Santos

S. SISTO II, papa, e seus COMPANHEIROS,mártires

 

Nota Histórica

Foi ordenado bispo de Roma no ano 257. No ano seguinte, quando celebrava a sagrada liturgia no cemitério de Calixto, foi preso pelos soldados, em virtude do edito do imperador Valeriano, e imediatamente executado, juntamente com quatro dos seus diáconos, no dia 6 de Agosto. Recebeu sepultura no mesmo cemitério.

 

Missa

ORAÇÃO
Senhor, que concedestes a São Sisto e seus companheiros a graça de dar a vida pela fidelidade à vossa palavra e pelo testemunho de Jesus Cristo, renovai nos pela acção do Espírito Santo, para que sejamos dóceis aos ensinamentos da fé e fortes na confissão do vosso nome. Por Nosso Senhor.

 

Liturgia das Horas

Das Cartas de São Cipriano, bispo e mártir

(Epist. 80: CSEL 3, 839-840) (Sec. III)

Sabemos que os soldados de Cristo não são destruídos
mas coroados

Irmão caríssimo: Não te pude escrever mais cedo, porque todos os clérigos, devido ao estado de perseguição em que nos encontramos, não podiam de modo algum sair daqui, e estavam todos dispostos, na generosidade do seu espírito, a partir para a glória divina e celeste. Comunico vos, no entanto, que já chegaram aqueles que eu tinha enviado a Roma com a intenção de se informarem bem acerca do rescrito que pesa sobre nós, pois constavam muitas coisas a esse propósito, mas eram apenas boatos e notícias incertas.
O que se passa é o seguinte: Valeriano, num rescrito ao Senado, ordenou que os bispos, os presbíteros e os diáconos sejam imediatamente executados; que os senadores, os homens ilustres e os cavaleiros romanos sejam privados da sua dignidade e dos seus bens, e se apesar disso continuarem a ser cristãos, sejam também condenados à pena capital; que as matronas sejam privadas dos seus bens e enviadas para o exílio; que todos os cesarianos que professaram ou professam a fé cristã, tenham os seus bens confiscados e sejam enviados como prisioneiros para as possessões cesarianas.
O imperador Valeriano acrescentou ainda ao seu rescrito uma cópia da carta que escreveu a nosso respeito aos governadores das províncias. Estamos à espera que chegue, de um dia para o outro, essa carta. Entretanto permanecemos dispostos, com a firmeza da nossa fé, a suportar o sofrimento, esperando alcançar a coroa da vida eterna com a ajuda e a misericórdia do Senhor. Deveis saber que Sisto foi martirizado num cemitério no dia seis de Agosto, e com ele quatro diáconos. Os prefeitos de Roma agravam de dia para dia esta perseguição, executando todos os que lhes são apresentados e confiscando os seus bens.
Peço vos que comuniqueis estas notícias a todos os nossos irmãos no episcopado, para que em toda a parte as nossas comunidades cristãs possam ser fortalecidas pela sua exortação e preparadas para o combate espiritual, a fim de que todos e cada um de nós pense mais na imortalidade do que na morte e se ofereça ao Senhor, com todas as energias da sua fé e da sua coragem, com mais alegria que temor pelo martírio que se avizinha, sabendo que os soldados de Deus e de Cristo não são destruídos mas coroados. Desejo, irmão caríssimo, que te encontres sempre bem.