosso dever não ocultar esta lâmpada da lei e da fé, mas colocá-la sempre no candelabro da Igreja para salvação de todos, a fim de gozarmos nós da luz da própria verdade e de serem iluminados todos os crentes.