Liturgia diária

Agenda litúrgica

2019-01-30

QUARTA-FEIRA da semana III

Verde – Ofício da féria.
Missa à escolha (cf. p. 18, n. 18).

L 1 Hebr 10, 11-18; Sal 109 (110), 1. 2. 3. 4
Ev Mc 4, 1-20

* Na Congregação Salesiana – B. Bronislao Markiewics, presbítero ­– MF; em Lisboa – Aniversário da Dedicação da igreja de Nossa Senhora Auxiliadora – SOLENIDADE; na Congregação Salesiana e no Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora – I Vésp. de S. João Bosco.

 

Missa

 

ANTÍFONA DE ENTRADA Salmo 95, 1.6
Cantai ao Senhor um cântico novo,
cantai ao Senhor, terra inteira.
Glória e poder na sua presença,
esplendor e majestade no seu templo.


ORAÇÃO COLECTA
Deus todo-poderoso e eterno,
dirigi a nossa vida segundo a vossa vontade,
para que mereçamos produzir abundantes frutos de boas obras,
em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


LEITURA I (anos ímpares) Hebr 10, 11-18
«Tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica»

Antes de Cristo, repetiam-se os sacrifícios, porque nenhum deles tinha alcance universal e eterno. Jesus, porém, ofereceu-Se a Si mesmo, e este seu sacrifício tem valor infinito, porque é o sacrifício do Filho de Deus. Por isso, Ele santifica, de uma vez para sempre, os homens que a Ele se queiram submeter, obtém-lhes o perdão dos seus pecados e garante-lhes participação na glória celeste. Esta é a Aliança nova e eterna, mais eficaz do que qualquer das alianças anteriores, que sempre se encaminhavam para este momento definitivo.

Leitura da Epístola aos Hebreus
Todo o sacerdote da antiga aliança se apresenta cada dia para exercer o seu ministério e oferecer muitas vezes os mesmos sacrifícios, que nunca poderão perdoar os pecados. Cristo, ao contrário, tendo oferecido pelos pecados um único sacrifício, sentou-Se para sempre à direita de Deus, esperando desde então que os seus inimigos sejam postos como escabelo dos seus pés. Porque, com uma única oblação, Ele tornou perfeitos para sempre os que Ele santifica. O Espírito Santo também no-lo confirma, porque, depois de ter declarado: «Esta é a aliança que estabelecerei com eles, depois daqueles dias», o Senhor acrescenta: «Hei-de imprimir as minhas leis no seu coração e gravá-las no seu espírito e não Me recordarei mais dos seus pecados e iniquidades». Ora, onde há remissão dos pecados, já não há necessidade de oblação pelo pecado.
Palavra do Senhor.


SALMO RESPONSORIAL Salmo 109 (110), 1.2.3.4 (R. 4bc)
Refrão: O Senhor é sacerdote para sempre. Repete-se
Ou: Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec. Repete-se

Disse o Senhor ao meu Senhor:
«Senta-te à minha direita,
até que Eu faça de teus inimigos escabelo de teus pés. Refrão

O Senhor estenderá de Sião
o ceptro do teu poder
e tu dominarás no meio dos teus inimigos. Refrão

A ti pertence a realeza desde o dia em que nasceste
nos esplendores da santidade,
antes da aurora, como orvalho, Eu te gerei». Refrão

O Senhor jurou e não Se arrependerá:
«Tu és sacerdote para sempre,
segundo a ordem de Melquisedec». Refrão


ALELUIA
Refrão: Aleluia Repete-se
A semente é a palavra de Deus e o semeador é Cristo:
quem O encontra permanece para sempre. Refrão


EVANGELHO Mc 4, 1-20
«O semeador saiu a semear»

A parábola do semeador abre a secção das parábolas evangélicas. Longa, cheia de pormenores, primeiro dita, depois explicada, esta parábola procura sublinhar a importância que tem o tornar-se discípulo na escola de Jesus para poder compreender-se o que é o Reino de Deus e nele entrar. A parábola sublinha, ao mesmo tempo, a exigência de uma boa terra para se receber a sementeira da palavra de Deus, e a força e vitalidade dessa mesma palavra, que, desde que a terra onde é semeada a saiba receber, sempre dá fruto abundante.

Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo, Jesus começou a ensinar de novo à beira mar. Veio reunir-se junto d’Ele tão grande multidão que teve de subir para um barco e sentar-Se, enquanto a multidão ficava em terra, junto ao mar. Ensinou-lhes então muitas coisas em parábolas. E dizia-lhes no Seu ensino: «Escutai: Saiu o semeador a semear. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram as aves e comeram-na. Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; logo brotou, porque a terra não era funda. Mas, quando o sol nasceu, queimou-se e, como não tinha raiz, secou. Outra parte caiu entre espinhos; os espinhos cresceram e sufocaram-na e não deu fruto. Outras sementes caíram em boa terra e começaram a dar fruto, que vingou e cresceu, produzindo trinta, sessenta e cem por um». E Jesus acrescentava: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça». Quando ficou só, os que O seguiam e os Doze começaram a interrogá-l’O acerca das parábolas. Jesus respondeu-lhes: «A vós foi dado a conhecer o mistério do reino de Deus, mas aos de fora tudo se lhes propõe em parábolas, para que, ao olhar, olhem e não vejam, ao ouvir, oiçam e não compreendam; senão, convertiam-se e seriam perdoados». Disse-lhes ainda: «Se não compreendeis esta parábola, como haveis de compreender as outras parábolas? O semeador semeia a palavra. Os que estão à beira do caminho, onde a palavra foi semeada, são aqueles que a ouvem, mas logo vem Satanás e tira a palavra semeada neles. Os que recebem a semente em terreno pedregoso são aqueles que, ao ouvirem a palavra, logo a recebem com alegria; mas não têm raiz em si próprios, são inconstantes, e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra, sucumbem imediatamente. Outros há que recebem a semente entre espinhos. Esses ouvem a palavra, mas os cuidados do mundo, a sedução das riquezas e todas as outras ambições entram neles e sufocam a palavra, que fica sem dar fruto. E os que receberam a palavra em boa terra são aqueles que ouvem a palavra, a aceitam e frutificam, dando trinta, sessenta ou cem por um».
Palavra da salvação.


ORAÇÃO SOBRE AS OBLATAS
Aceitai benignamente, Senhor,
e santificai os nossos dons,
a fim de que se tornem para nós fonte de salvação.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.


ANTÍFONA DA COMUNHÃO Salmo 33, 6
Voltai-vos para o Senhor e sereis iluminados,
o vosso rosto não será confundido.

Ou Jo 8, 12
Eu sou a luz do mundo, diz o Senhor.
Quem Me segue não anda nas trevas,
mas terá a luz da vida.


ORAÇÃO DEPOIS DA COMUNHÃO
Deus omnipotente, nós Vos pedimos
que, tendo sido vivificados pela vossa graça,
nos alegremos sempre nestes dons sagrados.
Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo.

 

Martirológio

1.   Em Jerusalém, São Matias, bispo, que, depois de muitos padecimentos por Cristo, descansou em paz.

2.   Em Edessa, no Osroene, hoje Sanliurfa, na Turquia, São Barsimeu, bispo, que, segundo a tradição, foi duramente flagelado por amor de Cristo no tempo do imperador Décio, mas, terminada a perseguição, obteve a libertação do cárcere e passou o resto da sua vida em intensa actividade no governo da Igreja que lhe foi confiada.

3.   Em Roma, a comemoração de Santa Martinha, sob cujo título o papa Dono dedicou uma basílica no foro romano.

4.   Em Chelles, no território de Paris, actualmente na França, Santa Batilde, rainha, que fundou cenóbios sob a Regra de São Bento segundo os costumes de Luxeuill; depois da morte do seu esposo Clovis II, foi regente do reino e, durante o reinado de seu filho, passou os últimos anos da sua vida na rigorosa observância da regra monástica.

5.   Em Maubeuge, na Nêustria, na actual França, Santa Aldegundes ou Aldegonda, abadessa, no tempo do rei Dagoberto.

6.   Em Pavia, na Lombardia, região da Itália, Santo Armentário, bispo, que depositou solenemente o corpo de Santo Agostinho na basílica de São Pedro «in Caelo Áureo», para ali trasladado pelo rei Liutprando.

7.   A paixão de São Teófilo o Jovem, mártir, que, sendo comandante da frota cristã, foi capturado pelos inimigos junto a Chipre e conduzido a Harun, califa dos Sarracenos; e não podendo este obrigá-lo a negar a Cristo, nem com promessas nem com ameaças, mandou que fosse passado ao fio da espada.

8*.   Em Burgos, cidade de Castela e Leão, actual região da Espanha, Santo Adelelmo ou Lesmes, abade, que transformou num mosteiro a capela de São João com o hospício adjacente.

9*.   Em Dublin, na Irlanda, o passamento do Beato Francisco Taylor, mártir, que, sendo pai de família, passou sete anos encerrado no cárcere por causa da sua fé católica e, consumido pelas tribulações e pela idade avançada, terminou o martírio no reinado de Jaime I.

10♦.   Em Kumamoto, cidade do Japão, os beatos mártires Ogasawara Yosaburo Gen’ya, sua esposa Ogasawara Miya Luísa, com nove filhos e quatro servos da família Ogasawara[1].


[1]  Estes são os nomes dos filhos mártires: Ogasawara Genpachi, Ogasawara Mari, Ogasawara Kuri, Ogasawara Sasaemon, Ogasawara Sayuemon, Ogasawara Shiro, Ogasawara Goro, Ogasawara Tsuchi, Ogosawara Gonnosuke.

 

11.   Em Viterbo, na Toscana, hoje no Lácio, região da Itália, Santa Jacinta Mariscótti, virgem da Ordem Terceira Regular de São Francisco, que, depois de passar quinze anos em prazeres mundanos, abraçou uma vida austeríssima e promoveu irmandades para a assistência dos idosos e para a adoração da Santíssima Eucaristia.

12*.   Em Turim, no Piemonte, região da Itália, o Beato Sebastião Valfré, presbítero da Congregação do Oratório de São Filipe Néri, que trabalhou com todo o ardor na assistência aos pobres, aos enfermos e aos presos nos cárceres e, pela sua bondade e diligente caridade, conduziu muitos a Cristo.

13.   Em Seul, na Coreia, o santo mártir Paulo Ho Hyob, que, sendo soldado, foi preso por causa da sua profissão de fé cristã e submetido a cruéis torturas, de tal modo que, pela debilitação das suas forças, pareceu estar prestes a ceder; mas, arrependido, imediatamente confirmou diante do juiz a sua fé em Cristo; por isso ficou encarcerado durante muito tempo e, finalmente, enfraquecido pelas flagelações, morreu no Senhor.

14.   Em Tonquim, no actual Vietnam, São Tomé Khuong, presbítero e mártir, que na perseguição do imperador Tu Duc, permanecendo invencível na profissão da fé cristã, foi metido no cárcere e, ajoelhado diante da cruz, morreu a golpe de machado.

15.   Em Guadalajara, no México, São David Galván, presbítero e mártir, que, durante a perseguição mexicana, por defender a santidade do matrimónio, foi fuzilado pelos soldados, sem processo judicial, e assim alcançou a coroa do martírio.

16*.   Em Malonne, na Bélgica, São Muciano Maria (Luís Wiaux), religioso da Congregação dos Irmãos das Escolas Cristãs, que consagrou quase toda a sua vida a trabalhar, com inflexível constância e contínua alegria, na educação dos jovens.

17*.   No mosteiro de São Bento de Maredsous, também na Bélgica, o Beato Columba (José) Marmion, que, natural da Irlanda, foi ordenado presbítero e eleito abade na Ordem de São Bento, onde resplandeceu como pai do cenóbio e guia das almas, pela santidade de vida, doutrina espiritual e eloquência.

18*.   Em Torrent, localidade da província de Valência, na Espanha, a Beata Cármen Garcia Moyon, mártir, que trabalhou diligentemente como educadora da doutrina cristã e, durante a perseguição religiosa, depois de ter resistido tenazmente à tentativa de violação, foi queimada viva pela fé de Cristo.

19*.   Em Gdeszyn, cidade da Polónia, o Beato Segismundo Pisarski, presbítero e mártir, que, durante a guerra, por não renunciar à sua fé perante os perseguidores, foi expulso da sua igreja paroquial e finalmente preso e fuzilado.