Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-05-09

QUINTA-FEIRA da semana III

Branco – Ofício da féria.
Missa da féria, pf. pascal.

L 1 Act 8, 26-40; Sal 65 (66), 8-9. 16-17. 20
Ev Jo 6, 44-51

* Na Ordem Carmelita – S. Jorge Preca, presbítero – MF
* Na Ordem Franciscana (II Ordem) – S. Catarina de Bolonha, virgem, da II Ordem – MO
* Na Congregação da Missão e na Companhia das Filhas da Caridade – S. Luísa de Marillac, religiosa co-fundadora – SOLENIDADE
* Na Congregação Salesiana – S. Maria Domingas Mazzarello, virgem – FESTA
* No Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora – S. Maria Domingas Mazzarello, virgem, co-fundadora do Instituto – SOLENIDADE

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Ex 15, 1-2
Cantemos ao Senhor, que fez brilhar a sua glória.
O Senhor é a minha força e a minha alegria.
Ele é o meu Salvador. Aleluia.


ORAÇÃO COLECTA
Deus eterno e omnipotente, que, neste tempo pascal, nos fi¬zestes conhecer mais profundamente a grandeza do vosso amor, aumentai em nós os dons da vossa graça, a fim de que, libertos das trevas do pecado, possamos aderir mais firmemente à vossa palavra de vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I Actos 8, 26-40
«Ali está água. Que me impede de ser baptizado?»

O peregrino de Jerusalém, que regressa agora à sua terra, a Etiópia, e no caminho encontra Filipe e é por ele evangelizado, é uma das primeiras pessoas de origem estranha ao antigo povo de Deus a receber o baptismo de Jesus. O baptismo aparece aqui profundamente ligado à fé e esta tem como tema central Jesus Cristo, o Servo sofredor, que dá a vida para salvação dos homens. É esta a fé de todo o que é baptizado.

Leitura dos Actos dos Apóstolos
Naqueles dias, o Anjo do Senhor disse a Filipe: «Levanta-te e dirige-te para o sul, pelo caminho deserto que vai de Jerusalém para Gaza». Filipe partiu e dirigiu-se para lá. Quando ia a caminho, encontrou-se com um eunuco etíope, que era alto funcionário de Candace, rainha da Etiópia, e administrador geral do seu tesouro. Tinha ido a Jerusalém para adorar a Deus e regressava ao seu país, sentado no seu carro, a ler o livro do profeta Isaías. O Espírito de Deus disse a Filipe: «Aproxima-te e acompanha esse carro». Filipe aproximou-se do carro e, ouvindo o etíope a ler o profeta Isaías, perguntou-lhe: «Entendes, porventura, o que estás a ler?». Ele respondeu: «Como é que eu posso entender sem ninguém me explicar?» Convidou então Filipe a subir para o carro e a sentar-se junto dele. A passagem da Escritura que ele ia a ler era a seguinte: «Como cordeiro levado ao matadouro, como ovelha muda ante aqueles que a tosquiam, ele não abriu a boca. Foi humilhado e não se lhe fez justiça. Quem poderá falar da sua descendência? Porque a sua vida desapareceu da terra». O eunuco perguntou a Filipe: «Diz-me, por favor: de quem é que o profeta está a falar? De si próprio ou de outro?». Então Filipe tomou a palavra e, a partir daquela passagem da Escritura, anunciou-lhe Jesus. Ao passar por um lugar onde havia água, o eunuco exclamou: «Ali está água. Que me impede de ser baptizado?». Mandou parar o carro, desceram ambos à água e Filipe baptizou-o. Quando saíram da água, o Espírito do Senhor arrebatou Filipe e o eunuco deixou de o ver. Mas continuou o seu caminho cheio de alegria. Filipe encontrou-se em Azoto e foi anunciando a boa nova a todas as cidades por onde passava, até que chegou a Cesareia.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 65 (66), 8-9.16-17.20 (R. 1)
Refrão: A terra inteira aclame o Senhor. Repete-se
Ou: Aleluia. Repete-se

Povos da terra, bendizei o nosso Deus,
fazei ressoar os seus louvores.
Foi Ele quem conservou a nossa vida
e não deixou que nossos pés vacilassem. Refrão

Todos os que temeis a Deus, vinde e ouvi,
vou narrar-vos quanto Ele fez por mim.
Meus lábios O invocaram
e minha língua O louvou. Refrão

Bendito seja Deus que não rejeitou a minha prece,
nem me retirou a sua misericórdia. Refrão

ALELUIA Jo 6, 51
Refrão: Aleluia Repete-se
Eu sou o pão vivo descido do Céu, diz o Senhor.
Quem comer deste pão viverá eternamente. Refrão


EVANGELHO Jo 6, 44-51
«Eu sou o pão vivo que desce do Céu»

A compreensão dos dons de Deus é já, por si, grande dom de Deus. É o Pai quem atrai os homens para o Filho, como é pelo Filho que o Pai nos dá a vida. De novo, Jesus Se contrapõe ao maná que caiu do Céu no tempo de Moisés. O verdadeiro Pão do Céu é Ele próprio, que na Eucaristia Se torna o alimento do seu povo. Na Cruz, Ele deu a vida por nós; na Eucaristia, dá-nos o sacramento da sua passagem da morte à vida, e assim, pela Eucaristia, Ela faz chegar até nós essa mesma vida.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo, disse Jesus à multidão: «Ninguém pode vir a Mim, se o Pai, que Me enviou, não o trouxer; e Eu ressuscitá-lo-ei no último dia. Está escrito no livro dos Profetas: ‘Serão todos instruídos por Deus’. Todo aquele que ouve o Pai e recebe o seu ensino vem a Mim. Não porque alguém tenha visto o Pai; só Aquele que vem de junto de Deus viu o Pai. Em verdade, em verdade vos digo: Quem acredita tem a vida eterna. Eu sou o pão da vida. No deserto, os vossos pais comeram o maná e morreram. Mas este pão é o que desce do Céu, para que não morra quem dele comer. Eu sou o pão vivo que desceu do Céu. Quem comer deste pão viverá eternamente. E o pão que Eu hei-de dar é a minha carne que Eu darei pela vida do mundo».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Senhor nosso Deus, que, pela admirável permuta de dons neste sacrifício, nos fazeis participar na comunhão convosco, único e sumo bem, concedei-nos que, conhecendo a vossa verdade, dêmos testemunho dela na prática das boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

Prefácio pascal


ANTÍFONA DA COMUNHÃO 2 Cor 5, 15
Cristo morreu por todos os homens,
para que já não vivam para si mesmos,
mas para Aquele que por eles morreu e ressuscitou. Aleluia.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Protegei, Senhor, o vosso povo que saciastes nestes divinos mistérios e fazei-nos passar da antiga condição do pecado à vida nova da graça. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

 

Martirológio

1.   Comemoração de Santo Isaías, profeta, que, nos dias de Ozias, Jotão, Acaz e Ezequias, reis de Judá, foi enviado ao povo infiel e pecador para lhe manifestar a fidelidade e salvação do Senhor, no cumprimento da promessa feita por Deus a David. Segundo a tradição entre os Judeus, morreu mártir no tempo de Manassés.

2.   Comemoração de Santo Hermas, que é mencionado pelo Apóstolo São Paulo na Epístola aos Romanos.

3.   Na Tebaida, região do Egipto, São Pacómio, abade, que, ainda pagão, impressionado com o testemunho da caridade dos cristãos para com os soldados detidos na tenda militar, converteu-se à vida cristã e recebeu do anacoreta Palémon o hábito monástico; sete anos depois, por inspiração divina, edificou muitos cenóbios para receber os irmãos e escreveu uma famosa Regra dos monges.

4.   Na antiga Pérsia, trezentos e dez santos mártires.

5.   Em Vienne, na Gália Lionense, hoje na França, São Dinis, bispo.

6.   Em Cágli, junto à Via Flamínia, no Piceno, actual região das Marcas, na Itália, o passamento de São Gerôncio, bispo de Cérvia, que, segundo a tradição, neste lugar foi cruelmente assassinado quando regressava de um sínodo celebrado em Roma.

7*.   Em Vandôme, junto ao rio Loire, na Gália, actualmente na França, São Beato, presbítero, que seguiu a vida eremítica.

8*.   No mosteiro camaldulense de Fonte Avellana, na Úmbria, região da Itália, o Beato Forte Gabriélli, eremita.

9*.   Em Monticchiélli, cidade da Etrúria, também região da Itália, o Beato Benincasa de Montepulciano, religioso da Ordem dos Servos de Maria, que se retirou numa gruta do monte Amiata, no território de Sena, onde abraçou uma vida penitente.

10*.   Em Londres, na Inglaterra, o beato Tomás Pickering, mártir, monge da Ordem de São Bento, homem de sincera simplicidade e vida inocentíssima, que, falsamente acusado de conspiração contra o rei Carlos II, serenamente subiu ao patíbulo de Tyburn por amor de Cristo. 

11.   Em Nam-Dinh, cidade do Tonquim, no actual Vietnam, São José Do Quang Hien, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, encerrado no cárcere, continuou a converter os pagãos a Cristo e a confortar os cristãos na fé, até que, por decreto do imperador Thieu Tri, foi degolado.

12*.   Em Munique, na Baviera, região da Alemanha, a Beata Maria Teresa de Jesus (Carolina Gerhardinger), virgem, que fundou com insigne previdência a Congregação das Pobres Irmãs Escolásticas de Nossa Senhora.

13*.   No campo de concentração de Dachau, perto de Munique, cidade da Baviera, na Alemanha, o Beato Estêvão Grelewski, presbítero e mártir, que, durante a ocupação militar da Polónia, sua pátria, extenuado pelos cruéis tormentos infligidos no cárcere pelos perseguidores da Igreja, recebeu a gloriosa coroa do martírio.