Liturgia diária

Agenda litúrgica

2020-05-10

DOMINGO V DA PÁSCOA

Branco – Ofício próprio (Semana I do Saltério). Te Deum.
+ Missa própria, Glória, Credo, pf. pascal.

L 1 Act 6, 1-7; Sal 33 (34), 1-2. 4-5. 18-19
L 2 1 Pedro 2, 4-9
Ev Jo 14, 1-12

* Proibidas todas as Missas de defuntos, mesmo a exequial.
* Em todas as Dioceses de Portugal – Começa hoje a Semana da Vida.
* Na Diocese de Mindelo (Cabo Verde) – Ofertório para o Seminário Diocesano.
* II Vésp. do domingo – Compl. dep. II Vésp. dom.

 

Ano A

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 97, 1-2
Cantai ao Senhor um cântico novo, porque o Senhor fez maravilhas: aos olhos das nações revelou a sua justiça. Aleluia.


Diz-se o Glória.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor nosso Deus,
que nos enviastes o Salvador
e nos fizestes vossos filhos adoptivos,
atendei com paternal bondade as nossas súplicas
e concedei que, pela nossa fé em Cristo,
alcancemos a verdadeira liberdade e a herança eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 6,1-7
«Escolheram sete homens cheios do Espírito Santo...»

Logo desde o princípio, os Apóstolos começaram a sentir a necessidade de chamar outras pessoas para colaborarem em diversos ministérios da comunidade cristã. O grupo dos sete, de que hoje se referem os nomes, foram dos primeiros a serem escolhidos. O seu campo de acção foi a assistência material aos mais necessitados, no caso imediato, a certo grupo de viúvas; deste modo os Apóstolos ficavam mais disponíveis para a oração e a pregação da palavra de Deus. A Igreja começava a organizar-se, conforme as necessidades o pediam.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, aumentando o número dos discípulos, os helenistas começaram a murmurar contra os hebreus, porque no serviço diário não se fazia caso das suas viúvas. Então os Doze convocaram a assembleia dos discípulos e disseram: «Não convém que deixemos de pregar a palavra de Deus, para servirmos às mesas. Escolhei entre vós, irmãos, sete homens de boa reputação, cheios do Espírito Santo e de sabedoria, para lhes confiarmos esse cargo. Quanto a nós, vamos dedicar-nos totalmente à oração e ao ministério da palavra». A proposta agradou a toda a assembleia; e escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo, Filipe, Prócoro, Nicanor, Timão, Parmenas e Nicolau, prosélito de Antioquia. Apresentaram-nos aos Apóstolos e estes oraram e impuseram as mãos sobre eles. A palavra de Deus ia-se divulgando cada vez mais; o número dos discípulos aumentava consideravelmente em Jerusalém e obedecia à fé também grande número de sacerdotes.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 32 (33), 1-2.4-5.18-19 (R. 22)
Refrão: Esperamos, Senhor, na vossa misericórdia. Repete-se
Ou: Venha sobre nós a vossa bondade,
porque em Vós esperamos, Senhor. Repete-se

Justos, aclamai o Senhor,
os corações rectos devem louvá-l’O.
Louvai o Senhor com a cítara,
cantai-Lhe salmos ao som da harpa. Refrão

A palavra do Senhor é recta,
da fidelidade nascem as suas obras.
Ele ama a justiça e a rectidão:
a terra está cheia da bondade do Senhor. Refrão

Os olhos do Senhor estão voltados
para os que O temem,
para os que esperam na sua bondade,
para libertar da morte as suas almas
e os alimentar no tempo da fome. Refrão


LEITURA II 1 Pedro 2, 4-9
«Vós sois geração eleita, sacerdócio real»

A Igreja foi comparada pelo Senhor a um edifício. Agora, o Apóstolo desenvolve a comparação: Cristo é a Pedra, viva pela sua ressurreição e fonte de vida; os cristãos são, por sua vez, pedras vivas, vivendo da vida do Ressuscitado, que unidos a Cristo, vão formando o edifício, o templo novo, em que habita o Espírito Santo, a Igreja. Ela é a comunidade dos crentes, escolhida na continuação do povo escolhido do Antigo Testamento, comunidade sacerdotal, que há-de levar aos pagãos a Boa Nova do reino de Deus, e fazer que também eles proclamem os louvores d’Aquele que os chamou das trevas para a luz do reino de Deus.

Leitura da Primeira Epístola de São Pedro
Caríssimos: Aproximai-vos do Senhor, que é a pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e preciosa aos olhos de Deus. E vós mesmos, como pedras vivas, entrai na construção deste templo espiritual, para constituirdes um sacerdócio santo, destinado a oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus por Jesus Cristo. Por isso se lê na Escritura: «Vou pôr em Sião uma pedra angular, escolhida e preciosa; e quem nela puser a sua confiança não será confundido». Honra, portanto, a vós que acreditais. Para os incrédulos, porém, «a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se pedra angular», «pedra de tropeço e pedra de escândalo». Tropeçaram por não acreditarem na palavra, pois foram para isso destinados. Vós, porém, sois «geração eleita, sacerdócio real, nação santa, povo adquirido por Deus, para anunciar os louvores» d’Aquele que vos chamou das trevas para a sua luz admirável.
Palavra do Senhor.


ALELUIA Jo 14, 6
Refrão: Aleluia. Repete-se
Eu sou o caminho, a verdade e a vida, diz o Senhor;
ninguém vai ao Pai senão por mim. Refrão


EVANGELHO Jo 14, 1-12
«Eu sou o caminho, a verdade e a vida»

Jesus vai deixar visivelmente os seus, a quem o mundo há-de perseguir. Procura, por isso, incutir-lhes coragem e esperança. Ele parte, mas vai para o Pai. Os seus discípulos têm todos lá também o seu lugar. A Igreja seguirá o seu Senhor. Ele mesmo é o caminho, não só pelo que ensina, mas pelo que Ele mesmo é. Ele é a verdade e vida. Mas os seus discípulos, agora ainda mais profundamente unidos a Ele, hão-de continuar no mundo a sua presença e a sua acção, agora na Igreja, enviada ao mundo, sob a acção do Espírito Santo.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: «Não se perturbe o vosso coração. Se acreditais em Deus, acreditai também em Mim. Em casa de meu Pai há muitas moradas; se assim não fosse, Eu vos teria dito que vou preparar-vos um lugar? Quando Eu for preparar-vos um lugar, virei novamente para vos levar comigo, para que, onde Eu estou, estejais vós também. Para onde Eu vou, conheceis o caminho». Disse-Lhe Tomé: «Senhor, não sabemos para onde vais: como podemos conhecer o caminho?». Respondeu-lhe Jesus: «Eu sou o caminho, a verdade e a vida. Ninguém vai ao Pai senão por Mim. Se Me conhecêsseis, conheceríeis também o meu Pai. Mas desde agora já O conheceis e já O vistes». Disse-Lhe Filipe: «Senhor, mostra-nos o Pai e isto nos basta». Respondeu-lhe Jesus: «Há tanto tempo que estou convosco e não Me conheces, Filipe? Quem Me vê, vê o Pai. Como podes tu dizer: ‘Mostra-nos o Pai’? Não acreditas que Eu estou no Pai e o Pai está em Mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim próprio; mas é o Pai, permanecendo em Mim, que faz as obras. Acreditai-Me: Eu estou no Pai e o Pai está em Mim; acreditai ao menos pelas minhas obras. Em verdade, em verdade vos digo: quem acredita em Mim fará também as obras que Eu faço e fará obras ainda maiores, porque Eu vou para o Pai».
Palavra da salvação.


MEDITAÇÃO

Caminho, verdade e vida! O caminho do homem é o da vida que Deus lhe deu e o que conduz a Ele. A verdade que o homem conhece só se manifesta quando existem condições de liberdade. A vida desenrola-se em cada segundo, torna-se mais vida se a vivermos sem amarras, sem medo de a entregarmos, mesmo em condições de confinamento e de algumas restrições.
Caminho que se faz vivendo… Verdade que se escolheu para viver… Vida que se afirma caminhando…

1. Falta de fé

– O futuro inquieta-nos porque as incertezas são muitas e, cada vez mais… O medo pode abalar a nossa fé… A incerteza do futuro paralisa-nos… Perdemos a confiança na política, na ciência, na religião, na economia, nas soluções que nos são apresentadas… E o desabafo mais frequente é: “ninguém sabe como sair disto”, “isto já não tem remédio e temos que nos conformar”!
– Mesmo dentro da Igreja preocupam-nos as diferenças, as tensões, os que dizem que é tempo de abrir as portas e permitir às pessoas a celebração de todos os sacramentos e os que, com prudência, desaconselham os ajuntamentos e os contactos físicos… Admitimos, por vezes, que também a Igreja não terá grande futuro e, perante todas as restrições, as pessoas podem perder as suas rotinas saudáveis… Ora, tudo isto é falta de fé… O Papa Francisco diz-nos que “a fé é memória do futuro” (Lumen Fidei)…

2. Fé no futuro

– Jesus convida-nos a acreditar no futuro… Se o futuro está nas mãos de Deus, como costumamos dizer, então há que confiar n’Ele… Mais: há que confiar em Jesus, o enviado do Pai, a imagem do Pai entre os homens (“Filipe, quem me vê, vê o Pai”)…
– “Em casa de meu Pai há muitas moradas” – Jesus pede aos seus discípulos que acreditem no futuro e o tornem presente, que não apaguem a sua memória…
– Há um caminho a percorrer e esse caminho é Jesus… É um caminho de verdade, que leva à ressurreição e à vida…
– Ainda que este caminho, às vezes, pareça de morte, na realidade não o é: Jesus morreu mas, na sua ressurreição nasceu a Igreja onde já há muitas moradas (veja-se a 1ª leitura com as tensões – judeo-cristãos, helenistas,… e a resolução dos problemas…)

3. A Igreja, caminho de futuro

– A igreja é una, mas manifesta-se de maneiras diferentes… Assim como na Igreja há muitas moradas, também as haverá no céu…
– Nós acreditamos num futuro, um futuro que é graça de Deus e que está garantido pela palavra de Jesus…
– Os conflitos, as diferenças, as tensões, não servem só para causar receios, mas são sobretudo um estímulo para a fé: o Espírito de Jesus ressuscitado ajuda a gerir as diferenças e cria a harmonia… “Acreditais em Deus, acreditai também em mim” – acreditai no futuro…
– Jesus convida-nos a percorrer os caminhos da história com todos e não só com alguns; a assumir a nossa responsabilidade com as futuras gerações…
– O nosso desafio é com a vida, ainda que preservar a vida, por vezes nos custe… Esta vida ganha sentido quando se partilha para que todos “tenham vida em abundância”…
– As provações por que passamos ajudam a apoiar o nosso futuro naquele que é “o caminho, a verdade e a vida”…



ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Senhor nosso Deus,
que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício,
nos fazeis participar na comunhão convosco,
único e sumo bem,
concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade,
dêmos testemunho dela na prática das boas obras.
Por Nosso Senhor.


Prefácio pascal


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Jo 15, 1.5
Eu sou a videira e vós sois os ramos, diz o Senhor. Se alguém permanece em Mim e Eu nele, dá fruto
abundante. Aleluia.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Protegei, Senhor, o vosso povo
que saciastes nestes divinos mistérios
e fazei-nos passar da antiga condição do pecado
à vida nova da graça.
Por Nosso Senhor.

 

 

Martirológio

1.   Comemoração do Santo Job, homem de admirável paciência na terra de Hus.

2.   Em Mira, na Lícia, na actual Turquia, São Dioscórides, mártir.

3.   Em Lentíni, na Sicília, região da Itália, os santos Álfio, Filadélfio e Cirínio, mártires.

4.   Em Roma, junto à Via Latina, São Gordiano, mártir, que foi sepultado na cripta onde já anteriormente se veneravam as relíquias do mártir Santo Epímaco.

5.   Também em Roma, a comemoração dos santos Quarto e Quinto, mártires.

6*.   Na Irlanda, São Congal, abade, que fundou o célebre mosteiro de Bangor e sempre procedeu como pai sábio e guia prudente de uma grande pléiade de monges.

7.   Em Táranto, na Apúlia, região da Itália, São Cataldo, bispo e peregrino, provavelmente oriundo da Escócia.

8*.   Em Bourges, na Aquitânia, actualmente na França, Santa Solângia, virgem, que, segundo a tradição, se sujeitou ao martírio para conservar a castidade.

9*.   Em Pontoise, junto de Paris, na França, São Guilherme, presbítero, natural de Inglaterra, que foi pároco insigne pela sua piedade e zelo das almas.

10*.   Em Pádua, no Véneto, região da Itália, a Beata Beatriz d’Este, virgem, que fundou o mosteiro de Gémmola nas colinas Euganeias e, no breve tempo da sua vida monástica, percorreu um caminho árduo de santidade.

11*.   Em Sena, na Etrúria, hoje na Toscana, região da Itália, o passamento do Beato Nicolau Albergáti, bispo de Bolonha, que entrou ainda jovem na Ordem Cartusiana e, ordenado bispo, ajudou muito a Igreja com o seu zelo pastoral e as suas missões apostólicas.

12.   Em Montilla, localidade da Andaluzia, na Espanha, São João de Ávila, presbítero, que percorreu toda a região como pregador de Cristo e, injustamente acusado de heresia, foi encerrado num cárcere, onde escreveu a parte mais importante da sua doutrina espiritual.

13*.   Em Zagreb, na Croácia, o Beato João Merz, que, tendo-se dedicado aos estudos humanísticos e ao ensino, deu aos jovens um preclaro exemplo de educador fundamentado na fé em Cristo e de leigo cristão empenhado no progresso da sociedade.

14*.   Em Cremona, na Itália, o Beato Henrique Recuschíni, presbítero da Ordem dos Clérigos Regrantes Ministros dos Enfermos, que prestou serviço com profunda simplicidade aos doentes nos hospitais.