Martirológio Romano

Nov 17, 2017

Memória de Santa Isabel da Hungria, que, sendo muito jovem, foi dada em casamento a Luís, landgrave da Turíngia, e teve três filhos; ao ficar viúva, depois de sofrer corajosamente muitas tribulações e sempre inclinada à meditação das realidades celestes, retirou-se, em Marburgo, cidade da Alemanha, num hospital que ela própria tinha fundado, onde abraçou a pobreza e se dedicou ao cuidado dos enfermos e dos pobres até ao último suspiro da sua vida, aos vinte e cinco anos.

 

(† 1231)

2.   Em Neocesareia, no Ponto, hoje Niksar, na Turquia, São Gregório, bispo, que abraçou a fé cristã ainda adolescente e foi progredindo nas ciências divinas e humanas; eleito bispo, resplandeceu pela sua doutrina, virtudes e trabalhos apostólicos e, pelos numerosos milagres que realizou, foi chamado “O Taumaturgo”.

(† c. 270)

3.   Em Cesareia da Palestina, os santos Alfeu e Zaqueu, mártires, que, no primeiro ano da perseguição do imperador Diocleciano, por confessarem firmemente a fé num só Deus e em Jesus Cristo Rei, depois de sofrerem muitos tormentos foram condenados à morte.

(† 303)

4.   Em Córdova, na Hispânia Bética, Santo Acisclo, mártir.

(† s. IV)

5.   Em Orleães, na Gália Lionense, actualmente na França, Santo Aniano, bispo, que, confiando só em Deus, cujo auxílio invocava sem cessar com orações e lágrimas, libertou a sua cidade, assediada pelos Hunos.

(† c. 453)

6.   Em Vienne, na Borgonha, também na actual França, São Namácio, bispo, que, além de desempenhar rectamente as suas funções civis, governou e honrou a sede episcopal.

(† 599)

7.   Em Tours, na Nêustria, hoje também na França, São Gregório, bispo, que sucedeu a Santo Eufrónio nesta sede e escreveu em linguagem fiel e simples uma história dos Francos.

(† 594)

8*.   Em Whitby, na Nortúmbria, território da actual Inglaterra, Santa Ilda, abadessa, que, depois de abraçar a fé e receber os sacramentos, quando foi nomeada para reger o mosteiro, de tal modo se dedicou à formação dos monges e das monjas na vida regular, à manutenção da paz e do espírito de caridade, ao trabalho e à leitura das divinas Escrituras, que parecia realizar na terra tarefas celestes.

(† 680)

9*.   Em Remosch, na Récia, na hodierna Suíça, São Florino, presbítero, fielmente dedicado ao ministério paroquial.

(† c. 856)

10.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, São Lázaro, monge, nascido na Arménia, insigne pintor de imagens sagradas, que, ao negar-se a destruir as suas obras, foi atormentado com cruéis suplícios por ordem do imperador iconoclasta Teófilo e, depois de se apaziguarem as controvérsias sobre o devido culto das imagens, foi enviado pelo imperador Miguel III a Roma para consolidar a concórdia e unidade de toda a Igreja.

(† c. 867)

11*.   Em Novara, na Sicília, região da Itália, Santo Hugo, abade, que, enviado por São Bernardo de Claraval, estabeleceu a Ordem Cisterciense nesta região e na Calábria.

(† s. XII)

12.   Em Lincoln, na Inglaterra, Santo Hugo, bispo, que era monge cartuxo quando foi chamado para esta sede episcopal, onde realizou um trabalho excelente, tanto na defesa das liberdades da Igreja como em libertar os judeus das mãos dos inimigos.

(† 1200)

13*.   Em Cracóvia, na Polónia, a Beata Salomé, rainha de Halicz, antigo reino da Europa oriental, que, falecido o esposo, o rei Columbano, professou a Regra das Clarissas e desempenhou santamente o cargo de abadessa num mosteiro por ela fundado.

(† 1268)

14.   Em Helfta, perto de Eisleben, na Saxónia, o dia natal de Santa Gertrudes, virgem, cuja memória se celebra no dia anterior.

(† c. 1302)

15♦.   Em Yatsushiro, no Japão, o Beato Leão Saisho Shichiemon, mártir.

(† 1608)

16.   Em Assunção, no Paraguai, São João del Castillo, presbítero da Companhia de Jesus e mártir, que numa das «Reduções», fundada neste mesmo ano por São Roque González e confiado aos seus cuidados, foi submetido a cruéis suplícios por instigação de um feiticeiro e finalmente apedrejado, morrendo por Cristo.

(† 1628)

17.   Em Nagasáki, no Japão, os santos Jordão Ansalone (Jacinto Ansalone) e Tomás Rokuzayemon Nishi, presbíteros da Ordem dos Pregadores e mártires, que trabalharam incansavelmente pelo Evangelho: o primeiro nas ilhas Filipinas e depois no Japão; o segundo, na ilha Formosa e depois na região de Nagasáki. Ambos suportaram com ânimo inquebrantável, durante sete dias, os cruéis tormentos da forca e do lodaçal até à morte.

(† 1634)

18*.   Ao largo de Rochefort, na França, o Beato Lopo Sebastião Hunot, presbítero de Sens e mártir, que, durante a Revolução Francesa, por ser sacerdote, foi metido num velho barco ali ancorado, onde sofreu todas as tribulações do cativeiro e, consumido pelas febres, terminou o seu martírio.

(† 1794)

19*.   Em Barcelona, na Espanha, os beatos Eusébio Andrés (Eusébio Roldán Vielba), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que, durante a mesma perseguição, no combate da fé colheu o fruto da glória eterna.

(† 1936)

20*.   Em Capaivca, cidade do território de Kiev, na Ucrânia, o Beato Josafat Kocylovskyj, bispo de Przemysl e mártir, que, durante a opressão da sua pátria por um regime hostil a Deus, entregou a sua alma como discípulo fiel de Cristo.

(† 1947)