Liturgia diária

Agenda litúrgica

2020-08-04

TERÇA-FEIRA da semana XVIII

S. João Maria Vianney, presbítero – MO
Branco – Ofício da memória.
Missa da memória.

L 1 Jer 30, 1-2. 12-15. 18-22; Sal 101 (102), 16-18. 19-21. 29 e 22-23
Ev Mt 15, 1-2. 10-14 (recomendada para este ano)

* Na Ordem Franciscana – S. João Maria Vianney, presb. da III Ordem – MO

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 69, 2.6
Deus, vinde em meu auxílio,
Senhor, socorrei-me e salvai-me.
Sois o meu libertador e o meu refúgio: não tardeis, Senhor.


ORAÇÃO COLECTA
Mostrai, Senhor, a vossa imensa bondade
aos filhos que Vos imploram
e dignai-Vos renovar e conservar os dons da vossa graça
naqueles que se gloriam
de Vos ter por seu criador e sua providência.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos pares) Jer 30, 1-2.12-15.18-22
«Foi por causa dos teus grandes pecados que Eu te tratei assim.
Reconstruirei as tendas de Jacob»

Começa a ler-se hoje a parte do livro de Jeremias, chamada o “livro da consolação”. As duas partes de que se compõe esta leitura são impressionantemente contrastantes, Na primeira, o Senhor denuncia o pecado do povo; logo na segunda, promete-lhe o perdão e a restauração. Por aqui mais uma vez se nos revela que Deus não anda à espreita do homem para o apanhar em falta, mas, se lhe sai ao encontro, é para o salvar. E sai-nos ao encontro em cada momento, mesmo quando nos parece que é para nos acusar. Então apenas nos chama mais energicamente, porque então mais precisamos.

Leitura do Livro de Jeremias
Palavra que o Senhor dirigiu ao profeta Jeremias: Eis o que diz o Senhor, Deus de Israel: «Escreve num livro todas as palavras que Eu te disse. Assim fala o Senhor: É incurável a tua ferida, a tua chaga não tem remédio. Ninguém se interessa por ti, para defender a tua causa; para uma úlcera há remé¬dios, mas para ti não existe cura. Todos os teus amigos te esqueceram e nem perguntam por ti. Porque Eu te feri como fere um inimigo e o castigo foi severo, por causa das tuas grandes culpas, dos teus inúmeros pecados. Porque te queixas da tua ferida, do teu mal que não tem cura? Foi pelas tuas grandes culpas, pelos teus inúmeros pecados, que Eu te tratei assim». Assim fala o Senhor: «Restaurarei as tendas de Jacob e terei compaixão das suas moradas. A cidade será reconstruída sobre as suas ruínas e a fortaleza reedificada no seu verdadeiro lugar. Deles sairão hinos de louvor e brados de alegria. Multiplicá-los-ei e não mais serão reduzidos; exal¬tá-los-ei e não mais serão humilhados. Os seus filhos serão como outrora, a sua assembleia será estável diante de Mim e castigarei todos os seus opressores. De entre eles surgirá um chefe, do meio deles sairá um soberano. Chamá-lo-ei e ele virá à minha presença. Aliás, quem arriscaria a vida aproximando-se de Mim? – diz o Senhor – Mas vós sereis o meu povo e Eu serei o vosso Deus».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 101 (102), 16-18.19-21.29 e 22-23
(R. 17)
Refrão: Quando o Senhor restaurar Sião,
manifestará a sua glória. Repete-se

Os povos temerão, Senhor, o vosso nome,
todos os reis da terra a vossa glória.
Quando o Senhor reconstruir Sião
e manifestar a sua glória,
atenderá a súplica do infeliz
e não desprezará a sua oração. Refrão

Escreva-se tudo isto para as gerações futuras
e o povo que se há-de formar louvará o Senhor.
Debruçou-Se do alto da sua morada,
lá do Céu o Senhor olhou para a terra,
para ouvir os gemidos dos cativos,
para libertar os condenados à morte. Refrão

Os filhos dos vossos servos hão-de permanecer
e a sua descendência se perpetuará na vossa presença,
para ser proclamado em Sião o nome do Senhor
e em Jerusalém o seu louvor,
quando se reunirem todos os reinos
para servirem o Senhor. Refrão


ALELUIA Jo 1, 49b
Refrão: Aleluia Repete-se
Mestre, Vós sois o Filho de Deus,
Vós sois o Rei de Israel. Refrão
Em vez deste Evangelho, pode ler-se Mt 15, 1-2.10-14, como vem logo a seguir, especialmente no ano A, quando foi lido no dia anterior.


EVANGELHO Mt 14, 22-36
«Manda-me ir ter contigo sobre as águas»

Como novo Moisés, Jesus, depois da multiplicação do pão, sobe à montanha e aí fica em oração ao Pai, nesse diálogo íntimo e profundo, mais do que o de Moisés sobre o Horeb. Depois atravessa o lago sobre as águas e salva Pedro que nelas se afogava por falta de fé. Jesus mostra-Se assim, de novo, Senhor da natureza e das suas leis, para firmar a fé dos discípulos. O milagre não serve apenas para causar admiração, como o seu nome significa, mas para que esta admiração leve à fé e ao amor.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Depois de ter saciado a fome à multidão, Jesus obrigou os discípulos a subir para o barco e a esperá-l’O na outra margem, enquanto Ele despedia a multidão. Logo que a despediu, subiu a um monte, para orar a sós. Ao cair da tarde, estava ali sozinho. O barco ia já no meio do mar, açoitado pelas ondas, pois o vento era contrário. Na quarta vigília da noite, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre o mar. Os discípulos, vendo-O a caminhar sobre o mar, assustaram-se, pensando que fosse um fantasma. E gritaram cheios de medo. Mas logo Jesus lhes dirigiu a palavra, dizendo: «Tende confiança. Sou Eu. Não temais». Respondeu-Lhe Pedro: «Se és Tu, Senhor, manda-me ir ter contigo sobre as águas». «Vem!» – disse Jesus. Então, Pedro desceu do barco e caminhou sobre as águas, para ir ter com Jesus. Mas, sentindo a violência do vento e começando a afundar-se, gritou: «Salva-me, Senhor!». Jesus estendeu-lhe logo a mão e segurou-o. Depois disse-lhe: «Homem de pouca fé, porque duvidaste?». Logo que subiram para o barco, o vento amainou. Então, os que estavam no barco prostraram-se diante de Jesus e disseram-Lhe: «Tu és verdadeiramente o Filho de Deus». Depois fizeram a travessia e vieram para terra em Genesaré. Os homens do lugar reconheceram Jesus e mandaram avisar toda aquela região. Trouxeram-Lhe todos os doentes e pe¬diam que os deixasse tocar ao menos na orla do seu manto. E quantos lhe tocaram foram completamente curados.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Santificai, Senhor, estes dons
que Vos oferecemos como sacrifício espiritual,
e fazei de nós mesmos
uma oblação eterna para vossa glória.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Sab 16, 20
Saciastes o vosso povo com o pão dos Anjos,
destes-nos, Senhor, o pão do Céu.

Ou Jo 6, 35
Eu sou o pão da vida, diz o Senhor.
Quem vem a Mim nunca mais terá fome,
quem crê em Mim nunca mais terá sede.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Senhor, que nos renovais com o pão do Céu,
protegei-nos sempre com o vosso auxílio,
fortalecei-nos todos os dias da nossa vida
e tornai-nos dignos da redenção eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

S. JOÃO MARIA VIANNEY, presbítero

 

 

Martirológio

Memória de São João Maria Vianney, presbítero, que durante mais de quarenta anos exerceu de modo admirável o seu ministério na paróquia que lhe foi confiada na localidade de Ars, perto de Belley, na França, com a pregação assídua, a oração e o exemplo de penitência. Todos os dias explicava o catecismo aos mais pequenos e aos adultos, reconciliava os penitentes e com a sua ardente caridade, que hauria da sua fonte primordial, a Santíssima Eucaristia, resplandeceu de tal modo que difundiu os seus conselhos ao longe e ao largo e sapientemente conduziu muitos a Deus.

 

2.   Comemoração de Santo Aristarco de Tessalónica, que foi discípulo do Apóstolo São Paulo, fiel companheiro nas suas viagens e também seu companheiro de prisão em Roma.

3.   Em Roma, junto à Via Tiburtina, os santos Justino e Crescenciano, mártires.

4.   Em Társia, na Bitínia, actualmente na Turquia, Santo Eleutério, mártir.

5.   Na antiga Pérsia, Santa Ia, mártir no tempo do rei Sapor II.

6.   Em Tours, na Nêustria, na hodierna França, a comemoração de Santo Eufrónio, bispo, que tomou parte em vários concílios, reconstruiu muitas igrejas na cidade, fundou paróquias em todo o território e promoveu diligentemente a veneração à Santa Cruz.

7*.   Na floresta de Panaia, perto de Catanzaro, na Calábria, região da Itália, Santo Onofre, eremita, insigne pela sua vida de jejuns e austeridade.

8*.   Em Split, na Dalmácia, na actual Croácia, São Rainério, bispo e mártir, que, depois de ter sido monge, por defender os direitos da Igreja suportou numerosos tormentos na sede de Cágli e depois morreu apedrejado em Split.

9*.   Em Bolonha, na Emília-Romanha, região da Itália, a Beata Cecília, virgem, que recebeu o hábito monacal das mãos de São Domingos, de cuja vida e espiritualidade foi fidelíssima testemunha.

10*.   Em Londres, na Inglaterra, o Beato Guilherme Horne, mártir, monge na Cartuxa desta cidade, sempre fiel à observância da Regra, que suportou um longo cativeiro no reinado de Henrique VIII e, submetido finalmente ao suplício no patíbulo de Tyburn, partiu desta vida e tomou lugar à direita de Cristo.

11*.   Em Montréal, no Quebec, província do Canadá, o Beato Frederico Janssoone, presbítero da Ordem dos Frades Menores, que difundiu muito as peregrinações à Terra Santa para progredir na fé.

12*.   Em Madrid, na Espanha, o Beato Gonçalo Gonçalo, religioso da Ordem de São João de Deus e mártir, que, durante a perseguição contra a religião, confirmou com o seu sangue a sua fé em Cristo.

13.   Em Barcelona, também na Espanha, os beatos mártires José Batalla Parramon, presbítero, José Rabasa Bentanachs e Gil Rodício Rodício, religiosos da Sociedade Salesiana, que na mesma perseguição, vencendo o bom combate da fé, alcançaram a vida eterna.

14*.   No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Henrique Krzystofik, presbítero e mártir, que, durante a guerra, deportado da Polónia para um cárcere estrangeiro por causa da sua fé cristã, com numerosos suplícios consumou o seu martírio.