Santos

S. JOSÉ DE CALASANZ, presbítero

 

Nota Histórica

Nasceu em Aragão (Espanha) no ano 1557 e recebeu uma excelente formação cultural. Foi ordenado sacerdote e, depois de ter exercido o ministério na sua pátria, partiu para Roma, onde se dedicou à educação das crianças pobres e fundou uma Congregação (Escolas Pias) cujos membros (Escolápios) deviam dedicar se a esta nobre missão. Teve de sofrer duras provações e foi nomeadamente vítima de invejas e calúnias. Morreu em Roma no ano 1648.

 

Missa

ORAÇÃO
Senhor, que dotastes o presbítero São José de Calasanz de grande paciência e caridade para consagrar toda a sua vida à formação humana e cristã da juventude, concedei nos que, venerando nele um mestre de sabedoria, imitemos o seu exemplo ao serviço da verdade. Por Nosso Senhor.

 

Liturgia das Horas

Dos Escritos de São José de Calasanz, presbítero

(Memoriale al Card. M. A. Tonti, 1621: Ephem. Calas. 36, 9-10, Roma 1967, pp. 473-474; Epistolario di S. Giuseppe Calasanzio, 9 vol., ed. Calas., Romae 1951-1956, passim)
Sec. XVII)

Procuremos unir-nos a Cristo e só a Ele servir

Ninguém ignora a grande dignidade e mérito que tem o santo ministério de educar as crianças, principalmente as pobres, ajudando as a alcançar a vida eterna. Quem se dedica à sua educação, especialmente na piedade e na doutrina cristã, trabalha ao mesmo tempo pela sua saúde corporal e espiritual, e desempenha, de certo modo, em relação às crianças, uma função muito semelhante à dos seus Anjos da Guarda.
A escola cristã é além disso um meio excelente, não só para preservar do mal os adolescentes, mas sobretudo para os orientar e atrair ao bem, seja qual for a sua condição familiar ou social. A experiência demonstra que a influência do educador sobre os jovens pode transformar totalmente a sua vida. Como os rebentos ainda tenros das plantas, os adolescentes facilmente se deixam orientar pelo educador; mas será muito difícil, e por vezes impossível, corrigi los ou reeducá los depois que se endureceram em perigosas deformações.
Uma cuidadosa educação das crianças, principalmente das pobres, não só contribui para promover a sua dignidade humana, mas é altamente apreciada por todos os membros da sociedade humana e cristã: pelos pais, que muito se alegram por verem os seus filhos conduzidos pelos caminhos do bem; pelos governantes, que obtêm súbditos exemplares e bons cidadãos; e principalmente pela Igreja, na qual eles se inserem de modo mais consciente e eficaz, nos seus diversos métodos de viver e agir, como amigos de Cristo e arautos do Evangelho.
Os que assumem esta missão educadora devem ser dotados de uma grande caridade, de paciência a toda a prova e principalmente de uma profunda humildade; de facto, se invocam o Senhor com toda a humildade, além da alegria de se sentirem escolhidos como idóneos cooperadores da verdade, receberão de Deus conforto e amparo no exercício desta nobilíssima tarefa e receberão d’Ele a recompensa celeste de que fala o livro sagrado: Os que ensinam às multidões os caminhos da justiça brilharão como estrelas no esplendor da eternidade.
Mais facilmente conseguirão tudo isto se se comprometerem numa vida consagrada plenamente a este santo serviço, procurando diligentemente unir se a Cristo e agradar só Àquele que disse: Tudo o que fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a Mim o fizestes.