Liturgia diária

Agenda litúrgica

2020-01-22

QUARTA-FEIRA da semana II

S. Vicente, diácono e mártir – MF
Verde ou verm. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 1 Sam 17, 32-33. 37. 40-51; Sal 143 (144), 1. 2. 9-10
Ev Mc 3, 1-6

* Na Diocese do Algarve – S. Vicente, Padroeiro principal – SOLENIDADE
* No Patriarcado de Lisboa – S. Vicente, Padroeiro principal do Patriarcado – SOLENIDADE; aniversário da Ordenação episcopal de D. Manuel José Macário do Nascimento Clemente, Cardeal Patriarca (2000).
* Na Congregação Salesiana – B. Laura Vicunha – MF
* No Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora – B. Laura Vicunha, virgem, aluna das Filhas de Maria Auxiliadora – MO
* Na Sociedade do Apostolado Católico (Padres Pallotinos) – S. Vicente Pallotti, presbítero, Fundador da Sociedade – SOLENIDADE
* 5º dia do Oitavário de Orações pela Unidade dos Cristãos.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 65, 4
Toda a terra Vos adore, Senhor,
e entoe hinos ao vosso nome, ó Altíssimo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente,
que governais o céu e a terra,
escutai misericordiosamente as súplicas do vosso povo
e concedei a paz aos nossos dias.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I 1 Sam 17, 32-33.37.40-51
«Com uma funda e uma pedra, David triunfou do filisteu»

A vitória de David sobre Golias, o filisteu, manifesta, por um lado, o poder de Deus, sempre maior do que as fracas forças do homem, e, por outro, que Deus revela esse seu poder sobretudo nas circunstâncias mais frágeis dos homens. A glória do homem é estar nas mãos de Deus, e poder servir de instrumento, para que Deus realize, por meio dele, a sua obra, que é sempre de salvação para os homens.

Leitura do Primeiro Livro de Samuel
Naqueles dias, David foi levado à presença do rei Saul e disse- -lhe: «Ninguém desanime por causa de Golias. O teu servo irá lutar contra esse filisteu». Mas Saul respondeu-lhe: «Não podes avançar contra esse filisteu para o combateres, porque não passas dum rapazinho, ao passo que ele é homem de guerra desde a sua juventude». David respondeu a Saul: «O Senhor, que me livrou das garras do leão e do urso, me livrará das mãos desse filisteu». Então Saul disse a David: «Vai, e que o Senhor esteja contigo». David tomou o seu cajado nas mãos, escolheu na torrente cinco pedras bem lisas e meteu-as no seu surrão de pastor. Depois, com a funda na mão, avançou contra o filisteu. O filisteu foi-se aproximando pouco a pouco de David, levando à frente o seu escudeiro. Quando olhou e viu David, desprezou-o, porque era um rapaz novo; era loiro e de bela aparência. Disse então a David: «Sou porventura algum cão, para vires contra mim de pau na mão?». E amaldiçoou David em nome dos seus deuses. E acrescentou: «Vem ao meu encontro e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais do campo». Mas David respondeu ao filisteu: «Tu vens contra mim armado de espada, lança e azagaia, e eu vou contra ti em nome do Senhor do Universo, o Deus dos exércitos de Israel, que tu desafiaste. O Senhor vai entregar-te hoje mesmo nas minhas mãos. Eu te matarei e te cortarei a cabeça e darei hoje o teu cadáver e os cadáveres dos filisteus às aves do céu e aos animais selvagens. Então saberá toda a terra que há um Deus em Israel e toda a gente há-de ver que não é pela espada ou pela lança que o Senhor concede a salvação. Porque esta guerra é do Senhor e Ele vos entregará em nossas mãos». Quando o filisteu avançou e veio ao encontro de David, também este correu velozmente contra o filisteu.
Meteu a mão no surrão, tirou uma pedra, arremessou-a com a funda e atingiu o filisteu na fronte. A pedra cravou-se-lhe na testa e ele caiu de bruços no chão. Foi assim, com uma funda e uma pedra, que David triunfou do filisteu e o feriu mortalmente, sem ter uma espada na mão. David correu para o filisteu e parou junto dele, tirou-lhe a espada da bainha e acabou de o matar, cortando-lhe a cabeça. Ao verem morto o seu herói, os filisteus puseram-se em fuga.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 143 (144), 1.2.9-10 (R. 1a)
Refrão: Bendito seja o Senhor, que é o rochedo do meu refúgio. Repete-se

Bendito seja o Senhor, o meu refúgio,
que adestra as minhas mãos para a luta
e os meus dedos para o combate. Refrão

O Senhor é meu amparo e minha cidadela,
meu baluarte e meu libertador.
O Senhor é meu escudo e meu abrigo:
Ele submete os povos ao meu poder. Refrão

Vou cantar-Vos, meu Deus, um cântico novo,
vou celebrar-Vos ao som da harpa,
a Vós que dais aos reis a vitória
e salvastes David, vosso servo. Refrão


ALELUIA cf. Mt 4, 23
Refrão: Aleluia. Repete-se
Jesus proclamava o Evangelho do reino
e curava todas as doenças entre o povo. Refrão


EVANGELHO Mc 3, 1-6
«Será permitido ao sábado salvar a vida ou tirá-la?»

De novo, Jesus procura fazer compreender o sentido profundo das observâncias religiosas, particularmente do descanso do sábado. Mas, os que O observam e acusam não são bem intencionados, não os move o zelo sincero, mas o ódio. Por isso, eles nunca entenderão nem as palavras nem as acções do Senhor. São voluntariamente cegos. E é este o maior dos pecados.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Jesus entrou de novo na sinagoga, onde estava um homem com uma das mãos atrofiada. Os fariseus observavam Jesus para verem se Ele ia curá-lo ao sábado e poderem assim acusá-l’O. Jesus disse ao homem que tinha a mão atrofiada: «Levanta-te e vem aqui para o meio». Depois perguntou-lhes: «Será permitido ao sábado fazer bem ou fazer mal, salvar a vida ou tirá-la?». Mas eles ficaram calados. Então, olhando-os com indignação e entristecido com a dureza dos seus corações, disse ao homem: «Estende a mão». Ele estendeu-a e a mão ficou curada. Os fariseus, porém, logo que saíram dali, reuniram-se com os herodianos para deliberarem como haviam de acabar com Ele.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Concedei-nos, Senhor,
a graça de participar dignamente nestes mistérios,
pois todas as vezes que celebramos o memorial deste sacrifício
realiza-se a obra da nossa redenção.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 22, 5
Para mim preparais a mesa
e o meu cálice transborda.

Ou 1 Jo 4, 16
Nós conhecemos e acreditámos
no amor de Deus para connosco.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Infundi em nós, Senhor, o vosso espírito de caridade,
para que vivam unidos num só coração e numa só alma
aqueles que saciastes com o mesmo pão do Céu.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

S. VICENTE, diácono e mártir

 

 

Martirológio

São Vicente, diácono de Saragoça e mártir, que na perseguição do imperador Diocleciano, depois de padecer cárceres, fome, o cavalete e ferros incandescentes, terminou invicto o glorioso combate em Valência da Espanha Cartaginense e subiu ao Céu para gozar o prémio do seu martírio.

 

2.   Comemoração de São Valério, bispo de Saragoça, na Hispânia Tarraconense, que participou no Primeiro Concílio de Elvira e, conduzido para Valência juntamente com São Vicente, foi enviado para o exílio.

3.   Em Novara, na Ligúria, hoje no Piemonte, região da Itália, São Gaudêncio, considerado o primeiro bispo desta sede episcopal.

4.   Em Sergiópolis, na Pérsia, actualmente no Iraque, a paixão de Santo Anastásio, monge e mártir, que, depois dos numerosos tormentos que tinha padecido em Cesareia da Palestina, foi torturado com muitos suplícios por Cósroas, rei dos Persas e, finalmente, depois de presenciar a morte de setenta companheiros, foi estrangulado junto ao rio Eufrates e decapitado.

5*.   No mosteiro de Romans, junto ao rio Isère, nos Alpes, actualmente na França, o sepultamento de São Bernardo, bispo de Vienne, que, tendo passado da milícia de Carlos Magno para a milícia de Cristo, distribuiu pelos pobres a fortuna herdada do seu pai e construiu dois cenóbios, o de Ambournay e o de Romans, onde terminou a sua vida.

6*.   Em Sora, no Lácio, região da Itália, São Domingos, abade, que fundou mosteiros em várias regiões da Itália e reconduziu outros à observância regular com o seu espírito de reformador.

7*.   Em Pisa, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, a Beata Maria Mancíni, que, depois de enviuvar duas vezes e ter perdido todos os filhos, por conselho de Santa Catarina de Sena seguiu a vida comunitária no mosteiro de São Domingos, ao qual presidiu durante dez anos.

8*.   Em Como, na Lombardia, também na Itália, o Beato António della Chiesa, presbítero da Ordem dos Pregadores, que reformou a vida regular em alguns conventos, acompanhando a fragilidade humana com indulgência e corrigindo-a com firmeza.

9*.   Em Londres, na Inglaterra, o Beato Guilherme Patenson, presbítero e mártir, que, no reinado de Isabel I, foi condenado à morte por causa do seu sacerdócio; no cárcere ainda reconciliou com a Igreja seis dos seus companheiros de prisão; finalmente, decapitado na praça de Tyburn, consumou o glorioso martírio.

10.   Em Tonquim, no actual Vietnam, os santos Francisco Gil de Frederich e Mateus Afonso de Leziniana, presbíteros da Ordem dos Pregadores e mártires, que no reinado de Trinh Doanh, depois de persistente pregação do Evangelho, continuada no cárcere, morreram gloriosamente por Cristo ao fio da espada.

11.   Em Roma, São Vicente Pallótti, presbítero, fundador da Sociedade do Apostolado Católico, que com as suas obras e escritos incitou a vocação de todos os baptizados em Cristo para trabalhar generosamente pela Igreja.

12*.   Em Bordéus, na França, o Beato Guilherme José Chaminade, presbítero, que exerceu com audácia o seu zelo pastoral clandestinamente durante muito tempo e, procurando congregar os fiéis leigos para promover o culto da Virgem Santa Maria e as missões exteriores, fundou o Instituto das Filhas de Maria Imaculada e a Sociedade de Maria.

13*.   Em Junin de los Andes, na Argentina, a Beata Laura Vicunha, virgem, natural da cidade de Santiago do Chile e aluna do Instituto de Maria Auxiliadora, que aos treze anos ofereceu a Deus a sua vida pela conversão da sua mãe.

14*.   Em Castelletto del Garda, localidade do Véneto, região da Itália, o Beato José Nascimbéni, presbítero, fundador do Instituto das Pequenas Irmãs da Sagrada Família.

15*.   Em Viena, na Áustria, o Beato Ladislau Batthyány-Strattmann, pai de família, que, dando testemunho do Evangelho, tanto na vida familiar como na sociedade civil, pela santidade da sua vida e das suas obras, honrou como cristão o nome e dignidade de médico e com grande caridade se dedicou à assistência dos enfermos, para os quais fundou hospitais, onde recebia, sem atitude alguma de vanglória, apenas pobres e indigentes.