Liturgia diária

Agenda litúrgica

2020-04-06

SEGUNDA-FEIRA da Semana Santa

Roxo – Ofício próprio.
Missa própria, pf. II da Paixão.

L 1 Is 42, 1-7; Sal 26 (27), 1. 2. 3. 13-14
Ev Jo 12, 1-11

* Proibidas as Missas de defuntos, excepto a exequial.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 34, 1-2; 139, 8
Julgai, Senhor, os meus inimigos, combatei os que me fazem guerra. Tomai o escudo e a armadura e vinde em meu auxílio, Senhor, meu poderoso Salvador.


ORAÇÃO COLECTA
Olhai, Senhor, para a fragilidade da nossa natureza mortal e fortalecei a esperança dos vossos fiéis pelos méritos do vosso Filho Unigénito, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Is 42, 1-7
«Não gritará, nem fará ouvir a sua voz»
(Primeiro cântico do Servo do Senhor)

Esta leitura é o “Primeiro Cântico do Servo do Senhor”, o primeiro de uma série de quatro cânticos que serão lidos durante esta semana. Celebram eles os desígnios de Deus, realizados, primeiro, no seu povo de Israel e, finalmente, e de maneira definitiva, no Messias, Jesus, o Servo de Deus, o Salvador. Este primeiro cântico celebra a vocação do Servo de Deus, que é o enlevo do Pai, sobre quem repousa o Espírito de Deus, e Aquele que o Pai envia para ser a luz e a salvação dos homens, como logo canta o salmo.

Leitura do Livro de Isaías
«Eis o meu servo, a quem Eu protejo, o meu eleito, enlevo da minha alma. Sobre ele fiz repousar o meu espírito, para que leve a justiça às nações. Não gritará, nem levantará a voz, nem se fará ouvir nas praças; não quebrará a cana fendida, nem apagará a torcida que ainda fumega: mas proclamará fielmente a justiça. Não desfalecerá nem desistirá, enquanto não estabelecer a justiça na terra, a doutrina que as ilhas longínquas esperam». Assim fala o Senhor Deus, que criou e estendeu os céus, consolidou a terra e o que ela produz, dá vida ao povo que a habita e respiração aos que sobre ela caminham: «Fui Eu, o Senhor, que te chamei segundo a justiça; tomei-te pela mão, formei-te e fiz de ti a aliança do povo e a luz das nações, para abrires os olhos aos cegos, tirares do cárcere os prisioneiros e da prisão os que habitam nas trevas».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 26 (27), 1.2.3.13-14 (R. 1a)
Refrão: O Senhor é a minha luz e a minha salvação. Repete-se

O Senhor é minha luz e salvação:
a quem hei-de temer?
O Senhor é protector da minha vida:
de quem hei-de ter medo? Refrão

Quando os malvados me assaltaram
para devorar a minha carne,
foram eles, meus inimigos e adversários,
que vacilaram e caíram. Refrão

Se um exército me vier cercar,
o meu coração não temerá.
Se contra mim travarem batalha,
mesmo assim terei confiança. Refrão

Espero vir a contemplar a bondade do Senhor
na terra dos vivos.
Confia no Senhor, sê forte.
Tem coragem e confia no Senhor. Refrão

ACLAMAÇÃO ANTES DO EVANGELHO
Refrão: Louvor e glória a Vós, Jesus Cristo, Senhor.
Repete-se
Salve, Senhor, nosso Rei;
só Vós tivestes piedade dos nossos erros. Refrão

EVANGELHO Jo 12, 1-11
«Deixa-a em paz:
ela tinha guardado o perfume para o dia da minha sepultura»

A leitura situa-nos exactamente no dia de hoje, falando à maneira judaica: seis dias antes da Páscoa. O ambiente da casa dos três irmãos, amigos de Jesus, é todo de amizade, mas também de pressentimento da morte. No entanto, tudo respira imensa paz, a paz do Mistério Pascal. O gesto de Maria manifesta o amor pelo Mestre, que dá a vida pelos homens. Ao contrário, a interpretação de Judas é cheia de ódio mal disfarçado.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Seis dias antes da Páscoa, Jesus foi a Betânia, onde vivia Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos. Ofereceram-Lhe lá um jantar: Marta andava a servir e Lázaro era um dos que estavam à mesa com Jesus. Então Maria tomou uma libra de perfume de nardo puro, de alto preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-Lhos com os cabelos; e a casa encheu-se com o perfume do bálsamo. Disse então Judas Iscariotes, um dos discípulos, aquele que havia de entregar Jesus: «Porque não se vendeu este perfume por trezentos denários, para dar aos pobres?» Disse isto, não porque se importava com os pobres, mas porque era ladrão e, tendo a bolsa comum, tirava o que nela se lançava. Jesus respondeu-lhe: «Deixa-a em paz: ela tinha guardado o perfume para o dia da minha sepultura. Pobres, sempre os tereis convosco; mas a Mim, nem sempre Me tereis». Soube então grande número de judeus que Jesus Se encontrava ali e vieram, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Ele tinha ressuscitado dos mortos. Entretanto, os príncipes dos sacerdotes resolveram matar também Lázaro, porque muitos judeus, por causa dele, se afastavam e acreditavam em Jesus.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Olhai benignamente, Senhor, para os sagrados mistérios que celebramos e fazei que seja fonte de vida eterna o sacramento que instituistes para remissão dos nossos pecados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio da Paixão do Senhor II


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 101, 3
Não escondais, Senhor, o vosso rosto no dia da minha aflição. Inclinai para mim o vosso ouvido. No dia em que chamar por Vós, respondei-me sem demora.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Visitai, Senhor, o povo santificado por estes mistérios e defendei-o com paternal bondade, para que conserve sempre, como remédio de salvação eterna, os dons recebidos da vossa misericórdia. Por Nosso Senhor.

 

 

Martirológio

1.   Em Sírmium, na Panónia, hoje Sremska Mitrovica, na Sérvia, a paixão de Santo Ireneu, bispo e mártir, que, no tempo do imperador Maximiano e do governador Probo, foi cruelmente atormentado, depois submetido a vários suplícios no cárcere durante vários dias, e finalmente decapitado.

2.   Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, Santo Eutíquio, bispo, que presidiu ao Concílio de Constantinopla II, onde defendeu tenazmente a recta fé e, depois de suportar um longo exílio, morreu professando a fé na ressurreição da carne.

3.   Em Roma, Santa Gala, filha do cônsul Símaco, que, depois da morte do esposo se consagrou durante muitos anos à oração, à esmola, aos jejuns e a outras obras santas junto à igreja de São Pedro. São Gregório Magno descreveu a sua morte gloriosa.

4*.   Em Troyes, cidade da Nêustria, na actual França, São Vinebaldo, abade do mosteiro de São Lopo, célebre pela sua austeridade.

5*.   Também em Troyes, São Prudêncio, bispo, que compôs um compêndio do Saltério para os itinerantes, coligiu um florilégio de preceitos para os candidatos ao sacerdócio tomados da Escritura e renovou a observância dos mosteiros.

6.   Em Velehrad, na Morávia, actualmente na Chéquia, o dia natal de São Metódio, bispo, cuja memória se celebra com a de seu irmão Cirilo no dia 14 de Fevereiro.

7*.   No mosteiro de São Galo, na Suábia, hoje na Suíça, o beato Notkero o Gago, monge, que passou quase toda a sua vida neste cenóbio, onde compôs numerosas sequências; era débil do corpo mas não da mente, gago da língua mas não da inteligência, sólido nas realidades divinas, paciente nas adversidades, afável com todos, assíduo na oração, na leitura, na meditação e na escritura literária.

8*.   No mosteiro de Santo Elias, no monte Aulina, próximo de Pálmi, na Calábria, região da Itália, São Filareto, monge, insigne pela sua vida de oração.

9.   Na ilha de Eskill, perto de Roeskilde, na Dinamarca, São Guilherme, abade, que, chamado do cenóbio dos Cónegos Regrantes de Paris à Dinamarca, restaurou a observância regular, superando grandes dificuldades e obstáculos, e partiu desta vida terrena ao amanhecer o domingo da Páscoa.

10.   Em Milão, na Lombardia, região da Itália, a paixão de São Pedro de Verona, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, sendo filho de pais sequazes do maniqueísmo, abraçou ainda criança a fé católica e na adolescência recebeu o hábito das mãos do próprio São Domingos; aplicou toda a sua energia no combate às heresias, até que, ao dirigir-se para Como, foi assassinado pelos seus inimigos, proclamando até ao último suspiro o símbolo da fé.

11*.   No mosteiro de Santa Maria, no Sacro Monte, junto de Varese, também na Lombardia, a beata Catarina de Pallanza, virgem, que, juntamente com algumas companheiras, levou vida eremítica segundo a regra de Santo Agostinho.

12.   Em Vinh Tri, cidade do Tonquim, no actual Vietnam, São Paulo Lê Bao Tinh, presbítero e mártir, que, ainda clérigo, esteve preso no cárcere muito tempo por causa da sua fé e, elevado ao sacerdócio, foi reitor do seminário; compôs um livro de homilias e um compêndio de doutrina cristã; finalmente, levado de novo a tribunal, foi condenado à morte no tempo do imperador Tu Duc.

13*.   Em Verona, na Itália, o Beato Zeferino Agostíni, presbítero, que se dedicou ao ministério da pregação, da catequese e da educação cristã, e promoveu obras de todo o género em favor da juventude, dos pobres e dos enfermos, para as quais fundou a Congregação das Ursulinas Filhas de Maria Imaculada.

14*.   Em Turim, na Itália, o Beato Miguel Rua, presbítero, discípulo de São João Bosco, insigne propagador da Sociedade Salesiana.

15*.   Em Fióbbio di Albino, localidade próxima de Bérgamo, na Itália, a Beata Petrina Morosíni, virgem e mártir, que, aos vinte e seis anos, quando vinha da oficina onde trabalhava de regresso a sua casa, foi atacada por um jovem e morreu ferida de morte, ao defender a sua virgindade consagrada a Deus.