Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-10-16

QUARTA-FEIRA da semana XXVIII

S. Hedwiges, religiosa – MF
S. Margarida Maria Alacoque, virgem – MF
Verde ou br. – Ofício da féria ou da memória.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Rom 2, 1-11; Sal 61 (62), 2-3. 6-7. 9
Ev Lc 11, 42-46

* Na Diocese de Angra – Aniversário da Dedicação da Igreja Catedral. Na Sé – SOLENIDADE; nas outras igrejas da Diocese – Ofício e Missa do domingo
* Na Ordem da Visitação de Santa Maria e na Congregação dos Sacerdotes do Coração de Jesus – S. Margarida Maria Alacoque, virgem – FESTA e MO
* Na Congregação das Filhas de São Camilo – B. Josefina Vannini, virgem, Fundadora com o B. Luís Tezza, da Congregação – FESTA
* Na Congregação do Santíssimo Redentor – S. Gerardo Majela, religioso – MO

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 129, 3-4
Se tiverdes em conta as nossas faltas,
Senhor, quem poderá salvar-se?
Mas em Vós está o perdão, Senhor Deus de Israel.


ORAÇÃO COLECTA
Nós Vos pedimos, Senhor, que a vossa graça
preceda e acompanhe sempre as nossas acções
e nos torne cada vez mais atentos
à prática das boas obras.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Rom 2, 1-11
«Retribuirá a cada um segundo as suas obras:
primeiro para o judeu, mas também para o não judeu»

Em Roma havia, no tempo de S. Paulo, cristãos de origem judaica e cristãos de origem pagã. Os de origem judaica pretendiam ser privilegiados em relação aos de origem pagã, que viviam de maneira, por vezes, vergonhosa. Mas S. Paulo previne uns e outros, para que se não julguem mutuamente; só Deus é o juiz, tanto mais que ambos os grupos cometem, por vezes, as mesmas acções. Mas cada um será julgado segundo a sua própria responsabilidade.

Leitura da Epístola do apóstolo São Paulo aos Romanos
Não tens desculpa, quem quer que sejas, tu que julgas os outros. Ao julgares os outros, condenas-te a ti próprio, pois tu, que te fazes juiz, cometes as mesmas acções. Ora nós sabemos que o juízo de Deus se exerce conforme a verdade contra aqueles que praticam essas acções. E tu, que fazes as mesmas coisas que condenas nos outros, pensas que te furtarás ao juízo de Deus? Ou desprezas as riquezas da sua bondade, paciência e magnanimidade, não reconhecendo que a bondade de Deus te convida à conversão? Pela tua obstinação e pelo teu coração impenitente, estás a acumular contra ti um tesouro de ira para o dia da ira, em que se revelará o justo juízo de Deus, que retribuirá a cada um segundo as suas obras: a vida eterna para aqueles que, perseverando na prática das boas obras, procuram a glória, a honra e a imor¬talidade; a ira e a indignação para aqueles que, pela sua rebeldia, rejeitam a verdade e obedecem à injustiça. Tribulação e angústia para todo o homem que pratica o mal: primeiro para o judeu, mas também para o não judeu; glória, honra e paz para todo aquele que pratica o bem: primeiro para o judeu, mas também para o não judeu. Porque Deus não faz acepção de pessoas.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 61 (62), 2-3.6-7.9 (R. 13b)
Refrão: Só em Deus descansa, ó minha alma. Repete-se

Só em Deus descansa a minha alma,
d’Ele me vem a salvação.
Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado. Refrão

Minha alma, só em Deus descansa:
d’Ele vem a minha esperança.
Ele é meu refúgio e salvação,
minha fortaleza: jamais serei abalado. Refrão

Povo de Deus,
em todo o tempo ponde n’Ele a vossa confiança,
desafogai em sua presença os vossos corações.
Deus é o nosso refúgio. Refrão


ALELUIA Jo 10, 27
Refrão: Aleluia. Repete-se
As minhas ovelhas escutam a minha voz, diz o Senhor;
Eu conheço as minhas ovelhas e elas seguem-Me. Refrão


EVANGELHO Lc 11, 42-46
«Ai de vós, fariseus! Ai de vós, doutores da lei!»

Esta passagem, na continuação da leitura de ontem, apresenta uma série de maldições, dirigidas contra os fariseus, por meio das quais o Senhor quer fazer compreender o espírito da sua nova doutrina. Jesus não condena as formas de vida anteriores à sua pregação, mas pretende levar os seus ouvintes a descobrir que, por detrás do cumprimento material da lei, está a justiça e o amor, a pobreza de espírito e a humildade de coração, coisas que os seus ouvintes ainda não tinham chegado a descobrir.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo, disse o Senhor: «Ai de vós, fariseus, porque pagais o dízimo da hortelã, da arruda e de todas as hortaliças, mas desprezais a justiça e o amor de Deus! Devíeis praticar estas coisas, sem omitir aquelas. Ai de vós, fariseus, porque gostais do primeiro lugar nas sinagogas e das saudações na praça pública! Ai de vós, porque sois como sepulcros disfarçados, sobre os quais passamos sem o saber!». Então um dos doutores da lei tomou a palavra e disse a Jesus: «Mestre, ao dizeres essas palavras também nos insultas a nós». Jesus respondeu: «Ai de vós também, doutores da lei, porque impondes aos homens fardos insuportáveis e vós próprios nem com um só dedo tocais nesses fardos!».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai, Senhor,
as orações e as ofertas dos vossos fiéis
e fazei que esta celebração sagrada
nos encaminhe para a glória do Céu.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 33, 11
Os ricos empobrecem e passam fome;
mas nada falta aos que procuram o Senhor.

Ou cf. 1 Jo 3, 2
Quando o Senhor Se manifestar,
seremos semelhantes a Ele,
porque O veremos na sua glória.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus de infinita bondade,
que nos alimentais com o Corpo e o Sangue do vosso Filho,
tornai-nos também participantes da sua natureza divina.
Ele que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Santo

S. HEDVIGES, religiosa

 

S. MARGARIDA MARIA ALACOQUE,virgem

 

 

Martirológio

Santa Edviges, religiosa, natural da Baviera e duquesa da Silésia, que se dedicou generosamente ao auxílio dos pobres, para os quais fundou vários albergues e, depois da morte do seu esposo, o duque Henrique, se retirou num mosteiro de monjas cistercienses que ela própria tinha fundado e de que era abadessa sua filha Gertrudes, onde passou activamente o resto dos seus dias. Morreu em Trebnitz, na Polónia, no dia quinze de Outubro.

 

Santa Margarida Maria Alacoque, virgem, monja da Ordem da Visitação da Virgem Maria, que progrediu de modo admirável no caminho da perfeição; enriquecida com graças místicas e ardentemente devota do Sagrado Coração de Jesus, trabalhou muito para propagar o seu culto na Igreja. Morreu em Paray-le-Monial, na região de Autun, na França, no dia dezassete de Outubro.

 

3.       Em Jerusalém, a comemoração de São Longinos, venerado como o soldado que abriu com a lança o lado do Senhor pregado na cruz.

4.       Na região de Toul, na Gália, hoje na França, Santo Elífio, que é venerado como mártir.

5.       Comemoração dos santos Martiniano e Saturiano, mártires na África Setentrional, com dois irmãos seus, que, durante a perseguição dos Vândalos no tempo do rei ariano Genserico, eram escravos de um vândalo e tinham sido convertidos à fé de Cristo por Santa Máxima, virgem, sua companheira de escravidão. Pela sua constância na fé católica, foram fustigados e feridos até aos ossos com varas nodosas e depois enviados para o desterro dos mouros exilados, onde foram condenados à morte por terem convertido alguns deles à fé de Cristo. Quanto a Santa Máxima, liberta depois de superar muitas tribulações, morreu em paz num mosteiro, como mãe de muitas virgens.

6.       No território de Limoges, na Aquitânia, actualmente na França, os santos Amando e seu discípulo São Juniano, eremitas.

7.       Perto de Arbon, na Germânia, actualmente na Suíça, São Galo, presbítero e monge, que, foi recebido ainda adolescente por São Columbano no mosteiro de Bangor, na Irlanda, propagou diligentemente o Evangelho nesta região e ensinou aos seus irmãos a disciplina monástica. Descansou no Senhor quase centenário.

8*.     Em Noyon, na Nêustria, hoje na França, São Mumolino, bispo, que, sendo monge, ajudou Santo Audomaro na missão evangelizadora e depois sucedeu a Santo Elígio na sede episcopal.

9.      No mosteiro de Heresfeld, na Francónia da Germânia, na hodierna Alemanha, São Lulo, bispo de Mogúncia, que, sendo companheiro e colaborador de São Bonifácio na obra da evangelização, foi por ele ordenado bispo, para que fosse um mestre para os presbíteros, um doutor da Regra para os monges, um pregador fiel e pastor para o povo cristão.

10*.   No território de Retz, perto de Nantes, na Bretanha Menor, hoje na França, São Vital, eremita.

11*.   No território de Mirepoix, junto aos Pireneus, na Gália, também na hodierna França, São Gauderico, agricultor, insigne pela sua devoção à Mãe de Deus. 

12*.   Em Brioude, na região dos Arvenos, na Aquitânia, actualmente também na França, Santa Bonita, virgem.

13*.   Em Pamiers, junto aos Pireneus, também na França, Santo Anastásio, monge, que, natural de Veneza, abraçou a vida eremítica na ilha de Tombelaine, perto de Mont-Saint-Michel, depois a vida monástica em Cluny, finalmente a vida na solidão durante os últimos anos da sua vida.

14.     Em Cominges, também junto aos Pireneus, na França, São Beltrão, bispo, que, por indicação do papa São Gregório VII, trabalhou arduamente para a reforma da Igreja, reconstruiu a sua cidade abandonada e em ruínas e edificou junto à catedral um claustro e um cabido de Cónegos Regrantes segundo a Regra de Santo Agostinho.

15*.   No mosteiro de Igny, na região de Reims, igualmente na França, o passamento do Beato Gerardo de Claraval, abade, que foi assassinado por um iníquo monge durante uma visita a este cenóbio.

16*.   Em Materdómini, na Campânia, São Gerardo Majella, religioso da Congregação do Santíssimo Redentor, que, arrebatado pelo amor de Deus, abraçou um género de vida rigorosíssimo e, exuberante de zelo por Deus e pelas almas, ainda jovem descansou piedosamente no Senhor.

17♦.   Em Madrid, na Espanha, os Beato Jesus Villaverde Andrés, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir,  que, na mesma perseguição religiosa, perseverou na fé em Cristo até à morte.

18*.   Perto de Cracóvia, na Polónia, no campo de concentração de Auschwitz, os beatos Aniceto Koplinski, da Ordem dos Frades Menores Capuchinhos, e José Jankowski, da Sociedade do Apostolado Católico, presbíteros e mártires, que, durante a ocupação militar da sua pátria por sequazes de uma nefanda doutrina hostil aos homens e à fé cristã, deram testemunho da sua fé em Cristo até à morte, um na câmara de gás, o outro assassinado pelos guardas do campo.

19♦.   Em Ramapuram, localidade de Palai, na Índia, o Beato Agostinho Thevarparampil “Kunjachan”, presbítero.