Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-09-25

QUARTA-FEIRA da semana XXV

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Esdr 9, 5-9; Sal Tob 13, 2. 3-4a. 4bcd. 5. 8
Ev Lc 9, 1-6

* Na Ordem dos Carmelitas Descalços – B. Josefa Naval Girbés, virgem secular – MF

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA
Eu sou a salvação do meu povo, diz o Senhor.
Quando chamar por Mim nas suas tribulações,
Eu o atenderei e serei o seu Deus para sempre.


ORAÇÃO COLECTA
Senhor, que fizestes consistir a plenitude da lei
no vosso amor e no amor do próximo,
dai-nos a graça de cumprirmos este duplo mandamento,
para alcançarmos a vida eterna.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Esdr 9, 5-9
«Na nossa escravidão, Deus não nos abandonou»

Esta leitura é preenchida pela oração de Esdras, na qual ele pede perdão a Deus pelas faltas do povo e dá graças pelo regresso, do cativeiro, daquele punhado de gente, a que os profetas chamaram o “Resto” por serem tão poucos, mas que será, até ao fim, o detentor das promessas de Deus. A falta dos homens não será causa de Deus faltar; Ele o Fiel.

Leitura do Livro de Esdras
Na hora da oblação da tarde, eu, Esdras, levantei-me da minha prostração e, com as vestes e o manto rasgados, pus-me de joelhos, estendi as mãos para o Senhor, meu Deus, e disse: «Meu Deus, tenho tanta vergonha e confusão que não posso levantar o rosto para Vós, meu Deus. Porque as nossas iniquidades multiplicaram-se acima das nossas cabeças e os nossos pecados acumularam-se até ao céu. Desde o tempo dos nossos pais até ao dia de hoje, são grandes as nossas culpas. Por causa dos nossos pecados, nós, os nossos reis e os nossos sacerdotes, fomos entregues às mãos dos reis das nações, à espada, ao cativeiro, à rapina e à vergonha, como acontece neste dia. Mas agora, em pouco tempo, o Senhor, nosso Deus, concedeu-nos a graça de conservar entre nós um resto de sobreviventes e de nos dar asilo no seu lugar santo. Assim o nosso Deus iluminou os nossos olhos e deu-nos um pouco de vida na nossa escravidão. Porque nós éramos escravos, mas, na nossa escravidão, o nosso Deus não nos abandonou: atraiu sobre nós a benevolência dos reis da Pérsia, dando-nos a vida necessária para erguer a casa do nosso Deus e restaurar as suas ruínas e concedendo-nos um abrigo seguro em Judá e Jerusalém».
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Tob 13, 2.3-4a.4bcd.5.8 (R.2a)
Refrão: Bendito seja Deus, que vive eternamente. Repete-se

Bendito seja Deus, que vive eternamente:
o seu reino permanece por todos os séculos.
Nas suas mãos está o castigo e o perdão,
a vida e a morte,
nada e ninguém escapa ao seu poder. Refrão

Dai-Lhe graças, filhos de Israel, diante das nações,
porque Ele vos dispersou no meio dos gentios,
mas entre eles manifestou a sua grandeza:
Exaltai-O diante de todos os seres vivos. Refrão

Por nossos pecados Ele nos castiga,
mas de novo usará de misericórdia
e vos reunirá de todas as nações,
entre as quais vos dispersastes. Refrão

Na terra do meu exílio louvarei o meu Senhor,
darei a conhecer o seu poder e a sua grandeza
a um povo de pecadores.
Vinde, pecadores, e praticai a justiça na sua presença:
talvez vos mostre a sua benevolência e a sua misericórdia. Refrão


ALELUIA Mc 1, 15
Refrão: Aleluia. Repete-se
Está próximo o reino de Deus:
arrependei-vos e acreditai no Evangelho. Refrão


EVANGELHO Lc 9, 1-6
«Enviou-os a proclamar o reino de Deus e a curar os enfermos»

A missão dos Apóstolos é exactamente a mesma que a de Jesus: evangelizar e curar os enfermos. O Concílio Vaticano II disse-o de maneira clara, ao introduzir a explicação de como na Liturgia se continua a obra de salvação realizada por Jesus. Diz o Concílio que, assim como o Pai enviou Jesus, assim agora Jesus envia os Apóstolos a tornarem presente entre os homens do futuro a obra da salvação por Ele realizada.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, Jesus chamou os doze Apóstolos e deu-lhes poder e autoridade sobre todos os demónios e para curarem todas as doenças. Depois enviou-os a proclamar o reino de Deus e a curar os enfermos. E disse-lhes: «Não leveis nada para o caminho: nem cajado, nem alforge, nem pão, nem dinheiro, e não leveis duas túnicas. Quando entrardes em alguma casa, ficai nela até partirdes dali. Se alguns não vos receberem, ao sair dessa cidade, sacudi o pó dos vossos pés, como testemunho contra eles». Os Apóstolos partiram e foram de terra em terra a anunciar a boa nova e a realizar curas por toda a parte.
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor, os dons da vossa Igreja,
para que receba nestes santos mistérios
os bens em que pela fé acredita.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 118, 4-5
Promulgastes, Senhor,
os vossos preceitos para se cumprirem fielmente.
Fazei que os meus passos sejam firmes
na observância dos vossos mandamentos.

Ou Jo 10, 14
Eu sou o Bom Pastor, diz o Senhor;
conheço as minhas ovelhas
e as minhas ovelhas conhecem-Me.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Sustentai, Senhor, com o auxílio da vossa graça
aqueles que alimentais nos sagrados mistérios,
para que os frutos de salvação
que recebemos neste sacramento
se manifestem em toda a nossa vida.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Martirológio

1.   Comemoração de São Cléofas, discípulo do Senhor, que, seguindo em viagem com outro discípulo, sentiu arder-lhe o coração quando Cristo, na tarde da Páscoa, lhes apareceu no caminho e lhes explicava as Escrituras e depois, na povoação de Emaús, reconheceu o Salvador na fracção do pão.

2.   Em Amiens, na Gália Bélgica, actualmente na França, São Firmino, venerado como bispo e mártir.

3.   Em Damasco, na Síria, os santos mártires Paulo e Tata, esposos, e seus filhos Sabiniano, Máximo, Rufo e Eugénio, que, acusados de serem cristãos, depois de suportarem açoites e outros suplícios, entregaram a sua alma a Deus.

4.   Em Chartres, na Gália Lionense, na hodierna França, São Solene, bispo.

5.   Em Soissons, na Gália Bélgica, também na actual França, São Princípio, bispo, irmão de São Remígio.

6*.   Em Cork, na Mormónia, província da Irlanda, São Finbarro, bispo.

7.   Em Auxerre, na Nêustria, actualmente na França, Santo Anacário ou Aunacário, bispo, durante cujo episcopado se concluiu o chamado Martirológio Jeronimiano.

8*.   Em Cusance, no território de Besançon, na Nêustria, também na actual França, Santo Ermenfredo, abade.

9*.   No mosteiro da Santíssima Trindade, na região de Moscovo, na Rússia, São Sérgio de Radonez, que, depois de viver como eremita na aspereza da floresta, seguiu a vida cenobítica, que propagou desde que foi eleito hegúmeno; foi sempre um homem de índole afável, conselheiro de príncipes e consolador dos fiéis.

10*.   Na serra de Alpujarras, próximo de Granada, na Andaluzia, região da Espanha, o Beato Marcos Criado, presbítero da Ordem da Santíssima Trindade dos Cativos e mártir, que foi morto pelos Mouros.

11*.   Em Carrión de Calatrava, povoação próxima de Ciudad Real, também na Espanha, os beatos mártires João Pedro de Santo António (José Maria Bengoa Arangúren), presbítero, e Paulo Maria de São José (Pedro Leoz y Portillo), religioso da Congregação da Paixão, e Jesus Hita Miranda, religioso da Companhia de Maria, que, durante o furor da perseguição religiosa, foram fuzilados pelos milicianos em ódio à Igreja.

12♦.   Em Madrid, também na Espanha, os beatos João Codera Marquês e Tomás Gil de la Cal, religiosos da Sociedade Salesiana e mártires na mesma perseguição contra a Igreja.

13*.    Em Urda, próximo de Toledo, na Espanha, o Beato Félix das Cinco Chagas (Félix Ugalde Irurzun), religioso da Congregação da Paixão, que, fuzilado por causa da sua fé cristã durante a grande perseguição, alcançou a palma do martírio.